quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Um dia em cheio!

O que representa para vocês o vosso dia de aniversário? Há pessoas que ficam extasiadas, entusiasmadas, alegres, planeiam grandes festas e jantaradas, outras há que não ligam, ou ignoram, outras ainda ficam nostálgicas, e há até quem fique triste! Há gostos para tudo no que toca a perspectivas de cada um no seu dia de anos e há que respeitar cada uma dessas posições. Eu por norma sou inconstante, ou antes... estou em em contínuo debate interno (irónico não é?! o contínuo debate interno é que nos leva a ser inconstantes!!), nestes assuntos... por um lado gosto de festejar e sentir as datas especiais... por outro irrita-me o facto de quase se exigir que as pessoas nestes dias estejam obrigatoriamente sempre a sorrir e super felizes e que tenham de fazer isto e aquilo e aqueloutro. É um bocado hipócrita... como nas noites de reveillon que há sempre aquela ideia que temos de estar super hiper mega fabulásticos e alegres. Claro que é bom (óptimo!!) que assim estejamos, mas nunca porque achemos que devemos assim estar e porque queiramos fazer parecer algo aos outros, e sim porque nos sintamos assim realmente. De coração!

Bem...
Hoje (ontem dia 25... mas para mim ainda faz parte do hoje porque ainda não me deitei...) fiz anos. Hoje foi o meu dia! De anos... pois claro. :D Sim! Happy BDay to me!


Dormi mal durante a noite (o que é raro!). Levantei-me cansada com uma vontade enorme de ficar na cama, e sinceramente não queria saber se fazia anos ou não, nem nada alusivo a esse assunto. Mas enfim. Não planeei nada senão ter um dia "normal". Começou como tantos outros, a despachar-me e uma voz cá dentro a gritar resignada.... "não quero ir à escola hoje!!" (muitos devem saber a que me refiro uma vez que este tipo de pensamento nos acompanha desde o infantário até sempre... mesmo que até já não estejamos na escola mas sempre que nos custe começar o dia de manhã!).
Não tinha qualquer tipo de expectativas. 
E não estava com disposição especialmente festiva. Sentia-me até um pouco reservada, afastada... como às vezes fico, e como sou...

Mas sabem que mais? Foi um dia SUPER! Super feliz! Com imensos telefonemas, mensagens, surpresas, lembranças, gestos de carinho, lágrimas no canto do olho, abraços e beijinhos... E foi TÃO bom! É TÃO bom sentir que temos imensos amigos, que cada um tem uma história connosco e relembrar isso cada vez que falamos, que cada palavra e cada gesto de amor fica gravada no nosso coração. E que eles nunca estão longe ainda que fisicamente pareça isso.
A coisa mais valiosa  que podemos ter ou receber de alguém é o seu amor. E eu hoje recebi IMENSO!

Acho que hoje vou dormir bem mas bem! :)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Esmiuçar expressões banais

