quarta-feira, 11 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
perfeita imperfeição
Évora - Portugal 2008
"Essa profunda imperfeição artística estimula a nossa consciência, desperta os nossos sentidos. Se eu escutar uma interpretação absolutamente perfeita enquanto vou a conduzir, posso cair na tentação de fechar os olhos e querer morrer, ali mesmo. Mas ao escutar a Sonata em D Maior apercebo-me das limitações próprias da capacidade humana e torna-se claro para mim que, até certo ponto, a perfeição pode ser atingida através de uma série de imperfeições... Acho isso inspirador."
...diz Oshima a propósito da música de Suchbert, em "Kafka à beira-mar", de Haruki Murakami.
"A devastação do espaço vital natural, não só destrói o ambiente em que vivemos, mas elimina ainda, no próprio Homem, toda a reverência perante a beleza e a grandeza de uma criação que o ultrapassa."
Konrad Lorenz (1903-1989 - Vienna - Austria) - Um dos pais da moderna Etologia, o estudo comparado do comportamento animal. Prémio Nobel da Medicina em 1973.
Mina - Portugal 2007
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Quero falar de Pobreza. E no entanto sinto-me pobre em palavras para exprimir aquela que considero ser a causa da maior parte dos males da (e na) nossa civilização, na nossa sociedade.
Só pode ser. Que males? Violência, morte, doença, poluição, discriminação, corrupção, fim.
Baixos níveis de vida levam inevitavelmente a situações extremas de pobreza e doença, que por sua vez levam a violência, abuso, e em último (mas muito fácil) grau a morte. E pobreza, fome e doença levam a níveis de vida degradantes, à perda de equilíbrio, de conscienciabilidade e de percepção de sustentabilidade. Talvez seja um cliché mas trata-se de facto de um ciclo vicioso. E não vale a pena perder tempo em estudos para identificar culpados. Agora já está. Baixos níveis de instrução, aliados a fracos recursos económicos e sociais (factores de discriminação) e fraco apoio da sociedade em geral (que por norma tapa os olhos), normalmente geram cidadãos não integrados que em jeito de revolta e luta pela sobrevivência entram e atacam a esfera de direitos dos outros. Mas sinceramente tudo vai na complicação que é o ser humano. Existem no mundo recursos suficientes para que todos pudessem viver bem, pelo menos em termos de alimentação e distribuição de riqueza, e esta ideia não é 100% idílica ou romântica. Acredito veemente que é possível. Não acredito que um ser humano SÃO, que esteja bem alimentado, seja bem amado e consiga ser feliz pense sequer em ter de roubar, magoar, matar, abusar, ou ter outros comportamentos desviantes só por desporto. Isso seriam com certeza casos extremos e esporádicos.
Existem outros factores, também fortes, que causam focos de pobreza, sejam históricos, políticos, ou até mesmo climático-ambientais. Mas na essência ela não existiria se todos fosse dada a mesma possibilidade. Muito difícil de colocar em prática. E porquê? Não são os donativos, nem o voluntariado, nem os apoios infinitos, nem a boa acção para o vizinho, nem as conferências internacionais em prol da defesa dos direitos humanos, isso é um transporte para lá se chegar mas não um caminho. Este teria de passar pela mudança nas mentalidades e nos comportamentos, e já agora na educação das gerações vindouras a incutir-lhes ideais de responsabilidade e respeito. ("A Terra não é uma dádiva dos nossos pais, mas um empréstimo dos nossos filhos" um dito índio...)
Incomoda-me que só se fale nos pós e não se queira verdadeiramente encarar a raíz do problema, de só se falar em violência e nos seus efeitos, do excesso de desinformação nas tv e nos jornais, na destruição do ambiente e na forma de tentar tarde demais remediar algo que é impossível de ser reversível, em fome e em doença e epidemias que nascem de condições de vida gastas e desgastantes. Em disputa de territórios e ideais políticos e religiosos, e em rídiculas guerras de preços quando aproximadamente 50 000 pessoas morrem de fome, por dia. Por dia. E a maior parte diz-se serem mulheres e crianças.
Não quero também deixar de lembrar que a pobreza não é só falta de rendimentos e condições de vida, é também a falta de espírito e de amor. Essencialmente por aí. Porque a saúde não é só não ter doença, é viver bem e ter oportunidade para dispôr de si próprio e usufruir do mundo, o nosso mundo, o meu e o teu.
... e ainda pergunto. Deu para perceber alguma coisa disto?!... ... ...
terça-feira, 13 de maio de 2008
Às vezes
Há Dias
Dias daqueles
Daqueles dias
Que toda a gente tem.
