terça-feira, 29 de outubro de 2013

Atenção: Contém palavrões! E dão vontade de rir!

Só de imaginar que isto possa mesmo ter acontecido.... não consigo parar de rir! (faz-me lembrar aquela outra piada... também numa qualquer rádio... o passatempo era dizer o nome de um país com duas sílabas e uma delas é algo para comer. Pensem.... sim era suposto ser JA-PÃO! Bem, mas um ouvinte decidiu arriscar e acabou por ganhar mas também por surpreender.... quando disse.... CU-BA. (errrr... e o resto não foi conversa.... foi um ENORME e GIGANTESCO silêncio). LOL

Esta outra diz assim:

"Passou-se numa Rádio do Porto..
Locutor: - Quem ligar agora e fizer uma frase com uma palavra que não exista
no dicionário ganha duas entradas para o cinema.
Estooou! Quem fala?
Ouvinte: - Sérgio, de Gaia.
Locutor: - Olá Sérgio... Já conhece a brincadeira? Qual a sua palavra?
Ouvinte: - Ah! A palavra é baita!
Locutor: - Baita? Como se escreve?
Ouvinte: - B - A - I - T - A.
Locutor: - Espere um pouco... Deixe-me consultar o dicionário... É realmente
esta palavra não existe. Agora faça uma frase com essa
palavra, e se a frase fizer sentido e descobrirmos o que significa a
palavra, o Sr. ganha!
Ouvinte: - Ok, lá vai.... BAITA foder !

E nesse momento desliga a ligação.......

Locutor: - Que é isto?... Vamos colaborar... Afinal existem crianças a
ouvir... Vamos tentar outra ligação.
Estou?! quem fala?
Ouvinte: - Coutinho, de Canidelo!
Locutor: - Olá Coutinho... já conhece a brincadeira? Qual é a sua palavra?
Ouvinte: - Eude!
Locutor: - Eude? Como se escreve?
Ouvinte: - E - U - D - E.
O Locutor pede ao ouvinte para esperar...
Locutor: - Deixe-me consultar o dicionário... Deixe-me ver...
Deixe-me ver... Eudesma... eudesmol... eudésmia...
eudiapneustia...eudiapnêustico... É! Realmente esta palavra não existe.
Agora faça uma frase com essa palavra e se a frase fizer sentido e
descobrirmos o que significa, ganha o prémio!
Ouvinte: -Ok, lá vai... Sou EUDE novo e BAITA foder!"



eu ainda me estou a rir.... :D Espero que vocês também!

2 musiquitas muita boas


é aquela dos copos.... (não, não é da bebedeira, é mesmo dos copos) ... e daquela coreografia "copógrafica" fixe que eu quero aprender a fazer já há algum tempo :)


Esta música é... linda. Tem pequenos momentos entre versos e entre tempos muito peculiares e especiais.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Fofuras... I'm right here for you my pretty little baby.


Haverá coisa melhor do que o afecto que se sente num abraço sincero, espontâneo e carinhoso? Não me parece... :)))) É curativo, e mágico.

Mais do mesmo

Eu gostava de ter muito poder. Todo o poder do mundo se possível. Sim há dias em que me sinto especialmente ambiciosa... e já vão perceber porquê! Queria todo esse poder apenas e só para chegar a um sitio qualquer e poder mudar aquilo que vejo ou acho que está completamente errado ou seja completamente ineficiente. Não que considere que só aquilo que eu acho é que está bem mas há padrões mínimos de qualidade e eu sei muito bem quais são! Uma perspectiva militarizada e ditadora, eu sei, mas bolas... às vezes é que apetece fazer. E cada vez mais não tolero desperdício e ineficiência. As pessoas não gostam de festinhas na cabeça, as pessoas não se esforçam com palavras bonitas, cordialidade, simpatia nem serem “levadas a bem”. As pessoas só acordam e só trabalham bem se sentirem ameaça, pressão, vigia. Não se conseguem auto-motivar. Desculpem mas a verdade é que cerca de 90% das pessoas são assim. Queixam-se de tudo mas também não justificam o lugar que ocupam e as oportunidades que têm na vida. É só ai ai ai mas não passam da ladainha. Infelizmente é assim. Hoje apetecia-me imenso de chegar a um qualquer serviço público e dar um valente pontapé no rabo daqueles que lá estão e atendem mal ou não atendem a razão que lhes dá trabalho: os cidadãos.
Ando com um feitio de merda talvez... sorry... Não sei se é bom ou mau ser exigente e tentar fazer com que as coisas fiquem mais claras, mais justas, melhores. Se calhar o meu problema é mesmo esse. Não o de querer melhorar, mas o de querer melhorar todas as coisas. Algo me diz que será tarefa inglória e impossível. Não me calo perante uma situação qualquer com a qual não concorde e desafio as pessoas, sejam elas quem forem. Desde o porteiro até ao Muy Ilustre e Digníssimo Exmo. Sr. Dr.... I dont care! Adoro a expressão nas suas caras pouco habituadas a contra-posições e a desafios. Mas O pior é ver que há muitas dessas pessoas que nem com isso se sentem afectadas. Como se estivessem dormentes ou assim. Sinceramente não percebo. Muitos queixam-se que não têm trabalho e têm que estar no desemprego mas depois têm propostas e não aceitam, e depois também há os que têm trabalho mas não se esforçam por fazê-lo bem. E não me venham com a conversa da crise e da desmotivação porque esta doença não é de agora. Tenho zanga a todos os que estejam num serviço público (e no privado também não gosto mas calo) e não atendam bem as pessoas, não se esforcem por resolverem as situações, não sejam eficientes. Essa gente preguiçosa cá no meu entender era tudo mandado para a rua. Não tenho pena nenhuma de quem não se esforça. Às vezes sinto que estou constantemente num campo de batalha e não posso negar que isto é cansativo, esgotante, desgastante, enlouquecedor mas também é viciante. Assim como perigoso... O limite entre a justiça e a obsessão pela justiça (que pode não parecer mas são duas coisas antagónicas) é muito ténue. E algures nesse caminho perde-se a razoabilidade. É esse o perigo. Nestas situações tenho apenas e só medo disso. De não discernir bem e deixar-me cegar pela sede de corrigir, aperfeiçoar, racionar, reclamar, equilibrar, melhorar. E claro… arrisco a tornar-me personna non grata. O que é chato! Mas apenas isso.

