quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O segredo... que não devia ser segredo nenhum!

Não sei quem disse "Somos o que comemos" mas concordo em muito com essa afirmação. Para além, obviamente, de factores genéticos e hereditários, do meio e ambiente em que vivemos, e até da nossa própria cultura (!), aquilo que creio que mais condiciona a nossa saúde é de facto a alimentação. Nós temos um corpo constituído por células que necessitam de determinadas substâncias para funcionar. Essas substâncias estão contidas, entre outras fontes, nos alimentos que consumimos. Há quantidades e valores médios calculados de ingestão de alimentos e respectiva composição nutricional por idade, sexo e outras características relevantes. Mas cada pessoa é única. As necessidades, embora semelhantes, são sempre diferentes entre diferentes pessoas/organismos. Na minha opinião, um organismo e mente saudáveis pedem sempre ao seu portador (a pessoa!) aquilo que precisam, nem mais nem menos, para funcionar e manter-se vivo. Só quando existe algum tipo de distúrbio ou perturbação é que há deficiente escolha na alimentação. Isto quer dizer que se estivermos bem e felizes, muito provavelmente vamos naturamente ter uma alimentação regrada, sem excessos (ainda que não nos privando de nada em particular) e naturalmente (inconscientemente até!) vamos escolher alimentos que promovem equilíbrios e sinergias entre si, dando-nos a energia de que precisamos para viver e mantermo-nos saudáveis. Como se o nosso organismo estivesse em contacto directo e sem falhas de comunicação com a sabedoria de viver bem. Podemos fazer, experimentar e comer de tudo porque vamos sempre saber compensar cada excesso ou escassez. Por outro lado, se não estivermos bem (física ou mentalmente), vamos inevitavelmente fazer más escolhas, inclusive na alimentação, e depois isso vai agravando a situação de doença (falta de saúde), num ciclo vicioso.
Portanto a alimentação é uma chave importante na gestão da nossa saúde.

Descobri esta senhora há relativamente pouco tempo e por mero acaso: Tara Alder. Ela teve um problema no colón e portanto desenvolveu trabalho na área do sistema digestivo. É muito interessante! Especialmente na forma mais holística de passarmos a olhar para os alimentos e o seu efeito no nosso organismo, bem como saber de combinações de alimentos a fazer ou a evitar.

"Um em cada três Americanos tem problemas de digestão. Tara Alder foi uma dessas pessoas. Aos 19 anos foi-lhe diagnosticada colite ulcerosa. Anti inflamatórios e esteróides ajudaram-na temporariamente mas não resolveram o problema. Foi sugerida uma cirurgia para remover a parte do colon afectada e possivelmente uma colostomia temporária. A ideia da cirurgia assustou-a de tal forma que procurou uma solução através de nutrição. Aos 41 anos, Tara Alder é coach em nutrição natural e desintoxicação. Aconselha pessoas a alimentarem-se de forma a fortalecerem o sistema digestivo, sendo a combinação de alimentos uma questão chave dos seus ensinamentos.
Uma boa forma de começar a entender a questão da combinação de alimentos é considerar o conceito “tempo”. Alguns alimentos demoram muito tempo a serem digeridos, outros movem-se rapidamente. Frutos levam 30 a 60 minutos a serem digeridos, vegetais, grão e feijão, 2 horas; carne e peixe cozinhados, 3 a 4 horas; marisco em conchas, 4 a 8 horas.
Quando combina alimentos com diferentes tempos de “trânsito”, começa a ter problemas, uma vez que a digestão deixa de ser eficiente. Por exemplo, quando come ananás com camarão, a fruta fica no estômago mais tempo do que se fosse sozinha. Em resultado os açúcares são fermentados provocando inchaços e gases.
Segundo Tara Alder, os problemas apenas começam aqui. Se os alimentos apodrecem no estomago ou intestinos em vez de serem eficazmente digeridos, deixam de ser absorvidos todos os seus nutrientes. Quando apodrecem ou fermentam são criados gases que são tóxicos e até cancerígenos. Estas toxinas podem inicialmente provocar fadiga, irritabilidade dores de cabeça e falta de ar, podendo mais tarde resultar em colite, inflamações, prisão de ventre, artrite, hipertensão, entre outras doenças.
O segredo para fazer boas combinações alimentares é ouvir o corpo. Porque não experimentar? Sugere Tara. Não custa dinheiro e muitas vezes ajuda a aliviar sintomas. Não acha que vale a pena?"
 (in MeiHua - Medicina Tradicional Chinesa - ler também esta página que tem alguns exemplos prtáticos!)



Fica a dica! ;)

Adenda: Ainda sobre o assunto da alimentação e do efeito directo que esta tem sobre a saúde li recentemente uma entrevista de uma chef de cozinha macrobiótica - Mayumi Nishimura - na qual ela fala sobre aluimentação vs saúde vs espiritualidade vs equilíbrio. Muito interessante também, não apenas as palavras mas o estilo de vida macrobiótico. - Ler entrevista aqui.

domingo, 22 de novembro de 2015

Boa semana!


