quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Limbo

Que raio se passa com o tempo hoje em dia?
Porque raio os minutos parecem acelerar e tudo corre de forma alucinante? De forma... lancinante até... e assustadora. Isto preocupa-me porque mal dou pelos meses a passarem e a sensação de paz e serenidade é cada vez mais uma utopia, quando deveria ser a coisa mais natural e simples de se alcançar.
Andamos todos a correr para aqui e para ali, para o trabalho, para os compromissos, para as reuniões, para as compras, para fazer isto...e aquilo....e ainda mais aqueloutro... e raz! No fim do dia, no fim da semana apetece soltar um grito porque a falta de tempo nos sufoca. E andamos cansados, porque o tempo para dormir é pouco ou é ocupado com estúpidas preocupações sobre os milhões de porcarias que temos de fazer. E se eu não as quiser fazer? E se me estiver simplesmente a barimbar para tudo isso?.... Muito provavelmente espera-me um lugarzinho no cantinho do castigo da sociedade.
Quem, e o que, somos afinal no meio de toda esta parafrenália? Alguém me explica de forma lógica isso? Temos de ser tanta coisa ao mesmo tempo, temos de conseguir fazer e superar tudo e todos em tudo o que fazemos. Os outros exigem isso de nós e nós exigimos isso de nós próprios. E vivemos presos a uma lista de supermercado. Como se a vida fosse um conjunto de tarefas, que vamos picando consoante as vamos conseguindo completar. O problema é que a lista nunca acaba. Nós não a deixamos acabar. E sinceramente chega-se a um ponto em que quanto mais tenhamos feito daquelas ditas tarefas, maior será o vazio entre nós e o que verdadeiramente somos ou deveríamos ser.
Desabafo meu ao largo do meu cansaço.
Ao som de: "Tão perto e Tão longe" dos Hands on Approach.

sábado, 25 de setembro de 2010


Sweet Surprise - Portugal 2010
Sigo o rasto que deixaste para que te seguisse.
As cores, a forma, o toque... todo o carinho e todo o cuidado em cada ínfimo pormenor em que pensaste.
E sabes que mais? Eu não estava mesmo nada à espera.
Segue agora estas minhas palavras e ouve o que não te disse.
Para mim, no culminar do caminho estava a maior das alegrias:
O teu sorriso!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Macros - fazer o gosto ao dedo...





Flores, castanhas e afins - Marvão - Portugal 2010
Agora sim começo a aceitar que esta mania de tentar ver tudo ao pormenor tem de ter alguma razão. Até descobri-la vou partilhando os seus efeitos!
Uma coisa já me apercebi... que nem sempre é muito bom darmos atenção a todos os pormenores, mas no caso das flores acho que isso não se aplica ;)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Bebé

Ontem à noite chegou mais um membro à família!! Uma linda menina chamada Matilde :))))))

Não sei se coincidência ou não mas no caminho de casa, depois de ter saído do hospital, vi uma estrela cadente ;)

Boa sorte.
E tenha muita saúde.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Blue

Alguém me sabe explicar porque é que os ingleses/ americanos utilizam a expressão "blue" quando parecem querer dizer que estão desmotivados, tristes, ou em baixo? Tem a ver com a cor azul ou com as músicas do género Blues? De facto a cor azul induz melancolia, a calma e a afastamento, e por outro lado as músicas do estilo blues são também de notas essencialmente baixas, repetitivas e expressivamente melancólicas e calmas. Mas não uma calma de serenidade, mais de resignação. Será?
É que hoje dormi mal. Dormi pouco....e isso influencia tudo o resto... Não me apetece estar em sítio nenhum, não me apetece fazer nada nem falar com ninguém. Hoje se pudesse passava o dia a voar, distante de tudo e apenas a observar. Conclusão: parece-me que hoje é um dia Não! Olhei no espelho, não estou nada azul nem nada que se pareça, e também não me apetece nada ouvir músicas muito paradas porque isso só me vai fazer sentir ainda mais... parada.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Finalmente...

Após alguma procura...junto das livrarias e afins... eis que surgiu inesperadamente na net. Às vezes procuramos e procuramos e precisamente no momento em que parecemos relaxar essa demanda surge mesmo à nossa frente o que buscávamos. E aí apercebemo-nos que talvez exista um momento certo para as coisas (sejam elas quais forem) pois se elas estão mesmo à nossa frente e nós nem sempre as vislumbramos então aquilo faz sentido. Neste caso foi com um livro do qual já conheço alguns poemas e que sempre me despertou curiosidade e sede de saber mais.
Já o tenho: Os poemas Possíveis, de José Saramago
Se tivesse de escolher, de entre tudo o que tenho, determinadas coisas materais para levar um qualquer sítio onde não cabem todas as traquitanas que vamos acumulando ao longo da vida, seriam com certeza este livro de poemas, um cd dos fairground attraction, uma blusa, a das borboletas, e os brincos das cornucópias.... Estas são as minhas "peças" preferidas.
Vocês também têm coisas assim? Sentem essa estima por algum objecto que tenham?