Já aconteceu detectar num Centro de Saúde algures neste nosso Portugal estarem a cobrar 5 euros por uma consulta não presencial (o médico não vê o doente) quando deviam cobrar apenas 3 euros. Quando questionei a sr.ª que, antipática comó-raio, estava rudemente a chamar e a registar os doentes, disse-me que nem sabia o que isso era e que tinha sido sempre assim, que se cobram sempre 5 euros. Ai é?! Disse a minha expressão favorita: Então chame-se o Director aqui deste Centro porque eu quero falar com ele e não vou embora até resolvermos isto. Voilá! A Sr.ª de repente mudou para veludo e o Director ainda pensou que eu não sabia bem do que estava a falar e ainda me disse que não estava a perceber bem a situação. Pois não... eu é que percebi o que ele estava a tentar fazer. Não armar alarido, corrigir a situação e ficarmos por ali. Mas acho que depois começou a perceber que eu sabia tão bem como ele a legislação em vigor. A partir dessa data os doentes deixaram de ter de pagar 5 euros quando apenas tinham de pagar 3. Pode não parecer muito mas não sabem a quantidade de velhotes com reformas miseráveis que andavam a "perder" dinheiro nisto, porque eles quase todas as semanas precisam de ir ao centro de saúde pedir ou ir buscar as receitas de medicamentos e afins. E o que mais me custa não é isso, que consegui inverter mais cedo ou mais tarde, é o facto daqueles funcionários (que também são cidadãos e que também hão-de ter familiares  ou alguém conhecido nestas condições) não lhes roer a consciência de estarem a prejudicar activamente os outros...seus equiparados. O que mais me preocupa e entristece é essa gente nem se preocupar com isso e ainda por cima alegar desconhecimento da lei... que como sabemos não abona a favor de ninguém. Ao menos isso!


sábado, 26 de outubro de 2013

Não sei o que é que é pior



Acerca do caso da pequena Maria, na Grécia, retirada à família cigana com quem vivia desde bebé... há muito mais para reflectir do que apenas sobre o facto de ser sido vendida ou dada e qual vai afinal ser o seu futuro. 

Para mim, bem mais importante do que isso é admitir que toda esta operação pseudo-heróica de salvamento de uma criança supostamente raptada foi demasiado precipitada e teve tudo em conta menos uma coisa: a própria Maria e o seu bem-estar. 
Obviamente que é importante apurar e deslindar se existe tráfico/venda de crianças entre os países e também o aproveitamento que estas famílias podem ter junto da sociedade, através dos abonos e subsídios, ao apresentarem e registarem estas crianças como suas, não o sendo.

Mas...

mesmo que os pais ou família e comunidade com quem ela estivesse actualmente a viver não tivessem (aparentemente) as melhores condições, não se pode simplesmente tirar uma criança do seu meio sem se ter a completa certeza de que teria efectivamente sido raptada. Não se pode aplicar pena nem julgar sem provas. Se o indício fosse de abuso aí sim, sou da opinião que a criança deva preventivamente ser retirada. Mas neste caso, a família foi acusada de rapto (!!), não de maus-tratos, e a menina foi-lhes imediatamente tirada e colocada num qualquer centro social onde, se sabe agora, tem passado os dias a chorar e cheia de medo. Será que não percebem que para a menina isto está a ser muito traumático?! E sem necessidade disso...
E cúmulo dos cúmulos, como uma cereja em cima de todo este bolo vergonhoso e putrefacto, descobre-se afinal que os pais da Maria são um casal de ciganos búlgaros (SIM são ciganos também!!! e esta?!), que vivem na mais extrema pobreza, têm 10 filhos (alguns são realmente muito parecidos à Maria), e pelas imagens e entrevistas.... venha o Diabo e escolha qual a melhor família para a menina. Se os pais biológicos que a abandonaram/venderam (e só por aí não a merecem de volta) se a família que a acolheu/comprou e a tem criado ao longo destes anos. O aspecto e o meio em que vivem tanto de uns como de outros é tudo menos o desejável. Mas também não acho que colocar a menina sozinha numa instituição social e para adopção seja o melhor para ela. Se fizerem isso então tinham de fazer o mesmo com todas as crianças do mundo que nascem ou são criadas num meio pobre. E como sabemos isso não é possível. Porque ser pobre (ainda) não é crime. A vida é mesmo assim. Injusta. 


Para mim, o mais importante é ver qual o tipo de relação e afecto que a criança sente naturalmente e sem pressões para com a família cigana da Grécia que a tem criado. Para todos os efeitos estes são os seus familiares. Se elas os sentir como família então sou da opinião que é com eles que ela deve ficar e seguir o seu caminho. Se se provar que eles não tratam bem dela, que a usam para obter rendimento ilícito ou que a exploram então que lhes seja retirada. Aos pais biológicos, a meu ver, tampouco se lhes devia ser dada essa oportunidade, de recuperarem a criança. Se não têm condições para terem filhos... não os fizessem.

O mais preocupante desta história é o grau de precipitação que por vezes a suspeita e o medo nos podem levar a ter ou a sermos sujeitos a actos extremamente injustos. Neste caso as autoridades deduziram que uma menina loira de olhos claros não encaixava numa família cigana. Tudo se desenrolou a partir dessa suspeita. Afinal os pais verdadeiros são ciganos também... E aquilo que ficou mais claro no meio disto tudo foi que a autoridade se precipitou e isso é... muito grave. Imaginem agora que, no caso de serem caucasianos/raça branca, algum vosso antepassado ou algures nos vossos genes tinham características negras, e vinham a ter um filho negro. Imaginem a injustiça de irem na rua e um polícia vos arrancar a criança e levá-la para uma instituição até vocês provarem que o filho é mesmo vosso. Não vos parece bem pois não? Sei que depois haveria direito a indemnização e tudo o mais, mas não é o dinheiro que importa numa situação destas. O trauma e o sentimento de injustiça não vão passar nunca. E aquela criança e vocês vão ficar marcados por isso, para sempre. É muito ténue o que separa o nosso direito daquilo que pode infringi-lo alegando que o está a proteger.