Esmiuçar é já de si uma palavra ou expressão caricata. Só a ideia de "reduzir a pequenos fragmentos; esmigalhar ou esfarelar" qualquer coisa é sui generis. Mas aquilo que me traz a escrever-vos este post é sobre uma outra expressão que se ouve muito: "As coisas nem sempre, ou nunca, são o que parecem". A maior parte das vezes que ouvimos alguém dizer isto rapidamente subentendemos que se trata de uma pessoa ou uma situação em que a verdade está encoberta ou oculta, propositadamente. Um alguém a fazer-se passar por coisa diferente daquilo que é, ou uma situação em que tudo parece um mar de rosas e afinal é um inferno, ou o contrário (embora esta expressão seja mais utilizada para criticar negativamente do que o inverso).
Pois cá a mim esta expressão é das mais representativas daquilo que a realidade é efectivamente para a nossa mente. Não pensem no vizinho que parece rico e é pobre, nem nos que aparentam ser felizes ou bem-sucedidos e afinal são uns tristes e fracassados. Pensem literalmente na expressão e não apenas nos contextos em que costumam ouvi-la. De repente uma expressão comummente utilizada nas "tertúlias" cor-de-rosa de corte e costura passa a ser uma verdade absoluta e muito certa. Muito iluminada até.
Sim.
As coisas raramente, ou mesmo nunca, são o que (nos) parecem. Pois não. Quem disse isto pela primeira vez tinha muita razão. 
O nosso olhar e percepção sobre as coisas é limitado está completamente dependente de filtros e direccionismos mentais que nos condicionam a visão e fazem com que aquilo que vemos e sentimos seja apenas aquilo que pensamos ver e sentir, e não necessariamente aquilo que o é de verdade. Aquilo que vemos nunca é a realidade total. A nossa mente não tem capacidade para isso. E por outro lado, à nossa mente também lhe interessa moldar certo tipo de informação. 
Por mecanismos de sobrevivência e auto-protecção, a nossa capacidade sensorial filtra toda a informação que existe em nosso redor, de forma a trazê-la até nós e isso, aliado à nossa genética e experiência e educação, faz com que o resultado seja senão uma fotografia (e de baixa resolução...) que a nossa lente ocular e mental regista das coisas. E como consequência a nossa opinião dessas mesmas coisas é subjectiva e por isso tantas vezes diferente de pessoa para pessoa perante uma mesma realidade. Ou seja, inconscientemente utilizamos filtros que nos foram incutidos ou com os quais nos identificamos (como pontos orientadores de percurso) na interpretação das coisas que nos rodeiam, das pessoas e das situações por que passamos ou observamos. Mas haverão sempre milhões (sim...imensos, infinitos) de pormenores, de pequenas pecinhas deste puzzle gigante que é a realidade, que nos escaparão. Não porque nos fujam ou nos sejam ocultados (como a expressão que levou a este post nos induz naturalmente), mas sim porque nós não conseguimos apanhar todas as variáveis componentes dessa equação superior. E talvez se conseguíssemos não teríamos imediata capacidade mental para processar todos esses dados e ter um output em tempo útil e vital.
Nós existimos, vivemos é certo, mas movemo-nos por instintos, sensações e impulsos. Pensa mal quem achar que somos muito mais do que isso. Actualmente ainda não.

Fofuras... Mother and child


Já alguma vez sentiram na pele a língua de um gato?!!? É super áspera, quase que arranha e faz uma certa impressão/cócegas, mas se nos lembrar-mos que esta é a forma que eles têm de nos beijar/limpar/acariciar/mostrar afecto... de repente torna-se uma coisa simplesmente deliciosa! ;))

So good

Sabem aquela sensação de acordar a "meio" da noite e achar que já devem ser umas seis horas e tal da manhã... olhar para o relógio e descobrir que ainda só é meia-noite e meia?!!? Yey! Tchapum! Ihhhh! Ehhhh! Uuuuuu! Que coisa tão boa.... Acho difícil que ganhar a lotaria seja muito diferente disto. Coisas destas fazem-me feliz :))) (lower expectations always will make you happier my friend!!)

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Leituras - "Heart No Coração da Cidade"

de Mark Tatulli. 2000.


... e vai mais um de BD cómica de cima da mesinha de cabeceira. Confesso que este foi dos menos engraçados que li até agora, ou talvez eu não tenha bem percebido o tipo de humor que achei ser demasiado banal e básico. Mas não deixa de ter algumas tiras com piada e que até cumpriram o objectivo, embora não tantas vezes como o desejado: rir antes de dormir!

Heart é uma miudinha sonhadora, opiniosa e muito dada a fantasias que vive com a mãe solteira em Filadélfia. Para além das previsíveis arrelias que faz a mãe passar, com coisas próprias da idade e não só, ela também é uma miúda bondosa e meiga. Cheia de sonhos e boas intenções.





Para pensar... mas não só!!

"1 - O ladrão comum rouba: dinheiro, relógio, corrente, carteira de automóveis,  e / ou telemóvel.

2 - Os políticos e gestores corruptos roubam: felicidade, saúde, habitação, educação, pensões  e/ou trabalho.

3 - O primeiro ladrão... escolheu-te ! O segundo ladrão ... foi escolhido por ti!"


Concordam com este pensamento? Ou também acham que quanto mais se pensa sobre o assunto mais se agrava a situação? Sim porque não é apenas necessário pensar mas também agir!