Deste e aí desse outro lado... Tenham uma boa semana. (... A possível dado o ambiente tenso que o mundo está a viver...)

Beijinhos a todos

Surrealidades do meu dia-a-dia #36

Eu acho que as pessoas hoje em dia andam um bocado baralhadas com o que é que querem na vida, como conseguir isso e especialmente acho que existe cada vez mais confusão e dificuldade em distinguir o que é real do que é virtual. A internet tem imensas vantagens que nos deveriam auxiliar no nosso dia-a-dia, poupando-nos tempo na pesquisa de determinados assuntos e consequente formação de opinião e simultaneamente deveria facilitar o contacto entre as pessoas. E de facto fá-lo, através das tão faladas redes sociais. E claro está que o problema nunca é a tecnologia mas sim quem a usa e como o faz... porque há um enorme fosso entre o facto das pessoas estarem mais "contactáveis" e ligadas entre si mas depois na realidade (que para quem tenha dúvidas... é o que realmente interessa!!!) as pessoas estão cada vez mais isoladas e distantes umas das outras. Ora isto é um paradigma dos desafios dos tempos actuais. Numa altura em que a tecnologia nos devia proporcionar termos mais tempo para nós e para os outros... o que está a acontecer é que nos estamos a deixar consumir por ela, temos por isso cada vez menos tempo e efectivamente estamos doentes! Chamem-lhe vício ou o que quiserem. Não deixa de ser doença. Uns porque não conseguem viver sem ela e ao mesmo tempo estão a morrer por causa dela, outros porque deixaram de perceber a distinção entre realidade e virtualidade.

No que me respeita, também sou utilizadora de algumas redes sociais. E aqui o blog não deixa de ser também uma forma de fazê-lo, através da partilha de "coisas minhas". Mas sempre tive, e espero manter, a consciência de que há que saber gerir muito bem como e quanto tempo usamos e estamos nesse (este) mundo virtual. Para mim não faz muito sentido viver a vida através de um computador. Sou das que acha que para isso mais vale morrer logo porque de qualquer forma não se está a viver de forma plena. Compreendo quem me diga que as sensações experimentadas via virtual valem tanto quanto as reais... sei que isso pode ser psicológica e fisicamente possível, mas...mas... para mim não valem tanto quando as outras, as que se experimentam de forma plena. Como, in loco, sentir o vento passar, como olhar para o pôr-do-sol, como o tocar alguém, como ouvir a voz. Como o sentir a terra. Sentir o sol na pele. Sentir o arrepio. Isso sim é real!

A surrealidade do meu dia-a-dia que em seguida vou falar e transcrever... é-o para mim mas infelizmente pode não ser uma surrealidade para muita gente.
O Facebook para mim é obviamente uma rede social, onde encontro amigos e conhecidos e onde partilhamos um pouco de nós e damos a conhecer algumas das nossas opiniões e/ou interesses. No meu caso é mesmo só um pouco! Mas há muita gente que vive através deste tipo de plataforma. É óbvio que se podem fazer novas amizades e gerar novos mundos para nós, mas no geral, não acho que sejam de carácter duradouro ou robusto se não passarem pelo plano real. Por essa razão, é-me raro comunicar muito por essa via. Posso fazê-lo mas sempre com a consciência de que não me dá muita satisfação e a maior parte das vezes é quase um frete! Por essa razão estou cada vez menos "activa" ou "online". 

O caso que em seguida transcrevo aconteceu-me há relativamente pouco tempo. Um pedido de amizade de alguém que logo à primeira me pareceu não conhecer. Mas em seguida reparo que se tratava de uma pessoa que trabalha na minha instituição. É um rapaz. Não o vejo muito, nem nunca passámos do bom dia ocasional, mas parecia-me até ser uma pessoa humilde e simpática. Por essa razão, e porque de facto o facebook para mim não é um antro-sagrado e secreto, aceitei o pedido. Não mostro lá muito mais do que mostraria na realidade a alguém com quem não conviva muito.
Afinal o sujeito não tem nada de humilde nem de simpático e sofre isso sim de um enorme distúrbio... é um ser frustrado, só, egocêntrico, passivo-agressivo e maníaco que pelos vistos tenta (sem sorte) fazer amizades (e algo mais...) através do facebook e não está muito habituado a ouvir um "não". E  é alguém que se contradiz a si próprio à medida que vai falando e se vai mostrando...

Isto desenrolou-se no dia do pedido de amizade e dia seguinte. Neste último dia, e vão perceber porquê, eliminei-o da minha lista de "amigos", e aprendi uma importante lição!