Noticia

Notícia 1

Li e gostei

"Há pessoas que não dizem tudo o que sabem. Há outras que nem sabem o que dizem."

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Rugir? Sim ou não?! SIM!


Não costumo gostar muito de Katy Perry mas esta música entrou-me no ouvido e gosto da letra... dou comigo a cantarolar I got the eye of the tiger, a fighter, dancing through the fire Cause I am a champion and you’re gonna hear me ROAR.... ohohohohoho :)

Momento "nem sei que nome hei-de dar a isto" do dia


Ora aqui está uma senhora muito... prática (e bem-humorada)... e que vai directamente ao assunto!! Mai nada... quando se trata de "agriculturisses" é assim mêmo! Hi5 para ela! Esperemos que encontre o tractor ideal LOL

terça-feira, 22 de outubro de 2013

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O meu dilema todas as noites



E às tantas da manhã:

Por um lado tenho uma Exma. Sr.ª Dona  cabeça que lhe custa muito desligar.... e a mim custa-me que ela assim seja! Porque sei que isso não é bom e muitos dias penso cá para mim "é hoje que me vou deitar cedo, e não fazer mais nada a não ser fechar os olhos e dormir", mas é-me imensamente difícil fazer isso. Leio sempre alguma coisinha, vejo sempre mais um ou outro mail, oiço música e penso nas coisas todas que ainda quero fazer. E só depois... já mesmo de rastos e por cansaço é que adormeço. Ou então se me puserem a ver um filme depois de jantar também é tiro-e-queda. 

Por outro lado tenho de confessar algo que me ando a aperceber e que quero combater. Estou viciada na informação rápida via smartphone. Uma espécie de fast-food, mas para o cérebro. Quando dou por mim lá estou de volta do telefone a ver as notícias, o tempo, a ver o facebook, o instagram,o youtube, a ver os mails... e isso para além de me lixar a vista com'ó caraças (!!), emite para o cérebro demasiados estímulos e actividade numa altura que seria de suposto repouso. Por conseguinte transforma-se num ciclo vicioso e muito perigoso. Começa-se por consultar o telefone ou o pc porque não se dorme, e quando damos por isso é precisamente esse acto que impede que tenhamos um sono descansado. Já me apercebi disso e vou tentar mudar, já! 
Não sei se sabem mas existem já clínicas de "desintoxicação" digital (sim sim isto é mesmo verdade...podem averiguar). E muito sinceramente, por mais ridículo que possa actualmente parecer, acho que vai ser um negócio de sucesso no futuro. Já se começa a falar em "demência digital" e vício de informação rápida (muitas vezes informação sem qualquer tipo de utilidade...). O nosso cérebro torna-se preguiçoso e começamos também a achar que tudo na vida tem de ser imediato e rápido tal qual a informação nos é dada pelos aparelhos digitais e internet. Isto pode de facto afectar, e muito, a nossa saúde mental e física. É uma adição como qualquer outra. E pode vir a ser uma doença comum na sociedade. E eu não quero fazer parte dessas estatísticas.

Ah.... assim vale a pena!

Ficar a saber que há pessoas que me chamam "A Princesinha" é só assim.... LINDO! E eu que pensava que conseguia disfarçar bem e que ainda ninguém tinha percebido. Ora bolas... isto de ter sangue azul é muito evidente!! LOL

Portanto.... só para informar que doravante (com as devidas vénias fáxavori), aqui a je Ana Dionísio, que também é a Ana Di (só para quem sabe...), vai passar a ser também.... tantantantan..... A princesinha! :) Gosto. E sim fico vaidosa não pelo que isso de ser princesa represente (afinal de contas continuo sem castelo! snif snif) mas por saber que as pessoas têm esse carinho por mim. :) é bom... :)

domingo, 20 de outubro de 2013

Instrospecção acerca da Doença

Acho que o pior mal ou a pior dor na doença é saber-se como é que é o estar-se completamente são.

Assim, a pior coisa na doença não é a doença em si mas a consciência da ausência de saúde.

O raciocínio é o seguinte: No caso da visão. Acredito que para uma pessoa que tenha nascido cega será mais fácil (ou talvez menos difícil) conviver com a falta de visão comparado com outra pessoa que a tenha perdido no decorrer da vida.

Eu cada vez que fico doente a coisa que mais me custa é ter de me sentir assim, não apenas pelo incómodo ou pelas dores, mas por saber exactamente como é boa a sensação de estar sã e feliz.

Saúde!

sábado, 19 de outubro de 2013

Reportagens deseducativas

                         
                         No. This society is stupid whenever people refuse to think by themselves.

A estatística tem muito que se lhe diga. A maior parte das pessoas ouve a palavra Estatística e começa logo a pensar em médias e modas e medianas e desvios-padrão e intervalos de confiança e alfas e probabilidades e etc. Ou talvez apenas pensem: Fogo... aquilo eram só fórmulas e coisas que não servem para nada. Mas no nosso dia-a-dia e nas nossas tarefas muitas vezes fazemos estatísticas e tomamos decisões com base nesses dados, e nem sempre nos apercebemos disso! 
Acima de tudo é muito importante termos noção do que são efectivamente as estatísticas e como é que se chega aos valores que nos são apresentados. Calma. Isto tem um intuito. O de dizer que muitas vezes ouvimos ou lemos notícias ou estudos ou artigos científicos e caímos que nem carneirinhos mansos e ranhosos naquilo que nos dizem. Que pode ser a maior mentira do mundo. E ficamos a pensar o quanto aprendemos por ficarmos a par daquela informação. Pois muito cuidado nisso. Nem tudo o que lêem, mesmo que tenha as mais variadas e comprovadas fontes, é necessariamente verdadeiro ou fidedigno... ou rigoroso, como seria desejável.

Aqui há dias estava a ler um artigo sobre o poder cada vez mais premente do sexo feminino nos graus de habilitação mais elevados (ainda que isso nem sempre se revele em cargos superiores no mercado de trabalho...), em Portugal. E dizia que as meninas são mais maduras que os rapazes, que esse facto coloca-as em vantagem porque na mesma idade são colocados ambos os géneros perante o mesmo tipo de ensino e matérias e as raparigas conseguem concentrar-se mais e portanto aprender mais depressa e ter melhores notas. Dizia também, por via de inúmeros gráficos e tabelas, que o sucesso escolar feminino (versus o insucesso escolar masculino) era bem visível na taxa de desistência e abandono escolar, e na quantidade de mulheres vs homens com o grau de doutoramento. Até aqui tudo muito bem e um raciocínio normal.
O problema foi ver o seguinte:

1 - População com o ensino secundário completo: 50,7% mulheres e 49,3% homens;
2 - População com o ensino superior: 16,9% mulheres, 12,4% homens do total de licenciados
3 - Taxa de abandono escolar: 27,1% homens, 14,3% mulheres
4 - População doutorada: 55,4% mulheres, 44,6% homens

e eram estes os valores que se apresentavam a fundamentar o texto. Ora bolas.... BULLSHIT!

Estes profissionais deviam ser chamados à atenção. Porque colocam no mesmo texto informativo dados contraditórios ou pouco claros. Ou mal-definidos vá lá. Acho que quem o fez não fez por mal porque os valores lidos à primeira e de forma leiga parecem indicar precisamente aquilo sobre o que se queria falar. E talvez até seja mesmo verdade que as mulheres sejam melhores alunas do que os homens. Mas não com base nos valores apresentados. Passo a explicar.

Segundos os dados do último recenseamento à população realizado pelo Instituto Nacional de Estatística no ano 2011, a população residente em Portugal é de 10.562.178 habitantes, dos quais 5.515.578 são mulheres. Isto significa que 52,2% da população é do sexo feminino. Ainda que com alguma taxa de não cobertura e de erro estas são as estatísticas oficiais e mais próximas da realidade. Aliás... estatística faz-se por isso mesmo. Sempre que não consigamos saber exactamente os dados totais e reais de uma dada população. Bem... embora estejam a nascer mais meninos do que meninas (48% do total de nados-vivos anuais nacionais são do sexo feminino), há actualmente mais mulheres do que homens. Logo, é mais provável que as turmas e as escolas tenham mais alunas do que alunos e por conseguinte olhando para o total de graduados parece que as mulheres têm mais sucesso porque no final também concluem mais mulheres do que homens, o que até pode ser verdade, mas não esqueçamos que começam essa competição de forma diferente, logo não são comparáveis.
Mais, dizer que as meninas conseguem ir mais longe porque dos doutorados 55,4% são mulheres é uma afirmação completamente estúpida se for baseada apenas nisso. Se há mais mulheres do que homens a estudar e a seguir mestrados e doutoramentos é lógico que no final vão à mesma haver mais mulheres doutoradas ou o raio que as parta. Se a jornalista dissesse: do total de mulheres que seguem para doutoramento 55,4% concluem essa etapa e do total de homens que seguem para doutoramento 44,6% concluem então já podia afirmar que, na comparação de géneros ou sexo, as mulheres concluem em maior % o grau de doutoramento, e além disso, os números totais revelam que de facto existem mais mulheres doutoradas do que homens. Assim muito bem, e tentando usar os mesmos valores, e cuja soma não teria nunca de perfazer os 100% porque se analisa inter-sexo e não o total do grosso de doutorados. Essa perspectiva é muito linear.
Mais... "os meninos abandonam mais a escola porque apresentam a maior taxa de abandono. A taxa situa-se nos 27,1% para os homens e 14,3% nas mulheres". Isso é muito relativo e não está bem apresentado. Mais uma vez não se teve em atenção a comparação de grupos iguais nas condições de partida e por sexo. Imaginem este caso: se existirem 1000 meninas numa escola e 500 rapazes, então podemos afirmar que os rapazes abandonam mais a escola se a taxa de abandono no sexo feminino for de 50% (500 meninas) e no sexo masculino for de 100% (todos os  500 meninos)??? Não! Porque em números absolutos desistiram igual número de meninas e meninos. Isto só para mostrar que o facto de ter uma taxa maior não quer dizer nada. Porque na verdade, e dentro do próprio grupo, a taxa de desistência e abandono resulta num igual número de alunos e alunas desistentes para os valores que aqui apresentei. Básico não?!

O que importa reter é que há que ter cuidado e ler atentamente e tentar perceber de onde vêm os valores e estatísticas que são apresentados naquilo que lemos. Importa saber como foram calculados, as fontes serem fidedignas, e avaliar objectivamente se o estudo foi ou não bem construído. Se não foi, então todas as conclusões e afirmações apresentadas podem, até prova em contrário, serem consideradas inválidas e inúteis.

Tento ler artigos científicos sobre variados temas, embora mais frequentemente relacionados com a saúde e a evolução que a investigação vai apresentando nesta área. É muito comum não estarem explícitos os métodos de recolha dos dados, selecção da amostra, representatividade desta, os testes efectuados, a definição dos grupos para efeitos de comparação, e muitas vezes chego ao final desses artigos e penso para mim mesma: ora muito obrigada... tanto palavreado mas depois a brilhante conclusão do estudo ou só se aplica à amostra estudada (que pode ser 1 pessoa....nos casos extremos) ou então a fundamentação estatística que o artigo apresenta está tão confusa e é tão fraquinha que se percebe claramente que aquilo que ali está não merece atenção porque não mostra rigor.

E é tudo.

PS: Só por curiosidade... e porque eu também não sabia... há realmente coisas engraçadas... Dia 20 de Outubro é o Dia Mundial da Estatística! Muito a jeito este meu post heim?!


Speechless


Uau! Que foto espetacular! Tou hipnotizada.... é simplesmente linda. Parabéns ao fotógrafo, e artista! :)))

Fonte

"Mal-Entendidos"... isto ta máli!

Diz que a relação entre Portugal e Angola anda um bocadinho tensa. 



Mas o nosso PR já veio dizer que pensa isto seja apenas um "mal-entendido". Oh Exmo..... almighty... wake up and smell the coffe please!

O que eu acho é que houve aqui muito sentido de oportunidade... As relações entre os dois países nunca foram boas ainda que as aparências dissessem o contrário. Existe sempre muita tensão nas parcerias e percebe-se que Angola apenas facilitava nalgumas coisas não por se sentir ligada a Portugal (que sempre se tentou redimir do seu papel de colonizador) mas sim porque esta era a única porta, principalmente devido à língua, para o mercado europeu, para o acesso a formação superior, e por essa via para o contacto com o mundo dito desenvolvido. A Angola actualmente não interessa Portugal. Somos uma espécie de corrente (denominada por História e enraizada na língua) que eles sentem ter agarrada aos pés mas da qual se tentam soltar já há muito tempo. Sinto até que Angola tem ressentimento. De nada serviram os perdões de dívida e acordos bilaterais de pagamento de dívida com taxa de juro baixa.
Angola pode não ter I&D nacional, não ter quadros de excelência e formação de topo dada no país, mas têm dinheiro e por conseguinte têm poder para atrair o que precisam. Pelo menos a elite angolana tem capacidade para enviar os seus elementos estudar na Europa e EUA e atrair investimento. Estão a crescer, têm recursos e poder, e é por isso que não lhes interessa Portugal... um país actualmente na bancarrota e que se anda a tentar empinar agarrando-se às paredes.
No entanto, se Angola voltar mesmo as costas a Portugal (o que muito sinceramente não acredito que faça porque esta situação me parece demasiado conveniente e apenas lhe eleva a posição negocial na cimeira que vai haver em Fev./2014) espero que o governo português se lembre de actualizar os valores da dívida angolana, exigir o seu pagamento imediato, com juros de mora justos, deixar de receber alunos angolanos nas nossas escolas e universidades, investigar verdadeiramente e concluir os processos judiciais em curso, encerrar todas as organizações de ajuda e apoio a Angola e incentivar todos os investidores portugueses a não irem para Angola. Amor com amor se paga.

Portugal Portugal do que é que estás à espera?

Ler isto também sff

Não gosto. Adoro.


E não me canso de ouvir. Nem de adorar.

Caso Maddie McCann

Todos os dias, infelizmente, desaparecem pessoas. Todos os dias, infelizmente, há raptos, violações, tortura, roubo e assassínio. Infelizmente também, nem todos esses casos têm a cobertura mediática do desaparecimento da britânica Madeleine McCann, desde há 6 anos, desde que a nótícia irrompeu por todos os meios de comunicação a partir da Praia da Luz no Algarve.

Toda a gente, ou quase toda, têm uma opinião sobre o que terá ocorrido. Mas ninguém sabe ao certo. A verdade, o facto, é que a menina nunca apareceu. Nem viva, nem morta. 

Por vezes tanta publicidade e toda a gente falar e saber do caso pode ser mau na investigação. Cria-se demasiado ruído e as provas que já eram escassas tendem a dispersar-se. Acho que se a menina foi raptada é bem provável que o raptor ou receptor tenham tratado de matá-la (esperemos que não...) na tentativa de se escapar de uma operação que assumiu contornos mundiais. Envolvendo altos-cargos políticos e intervenção de equipas ultra-especializadas. Por outro lado, a imagem da menina, e agora do seu suposto raptor, é largamente e imediatamente difundida em todo o mundo. Isso aumenta em muito a probabilidade de alguém ver ou conhecer ou poder associar algo ao caso. São dois lados de uma mesma moeda. 

Eu já achei que os pais (mais o pai...não sei porquê. Não gosto dele.) estavam envolvidos. Será que a menina está de facto morta? Também já achei que tenha sido de facto raptada, embora não sei se para adopção ilegal ou para redes pedófilas. Sei que estas redes existem mas custa-me imenso sequer tentar figurar qualquer cena pedófila. Isso para mim é o maior distúrbio que a mente humana pode ter. Neste caso, retirar (ou pensar que retira) prazer no acto sexual com uma criança. Não só é contra-natura como altamente repugnante e repulsivo. Compreendo que muitos desses pedófilos foram vítimas em criança. muitos foram abusados pelos próprios familiares, e esta é a sua forma de, através do sofrimento próprio e alheio, verem o mundo. Mas não deixa de ser um distúrbio dos mais condenáveis. Acho que essas pessoas são mente-captas, têm problemas emocionais e psicológicos graves, mas devem ser julgadas. Pode ser injusto fazer isso a alguém que não tenha na verdade plena consciência dos seus actos, e se o tivesse não fizesse nada disso, mas na minha opinião a medida actual que considero mais justa para as vítimas e se virmos bem a mais libertadora também para o criminoso é a morte. Sou a favor da pena de morte para os pedófilos. 

Oh God Almighty

Digo isto bué de vezes (lol). Não me perguntem porquê porque não é certamente por motivos religiosos. Normalmente é quando me sinto chateada, farta ou do tipo WTF?! E às vezes por surpresa ou espanto.
Expressão completa: Oh God Lord Jesus Almighty. Isto em português traduz-se facilmente para o "Ai minha rica mãezinha". Só que como eu sou bueda buereré digo bué de cenas em inglês. É mais cool. É mais curtido. É fixe pronto! Mando bué de swag seja lá o que isso o que for!

... e agora vocês leêm isto e pensam com toda a razão... esta gaja... coitadinha.... Oh God Almighty!

Eu sabia.... eu sabia que não era só eu! Welcome to the club of In Extreme Stupidity. 

PS: Já estive a medir a temperatura e uma coisa já sei: Febre não é!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Weed aqui?! Onde?!


Farto-me de rir com isto qué que querem....! LOLOLOLOLOL

Red Bull Rampage 2013 = Adrenalina


ADORO ver isto. Acho impressionante. Sonho, tento imaginar a sensação que não deve ser fazer uma coisa destas. Isto sim... é radical e adrenalina pura. O percurso e salto que vemos neste vídeo é de Cam Zink, que ficou em 3.º lugar. Enjoy.

Fofuras... Look at me!!



Os olhar do gato é hipnotizante. E há quem tenha um certo respeito (vulgo medo, cagufe ahahah...) por estes animais. Pois eu adoro-os. Como tenho um que me entrou pela vida adentro sem que eu estivesse minimamente preparada e consciencializada... passei a saber apreciá-los. Às vezes o meu gato fita-me. Põe-se ali a olhar para mim imensoooo tempo. Como se me estivesse a dar um cobrante (antigamente era assim que se dizia quando se olhava intensamente para algo) e depois deixa-se dormir. Conclusão: eles fazem isto com quem e com o que gostam. Isso relaxa-os de tal forma que começam a piscar os olhos e daí a 5 minutos estão a dormir profundamente. Os animais nisso são bem mais simples. Ou gostam ou não gostam. Não fazem fretes (quer dizer.... se houver snacks a coisa pode mudar de figura :)))) Mas quando gostam.... são do mais devotos.
E os gatos (os felinos em geral) são belos. Dá gosto olhar para eles também.

A registar...

Não esquecer de me benzer nas próximas idas ao dentista e também sempre que precisar de tratar algum assunto com alguma empresa de telecomunicações. 

As minhas idas ao dentista são sempre uma caixinha de pandora. Até tremo... Têm sempre surpresas e a mim acontece-me sempre a excepção à regra (ME-DO... sim, tenho imenso... não do que lá vou fazer, mas sempre do que me possa acontecer!). Já me aconteceu um dentista enganar-se e anestesiar-me a língua (acreditem demora dias a passar e não dá jeitinho nenhum nem para falar, nem para comer nem para nada!....), também já aconteceu ir sem qualquer tipo de dor e depois descobrir-se qualquer coisinha e arranjar-se logo ali e.... ficar sem conseguir mastigar nesse lado da boca durante meses... sim meses... porque fiquei com uma sensibilidade dentária fora do comum.... Ou seja, eu quando vou (porque evito ao máximo ir ao dentista e acho que tenho razões para isso!) é quase sempre numa de prevenção, vou bem-disposta, sem dor... e depois faço um tratamento qualquer do mais simples e toma lá! A mim calha-me sempre o 0,01% do que não costuma acontecer às pessoas "normais". Ora aqui há dias foi uma limpeza.... toda a gente faz bla bla bla e tem de se fazer bla bla bla, não dói nada bla bla bla e é rápido.... mas pronto, a mim arrasou-me com as gengivas. Não tive apenas sensibilidade dentária como a maioria das pessoas mas sim valentes dores, pareciam choques eléctricos... ao ponto de me ir plantar à porta da clínica passados alguns dias porque já não aguentava mais tempo assim. Eu vou sempre tentando relativizar a dor. Tento aguentar e acredito sempre que vai passar. Tento abstrair-me dela e tento até entendê-la mas chega a um ponto que quebro, e quando isso acontece é porque estou mesmo desesperada. E dor de dentes e gengivas é realmente das piores dores que já senti até à data. É de enlouquecer. Só me apetecia que me arrancassem os dentes, as gengivas, a boca toda para deixar de senti-las. Agora já estou melhor felizmente... e ficou (entretanto) apenas mais uma história para contar.

A outro calcanhar de Aquiles... é o precisar de ligar ou ter de ir tratar de algum assunto numa empresa de telecomunicações. Já respiro fundo antes de ligar, conto até 10, tento levar na boa... mas também chega a um ponto que me passo da cabeça com os tempos que nos põem à espera, com as aldrabices que nos impingem, com a conversa estudada que depois quando lhes fazemos uma pergunta em concreto não sabem responder, com as mil e uma cláusulas que sempre nos f#"!>#)/ enquanto clientes.... e basicamente não houve nenhuma até à data que tivesse precisado e que fosse diferente. Que fosse transparente, célere, justa, profissional e honesta. Será que é pedir muito? Que nos tratem com respeito se quiserem ser respeitados?! Uma vez aconteceu-me estar constantemente com falhas na ligação. Perguntei assim... se eu vos falhar pago mais não é?! Sim... respondeu a menina.... Então se vocês falharem pago menos! Óbvio certo?! Não... quando se trata destas empresas não é bem assim. Tinha assinado o contrato há pouco tempo e liguei para lá de modo a solucionarem o problema técnico... ao que me foi dito que provavelmente tinha de pagar esse serviço se se viesse a provar que o erro/problema tinha sido por minha responsabilidade. (sim porque eu tenho como hobbie mandar postes de telecomunicação abaixo e adoro cortar ligações a nível regional e até nacional!! é um fetiche meu...). Eu perguntei como é que posso saber isso (se fui eu a responsável)?! Responderam-me: A sra. não consegue saber. Só nós (empresa) é que vemos. Ahhhhhhh..... sim parece-me super super justo, muito idóneo e como vocês são sempre tão honestos e nada ciganos aqui as ovelhas têm de aceitar que o problema técnico da falta de sinal é meu porque vocês me dizem que sim! Isto é surreal... no mau sentido obviamente! Mais... volta e meia a factura cresce sem razão aparente face à mensalidade acordada.... ligamos para lá.... mais uns 20 minutos à espera de sermos atendidos, o x passa para o w, o departamento f passa para o h, dá tempo para fazer o jantar e jantar..... e depois dizem-nos que aqueles € a mais são ajustes. E como na factura anterior colocaram essa indicação com letra tamanho 6, e ainda porque nos enviaram uma carta que nunca chegámos a receber mas que eles garantem que enviaram... não violaram o contrato, ou seja avisaram com antecedência o cliente, e portanto toma lá, chupa que é bom! A sério.... esta gente leva-me às aranhas. 

AHHHHHH.... é desesperante!

Tenho ou não razão para me querer benzer ou qualquer coisa dessas que proteja/ilumine?!?!?!?!?!


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Like it!... even more ;)


Pearl Jam é uma banda por quem tenho carinho. Não pelos elementos da banda propriamente dita (embora sempre tenha achado o Eddie Vedder um pedaço de mau caminho.... lol... e continuo a achar a voz dele super sexy e singular.... é... muito interessante! :D:D), mas sim pela música, aliás pelas inúmeras músicas que sempre tiveram o poder de me transportar e com as quais sempre me identifico imenso. Às vezes oiço a Black (continuo a amar esta música...), Yellow Ledbetter, Jeremy, Just Breathe, Last Kiss, Alive, Even Flow, Whishlist, Indifference....etc etc etc... e continuo a achar que são excelentes. Dizem-me algo. Tocam-me. Transportam-me. Fazem-me sentir e pensar. E por isso para mim são "pérolas". ;) 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Like it!


Linkin Park - A Light That Never Comes (Feat. Steve Aoki)

Fofuras time... há que insistir!


Mesmo que as coisas corram mal temos sempre de tentar nunca perder o sorriso. Acredito que tudo o que damos na vida a nós regressa. Este é o meu lema de vida. A natureza e a vida são justas e auto-equilibram-se. A cada acção, uma reacção. Pode não ser exactamente aquilo que demos ou da forma que o fizemos mas de certeza que para cada passo que tomemos haverá sempre um caminho para caminhar, umas vezes mais tortuoso outras mais directo. Assim como o azeite na água, virá ao cimo a verdade do que somos e do que damos. 
Ontem fui roubada e hoje para ajudar à festa estou doente (mais do mesmo ou muito parecido ao que tive em Agosto nas férias)  but who cares?!... life stills worth it!.... e... estas girafas fazem-me sorrir e relaxar, pronto! Yey!

Para quê?!?!?!

Já alguma vez foram roubados?

Não há sensação de maior raiva e simultânea impotência. Há uns anos atrás a casa da minha irmã foi assaltada. Felizmente ninguém estava em casa naquela altura. Quando chegaram começaram a ver as coisas espalhadas pelo chão, as gavetas e os armários todos abertos. Depressa perceberam que algo se tinha passado na sua ausência, ainda que não houvesse nenhum sinal de arrombamento. As únicas coisas estranhas eram pegadas perto de uma janela de sacada. Crê-se que foi por aí que os ladrões entraram. Na altura eu estava lá. Quando chego a casa a minha irmã diz-me "fomos assaltados". Por momentos não acreditei mas a expressão dela não deixava margem para dúvidas. Ainda hoje recordo esse momento e sinto o mesmo arrepio pela espinha. Por um lado fiquei imensamente aliviada por eles estarem todos bem, por outro só queria descobrir quem tinham sido os filhos da puta que o fizeram e se possível bater-lhes... para não dizer o óbvio.
Excusado será dizer que nunca se veio a confirmar exactamente quem foram os ladrões. Neste caso as ladras. Porque nesse mesmo dia várias casas foram assaltadas e foi visto um grupo de jovens raparigas romenas todas vestidas de preto e ténis (as pegadas eram nitidamente de calçado desportivo). Pensa-se que faziam parte de um grupo de romenos que se dedicou a assaltar casas em Portugal naquele ano, com a ajuda de ciganos que lhes passavam informação acerca dos hábitos das famílias, e o intuito dos roubos era essencialmente ouro e dinheiro. Fora tudo aquilo que levaram e que nunca mais se recuperou (e nisto a Justiça também funciona que é um mimo oh si cariño... mesmo que se encontrem algumas peças roubadas o visado tem de se esmifrar para provar e comprovar e voltar a provar que aquela peça era mesmo dele... conclusão as peças ficam para a polícia/governo! yap!) acho que a pior coisa que aquela gente reles fez foi mesmo quebrar a nossa sensação de segurança. Não há palavras para descrever o que sentimos ao olharmos para as nossas coisas completamente remexidas e saber que alguém que não conhecemos e que não convidámos lhes andou a tocar... nas nossas coisas.... no nosso lar. Isto desencadeia em nós o mais instintivo e primário desejo de encontrar quem o tenha feito e fazê-lo pagar por isso. Não que isso nos devolva imediatamente o que antes tínhamos como certo, que é a sensação de segurança e conforto da nossa casa, do nosso cantinho, mas pelo menos alivia a raiva que sentimos.
Muito sinceramente não penso que as tais raparigas sejam efectivamente as culpadas. São jovens, crianças exploradas, que as redes criminosas usam para fazerem o trabalho sujo e não se conseguir chegar aos cabecilhas caso algo corra mal. Além disso como tinham menos de 15 anos nem sequer puderam ficar presas...

Pois durante este Verão foi a minha vez de ser roubada. Não em casa (felizmente), mas na minha horta! Sim tenho uma horta! Sou hortelã! E sim, é frustrante uma pessoa semear e plantar as coisas com tanto carinho e trabalho (porque a lide da terra e do campo dá mesmo muito trabalho....a sério...) e depois chegarmos lá e terem-nos roubado o que quer que já estivesse crescido. Não provei uma única melancia das que semeei este ano. Também já me roubaram ferramentas e ontem... bem ontem foi a vez de todas as sementes que já tinha separado para cultivar esta época. Sim... pode parecer ridículo mas acreditem que o sentimento é tal qual o mesmo comparado com o roubo em casa. Alguém nos usurpou a propriedade, meteu as mãos sujas nas minhas coisas e levou-me não apenas o investimento financeiro que tinha feito, como o trabalho que tinha tido em preparar e separar cuidadosamente o que cultivar, onde e junto ao que cultivar. Oh minha gente... qual a necessidade de roubar este tipo de coisas?! Continuo mesmo sem perceber porque é um tipo de coisas que se me pedirem eu dou às vezes até mais do que me tenham pedido. Não é gente boa portanto. E isso dá-me medo e outra vez raiva. 
Tudo isto para dizer que estou com uma vontade enorme de dar uma sova em alguém. Mas calma.... não é alguém que me apareça à frente! Se ontem não o fiz não é agora que o vou fazer. É descobrir (porque vou descobrir custe o que custar) quem é que anda a fazer isto e vou-lhe apresentar uma coisinha que lhe ando a preparar, tenho a certeza que vai adorar... Eu sou muito paz e amor em praticamente tudo. Mas não me toquem, nem a mim nem aos meus, sem a minha autorização. Não tenho medo dessas pessoas e quero vê-las sofrer, física e psicologicamente, o mais possível. Transformo-me na coisa mais bruta, sádica e insensível do mundo.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Ah ah! Afinal não sou a única... uma vez mais!

Há coisas engraçadas. Há quem lhes chame coincidências mas como eu acho que não existem such things chamo-lhes então... coisas engraçadas... sim que eu sou rapariga que custa um bocadinho (só um bocadinho!!) dar o braço a torcer e portanto agora também não o ia fazer! 
Há pouco tempo descobri na blogosfera alguém que como eu partilhou que adorou a experência de ficar a ver as chegadas no aeroporto de Lisboa. Aquilo é o céu para sonhadores e interessados em analisar e observar os outros, construir-lhes estórias e ver como chegam, com quem chegam, quem têm à espera, as suas expressões e gestos. I love it!
Pois agora essa mesma blogger partilhou um outro gosto que eu por acaso nunca aqui mencionei mas que também tenho. O fascínio pelo abandono. Quando li o post nem queria acreditar! Tenho fascínio e curiosidade pelo adandono, mas não num sentido de explorar a degradação e a putrefacção, mas sim de olhar para as coisas abandonadas e imaginar como seriam aquando do seu auge, de tentar perceber porque estão assim agora e ainda como ficariam se as recuperasse. Quando vou a algum sítio diferente não consigo ficar indiferente (!) a casas ou edifícios grandes abandonados. Aquilo chama-me e por momentos fico ali a olhar, a pensar em como o abandono convive muitas vezes lado-a-lado com a agitação e o movimento, em como transforma irremediavelmente uma paisagem, e tiro imensas fotografias... a casas abandonadas, telhados caídos, janelas partidas, paredes rachadas com ervas a romper por entre as fendas nos tijolos, árvores dentro de quartos e salas outrora fechados, paredes grafitadas... enfim... não posso negar que chego a encontrar beleza em alguns casos. Aquilo fascina-me, intriga-me. E quando a natureza irrompe pela casa adentro como se a quisesse absorver, ou esconder dos olhares alheios... ou como se a quisesse proteger... ou talvez mostrar que Ela é bem maior e bem mais forte e mais paciente do que qualquer monte de cimento, vigas e tijolos... é fantástico, e poético.

E pelos vistos eu e essa blogger não somos as únicas porque ela própria faz referência a um trabalho artístico de um fotógrafo sob esta mesma temática.

Muito interessante... em como encontrar beleza no abandono. Ver aqui.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Fofuras... na savana


Dear mama, i feel i need... well i need to feel you next to me! Adoro esta imagem! O rinoceronte é sempre aquele animal que vemos couraçado, forte mas desajeitado, pesado e bruto. É por isso que gosto desta imagem. Por apelar ao seu outro lado... neste caso, mais maternal e afectuoso. ;) 

Why God Why?!

Apercebi-me do quão contraditórias podem ser as comunidades pequenas... ou antes, as pequenas comunidades! Se por um lado as pessoas todas se conhecem umas às outras e todas se entre-ajudam, por outro também é nesses meios que as pessoas conseguem ser mais cruéis umas com as outras... o que nunca se esperaria precisamente porque estão mais próximas...
Faleceu uma pessoa da minha família. Residente numa pequena povoação do interior alentejano. A pessoa que faleceu era e continuará sempre a ser uma pessoa muito especial e querida por toda a gente que não apenas os respectivos familiares. Uma pessoa que para sempre será recordada pelo seu jeito sereno e carinhoso, pelo seu sorriso e generosidade e acima de tudo pelo grande coração que tinha e que sempre nos inspirou. Para mim, ela representava não apenas um exemplo de vida e de como gostaria de chegar à velhice, mas também o elo que ainda existia com os meus antepassados maternos. Ela era irmã do meu avô materno, que nunca cheguei a conhecer... :(

Apercebi-me mais claramente de uma coisa que obviamente sempre soube mas nunca senti directamente ou porque era mais nova e nem me apercebia disso. Vi muita gente a acompanhar a família e o corpo. Muita gente da terra que fez questão de estar presente, a apoiar. Ou apenas a estar presente... bem... isso acaba por não interessar uma vez que ninguém na família está a olhar a isso. Mas essas mesmas pessoas que ali vão acompanhar e apoiar (ou na minha opinião... em muitos casos vão apenas observar... ) são as mesmas que irão criticar essa mesma família caso estes optem por não fazerem o luto vestindo-se a partir desta data sempre de preto, da cabeça aos pés.

Ainda me lembro da minha avó usar um lenço preto o tempo todo. E de vestir sempre de preto... Já o meu avó tinha morrido há muitos anos. E assim o fez, ela, até ela própria também morrer. Sempre achei essa imagem muito carregada e adorava vê-la em casa a tirar o lenço e a mostrar-nos os seus longos cabelos impecavelmente penteados numa trança e depois num monho. Mas de qualquer forma sempre conheci a minha avó assim e penso que para ela era normal, fazia-o porque era sua vontade, e crença também. Assim tudo bem!

Eu gosto da cor preta. Sempre gostei, como gosto de outras. E tenho muita roupa preta. Mas não me cabe na cabeça (não é o lenço! antes fosse!) a ideia de obrigação de ter de vestir preto como forma de mostrar luto ou tristeza. Pessoas diferentes vivem e experienciam o luto de forma diferente. A vida é tão curta... de que vale a pena preocuparmo-nos com o que os outros pensam de nós?! Já pensaram nisso? No quão ridículo isso é? Percebo que para as pessoas mais velhas o peso da tradição ainda seja muito grande... e a morte fosse efectivamente um grande estigma, mas não consigo compreender como é que pessoas mais novas ainda continuam a criticar se alguém a quem tenha morrido outro alguém não passe a vestir-se todo de preto só porque sim, só porque assim é que deve ser. Se a pessoa tem essa vontade, se levanta de manhã e lhe apetece vestir preto todos os dias, se é assim que se sente então faça-o, mas nunca por obrigação ou como se estivesse a pagar uma promessa. Isso é tortura, puramente tortura. Quer dizer... não basta já ter-lhe morrido alguém como ainda tem de carregar essa cruz?!?! Eu digo: Cruz Credo! Espero que as pessoas acordem de uma vez para a vida e se ajudem e amem umas às outras... sem exigências nem leis nem religiões que incutam pecado ou culpa. Deus existe sim. Não é um corpo, é uma energia, vida, somos nós, é amor. Ele não pune, não castiga, sempre ama e sempre aceita. Isso sim é que é bonito de se ser e de ver. Vá a ver se aprendem isso de uma vez por todas se não... não estão a viver, apenas a existir.