sexta-feira, 26 de maio de 2017

Bom fim-de-semana!


O tempo anda meio maluco mas é fim-de-semana! Há que aproveitar! Nem que seja para descansar!

Bom fim-de-semana!
Beijinhos

Reflexões aleatórias de mim para comigo própria... #4

1 - Acerca da saudade e do saudosismo. Na verdade (ou as saudades de verdade) são tão maiores quanto menor o tempo decorrido e mais vívidas e presentes forem as recordações dos momentos sentidos. Essas são as mais verdadeiras porque ainda se baseiam na realidade/verdade. À medida que o tempo passa, as recordações dos momentos vão ficando mais difusas e aquilo de que achamos sentir saudade pode até nem ter ocorrido ou existido alguma vez. Saudade, saudade tem-se de verdade da realidade recente e tem validade na sua autenticidade primária. Aquilo que se vai sentido depois, com o passar do tempo, é uma mistura de coisas que a nossa mente vai construindo e que nos faz acreditar que devemos sentir falta, algo que está mais relacionado connosco e menos com os acontecimentos ou factos, que depende das nossas expectativas, desejos e do nosso estado espírito, e não necessariamente algo que tenha acontecido ou sido na realidade;

2 - Tomé, o Príncipe! (?!);

3 - A maior ou menor facilidade/fluidez do amor reside precisamente no seu grau de realidade.


quinta-feira, 25 de maio de 2017

Londres, ao som de...




Chuva. Janeiro. Londres. Noite. 

Enquanto esperamos, um doce murmúrio
Embala e aquece a noite fria e chuvosa
Fecho os olhos e deixo-me levar
De repente já não há cansaços nem preocupações
Não há cidade nem trânsito nem confusões
Tudo isso se esfuma e se desvanece
A realidade sustem o seu próprio respirar
Só para nos contemplar
Num abraço melodioso com sabor a amor
Marcamos o nosso ritmo ao som do teu cantar
E assim ficamos, e nele continuamos... a dançar.


Murmullo - Buena Vista Social Club

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Boa semana!


Depois de um fim-de-semana Portugalmente (?!) grandioso e feliz para o país, com a vinda do Papa Francisco, a vitória do Salvador Sobral no Festival da Eurovisão (com uma música linda!), e ainda o Tetra do Benfica que conquistou este ano o seu 36.º título de campeão e encheu o Marquês em Lisboa com milhares de adeptos e simpatizantes... (Sim, gosto do Papa Francisco e da pessoa que ele é e nos inspira a ser, Sim gosto do Salvador Sobral e da sua genuinidade, simplicidade e clareza de espírito, e  e Sim sou do Benfica!!!!!)... resta sentirmo-nos orgulhosos, confiantes mas nunca desligarmos o foco num caminho de bem, verdade e trabalho.

Beijinhos!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Lisboa - Perspectiva da Ponte 25 de Abril


Bom resto de semana a todos! ;)

http://deumlado-outrolado-fotos.blogspot.pt/2017/05/ponte-25-de-abril-lisboa.html

Desafio

Há alguma coisa de errado com esta foto?


"...foto de Donald Trump a discursar após a Câmara de Deputados dos Estados Unidos aprovar o fim do sistema público de planos de saúde no país. Ainda não descobriu o que há de errado nesta imagem que data da semana passada? Olhe para os rostos dos políticos atrás do presidente norte-americano. São todos iguais.
A ideia de editar a imagem para mostrar todos os políticos com a face do senador Mark Meadows veio de uma administradora do siteBuzzfeedAmanda Holland colocou a foto editada na rede social com a pergunta: "Terias notado se eu não dissesse nada?".
Muitos utilizadores das redes sociais assumiram que não teriam notado.
A presidência de Trump é alvo de críticas pela falta de representatividade das minorias no Governo. A brincadeira é um exemplo de como todas as decisões nos Estados Unidos são tomadas por homens com os mesmos ideais políticos."

Surrealidades do meu dia-a-dia #47

Conversa sobre o jogo da Baleia Azul com uma "pirralha" de 6 anos:

Ela - Se te convidarem para o jogares o jogo da baleia azul, por favor não aceites! É que primeiro as pessoas fazem cortes nos braços, depois atiram-se de sítios altos, e depois matam-se a elas próprias!!!

Eu - Pois é. Tens toda a razão. Esse jogo não presta. Não traz nada de bom. Nem sequer é interessante! E também qual a piada de se matar a si próprio?! Depois deixa-se de poder brincar, fazer anos e festas, viajar, conhecer novas novas, e aproveitar a vida! Que parvoíce esse jogo... realmente! Não tem mesmo sentido nenhum!

Ela - Sim sim, eu também acho isso. E aqueles que chegam ao final, a matarem-se a eles próprios... esses de certeza que ficam magoados e se os voltarem a convidar  acho que vão pensar muito bem antes de aceitar outro convite!

Eu - .... ahhhh... pois... nem que seja porque já não estão cá para receber o convite!... :(

Ela - Olha, se um dia qualquer me perguntarem se quero participar num jogo ou até mesmo num torneio (?!?!?!?) da baleia azul eu cá digo logo que não!