Vejam lá esta conversa e reflictam sobre o assunto.
(Refriso que eu praticamente não o conhecia... Apenas de vista e porque trabalha na instituição onde trabalho)

Ele - Adoro gatinhos
E agora vou me deitar que amanhã ainda é dia de trabalho. Boa noite Ana

(tipo... achei logo estranho esta abordagem... Não me interessava em nada que ele gostasse de gatinhos - deve ter reparado que eu gosto de gatos e tentou encontrar um ponto de partida para a conversa - e depois sei lá.... também não me interessava em nada que se fosse deitar ou o raio! Mas lá respondi para não ser mal-educada...)

Eu - Sim amanha é dia de labuta! Boa noite

Ele - Bjito. Boa noite

(beijito?!?! Já não estou a gostar muito mas respondi um emoticon - ;) E Ficámos por aí.)

Na manhã seguinte ele envia-me um vídeo de uma música.

(não me perguntem qual era a música, não gostei. E não querendo conversar mais uma vez respondi, passadas algumas horas, outro emoticon - ;) Isto fê-lo saltar a tampa! Ora apreciem só:

Ele - Ainda foi a tempo.. A Ana só sabe mandar bonequinhos?

Eu - Nao. Mas nao gosto nem uso o chat. Por isso nao rsp muito.

Ele - Agradecido pela informação.. É bom fazer amizades que não falam.. Colega se assim se pode dizer. Lamento o incomodo.. A minha pessoa mantém se em silêncio pra si.

Eu - ??? Desculpe? Mas pediu-me amizade pelo facebook p falar cmg? Entao peço desculpa mas eu nao falo mt pelo facebook. Nem tenho tempo p isso.

Ele - Então pra ke serve o Facebook..eu odeio pessoas k adicionam só por adicionar. E esta conversa k me está a dar dão todas..Tou farto disto. Olhe fique bem. Conheçer alguém nesta cidade é mesmo para esquecer

Eu - Pois haverao pessoas q usam p falar e fazer novas amizades. Nao é o meu caso. So o adicionei pq o conheci e sei q trab lá na (minha instituição) Nada mais.

Ele - Pois então não se incomode

Eu - Com certeza que nao.

Ele - Eu gosto de pessoas k tem prazer em falar cmg e não me desprezam. Dou me bem com toda a gente.. Mas já vi k foi um erro. Vivendo e aprendendo.. Fique bem ana e bom fim de semana

Eu - Oica la voce nao é meu amigo e nao o conheço de lado nenhum sem ser la do trab. Tenho a minha vida. Porque razao sou obrigada a falar consigo e a fazer amizades no facebook qd isso nao é de todo a minha intencao.
Amigos nao se fazem no facebook. Fazem-se na vida real.

Ele - Sim pra kem tem tempo e não trabalha todos os dias é muitas vezes fim de semana. Mas já vi k esta sendo agressiva.. Não digo mais nada

Eu - Entao boa sorte. Eu nao estou nessa onda. Nao vou fazer uma coisa so porque sim.

Ele - Mas adicionou me só porque sim.. Adeus ana.. Educadamente bom fim de semana

Eu - Termina aqui a conversa q eu nao gosto de chats como ja referi.

E ele enviou-me um irónico "gosto".

Nunca mais trocámos mensagens. (Graças a Deus!!!!)

Ora meus senhores e minhas senhoras. Se isto fosse um tribunal.... já sei... Dir-me-iam que eu comecei por fazer mal ao ter aceite o pedido de amizade. Correcto. Foi um lapso envolto em boa-fé! Dir-me-iam também que devia ter corto o mal pela raiz e nunca sequer ter-lhe respondido. Bem o sei... agora. Sei que não é argumento maior mas não queria ser mal-educada, ao mesmo tempo que não queria de facto conversar com aquela pessoa, por essa razão enviei apenas emoticons!! Mas já aprendi que não o devo fazer quando de facto não o quero fazer!!
Acho que aprendi a lição. A verdade é que me deixou com um enorme fartote do facebook e dos chats. E se eu já não andava muito disposta para tal agora então estou off... line. Por tempo in...de...ter...mi...na...do! :P


Ouvindo... em processo continuado....

Terence Trent D'Arby - Holding On To You (Sananda Maitreya)
(É só assim uma das minhas músicas preferidas desde sempre!!! :) )

Johnny Cash - Hurt 

Coby Brown - Hospital

Christian & the 2120's - Smile at trouble 

Kodaline - The One

Surrealidades do meu dia-a-dia #35

Qual é a probabilidade de irmos algures no meio da estrada e o carro da frente ser a matrícula imediatamente registada antes da vossa há uns quantos anos atrás!?!?!?

Aconteceu-me há cerca de duas semanas... e achei super super caricato! Uma daquelas coincidências...!

Imaginei se todos os carros registados em Portugal fossem colocados em linha, ao longo da estrada, aquele seria o meu antecessor. :)