segunda-feira, 22 de agosto de 2016

My wishlist. Quero!

Adoro o tema da interpretação da linguagem corporal. Acho que cada pessoa é como um livro que podemos ler mesmo que não falemos a mesma língua nem consigamos comunicar oralmente. Contrariamente àquilo que costumamos pensar, a verdadeira (sem filtros) comunicação entre indivíduos faz-se de forma não linguística (não é necessariamente não verbal porque essa parte de análise de discurso - sem olhar às palavras mas sim à entoação, ritmo, ... - é tão importante quanto a restante análise comportamental e corporal - é a análise paralingística). Cai por terra toda a aparente dificuldade trazida pela Torre de babel.... :) :) ...

Nós somos seres muito complexos. (Ou gostamos de pensar que, por pensarmos, somos complexos... Ou ainda... complexificamos tudo sem necessidade!) Mas a verdade é que a verdade (!) não se consegue ocultar de forma total, e se estivermos suficientemente atentos conseguimos perceber os outros. Conseguimos perceber o seu grau de sinceridade, de autenticidade, o seu verdadeiro estado de espírito e as suas intenções. Trata-se apenas de se ser observador, paciente, mente-aberta e ler tudo aquilo que os outros nos dizem sem falar. Aquilo que nos dizem com os seus gestos, expressões, movimentos e opções.

Portanto... quero ler também este livro! "What every body is saying" de Joe Navarro. O escritor e autor é um ex-agente da FBI e foi um dos fundadores do departamento de inteligência comportamental da FBI. escreveu também o Dangerous Personalities (também quero ler, mas mais tarde), e fiquei entretanto a saber que foi consultor de uma das minhas séries favoritas de sempre - Lie to me!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Leituras - "Ulisses"

de Maria Alberta Menéres. 1989.


Da conhecida e intemporal obra do poeta grego Homero - Odisseia - surge este simpático livro para crianças (e não só). Conta a história de Ulisses (Odisseu). Rei de Ítaca. E o seu regresso a casa após a Guerra de Tróia. Ulisses... ou Odisseu... considerado na época (1200 a 1300 a.c) o mais valente e astucioso dos homens, venerado por gregos (e secretamente por troinanos?!?! :D ) que ao longo da sua vida viveu as maiores aventuras e desventuras por terras e mares desconhecidos. 

Quem nunca ouviu falar do cavalo de Tróia? E de Páris, o príncipe troiano que raptou a bela rainha grega Helena? Dos gigantes ciclopes, de Polifemo? Do saco onde o rei Éolo guardou todos os ventos mais furiosos e que fazem as tempestades? Do canto encantador das sereias que atraem os marinheiros para o fundo do mar? E da feiticeira Circe? E do cão Cérbero, com três cabeças, que dorme de olhos abertos e guarda a porta da gruta do Inferno? E de Tântalo, que tinha sede e fome e não podia beber nem comer? E de Sísifo, que empurrava, condenado, eternamente um grande rochedo pela encosta acima? E de Atena, a deusa que sempre protegeu Ulisses? O fiel cão Argus que morreu de emoção ao reconhecer o seu dono? E de Penélope, a esposa devota ao marido desaparecido? E de Telémaco, o filho de Ulisses?...

Todos nós já ouvimos de uma forma ou de outra, com mais ou menos pormenor, falar sobre estas personagens e acontecimentos (mitológicos?!) que ao longo dos tempos se foram transformando em símbolos, cuja menção tem um significado mais profundo e lúdico do que aparentam, para todos e para todas as idades!

"Os gregos eram um povo de marinheiros destemidos. Eles cruzavam os mares, tal como os Fenícios, os Cartagineses, e mais tarde nós, os Portugueses."
 
"O ciclope era para os Gregos destes tempos o mesmo que o gigante Adamastor foi para os portugueses: duas imagens criadas por dois poetas, Homero e Camões, para nos falar do medo do desconhecido."

"Zéfilo, a brisa suave que tão agradável é para os marinheiros." - o vento oeste.

"Pela primeira vez ele se viu e se achou realmente só. Aquele mar que tanto adorava parecia querer destruí-lo. O mar que era caminha parecia querer transformar-se em porta que se fechava sempre à sua frente."

"... tão habituada que estava à espera desesperada."

"Tão grandes foram as suas aventuras e desventuras que ele teve de as continuar vivendo dentro de si próprio, contente por assim ir navegando na grande e inesperada aventura de se sentir finalmente feliz."