Parem de atirar culpas para cima dos outros. Parem de levar dias no sofá a ver as notícias e a criticar tudo e todos quando na boa verdade vocês são também parasitas do sistema que tanto criticam. Olhem no espelho e para a vossa atitude ao longo da vida e perguntem a vocês mesmos o que têm feito para mudar o que não gostam ou não concordam, e decidam. Tenham opinião e não tenham medo de pensar por vocês. A preguiça física e mental é doença, afastem isso de vocês! Não se acomodem. Façam o que vos fizer sentir felizes. Mas assegurem sempre que o que quer que façam seja esforçado e dedicado. Se estudarem tentem dar o vosso melhor e ter objectivos concretos. Se trabalharem sejam bons profissionais, sejam aquilo que gostariam de ter como funcionários se vocês fossem o dono da empresa ou instituição em que trabalham.  (No caso dos funcionários públicos... trabalhem exactamente como se estivessem a trabalhar para vocês próprios, para as vossas famílias e amigos, para a vossa comunidade e país). Exprimam a vossa ideia sem nunca deixar de respeitar os direitos (e em alguns casos) as susceptibilidades dos outros. Sejam responsáveis, conscientes, honestos e francos. Sejam de verdade! Pessoas de verdade também falham é certo, mas são elas que ajudam uma sociedade a crescer e a evoluir. Porque caso contrário apenas existem... e isso é extremamente infeliz e chega a ser nefasto. Farta dessa gente que critica mas não age! Como aquela triste expressão.... andam "a ver passar os comboios".  Não queiram isso. Porque o bilhete que vos foi dado é só um!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Receitas - Tarte de maçã espetacular

Este fds que passou tive uma festa de aniversário. Fiquei de fazer um bolo/tarte que não fosse muito doce nem enjoativo. Pensei imediatamente na típica e simples tarte de maçã. A massa quebrada feita em casa (ou comprada se não tivesse tempo de a fazer), cortar as maçãs em meias luas, pincelar com um doce que tivesse em casa (pêssego, pêra, etc.), canela, e forno com ela. 
Eis senão quando uma amiga me envia uma receita de uma tarte de maçã diferente. Aceitei o desafio e devo informar que a tarte foi um sucesso. Toda a gente adorou... a expressão mais comum ao provarem foi... hummhumm nham nham... o que traduzido para português significa: tá muita boa!!! yey! E agora a sério, várias pessoas ficaram surpreendidas e vieram-me pedir a receita. Aqui está ela: 

Para a massa (base): 125 gr açucar, 70 gr manteiga, 1 ovo, 250 gr farinha

Bater o açucar com a manteiga derretida. Juntar o ovo e depois a farinha. Amassar até obter uma massa bem ligada. Ver se está muito gordurosa (colocar mais um pouquinho de farinha) ou seca e não liga (adicionar mais um ovo...eu fiz isso!). Deixa-se então a massa repousar +- 15 minutos no frigorífico.

Recheio: 
Primeira parte, o creme: 100gr açucar, 1 colher sopa de farinha, 1 ovo, 2,5 dl leite (250ml).
Mistura-se o açucar com a farinha, o ovo e o leite. Dissolve-se bem e desfazem-se eventuais grânulos. Vai ao lume, brando, até engrossar, sempre a mexer. Quando estiver espesso retira-se do lume e coloca-se de parte a arrefecer.

Segunda parte, o topo da tarte: +- 4 maçãs, 3 figos (eu usei 6 ou 7 tâmaras!!), e 1 colher de sopa de amêndoa laminada. Cortam-se as maçãs em fatias tipo meia lua, e os figos (tâmaras) ao meio.

Liga-se o forno (em cima e em baixo) a 180ºC.
Estende-se a base/massa e forra-se a tarteira previamente untada de margarina e farinha. Aparam-se os excessos.
Dispõe-se o creme e por cima deste as fatias das maçãs cortadas, os figos (tâmaras) e polvilha-se com a amêndoa laminada. 
Vai ao forno a cozer durante +- 40 minutos.
Eu deixei mais um pouco a alourar na parte de cima pois gosto mais assim... fica ao vosso gosto!
Depois de cozida, retira-se da forma, deixa-se arrefecer um pouco e está pronta a servir.


Uma sugestão.... se estiver calor esta tarte fica maravilhosa depois de colocada no frigorífico... bem fresquinha! ;) 

Bon appétit!

A prova do crime!


