sexta-feira, 29 de junho de 2012

Rir recomenda-se... sempre. E pensar também!


Oh my oh my.... anda uma pessoa a tentar dar o seu melhor, a tentar ser honesta e trabalhadora, e no final de contas apenas confirmar que sim... a política (vulgo os que por lá andam em seu nome e não do País...) estraga as coisas.... e o pior é que entre essas coisas estamos nós: sociedade, comunidade, indivíduos,  cidadãos, pessoas, homens, mulheres e crianças que não conseguem dar de mamar a tanto cão esfomeado, ganancioso, mentiroso e ainda por cima preguiçoso. Ora bolas... tanta austeridade e o défice cresceu!! Porque será?! Porque a economia está a ser assassinada! O consumo também, e portanto não produzimos nem gastamos... logo precisamos cada vez mais de uma "mãozinha" (ou várias!!!) do exterior. Logo também vivemos (o País) dependentes de créditos que nunca vão ter um fim porque não estão a ser criadas condições para sairmos desta situação por nós próprios mas apenas para pagar os empréstimos e respectivos juros (de morte). Crédito pago com crédito nunca é solução. Provisória talvez, mas não é solução real. Porque é que se avançou com tanto investimento que não era vital no País? Quem decidiu isso? Que empresas de estudos foram pagas para dar pareceres positivos? Quem lucrou com isso? O Estado precisa e já há muitos anos de ser inspeccionado e meus amigos... eu defendo que altos cargos políticos e dirigentes no Estado têm de responder com património próprio e com pena de prisão efectiva quando as suas decisões se revelam erradas (colocam em risco o bem-estar nacional) e quando é comprovada a sua corrupção. Quem está a decidir estrategicamente tem de ser e sentir-se responsabilizado, caso contrário, podem errar, fazer "31 por 1 linha" (!!) que nem sequer vão perder tempo a pensar nisso. E esta cultura de responsabilidade e honestidade tem de ser implementada deste o topo até à base, gradualmente. A começar no mais alto cargo da nação e a acabar no funcionário camarário que varre a rua ou abre buracos no cemitério (não querendo ofender o seu trabalho pois eles são tão essenciais como quaisquer outros e noutra categoria profissional). Acordem por favor que isto está a afundar e não me quero afogar.

Palavras sobre o silêncio e o afastamento


Bem...hoje estou numa de ladroagem... Aqui vão estas simples palavras que tanto dizem:

"...no toda distancia es ausencia...

...ni todo silencio es olvido..."

É verdade sim senhor. Sábias palavras.

Um bonito poema

Não conheço a autora mas dei de caras com este poema (espreitando aqui: http://laurindaalves.blogs.sapo.pt/) e nele prendi o olhar e a atenção. Li e reli. Em silêncio e em voz alta. E gostei mesmo muito. Aqui vai:

"Às vezes somos o que somos

Às vezes somos quem fomos
Mas às vezes tantas vezes
Fomos
Aquilo que nunca somos
Somos e fomos por um dia
E às vezes por fantasia
Se perturba tanto, ser ...
Querendo ser o que somos
E aquilo que nunca fomos
Fomos tudo
Somos nada
Fomos aquilo que somos
E às vezes e quantas vezes
Tantas vezes a dizer
Nunca sabemos quem fomos
E nunca soubemos ser."

in Poemas com Sabor a Sol a Sal e A-mar, Isabel R. Monteiro, Edições Esgotadas

Quem somos, o que fomos, quem seremos?
Quem somos (ou fomos) para nós e quem parecemos aos olhos dos outros, porque reagimos de determinada maneira perante determinada situação. Para onde caminhamos sendo (nós) assim? Porque mudamos? Como e para quê?!?!
Será possível os outros conhecerem-nos melhor do que nós a nós próprios? Eu já acreditei que sim, isso é possível. É possível quando estamos demasiado concentrados em vermo-nos e não em entendermo-nos. E quando simplesmente não nos estamos a importar com isso, ou não fazemos mesmo por não querer saber (passiva e activamente, entenda-se). E também porque diz-se, e bem, que quem vê de fora (de uma dada situação) vê melhor, mais limpo. Como peças do puzzle questionamo-nos interiormente. Quem sabe para que fazemos tal coisa. Quem sabe... quem sou eu e o que faço aqui? Diz-me tu "eu"!

Somos então feitos do quê?

