quarta-feira, 20 de julho de 2011

Miau! Encontrei um gato...

Ou melhor... ia atropelando um gato! Um gatinho. Uma coisinha preta com a barriga branca que ao longe parecia apenas um pedaço de borracha ou um saco de plástico ou qualquer uma dessas coisas que as pessoas às vezes atiram para a rua. Foi perto do estádio de futebol, entre um e o outro lado da mata. Ia-lhe passando por cima não fosse o bicho mexer-se e olhar mesmo na minha direcção. Parei logo o carro. Saí, peguei no bichinho que entretanto já estava à beira da estrada e perguntei a quem passava se lhes pertencia. Nada, niente... Presumo que tenha sido abandonado. Com o carro no meio da estrada procurei ali por perto por gatos e gatinhos mas nada.... e o que é que eu faço agora!?!?! Bolas... não o consegui deixar ali. Meti-o no carro e lá está ele hoje na minha cozinha, na sua nova alcofa, brinquedos variados, caixa com areia, água fresca e ração.... Onde é que me fui meter?!

Gosto de gatos no sentido de apreciá-los. Acho que são animais belos pela sua agilidade, astúcia, leveza, pelo seu olhar... felino! Mas (MAS...MAS....MAS...) sinceramente nunca tinha pensado ter um. Até porque tenho um certo medo (injustificado é certo!!) deles. Das suas garras e daqueles dentes afiados. Fico um bocadinho retraída se é que me entendem.... E agora aqui estou eu... uma miúda que sofre de "Ailurofobia" (fiquei agora a saber este palavrão - significa medo irracional de gatos) que adoptou um gato.... Oh my God! O que me havia de acontecer.
Já foi ao veterinário e está confirmado: é um macho, não tem raça definida e... é arisco! Mesmo muito muito malandro!

Tive a ler alguns artigos, todos falam do efeito benéfico anti-stress que um gato pode ter na vida de uma pessoa... pois no meu caso ando num estado de nervos que nem vos conto. Até porque a todo o momento me assaltam dúvidas sobre como cuidar dele e ensiná-lo, como conviver com ele na mesma casa, como perceber o que fazer.... Enfim, tenho de admitir que não sei nada sobre cuidar de animais e a única arma que tenho para fazê-lo é tratar o animal com o todo o amor possível. Será que vou conseguir? Pode ser que nos entendamos. Eu a ele e ele a mim. Vamos ver como correm os próximos dias. Uma coisa é certa.... tem um focinho e uns olhinhos tão fofos que é impossível não lhe responder sempre que ele chama, dar-lhe o colinho que ele adora e muitas festinhas. Sempre com cuidado.

Ainda não tem nome mas talvez venha a ser..... MALANDRO! Nos dias bons pode ser que seja malandrinho. :)))

Assim que consiga coloco aqui uma foto da fera!

ADENDA: O Malandro manda agradecer publicamente ao baby-sitter que corajosamente ficou com ele na primeira noite e nos dois dias seguintes. :) Diz que foi tratado com muito carinho e que isso lhe tirou o medo e a angústia que trazia da rua. Foram momentos decisivos para ganhar confiança e começar a acreditar que estava tudo bem... e a brincar que nem um doido! Também lhe agradece ter tido parte na escolha do seu nome (que de qualquer forma ele não liga nenhuma por orgulho mas gosta de tê-lo...). :) Obrigado! Miaaau!