Muito bem. Lição bem aprendida!

:)

E efectivamente... não sei que mente retorcida inventou um "jogo" destes. É altamente perverso e assustador que alguém se divirta a explorar as fragilidades e o desespero dos outros, levando-os à morte auto-infligida. Espero que acabem com esta rede rapidamente, sejam castigados e punidos os responsáveis, e que as pessoas (os utilizadores da internet e das redes sociais) comecem a pensar por elas próprias. Vivemos num mundo com acesso tão facilitado a tanta informação... seria de esperar que as novas gerações fossem mais informadas, conscientes e pensantes. Mas não... parecem ser mais baralhadas e influenciáveis. Essa sim é a grande raiz do problema, porque sem esse combustível o resto da fogueira não chegaria a arder... !

terça-feira, 9 de maio de 2017

Surrealidades do meu dia-a-dia #46

Há cinco tipos de pessoas que vão assistir a uma conferência/debate:

1 - os que organizaram a coisa (conferência/debate) e portanto costumam estar super entusiasmados e a querer absorver tudo, a participar e a fazer para que corra tudo bem;

2 - os que vão e, obrigados ou não, dão atenção ao que se está a falar e por vezes descobrem que o tema é interessante e lhe ensinou algo. É a chamada (chamo-lhes eu!) plateia construtiva e educada;

3 - os que vão mas levam o tempo todo a falar com o vizinho do lado sobre temas tão interessantes como a apanha do gambuzino e afins, não só não ouvindo patavina do que se está a falar/debater, como ainda atrapalhando os que gostariam de ouvir mas não conseguem devido ao barulho que estão a fazer. São a plateia incomodativa e indesejada;

4 - os que vão e que agarram no telemóvel, põem aquele ar sério e compenetrado na cara, tipo "estou a fazer apontamentos de tudo o que se está aqui a passar" mas depois na prática estão a fazer scroll no facebook, a ver os mails ou a jogar jogos (passo o pleonasmo!). São a plateia vim-só-descansar-um-bocadinho-aqui-sentado. Bem... ao menos estes não estão a incomodar quem quer ouvir o debate. Estão mesmo só a ocupar cadeiras;

5 - os que vão, estão ali, estão a olhar para os conferencistas, mas a cabeça está longe, estão a pensar noutras coisas mais importantes para eles naquele momento. São a chamada plateia aluada ou lunática (de uma forma ou outra são... coisas da lua.... ahahahahaah). Por vezes, conseguem ouvir ou apanhar excertos do debate e quem sabe ter alguma ideia do que se discute;

Conclusão desta importante e pertinente análise de plateias?!?!?

Os 3, 4, e 5 vão. É certo. Mas vão lá fazer o quê? Acima de tudo os 3 e os 4? E porquê? Ninguém sabe. A Humanidade ainda não descobriu a resposta a esta importante questão! 
Eles vão, sim... mas não precisavam mesmo mesmo ter ido.

E tu, que tipo de plateia és tu?

(sim sim... é que isso diz muito de ti... e também do tema do debate... vá!)

Surrealidades do meu dia-a-dia #45 (Ditadura do telemóvel ou... Prioridades invertidas!)

Hoje em dia parece que vivemos na ditadura do telemóvel, vulgo prioridades invertidas, vulgo... passo a explicar. O som alto ou inesperado actua no nosso cérebro como um alarme, uma situação urgente que desperta em nós uma sensação de urgência ou até mesmo de emergência. Até aí... ok, mas não levemos isso ao limite, ou melhor,  tentemos controlar essa nossa reacção natural quando sabemos que não de adequa ao momento em que ocorre. Uma coisa é termos uma ambulância a soar atrás de nós, sinalizando que alguém está em perigo de vida, e isso nos faz automaticamente (e ainda bem) ajudar ou pelo menos não empatar o seu caminho. Outra bem diferente são situações banais do dia-a-dia que surgem no normal decorrer da nossa lidação uns com os outros (e porque é que lidamos uns com os outros?! Porque efectivamente somos seres sociais, temos necessidade de partilhar e não só conseguimos mais facilmente sobreviver e viver num ambiente de entre-ajuda e cooperação como isso acaba por potenciar tudo o que fazemos, em comum, gerando sinergias em que o todo é sempre mais do que a soma isolada das partes. Há pouco tempo ouvi algures que o ser humano é o único animal cujo parto precisa que a mãe e o bebé tenham ajuda, exigindo por isso a presença e auxílio dos nossos pares. Só por aí podemos reflectir e concluir que de facto não somos nada sozinhos e que nos organizamos e vivemos em sociedade por alguma razão, a começar pelo começo da vida!...). Voltando ao pensamento anterior, falava eu sobre situações banais que despertam em nós sentimentos de urgência sem de facto o serem.