Meus caríssimos aqui está ela. Finalmente consegui capturá-la... sim é a carrinha dos gelados que anda por aí a exibir uma mocita a lamber languidamente o... gelado. E aquela cara de nojo... Oh meu Deus serei eu apenas a achar isso?! Ora digam lá se eu não tinha razão em colocar aquelas perguntas tão pertinentes que coloquei a primeira vez que esta "coisa" ambulante se me deparou à frente? Fará este tipo de fotografia sugestiva incrementar realmente a venda de gelados? Who knows... and.... Who cares?!
Não gosto deste tipo de abordagem/marketing e ponto final.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Fofuras... Fluffy Time!


Só mesmo os animais para nos porem um mega sorriso na cara num dia difícil. :)

Catch them... if you can.

Que noite terrível meu Deus. 
Acordar a todas as horas com uma sensação que algo em mim se estava a despedaçar, a estilhaçar, a espalhar, a separar, a explodir. Sentir até fisicamente essa dor da separação. Já alguma vez sentiram isso?! E na confusão do sono e dos sonhos sentia a urgência em querer apanhar e juntar rapidamente todas essas partes e peças minhas jogadas umas mais perto que outras. Porque sabia que isso não estava nem era bom. Como se o meu coração tivesse feito BUM! e de repente tudo está arrasado. Uma catástrofe. Pessoas, momentos e desejos jazem por aí, onde quer que tenham ido calhar com a explosão.
Olho-me no espelho e o reflexo é a imagem de uma pessoa que se encontra perdida. Como um soldado que regressou da guerra com a sensação que não conseguiu cumprir aquilo para que foi designado. Com uma sensação de derrota. E pior. Continua sem perceber porquê. E como é que podia ter feito diferente sendo como é.
Que noite horrível meu Deus.


Life is a balacing act. É sim, na verdade, e não apenas no sentido de equilibrar mas também de balançar/ponderar.
Mas hoje vou precisar de fazer uma coisa diferente: equilibrismo.

domingo, 8 de setembro de 2013

60

Eh pá! Agora é que me apercebi que 2013 tem sido um ano (relativamente se comparado com outros blogs) produtivo no que toca a postar aqui no blog. Até à data o ano 2009 tinha sido o mais atrevido com 59 (uau! que loucura!!) posts. Pois tenho a informar os queridíssimos seguidores e leitores que este que estão a ler é o 60. E sim.... esta foi uma forma de ultrapassar limites falando no próprio limite. Espertinha heim?! Why not?! ;) Muuaaaaaahhhhh! Got' ya! Pronto vá... já passou e não doeu nada! ;)

Já referi algumas vezes aqui no blog que escrever e postar para mim não é nem nunca quero que venha a ser uma obrigação. Faço-o com prazer e porque realmente quero partilhar algo que gosto ou que penso. E claro, todas as coisas que estejam dependentes da vontade têm oscilações. Se não, não seriam de vontade mas sim como um picar o ponto, autómato, frio, vazio, rotineiro. E fujo disso como o Diabo foge da cruz. Prefiro mil vezes (sim só mil porque se não era muito cansativo!!lol ) não fazer nada e não dizer nada só por fazer ou só por dizer, do que partilhar algo em que eu não acredite e não pense mesmo de verdade. Por essa via, e ainda que eu não fale aqui muito de mim e da minha vida privada em particular (do eu de todos os dias) podem crer que talvez me conheçam muito mais do que muita gente que fale ou passe por mim todos os dias.

Thank You!

Mantra interno: Não portar mal!

Aqui vai uma pequena lição para miúdos e graúdos.
Da próxima vez que se sentirem irritados, profundamente incomodados ou com muita raiva de algo ou alguém, façam o que tiverem e quiserem fazer, mas nunca se esqueçam disto:

"Era uma vez um rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo. Um dia, o pai deu-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira. Disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém.  
No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua. Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradualmente.  Ele foi descobrindo que dava menos trabalho controlar a ira do que ter que ir todos os dias pregar vários pregos na tábua...  
Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma vez que fosse. 
Falou com o pai sobre seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros.  O pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e que lha trouxesse.  
O rapaz trouxe então a tábua, já sem os pregos, e entregou-a ao pai. Este disse-lhe:  
- Estás de parabéns, filho! Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na tábua. Nunca mais ela será como antes. Quando falas enquanto estás com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. Podes enfiar uma faca em alguém e depois retira-la, mas não importa quantas vezes peças desculpas, a cicatriz ainda continuará lá. Uma agressão verbal é tão violenta como uma agressão física. Amigos são jóias raras, cada vez mais raras. Eles fazem-te sorrir e encorajam-te a alcançar o sucesso. Eles emprestam-te o ombro, 
compartilham os teus momentos de alegria, e têm sempre o coração aberto para ti."

