quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Vantagens relativas

"A vantagem de ter péssima memória é divertirmo-nos muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez."
Friedrich Nietzsche (1844-1900)

Será? Não sei se o filósofo tinha razão. Digo eu que por norma até sou um bocadinho esquecida, distraída... ou fundamentalmente exploradora (auto-proclamada) oficial do "mundo da lua"... e portanto isso de alegremente experimentar coisas afinal já vividas até me soa bem. Só tenho uma coisinha a apontar a esse raciocínio: se para as coisas boas é diversão na certa então para as coisas menos boas o facto de senti-las como se fosse a primeira vez que delas soubéssemos... não é mau.... é MUITO MAU! Feitas as contas acho que não se pode ser nem muito optimista nem muito pessimista. Conclusão: fiquei na mesma. Isto das vantagens é como com as verdades, não há absolutas!

sábado, 25 de agosto de 2012

Coisa caricata

O meu gato tem estado a brincar com o rato... do COMPUTADOR!!!


Pronto.... podem descansar.  Já me passou... :D
No more jokes! ... I Promisse!

Esta miúda canta que se desunha!!


Não... não a rapariga não faz manicura agressiva enquanto canta... não arranca as unhas nem nada parecido... apenas tem um vozeirão que faz arrepiar o mais insensível ser vivo à face da Terra. Adoro ver este vídeo da 1.ª audição dela no programa X Factor americano e de todas as vezes arrepio-me, com o facto de ela não saber se iam gostar dela, chegar lá, com os seus 18 aninhos, humilde, simples, começar a cantar, avançar na música, levantar o tom e simplesmente impressionar toda a gente. Eu fiquei fã dela logo nesta fase, passasse à frente ou não. Entretanto, já fiquei a saber que ela até acabou por vencer o programa da 1.ª edição nos EUA e ganhou 5 milhões de dólares. A propósito.... chama-se Melanie Amaro.
Well done girl! 

O Escafandro e a Borboleta

"O Escafandro e a Borboleta" (Le Scaphandre et le Papillon) começou por ser um livro autobiográfico de um autor francês (Jean-Dominique Bauby) publicado em 1997, e 10 anos mais tarde acabou por vir a ser adaptado ao cinema por Julian Schnabel.
Ontem quando estava a fazer zaping (coisa muitíssimo rara na minha pessoa porque vejo muito pouca tv e quase sempre os mesmos 5 ou 6 canais... farto-me logo) estava mesmo a começar este filme. Por acaso já tinha o visto há uns 4 anos atrás e na altura, mesmo não gostando muito de filmes franceses e de achar este em particular um filme muito parado, houve qualquer coisa nesta história que me emocionou e marcou. Não cheguei a falar disso quando o vi por isso faço-o agora. Despertou em mim sentimentos um pouco antagónicos. O não gostar muito, por um lado, e o adorar, pelo outro. Já referi o que não gostei no filme. Passemos então aos pontos positivos: tem uma mensagem muito profunda acerca da vida e da morte. Profunda e quem sabe até polémica... mas importante porque nos faz reflectir acerca das coisas... O facto de estarmos vivos nem sempre significa que estejamos efectivamente a viver. E em alguns casos a morte pode ser o acontecimento mais feliz na vida de uma pessoa. Passo a explicar porquê, neste caso muito concreto.

A história:

Jean-Dominique Bauby, 43 anos, é um editor de uma revista de moda. Tem um ritmo de vida alucinante, mil  afazeres,  tem uma vida social muito activa e é daquelas pessoas que nunca param. Mas inesperadamente sofre um derrame cerebral e entra em coma. Vinte dias depois acorda. 
Bauby foi vítima do síndrome do encarceramento, acorda paralisado, sendo que a única parte do corpo que consegue mexer é o seu olho esquerdo.
Numa luta constante entre a raiva por estar assim e simultaneamente não se dar por vencido, aprendeu a comunicar piscando letras do alfabeto, formando palavras....e mais tarde o livro em que autobiograficamente descreve a sua situação, o que sente e como sente. Começa a aperceber-se de que o corpo e a mente vivem de diferentes maneiras, e uma coisa era certa: a doença não paralisou nem a sua imaginação nem a sua memória. O corpo está preso como que num pesado e incómodo escafandro, mas a mente e os pensamentos são libertos e leves como uma borboleta.
O choque do seu anterior ritmo de vida com o marasmo em que se vê mergulhado fazem-no dizer muitas vezes (com o piscar do olho) que a única coisa que quer é.... morrer.


Curiosamente não é uma história que nos faça chorar. Não é um filme lamechas nem um drama de cabeceira. A mensagem e a lição de vida, que o autor quis partilhar connosco, são tão claras e reais que não há espaço para floreados e lágrimas ocasionais... há isso sim (e bem mais interessante) uma nova perpecção sobre a fragilidade da vida, as potencialidades da mente, a resignação humana e por outro lado, levanta questões muito interessantes nas áreas da Bioética e do Direito. E, inevitavelmente, faz-nos pensar acerca da eutanásia, do direito à vida, da propriedade da vida e da dignidade humana.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Fortaleza de Juromenha

Juromenha é uma pequena terrinha portuguesa pertencente ao concelho do Alandroal, distrito de Évora. Tem cerca de 30 km2 de área e um punhado de habitantes. Representou ao longo dos tempos um importante papel de sentinela do Guadiana contra ataques espanhóis. Hoje, a fortaleza, embora esteja identificada como local de interesse turístico, está em ruínas, degradada, não se vê por lá vivalma, está aparentemente abandonada, e acho até que pode ser perigoso andar-se por lá sozinho. Eu vinha de Elvas e como já lá tinha estado uma vez e adorei a paisagem sob o Alqueva, resolvi parar por ali para vê-la outra vez e tirar umas fotos.
Há uma lenda sobre o nome desta terra. Conta-se que um certo conde tinha uma irmã muito bela chamada Menha, a qual passou a desejar possuir. Ela negou teimosamente aceitar ter relações com ele porque isso seria incesto. Ele, irritado e zangado, mandou prendê-la nesta localidade. De tempos a tempos o conde enviava criados para saber se ela já teria mudado de ideias. Mas ela manteve firme a sua posição e sempre dizia: "Jura Menha que não". E assim a terra passou a chamar-se Juromenha. 

Ficam aqui as imagens que registei da fortaleza e da paisagem em redor.









Ele anda por aí.... O Talento!

Anda por aí um blogger com muito jeito para a fotografia e para a partilha do que sabe acerca desta arte. Não obstante o facto de eu o conhecer, gostar muito dele, e acompanhar o seu percurso, venho agora partilhar convosco o seu trabalho porque adoro o que faz e acho que tem muita qualidade e talento! Cada nova foto é uma agradável surpresa, pela excelente composição da imagem e pela sensibilidade que ele demonstra ter. Sim, porque tirar fotos é tão simples quanto carregar no botão da máquina e fazer "clic", mas se não se tiver sensibilidade essas fotos muito provavelmente não se revelam nada de especial, não provocam emoção, não despertam sentidos... serão apenas imagens, estáticas e paradas que não se podem considerar "arte". Arte para mim é tudo aquilo que, resultante da aplicação do conhecimento, talento e inspiração, nos desperta emoções e nos faz viajar sem sairmos do mesmo lugar.

Fica aqui a dica para quem quiser visitar:  http://tirarumafoto.blogspot.pt/ 


Algumas das fotos que mais gosto: