terça-feira, 25 de novembro de 2014

Boa semana!

Boa semana a todos!

E... just in case...
"Nunca te justifiques... os amigos não precisam e os inimigos não acreditam."
Beijinhos!

Não conhecia esta fábula... mas gostei! ;)



A Fábula do Porco-Espinho   

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram juntar-se em grupos, assim agasalhavam-se e protegiam-se mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos... justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram afastar-se uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.


Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima pode causar, já que o mais importante é o calor do outro.
E assim sobreviveram.

Moral da História

O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades. 

Bonito não é?! E dá que pensar, especialmente naqueles momentos em que estamos ou somos especialmente intransigentes ou inflexíveis.

sábado, 22 de novembro de 2014

Filmes favoritos

Os meus filmes favoritos (sem ordem específica):

A Vida é Bela

Gladiator

Crash (No Limite)

Inception

O Escafandro e a Borboleta

Interstellar

When a man loves a woman

Cinema Paraíso

Collateral

Memento

Cidade de Deus

Into the Wild


... e... pensei de serem menos! Mas são estes... até agora! :)

E os vossos, quais são?!?!?

Nunca tinha dado por isso mas agora que recordo os filmes que mais gostei até à data reparo que há alguns que têm um factor comum. Memento, Inception, e Interstellar foram todos realizados por Christopher Nolan. Gosto da visão deste realizador, e da forma como apresenta as suas ideias. Sempre muito out of the box e diferente. 

Interstellar

Acabadinho de ver. Interstellar. Um filme muito bom. Adorei. Passou a estar entre os meus favoritos desde sempre.


"In Earth's future, a global crop blight and second Dust Bowl are slowly rendering the planet uninhabitable. Professor Brand (Michael Caine), a brilliant NASA physicist, is working on plans to save mankind by transporting Earth's population to a new home via a wormhole. But first, Brand must send former NASA pilot Cooper (Matthew McConaughey) and a team of researchers through the wormhole and across the galaxy to find out which of three planets could be mankind's new home."



E definitivamente tenho de (pelo menos tentar!) ler "Uma Breve História do Tempo" de Stephen Hawking. Só de ler a sua resumida autobiografia ganhei ferramentas indispensáveis para perceber muito do desenvolvimento do filme Interstellar. Não que seja obrigatório mas o filme aborda predominantemente física quântica, astrofísica, metafísica... Física! E quer-me parecer de forma muito correcta e actual no que respeita a definições base ao que tem sido investigado cientificamente. Aquilo podia mesmo acontecer. O raciocínio é aquele. Os conhecimentos que hoje temos sobre o tempo e o espaço, e a gravidade, permitem acreditar numa realidade como a retratada no filme. 
A questão permanece... poderá de facto o tempo voltar atrás ou ir mais à frente? Isso alteraria toda a nossa noção de realidade e de tempo-vida. 

A-D-O-R-E-I!!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

E já é 6.ª!!! Bom fim-de-semana!


Ah ah!! Apanhados em flagrante!! LOL

Animais de diferentes espécies podem desenvolver relações de companheirismo, amizade e... hrum hrum... até de romantismo! Não seria a primeira vez e existem imensas histórias relatadas a nível mundial.

O exterior pode ser bem diferente. Uns andam sobre 4 patas. Outros sobre duas. Uns vivem na água, outros no ar e outros em terra. Mas cá dentro, não obstante os diferentes níveis de raciocínio e consciência, somos todos muito parecidos. :)

Eu adoro esta imagem. É simultaneamente terna, inusitada e muito engraçada. Faz-me sorrir, sempre!

E pronto... o fim-de-semana está aí à porta. Façam favor de abraçarem muito, sem pudores nem preconceitos! :D :D

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Há quanto tempo...

Silverchair - Miss you love

Foi preciso ter recomeçado a ver novelas (!!) para ouvir uma música que me fez recuar no tempo. Fechar os olhos e voltar a ser uma adolescente. Silverchair era uma banda que eu e a minha irmã gostávamos. Até tínhamos o cd! :D

E agora... pumba! Numa novela brasileira - Império - que de repente comecei a ver e a interessar-me. Não consigo ver sempre todos os dias mas confesso que me relaxa e gosto por isso tento ver pelo menos um bocadinho! 

E o Zé Alfredo... ai o Zé Alfredo. Tanto o novo como o menos novo! Chay Suede é sexy, lindíssimo e cheio de pinta, e Alexandre Nero é charmoso e enigmático. Curiosamente tanto eu como a minha irmã começámos a ver a novela e temos exactamente as mesmas opiniões!! Tal como na altura do cd que comprámos juntas!  Lá recuámos ao tempo de adolescentes.... :)))))))))) e é tão bom!!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Fofuras... a meio da semana!

Um inédito aqui no blog! Conseguir postar a meio da semana!

Não sei como consegui. Acho que foi mesmo porque tinha imensa vontade de partilhar algo por aqui. Neste meu cantinho. :)

Isto deixa-me pensativa e apreensiva.

Não concordo nem compreendo posições extremistas, radicalistas, fundamentalistas. Porque a verdade, é una sim, mas ninguém (ninguém!) tem acesso a essa verdade de forma total. Por isso ninguém nem nenhuma religião pode alegar comportar em si a verdade absoluta, mas apenas mais uma perspectiva dessa verdade. Ela é simplesmente demasiado complexa e grande para que a possamos sequer conseguir vislumbrar, e no entanto, isso também não é algo necessário à vida.
Não me considero totalmente agnóstica pois sinto que existe algo superior mas simultaneamente perto e dentro de nós. Algo presente. Mas, de facto, não precisamos saber o sentido de tudo para podermos viver. Aliás, talvez a busca desse sentido seja precisamente aquilo que pode justificar e compor o nosso caminho. Mas devaneios e pensamentos aleatórios à parte... preocupa-me bastante o fundamentalismo que estamos neste momento a assistir. Parece que quem não acredita no profeta X ou no Deus Y é um inimigo e um alvo a abater. Essa resistência e adoração cega estão a ser feitas essencialmente através da violência. Desde quando é que Alá através de Maomé mandou que se matassem os não crentes (ou infiéis como lhes chamam...)? Desde quando é que Deus através de Cristo mandou colocar na fogueira os hereges? Quer-me parecer que nunca!! Isso não é arte deles! É dos homens! Essas acções mais ofendem do que agradam os vossos supostos deuses e profetas... que mais não são do que vossos alibis!

Respeito não apenas a religião de cada um mas, principalmente, o direito que considero que cada ser humano tem de escolher aquilo em que quer ou não acreditar. Desde que essa crença promova o bem e não interfira com o direito dos outros. 

Se analisarmos bem, todas as religiões do mundo têm sempre algo em comum. Algo superior a nós que promove a unidade de todas as coisas e as explica. Ora esse algo superior (quem uns chamam Deus cristão, outros Alá, outros Buda, outros Khrisna ou Vishnu ou outra divindade hinduísta, etc...) fez-nos para que nos uníssemos e promovêssemos a harmonia e o amor nas nossas vidas. Não que provocássemos o mal, o sofrimento, a destruição, a morte infligida e a violência. Isso é exactamente o caminho contrário!
Como se quer expandir uma mensagem de bem espalhando o mal e o terror?! Que mentes (algumas preocupantemente bastante instruídas) se deixam render a essa lavagem cerebral que serve um desígnio muito diferente do suposto?!

O sagrado não precisa de um império, dinheiro, armas, sangue, terrorismo nem punições. O sagrado está em nós. Nuns de uma forma, noutros de outra... e cada um à sua maneira se aproxima da verdade. Respeitemos quem é diferente. Sejamos amigos. Partilhemos conhecimento. Mas não tentemos fazer do sagrado um pretexto para outros fins que tudo são menos religiosos ou espirituais.

A religião sempre foi usada para expansão de territórios e poder. Daí a descrença em que consecutivamente incorre... Os próprios cristãos não podem agora criticar os muçulmanos, porque o cristianismo foi imposto a muitos povos. O cristianismo e a evangelização cristã também se fizeram em grande parte através da guerra. Santa diziam eles... E agora estamos a assistir a mais do mesmo.

Isto deixa-me pensativa e muito, muito apreensiva. Estamos a regressar ao passado. A humanidade não está a conseguir evoluir e sair do círculo da mediocridade e mesquinhez.




Reparem no perfil de jovens que aderem a este "movimento". Reparem nas semelhanças dos seus backgrounds. São maioritariamente jovens que se sentiam perdidos ou desanimados, um pouco à margem da sociedade, sedentos de algo em que possam acreditar piamente e em algo que lhes dê uma sensação de protecção e justificação, e são também jovens à procura de actos heróicos, como se a vida fosse um filme e valesse a pena fazer-se explodir e matar outras pessoas inocentes só para... ficar bem na fotografia e serem adorados. O problema e a causa disto tudo é sempre a mesma... falta de amor. Falta de amor próprio. Falta de amor nas famílias. Falta de amor romântico. Falta de amor na sociedade em geral. Falta de amor uns pelos outros. Falta de amor.

Porque é que em vez de bombas, granadas, facas, armas, balas e pólvora não inventam algo que permita atingir as pessoas e dar-lhes isso sim... novas noções de vida e grandes doses de amor?! Ah já sei... isso talvez não fosse muito lucrativo.... 

:X

P.S.: Eu não sei o dia de amanhã. Tmabém eu me posso vir a tornar fundamentalista, cega e devota. Quem me diz a mim que também eu não poderei vir a tornar-me naquilo que agora não compreendo.
Quem me diz a mim que eu não vou andar por aí a distribuir revistas e a falar de Jeová, ou que me tornarei uma beata e assídua da Igreja, ou dê entrada num mosteiro budista e não saio de lá, ou numa mesquita a rezar em direcção a Meca... quem sabe. Hoje não me vejo a fazer nenhuma dessas coisas. Mas se um dia as fizer, será de coração pois não consigo encarar essa "entrega" de outra forma. Que me salve o futuro de atitudes que no seu âmago sejam condenáveis e imperdoáveis. Que o futuro, e Deus, a existir, me livrem disso.

Era uma vez uma linda Estrelícia...

Sabem aquelas plantas que dão uma flor lindíssima de um laranja quase fluorescente e azul eléctrico? Eu sempre gostei de Estrelícias! São belas e exóticas. 

Pois bem... há cerca de 4 anos trouxe uma estrelícia ainda pequena comprada no mercado do Funchal, na Madeira, e desde então ela tem crescido, crescido... passou de 15 centímetros para cerca de 1 metro... ganhou algumas novas folhas verdes mas nunca tinha dado flor. Era sempre só a planta verde. Este ano foi o ano! Nasceu a primeira (espero eu que seja a primeira de muitas!!) flor... agora, em pelo Novembro, em pleno Alentejo, neste frio de gelar que se tem feito sentir nos últimos dias.

Tal não foi a minha surpresa quando, de repente, a minha estrelícia tinha florido... e que flor magnífica!!! Tão bonita que me fazia sorrir só de olhar para ela.... falo num tempo passado sim... e sabem porquê??!?!?!? PORQUE... a minha querida gata mais nova, a alegre e vivaça Xaninha... gostou tanto tanto desta nova flor que... a comeu! Sim... apanhou a planta a jeito e... deixou a flor completamente esfarrapada!! Aquilo devia saber-lhe mesmo bem... :S

Apanhei uma raiva quando vi o que ela tinha feito que nem queiram saber... Mas pronto... já não há nada a fazer e, a parte positiva é que ainda sobrou um bocadinho (muito pequenino) de cor-de-laranja e a Xaninha não se sentiu mal com o petisco (pensei daquilo ser extremamente venenoso mas parece que não...).

De qualquer forma... como fotógrafa (amadora) que se preze tirei logo várias fotos à estrelícia e isso é quanto me resta para recordá-la e admirá-la outra vez... Aqui ficam as recordações da flor mais bonita que o mundo alguma vez viu... mas que durou menos de uma dezena de dias.... Paz à sua alma! :S :D


Cole and Marmalade

Cole and Marmalade são dois gatos com vídeos engraçadíssimos na net. Para quem gosta de gatos, e especialmente para quem tem mais do que um felino destes em casa... os vídeos são deliciosos! Eu adoro!

"Cole the Black Cat & his new brother Marmalade are always up to something ... Together with their human 'servant' Chris they will entertain and educate you! Check out their fun videos to see them in action!"

Alguns exemplos:

When Cole met Marmalade...

What cats see....

Cat logic...

domingo, 16 de novembro de 2014

Fofuras... Boa Semana!!


Mês querides... :D

Tenham uma boa semana! Respirem fundo, sorriam, apreciem o mundo e as pessoas em vosso redor.

Beijinhos a todos

Guernica


Guernica, de Pablo Picasso, sempre foi um quadro, uma pintura que me suscitou interesse e atenção. Por ter tantos pormenores em si. Tantos possíveis, ou nenhum, significado e interpretação.
Conta uma história e simultaneamente conta milhares de outras histórias. 
As cores utilizadas, o preto e o branco, produzem por si só um antagonismo, algum repúdio, vazio e principalmente força. Força contra a guerra, contra a violência, contra esse inimigo.

Já o vi ao vivo. No Museu Rainha Sofia, em Madrid. E é de facto avassalador. Para começar é enorme. Temos de nos afastar bastante para podermos observar toda a composição. E depois... podem passar-se lá horas a descobrir pequenos e grandes detalhes. E dar-lhes um sentido. Não que tenham de ter um sentido obrigatoriamente, mas apenas porque o próprio pintor confirmou que esta obra nasceu na sequência do bombardeamento alemão e italiano à localidade Guernica do País Basco, em Espanha, aquando da Guerra Civil Espanhola, em 1937.

Há pouco tempo recebi por e-mail uma interpretação detalhada desta pintura e de que gostei bastante. Venho agora partilhar isso convosco (desconheço o autor desta interpretação pelo que não posso aqui creditá-lo...):







Músicas que... ... oiçam. :)

U2 - Every Breaking Wave - Later... with Jools Holland

frase que não me sai da cabeça.... "every gambler knows that to lose is what you're really there for"...

Talvez o que importa seja apenas jogar. Arriscar. E quem sabe que não será a derrota muito mais importante e sábia do que a vitória. Quem sabe, right?!


Slow Dancing written for Willie Nelson by U2

O que é ser livre?

Paula Cole - Free

O que é ser livre para vocês? É algo bom ou assustador?

Para mim ser livre é, acima de tudo, ter saúde e ser capaz de tomar as minhas próprias decisões, mesmo que estas impliquem prender-me ou agarrar-me a algo. (!!)

Ser livre não implica necessariamente anarquia, falta de regras ou fazer tudo o que apetece quando apetece. Isso não é ser livre. Isso é andar um bocado perdido, armado em rebelde, mas no fundo sem um sentido ou caminho percorrido.

Eu sou livre... e sempre serei... pois espero nunca perder a capacidade de sonhar! 

domingo, 9 de novembro de 2014

Fofuras... Boa semana!


Fofos e fofas... um beijinho grande para todos e votos de uma excelente semana!

A minha, entre outras coisas,vai passar por:
1. tentar curar-me de uma vez por todas desta tosse louca;
2 . fotografar muito;
3. passar-me da cabeça com os meus gatos e a relação complicada que eles às vezes têm;
4. respirar fundo e ser positiva acerca daquilo que a vida nos traz;
5. transferir muita energia boa e sorte para alguém querido que vai para fora, e começa agora uma nova fase da sua vida, entrando no mercado (vulgo selvajaria) de trabalho e tudo o que isso implica;
6. sentir o caos cá dentro mas sorrir. :)

Pois é...


Pois... eu sempre fui desta opinião e continuo a achar que resolveria grande parte dos "problemas" pessoais, profissionais, regionais, nacionais e até mundiais!!!
Não sei se sou eu que não gosto de "levar nada para casa" nem perder tempo a matutar nas coisas e por isso digo logo o que tenho a dizer no momento, mas sinto que a maior parte das pessoas, não só não o faz como eu (que talvez seja um bocadinho extremista às vezes, confesso) como antes evitam. Preferem não falar, não partilharem o que pensam, de quem pensam. Ora isso leva a mal-entendidos, a relações perturbadas e condenadas, e acima de tudo alimenta muita da hipocrisia e falsidade que caracterizam o nosso dia-a-dia. Para quê? Isso é algo tão vazio. E a vida é tão curta para perdermos tempo da nossa vida com isso!

É tão mais fácil falar abertamente. A sério, experimentem. Para além de ser libertador... é óptimo para consolidar posições, é o melhor meio de resolver conflitos (embora pareça que se começa por criar um...), portanto basicamente é como um investimento que fazemos para a nossa felicidade. E dos outros! É um win-to-win!

Surrealidades do meu dia-a-dia #6

O acontecimento de hoje é capaz de não ser assim tão surreal nem acontecer a pouca gente, infelizmente...

8 horas da manhã. Novembro. Dia frio e enevoado. Não se vê ninguém na rua. Eu sinto-me doente. Já ando assim há alguns dias e, após uma noite mal-passada a tossir, decido ir às urgências do Centro de Saúde da minha área de residência.
Fiz a inscrição, paguei, e aguardei que me chamassem. Primeiro nem me sentei porque reparei que não estava ninguém a ser nem para ser atendido, se não eu, e portanto devia ser imediatamente chamada. Passaram alguns minutos e não fui, Decidi então sentar-me. Após cerca de 10 minutos (sim... para quem não tinha ninguém à frente achei uma falta de respeito enorme!!!) a médica lá me chamou. 
Entro no gabinete. Ela nem fez por disfarçar. Em cima da secretária tinha um livro sobre a história da rainha Vitória de Inglaterra, com o respectivo marcador quase no final, e indubitável e visivelmente colocado em cima da mesa numa posição de quem esteve a ler ali sentado e teve de se levantar (o livro estava do lado direito da mesa, ligeiramente inclinado para a direita também). Não foi portanto difícil perceber que a médica demorou mais tempo que o previsto a chamar-me porque... credo... estava a acabar de ler um capítulo do livro. Devia estar numa parte mesmo interessante. Eu gosto imenso de ler e custa-me despegar quando o começo a fazer e estou a gostar do livro... mas ela era médica, aquilo é um serviço de urgência, e eu estava doente, com a consulta já paga, à espera que ela me atendesse.
Fiquei fula com esta falta de respeito e profissionalismo mas não disse nada. (Alguma coisa tenho de aprender com as consequência que já tenho tido ao logo da vida por ser "frontal demais"...).

O que me dá mais raiva nesta gente, assim como tantas outras pessoas que o fazem, noutros locais, noutras posições e profissões, é a arrogância e simultaneamente a ignorância dissimulada. Aquilo que mais desprezam ou menosprezam é precisamente o que justifica a posição em que estão e que lhes permitem fazer o que fazem. Aquela médica só é médica porque há doentes. Qual o objectivo de não tratar da melhor forma possível e exequível esses doentes? Não sei porque fui lá. Talvez porque quanto estamos doentes sentimo-nos fragilizados (mais uma razão para os profissionais de saúde terem especial atenção...) e afinal acho que sabia melhor o que tinha do que aquela senhora que estava ali sentada atrás sa secretária.

Começou a passar a receita, calada. Ao que, tendo esse direito, lhe perguntei o que tinha eu afinal. Resposta... "ai isso é destas mudanças de temperatura".... Assim, de forma banal e lacónica. E eu voltei a insistir para ver o que ela respondia. Ela responde, hesitante,... "pois... ahhhh.... é uma infecção a nível da garganta, também pode ser tosse alérgica."
Burra... (desculpem, mas foi o que pensei...)
"Isto é uma faringite, e é bacteriana, senhora doutora." disse-lhe eu.
Ela olhou para mim e, sentindo-se ofendida (era esse mesmo o meu objectivo), respondeu que ainda não dava bem para ver. hã hã... Enfim.
Deve pensar que eu não sei o que estou a dizer. 

Peguei na receita, disse bom dia e agradeci (só por boa educação porque a vontade era mesmo mandar a senhora àquele sítio...).

Mas antes de sair ainda me virei para ela e disse-lhe... a doutora nem me viu a temperatura... (isso é coisa impensável de não ser feita num caso de possível resfriado, gripe, faringite ou amigdalite viral ou bacteriana... porque despista diferentes diagnósticos...).

Ela abriu os olhos com mais aquela subtil afronta de um doente e disse-me. "Então mas se quiser tirar a temperatura... tome lá o termómetro...." (Que tristeza esta forma de tratar o doente... acima de tudo senti-me triste pelo nosso Serviço Nacional de Saúde...). Peguei no termómetro e não tinha febre.
Ao que a senhora doutora afirma... (preparem-se porque esta observação resume a atitude profissional da senhora)-.... "pois eu vi logo que você febre não tinha..."
Tive para lhe perguntar se ela tinha poderes especiais ou algo do género que lhe permitisse ver a temperatura das pessoas só olhando para elas. Mas não disse nada. Tive para comentar... "ai sim? Foi de olhar para a minha cara?!?!!). Mas não o fiz. Não vale a pena.
Vim-me embora... e como eu fiz, nem imagino quantos milhares de doentes por esse país afora também são atendidos assim. Por profissionais que não merecem o trabalho que têm.
Saí de lá... um bocado esquecida dos sintomas que lá me levaram... um bocado anestesiada e paralisada e perceber que há problemas muito grandes e estruturais a nível dos cuidados primários de saúde.
Como é que querem que o doente vá sempre primeiro ao Centro de Saúde se o atendimento é tão parco e simplista? Aquela malta não está virada para resolver problemas e identificar correctamente doenças específicas. Para eles tudo é: a) virose, b) resfriado, c) continuam sem saber nem quererem dar-se ao trabalho de investigar mas inventam outro nome. 
Isto é um pesadelo?? Acordem-me por favor!!!