Maternidade vs Tropa

Há uns dias li este artigo e achei curioso. Nunca tinha pensado assim. 
"Ser mãe é a tropa das mulheres" é um relato de uma jovem mãe, primeiro filho. Segundo a descrição dela a maternidade é um choque tremendo e mistura de sensações e sentimentos. Um abanão na vida descansadinha que antes se levava. Um alterar de todas as prioridades, um quase enlouquecer, um descobrir novas formas de fazer o que é preciso, e uma aprendizagem prática de sobrevivência em situações extremas... por isso a compara à tropa. Mas acima de tudo, e no final de contas, concordar que tudo vale a pena por aquele ser, que é cadilho dos seus pais, da sua família e linhagem, pois o amor que se lhe ganha supera todas as dificuldades.

Era uma vez...

Quem nunca ouviu em criança estórias de encantar? Daquelas que vêm nos livros infantis, ilustradas a rigor, e sempre com um final feliz? São essas estórias que, embora nem sempre o percebamos, nos dão alento e esperança ao longo da vida, nas mais diversas situações. Por mais adultos e maduros que sejamos, existirá sempre uma criança dentro de nós. E todos almejamos um final feliz! Pois bem, mas quando essas estórias passam a ser histórias, quando passam para o lado da realidade é algo estrondoso, soberbo, que nos sacode e nos dá ainda mais alento. Passamos a acreditar que é mesmo possível aquilo que tínhamos como imaginário ou utópico. Talvez apenas tenhamos de nos esforçar e dedicar de verdade e de coração.

Vejam a lindíssima história deste casal amoroso e muito especial:






"Harold e Ruth Knapke casaram no dia 20 de Agosto de 1947, na cidade de Saint Henry, no Estado de Ohio (EUA). Pouco antes de completar 66 anos de casamento, os dois morreram numa casa de repouso, com uma diferença de 11 horas.
«Doc», de 91 anos, morreu por volta das 7:30 horas da manhã no dia 11 de agosto. Na noite desse mesmo dia, a esposa de quase sete décadas morreu também.
Familiares de Harold e Ruth, de 89 anos, contaram que o fim da sua história de amor reflectia a devoção entre os dois durante os 65 anos em que ficaram casados.
«Eu acho que todos nós concordamos que não foi uma coincidência», disse à ABC News Carol Romie, um dos seis filhos do casal. 
Os dois tornam-se amigos «de correspondência» na 2ª Guerra Mundial, quando Harold conheceu o cunhado de Ruth, Steve, enquanto servia fora dos EUA. Harold veio a saber que Ruth vinha de uma cidade próxima à sua.
Após a morte do casal, os seus seis filhos, 14 netos e oito bisnetos realizaram o enterro num cemitério de Fort Recovery. O cortejo fúnebre fez uma paragem em frente ao imóvel onde a família morou."

in Lux

... e viveram felizes para sempre.

Diga sff

Já é velhinho mas sempre achei isto muito engraçado. Dá para pregar umas partidas aos amigos (aos bem-humorados e mente-aberta, claro!) e também para fazer surpresas (outras mentes utilizá-lo-ão para outras coisas mas isso é lá com elas!). É um site em que escrevemos um texto, seleccionamos a língua, e depois é falado na íntegra por vozes automáticas. Já imaginaram uma declaração de amor ou um convite assim? Não deixa de ser diferente e engraçado!

Aqui está o link para experimentarem! ;)

Text-to-Speech

sábado, 7 de setembro de 2013

A Gaiola Dourada.... Portuguesa


Já vi (vimos) e gostei muito deste filme. Para além de umas boas risadas, mostra-nos um bocadinho e através do exemplo de uma família portuguesa que emigrou para França, como é que os portugueses viviam (e talvez ainda vivam... não faço ideia!) naquelas comunidades. O seu trabalho esforçado e impecável, a sua humildade, religiosidade, o peso das tradições, a culpa do prazer e da felicidade, a submissão... Acima de tudo mostra aquilo que o português (no geral) é: capaz dos maiores feitos mas nunca acreditando de verdade em si próprio. E ironicamente é apenas e só esse pequeno factor que na maior parte das vezes nos impossibilita de ir mais longe, mais longe até do que aqueles que estão acima de nós. Como se nos prendêssemos (neste caso, nos "engaiolássemos") a nós próprios, sem qualquer razão! Acho que na essência este filme capta muito bem o comum português. Vejam!

Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

Em pleno século XVIII, Lavoisier disse esta grande verdade sobre a Natureza. Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

Ontem ouvi uma entrevista de uma grande actriz que interpretou há pouco tempo uma das maiores vilãs da história das telenovelas. Eu que já há tanto tempo que não via novelas fiquei presa a esta. Pelo enredo, pelas personagens e acima de tudo pela magnífica prestação desta actriz. Ela fez tão bem o seu papel de vilã que conseguiu fazer com que as pessoas chegassem a gostar dela. Isso é outro nível de desempenho, muito acima de bom. O vilão quer despertar ódio e raiva nas pessoas. Mas se, para além disso, conseguiu conquistar afeição então é porque transpôs limites. A propósito de uma pergunta que a jornalista lhe fez, nomeadamente acerca de onde é que a actriz se tinha inspirado para conseguir transparecer tanta maldade e perfídia da sua personagem, ela simplesmente respondeu..... "em mim mesma". WOW! É sem dúvida uma resposta que é preciso ter coragem e muita maturidade para se dar e afirmar perante milhões de telespectadores que sim.... cá dentro também tenho muito de mau. Eu, tu e qualquer pessoa à face da terra.


Nós podemos ser muito bons para uns, e muito maus para outros. Porque todos temos um bocadinho de cada coisa, seja ela boa ou má. Nós é que, racionalmente, controlamos isso e decidimos agir de determinada forma, e assim ficarmos num ou noutro lado. Dos bons ou dos maus, claro. (ou daquilo que nos ensinaram ser bom ou mau!) E às vezes, precisamente se não pensarmos e não filtrarmos vem ao cimo aquilo que mais tenhamos cá dentro.

Será então que as pessoas mudam? Não.
As pessoas ao longo da vida vão apenas oscilando entre as barreiras de que são feitas, e dentro das quais estão contidos os seus traços únicos. Há pessoas ou circunstâncias que acordam partes em nós que desconhecíamos. Tanto para o bem como para o mal. E assim, também podemos afirmar, que nunca somos bons nem maus. Somos fruto da acção do exterior no nosso íntimo.

Portanto sim. Toda a gente tem uma parte má. A boa notícia é que toda a gente também tem uma parte boa. Essas partes nem sempre são, pelo menos, proporcionais. É esse desequilíbrio que traz tristeza à vida das pessoas. Não somos felizes se formos muito bons (porque levamos batatada a toda a hora) mas também não somos felizes se formos muito maus (o castigo supremo é a solidão). O ideal é primeiro confrontar, depois aceitar, e finalmente juntar ambas as partes e tentar que se harmonizem. Que encontrem sinergia na sua união. Mais uma vez o amor é a única resposta válida para tudo. Só o amor consegue tal feito.

Mal por mal

Ouvi esta música pela primeira vez há poucos dias, numa viagem, a caminho de casa. Vinha cansada e sem muita paciência para prestar atenção às letras das músicas que iam passando na rádio. Mas esta fez-me levantar o som, ouvir com atenção e... sorrir. Bolas... numa música apenas diz-se tanto de tanta coisa que ultimamente tenho dado comigo a pensar. A pensar que muitas vezes querermos bem a outrem não é necessariamente um ficar bem para essa pessoa. Aquilo que para nós é o ideal, pode para os outros não o ser. Pode até, e no limite, ser exactamente o contrário daquilo que essa pessoa gosta ou aspira na vida. De qualquer forma.... esta música também fala em como o ser "normal" (bem) muitas vezes é apenas um cumprir daquilo que os outros quase nos exigem (por bem.... dizem eles), não necessariamente aquilo que nos faz mais feliz, e assim fazemos o mesmo que os nossos pais e irmãos, e vizinhos e amigos... tentamos ter uma vida normal, para esta sociedade (tantas vezes incongruente) permanecer igual. E isso my friends... está mal!