Isto podem parecer mesquinhices mas se pensarmos bem, não são. É nos pequenos actos que nos revelamos e nos respeitamos. Por exemplo, é comum estarmos a falar com alguém ou a fazer algo que consideramos importante, e se de repente o nosso telefone toca... é imediato (em 99% dos casos) que interrompemos a nossa conversa inicial ou paramos de fazer o que estamos a fazer, para... atender o dito cujo, que toca insistentemente como que a exigir, a ordenar que o atendam. E nós, fazemos continência e... atendemos! Parece ridículo descrever assim este tipo de situação mas já pensaram bem no que é que este "pequeno" gesto significa verdadeiramente?
Significa que por momentos não temos mão naquilo que fazemos e a quem fazemos, e portanto naquilo que somos, aos nos deixamos comandar por prioridades invertidas, abdicando de marcar a diferença e fazermos o que é mais difícil mas correcto.

Se há coisa que detesto que me façam (e eu própria também já o fiz uma ou outra vez...) é estar a falar com alguém e o telefone dessa pessoa toca, ela atende, e interrompe a nossa conversa, ficando eu ali (que por norma ando sempre cheia de pressa!), especada feita parva a olhar para o meu interlocutor (que entretanto me descartou ou despriorizou) a decidir para com os meus botões se devo ser paciente e tolerar uma coisa que me enerva ou fazer um tchau à pessoa e abalar?! É irónico que se optar pela segunda opção eu seja considerada a antipática da cena quando em primeira mão foi a outra pessoa que primeiro o fez, ao atender o telefone e a deixar-me ali "em espera". Considero isso uma enorme falta de respeito. 

Há situações e situações. Telefonemas e telefonemas. Pessoas e pessoas. Por vezes estamos simplesmente à espera de uma resposta urgente, ou alguém que não costuma ligar-nos ou a determinada hora o faz significa que pode haver algum problema, ou por motivos de trabalho estamos dependentes das chamadas que nos fazem.... mas no geral, e não me venham dizer que não, porque todos sabemos muito bem distinguir este tipo de "prioridades", não se trata deste tipo de urgências. São, por norma, coisas banais, tipo uma amiga ou amigo a combinar um café ou a comentar o que viu na tv ou leu no jornal, etc etc.

Há dias entrei eu numa loja. Tinha o carro mal estacionado. Disse ao senhor vendedor que eu estava com pressa, mas que sabia o que queria, portanto seria mesmo só "pagar e levar". Muito bem, disse o simpático senhor. Esta é uma daquelas lojas antigas de pequenos electrodomésticos, daquelas que já não há muitas, muito sui generis e tradicional. O senhor, na casa dos oitenta anos, atrás de um balcão velho de madeira também ela velha, sentado, com um certo ar prostrado e de marasmo, boina poisada sobre a mesa. Penso que dá para perceber a envolvência... Ora eu peguei no que queria, dirigi-me rapidamente ao balcão e disse que queria pagar. O senhor vendedor acenou vagarosamente com a cabeça, sorriu, disse que eram x€ (que eu já levava na mão para pagar) e começou a passar o recibo. Num daqueles blocos antigos com papel químico, em, que o recibo é preenchido integralmente à mão e depois o vendedor dá-me o original, guarda outro para si e outro para a contabilidade. O momento de passar o recibo foi moroso... já esperava que assim fosse e nada referi, pus-me apenas a esperar. Nisto toca o telemóvel do senhor. O que é que ele fez? Este senhor já velhote e a quem eu sempre associo uma atitude de cordialidade, respeito e decoro. Ora... Ele... parou de me passar (a merda do recibo... sorry! foi o que pensei naquele momento!) o recibo e atende o telefone. (eu cerrei os lábios e não disse nada...) A conversa era de chacha, "ah sim sim passa cá amanhã, já há tempo que não nos vemos, sempre pomos a conversa em dia...", e eu ali a sentir-me como uma daquelas panelas que se vendem também nesta loja (sim... uma panela de pressão!), mas não lhe disse nada. Cúmulo dos cúmulos, enquanto decorria o dito telefonema, toca o telefone fixo da loja. O que é o senhor faz? Faz-me sinal com os olhos como quem diz "não dou conta de tanta solicitação!!!" e diz à pessoa com quem estava a falar no telemóvel que espere um bocadinho, e... atende o telefone fixo. Ora bem, deixou-me primeiro a mim à espera, que sou cliente dele e lhe disse que estava com pressa e estava a pagar, deixou depois também à espera o tal amigo no telemóvel, e ali estamos nós naquela situação ridícula. Dei comigo a pensar que realmente há qualquer coisa de errado e incorrecto nisto. Algo que me incomoda solenemente. Porquê? Porque significa que nos desrespeitamos uns aos outros por nada. E isso, é gravíssimo! 
Para que conste, a conversa no telefone fixo também era de chacha, ou seja não urgente.
Terminou esse telefonema, depois o outro e depois então o senhor lá acabou de me passar a factura-recibo. Exactamente por esta ordem. Que está ou não invertida, analisada à luz das prioridades das coisas deveras importantes?!
Eu nada disse. Esperei. Pensei. Reflecti. Aprendi. E vim embora, com o recibo numa mão e a compra na outra.

Se não tiverem mais nada que fazer... pensem um bocadinho nisso. E juntem-se a esta grande e hercúlea luta contra o regime ditatorial do telefone a tocar.

Obrigada!