segunda-feira, 28 de janeiro de 2008


Sintra - Portugal - 2008

"É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
...
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
...
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto, é um pingo pingando,
É uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
...
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato,na luz da manhã
...
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
...
Pau, pedra, fim, minho
Resto, toco, oco, inho
Aco, vidro, vida, ó, côtche, oste, ace, jó
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração."
Tom Jobim - Águas de Março

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Feliz Ano Novo!


Albufeira - Portugal 2008
"I Just Want to relax"

Feliz Ano Novo!!

O ano não começou propriamente agora, eu sei, e também sei que não é preciso escrevê-lo para vos desejar tudo de bom, todos os dias se possível todo o dia... Peace ;)

Os anos, o número dias que o faz o ano, as horas que compõem o dia e os segundos que são a hora não existem por acaso, nem são uns números quaisquer. Há explicação física, histórica e racional para isso, mas isso fica outras leituras.
No final do ano o ano faz anos, e toda a gente que vive todas as horas e todos os dias regulado por esse ano comemora esse aniversário. Mas não é um aniversário qualquer, é um muitos parabéns a acabar e outro muitos anos de vida a começar.

É um dia como outro qualquer. Aqui ou no Japão. Na América ou no Sudão. No Iraque ou no Afeganistão. Para o Quénia ou para o Irão. Aqui e na Conchinchina.