Música boa... em português ;)

Mikkel Solnado feat. Joana Alegre - E Agora?


D.A.M.A. - Às vezes

Leituras - "Torrada Queimada e outras Filosofias de Vida"

de Teri Hatcher. 2006.



Teri Hatcher, para quem não está a conhecer o nome, é a actriz que fez sucesso como Lois em "Super-Homem" e como Susan Mayer em "Donas de Casa Desesperadas".
O título - Torrada Queimada - e a introdução que Teri faz dão logo para perceber que o livro se trata de um partilhar com o mundo as inseguranças, medos e fragilidades que ela tem sido ao longo da vida, mas ao mesmo tempo a forma como aprendeu a lidar com essas dúvidas e obstáculos (que toda a gente sente!). Basicamente, ler o livro parece ser como se estivéssemos a falar com ela (ou ela connosco), de forma muito despretensiosa, simples, e muitas vezes divertida, sobre coisas mundanas, mas que afinal todas essas pequenas coisas juntas fazem o nosso dia-a-dia, a nossa vida e, em última análise, o que somos e como somos. É um livro leve, que se lê muito bem, como uma conversa com uma amiga.
Muitas das batalhas interiores que Teri descreve são transversais a todas as mulheres. Não importa se são ou não actrizes famosas e bem-sucedidas, mães, esposas, filhas, amigas.... e por aí adiante, por todos os papéis que nos são dados a desempenhar... na vida real!

Frases ou ideias que registei deste livro:

"O meu pai... acho que nunca conseguiu encontrar o equilíbrio entre tentar ensinar-me a ser boa em alguma coisa e perceber que, como eu era criança, era bastante improvável que lhe ganhasse fosse no que fosse. Pergunto-me se acharia que estava a fortalecer o meu carácter ao lembrar-me sempre de que eu não era suficientemente boa para ganhar, ou se acharia que perder não tinha importância para mim. Mas tinha. Em criança, se perdemos muitas vezes deixamos de tentar. Temos de aprender o equilíbrio entre o esforço necessário para melhorar e uma percepção realista das nossas capacidades.
A minha mãe, por outro lado, achava que tudo o que eu fazia era perfeito. Acreditava que os elogios constantes eram a única forma de mostrar amor e melhorar a auto-estima. Todavia, se somos perfeitas aos olhos da nossa mãe, imaginem o tombo quando descobrirmos que não somos perfeitas aos olhos do mundo.
Tive então um dos progenitores a ensinar-me a perder e o outro a instilar-me uma confiança falsa."

"Não me levarem a sério é um gatilho emocional para mim."

"... com um pouco de prática e algumas oportunidades inesperadas, eu podia realmente ser a pessoa que desejava.
Nada acontece de um dia para o outro. E não podemos ser quem ambicionamos em todos os momentos do dia. No entanto, se detectarmos em nós algo que não está a resultar e nos impede de sermos tão felizes como queríamos, temos de o expulsar."

"Prever consequências faz parte do nosso crescimento. Mas prever e planear exageradamente pode ser paralisante."

"Aceitarmo-nos é uma viagem. Quanto mais nos livrarmos das nossas inibições, mais tempo temos para o amor, para a bondade e generosidade."

"Hoje em dia já ninguém aparece sem avisar! Acho que o devíamos fazer mais vezes. Não há melhor maneira de fazer as pessoas sentirem-se ligadas e especiais."

"...um dia podemos ganhar. Não necessariamente aos olhos dos outros, mas aos nossos."

"... um único acontecimento numa noite única pode abrir um mundo mágico de imaginação que nos inspira para o resto da vida..."

"A vida tem os seus ciclos. Os pequenos problemas parecem enorme, depois tudo volta ao normal, e o mundo continua a girar."

"Existe alegria naquilo que temos, mesmo que não sejamos capazes de vê.la sozinhos."

"Não me senti como uma estrangeira ou uma invasora naquelas terras antigas. Contudo, era tão insignificante, tão humilde que me sentia completamente protegida e segura. ... Quando regressámos de África, senti-me diferente."

"Tenho sido sincera, e mostrei-me vulnerável. Ao contrário do que tento sempre mostrar."