Talvez o que somos não seja mesmo o que fomos.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Don Juan DeMarco

Johnny Depp como Don Juan

O filme já tem uns aninhos mas eu só o vi agora. E foi porque há pouco tempo ouvi uma música já antiga do Bryan Adams (have you ever really loved a woman) que fez a banda sonora do filme e é uma música de que sempre gostei. Não apenas por realmente ter algo de especial, uma sonoridade e letra muitos bonitas, mas, e curiosamente, faz-me rir porque me faz recordar de uma coisa caricata... :)... numa bela tarde de há uns anos atrás uma mulher que costumava fazer venda ambulante e passava todos os dias na rua onde eu vivia, estava, naquele dia, encostada à sua carrinha, cantarolando a música (esta!) que estava a tocar no rádio, alheia do mundo com um sorriso nos lábios daqueles que não conseguem esconder que a pessoa deve estar completamente in love... pois bem, até aqui nada de anormal correcto?! Não fosse o caso desta mulher ser, até àquele preciso momento e todos os santíssimos dias até essa data reveladora, uma mulher rude, brusca, respondona e até um pouco máscula!! Até aí a imagem que eu tinha dela era de uma mulher algo «machota», daquelas que gostam de mandar (vulgo "mandona"!!!), que parecem não ter sentimentos e são pouco dadas a demonstrações de afecto!! Ora uma pessoa acostuma-se a ver assim uma mulher guerreira e de repente encontrá-la encostada quase a deixar-se cair de tão apaixonada a murmurar uma canção com um sorriso parvo nos lábios.... é caso para rir ou não?!? Pois foi o que eu fiz. E isto ficou só entre mim e ela, penso eu. Não estava lá mais ninguém e ninguém chegou nesses entretantos. Eu pedi o que queria, ela entregou-me, eu paguei e agradeci. Quando já  estava de abalada, quase a virar-lhe costas ela sorriu para mim e disse-me: "eu não percebo nada do que ele diz, mas gosto muito desta música.....aiiiiiii!!!". Pois, eu já tinha percebido... e achei aquilo lindo... 

Quanto ao filme (produzido por Francis Ford Coppola) gostei! Conta a história de um rapaz (Jonnhy Depp) que usa uma máscara negra e certo dia tenta suicidar-se. Um psiquiatra (Marlon Brando) consegue fazê-lo mudar de ideias e tenta ajudá-lo, sem nunca esperar que a história (real ou ilusória) de vida daquele rapaz mudasse a sua própria vida (conjugal entenda-se!!). O rapaz, sedutor e romântico incurável, afirma ser Don Juan DeMarco e conta ao psiquiatra a sua história. Perdeu o seu grande amor e está deprimido. Acha que, mesmo conseguindo ter todas as mulheres do mundo, a vida deixa de fazer sentido sem aquela que realmente lhe importa e a quem realmente ama. Uma lição de vida sobre o amor romântico, poético e passional.

Rir recomenda-se... muito.

Esta é.... deliciosa!! rsrsrsrsrrssr :D:D

Rir recomenda-se...

Quando se virem aflitos, mesmo muito aflitos, já sabem. :D

Observar, conhecer, fotografar e partilhar

Encontrei por acaso o blog http://oalfaiatelisboeta.blogspot.pt/. Adorei o conceito. Andar por aí (na nossa cidade, no nosso país, e noutras cidades de outros países do mundo!! Yeah!), observar as pessoas na rua, descobrir e expor através da fotografia o mundo de cada um. E dar isso a conhecer aos outros. Quem é fotografado? Seja por aquilo que trazem vestido, o seu estilo e as cores que mostram, a história que parecem trazer, seja a sua expressão, a forma do seu corpo e os seus movimentos.... são todos aqueles que por qualquer razão nos captem a atenção... Que interessante poder olhar assim para os outros e tentar captar o melhor de cada um deles através da beleza da arte da fotografia. Gostei tanto da ideia que senti vontade de começar a fazer algo semelhante. Adapta-se perfeitamente  ao que gosto de fazer quando ando por aí... a apreciar e a tentar perceber, através daquilo que a sua presença nos transmite, o mundo de cada um. E fazer isso com simplicidade, paixão e tolerância é a cereja no topo do bolo! Nesse rol detectam-se tendências, avaliam-se expressões, constroem-se histórias, puxamos pela imaginação, fazem-se comparações, e mais importante: alargamos a nossa perspectiva!
Nesta sequência encontrei também o http://www.thesartorialist.com/, que parece ter sido afinal o ponto de partida daquele que eu encontrei em primeiro lugar.

Fica aqui a deixa! Deixem-se fotografar.... e conhecer.