Esses Dias
Dias desses
Só não tem
Quem é ninguém.
Há dias assim... às vezes.
Às vezes tem de ser. Faz parte...
Dias daqueles
Daqueles dias
Que toda a gente tem.
Esses Dias
Dias desses
Só não tem
Quem é ninguém.
Há dias assim... às vezes.
Às vezes tem de ser. Faz parte...
segunda-feira, 5 de maio de 2008
(Tini Tiny) Reportagem
terça-feira, 29 de abril de 2008
"Waking up I see that everything is ok
The first time in my life and now it's so great
Slowing down I look around and I am so amazed
I think about the little things that make life great
I wouldn't change a thing about it
This is the best feeling
This innocence is brilliant, I hope that it will stay
This moment is perfect, please don't go away, I need you now
And I'll hold on to it, don't you let it pass you by
I found a place so safe, not a single tear
The first time in my life and now it's
so clearFeel calm I belong, I'm so happy hereThe first time in my life and now it's so great
Slowing down I look around and I am so amazed
I think about the little things that make life great
I wouldn't change a thing about it
This is the best feeling
This innocence is brilliant, I hope that it will stay
This moment is perfect, please don't go away, I need you now
And I'll hold on to it, don't you let it pass you by
I found a place so safe, not a single tear
The first time in my life and now it's
It's so strong and now I let myself be sincere
I wouldn't change a thing about it
This is the best feeling
This innocence is brilliant, I hope that it will stay
This moment is perfect, please don't go away, I need you now
And I'll hold on to it, don't you let it pass you by
It's the state of bliss you think you're dreaming
It's the happiness inside that you're feeling
It's so beautiful it makes you wanna cry
It's the state of bliss you think you're dreaming
It's the happiness inside that you're feeling
It's so beautiful it makes you wanna cry
It's so beautiful it makes you want to cry
This innocence is brilliant, it makes you want to cry
This innocence is brilliant, please don't go away
Cause I need you now
And I'll hold on to it, don't you let it pass you by
This innocence is brilliant, I hope that it will stay
This moment is perfect, please don't go away, I need you now
And I'll hold on to it, don't you let it pass you by".
Letra "Innocence" - Avril Lavigne
Que bonita esta música. Hoje acordei com esta letra na cabeça, as notas do piano a acompanhar, e estas palavras a ribombar, suavemente, à medida que o Sol subia. Eu chamar-lhe-ia harmonia.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Alter-ego
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Sintra - Portugal 2008
Hoje descobri esta frase e concordo completamente com ela. Diz assim:
"To Take a photograph is to align the head, the eye and the heart. It's a way of life."
(Henri Cartier-Bresson - 1908 a 2004 - Fotógrafo fundador da agência fotográfica Magnum, também conhecido como o "pai" do Fotojornalismo)
É raro eu aparecer em fotografias. Normalmente sou eu a tirá-las, e prefiro que posem para mim. Na minha cabeça e a quase todo o momento compõem-se imagens, cores e figuras. Às vezes até se torna difícil controlar isto. Chega a ser uma corrente forte repleta de remoinhos.
Em quase tudo e quase todos vejo uma boa fotografia. Imagino a luz, o sítio e a posição ideal. E não menos importante a expressão facial (no caso de fotos a pessoas) para conseguir transmitir o que quero. Só quero transmitir qualquer coisa, passar uma mensagem, falar sem dizer a quem me me olha e me vê. Uma vezes coisas boas, outras nem tanto. Mas que despertem algo.
Hoje em dia é apenas um hobbie, ao qual talvez até nem dedique tanto tempo quanto desejasse...mas pensando sobre esse sonho muitas vezes me pergunto se não terá tanto valor por isso mesmo. Por não ser banal. Por não ser obrigação. Por ser espontâneo e natural.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Vila Viçosa - Portugal - Outubro 2007
"Hoje acordei e senti-me sozinho Um barco sem vela Um corpo sem linho.
Amanheci e vesti-me de preto... Um gesto cansado O olhar no deserto.
Quando todos vão dormir É mais fácil desistir.
Quando a noite está a chegar É difícil..."
(letra de Pedro Abrunhosa - É Difícil - Tempo -1996)
segunda-feira, 17 de março de 2008
terça-feira, 4 de março de 2008
Albufeira (Marina) - Portugal - Janeiro/2008
A cor não tem existência material. Consiste apenas numa sensação provocada pela acção da luz sobre o orgão da visão. Apenas...e no entanto é algo tão importante.
