domingo, 18 de julho de 2010

Para ouvir e dançar

Faz favor de ouvirem:

Emiliana Torrini - Jungle Drum



faz bem ao espírito e ao corpo porque dá vontade de dançar! e cantar...cantar....

Obrigada a ti ;) pela dica e pela ajuda a colocar aqui o vídeo... :S isto teve difícil :D:P

Macro


(em) Chaves - Portugal 2010
Cá vai, mais uma macro!
CAIM... e os seus 13 capítulos...
um daqueles conjuntos de palavras que quase se leêm a si próprias. Umas vezes causando-nos espanto pela destreza de raciocínio com que foram escritas, a forma como está exposto um assunto tão sério (?!) e "pesado" num enredo e ambiente aparentemente tão singelos e simples (não simplistas!), e outras devo admitir que me chegou a deliciar.
De facto, e crenças muito à parte, o que retenho do livro é que cada um entende... o que bem entender! Pois claro... o que bem lhe apetecer e aprouver. O que a sua religião (vulgo, nos casos mais tristes, prisão) lhe permitir. Creio que não ofende quem não deva ser ofendido. Creio também que não passa de apenas mais uma perspectiva e quando mais a condenarem mais lhe alimentam a publicidade numa estranha relação de causa-efeito.
Sempre me disseram que não se deve brincar com coisas sérias. Pois é, não se deve mesmo, a isso chamo respeito, é muito bom e eu gosto. Mas para mim Deus, ou o Senhor, ou o como lhe queiram chamar, é algo positivo, bem-disposto, que não teme críticas e é sabedor e confiante o suficiente para deliciar-se e rir mesmo quando outros o desdenham. Essa sua atitude revela o que o protege e coloca acima de tudo isso: sabedoria, compreensão e amor. Deus é amor, não é punição nem temor.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Simbiose

Simbiose... bela palavra...

Perfeição... entre duas partes será uma precisar da outra tanto quanto a outra precisa de si?

"O País do Carnaval"



"O Vaidoso e Pomposo Pavão no Jardim Botânico" - Madeira 2010
Li recentemente o 1.º romance do escritor Jorge Amado.
"O País do Carnaval" foi escrito em 1931, e contrariamente àquilo que se possa deduzir do seu título, não se trata propriamente de festa e loucura, nem de bailarinas nuas com plumas na cabeça a sambar em transe.
Trata-se essencialmente de um grupo de amigos, todos eles pensadores da vida, que de entre as enúmeras questões que colocam, não apenas sobre o rumo que leva o seu país, tentam desvendar o que é afinal isso de ser feliz. Tornam-se os mosqueteiros da Felicidade, e embarcam nessa (des) aventura. Qual será o sentido da vida? Há os que defendem que é ter uma religião e ter fé, os que acham que ter uma família e viver num sítio sossegado é quanto baste, os que encontram no não desejo (numa espécie de Super-Buda), no cepticismo, na serenidade, na indiferença, e na não expectativa a forma de lutar contra essa dúvida existencial, existem ainda os que procuram a alma gémea, os que se entregam aos estudos filosóficos e afins.... poderia aqui referir as mil e uma situações possíveis e que são intemporais. Não se aplicam apenas àquele tempo nem se limitam àquele país. Existem a todo o momento em cada um de nós. Penso que um dos caminhos para se ser mesmo feliz é necessaria, embora não sufucientemente, não querer fazer disso uma demanda impossível. No livro, nenhum deles encontrou a felicidade... talvez seja apenas uma utopia, um conceito de algo inantingível... mas a frase que me veio à cabeça no momento imediato à leitura da última frase do livro foi:
Só não é feliz quem não quer... pelo menos tentar!