O estímulo que provoca aquela sensação pode ser Cor-luz ou Cor-pigmento, consoante seja radiação luminosa ou luz colorida, cuja síntese aditiva é a luz branca, ou seja qualquer substância material que conforme a sua natureza absorve, refracta e reflecte os raios luminosos componentes da luz (onda electromagnética) que incide sobre si.
Não consigo imaginar o mundo sem cor. Não só por nos ajudar a conhecer e compreender o meio que nos rodeia, e estabelecermos bases concretas, mas principalmente na importância que tem sobre a nossa mente. Para além de exteriorizar melhor que palavras os pensamentos ou sentimentos mais abstractos, ela tem também um forte efeito (por vezes terapêutico) ao actuar directamente sobre o nosso (in)consciente. Como uma espécie de catarse do espírito. Muitas vezes não nos apercebemos, e muita gente já deve ter ouvido falar que a cor tal significa o que quer que seja, mas a verdade é que a cor, vestida, usada, escolhida, lembrada, carregada, adorada, apercebida e sentida diz muito sobre nós.
Já agora sugiro uma espreitadela ao site http://www.mariaclaudiacortes.com/ "An Animated and Interactive Experience of Color Communication and Color Symbolism", resultado de uma tese da autora Claudia Cortés sobre a Cor. Tem uma forma divertida de aprender os simbolismos das cores.
Qual a tua cor preferida? E porquê?
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Museu do Vaticano - Roma - Itália - Julho 2005
Já foi há algum tempo que lá fui mas ultimamente tenho visto muitas vezes e em diferentes sítios fotos desta escada. Pois eu também tenho uma!
É a famosa escada helicoidal, em espiral, que se encontra quando se está quase a sair do museu. Na altura fiquei embasbacada, acho que é lindíssima, e estive para mais de x minutos a olhar de cima para baixo, e quando a desci, de baixo para cima, a tentar registar todos aqueles pormenores daquela coisa gigantesca, que está tão bem feita que até parece simples. Um jogo de braços e abraços que se enrolam e que parecem nunca acabar.
De resto na visita ao museu, é bonita a capela sistina, os corredores, os vitrais, as salas cheias de estátuas, estatuetas e estatuinhas, mas sinceramente cheguei a um ponto em que não conseguia apreciar nem olhar mais para todas aquelas coisas, só me apetecia sair dali. São demasiadas peças, pinturas e histórias por m2. É saturação de Arte, demasiado para absorver em tão pouco espaço e em tão pouco tempo. Foi essa a impressão com que fiquei. Lembro-me de ter pensado e concordado que "o que é demais não presta".
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
...
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
...
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto, é um pingo pingando,
É uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
...
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato,na luz da manhã
...
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
...
Pau, pedra, fim, minho
Resto, toco, oco, inho
Aco, vidro, vida, ó, côtche, oste, ace, jó
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração."
Tom Jobim - Águas de Março
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Feliz Ano Novo!
Albufeira - Portugal 2008
"I Just Want to relax"
Feliz Ano Novo!!
O ano não começou propriamente agora, eu sei, e também sei que não é preciso escrevê-lo para vos desejar tudo de bom, todos os dias se possível todo o dia... Peace ;)
Os anos, o número dias que o faz o ano, as horas que compõem o dia e os segundos que são a hora não existem por acaso, nem são uns números quaisquer. Há explicação física, histórica e racional para isso, mas isso fica outras leituras.
No final do ano o ano faz anos, e toda a gente que vive todas as horas e todos os dias regulado por esse ano comemora esse aniversário. Mas não é um aniversário qualquer, é um muitos parabéns a acabar e outro muitos anos de vida a começar.
É um dia como outro qualquer. Aqui ou no Japão. Na América ou no Sudão. No Iraque ou no Afeganistão. Para o Quénia ou para o Irão. Aqui e na Conchinchina.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Alvor - Portugal - 2007
Pior que não ter
é ter
Ter falta.
Pior que não sentir
é sentir
Sentir dormência.
Pior que não saber
é saber
Saber que se sabe pouco.
Pior que acreditar
é não acreditar
Não acreditar em nada.
Pior que escutar
é não escutar
Não escutar a melodia no silêncio.
Melhor que fazer
é não fazer nada
Não fazer nada igual a tudo.
Melhor que ser
é não ser
Não ser só por ser.
Melhor que cantar
só cantar
Bem ou mal tanto faz, mas cantar.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
sábado, 3 de novembro de 2007
terça-feira, 23 de outubro de 2007
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Cavalo II
terça-feira, 9 de outubro de 2007
"A mente sã mente somente.
Louca a outra desmente."
Louca a outra desmente."
Há anos atrás recebi de presente um separador de livros muito simples e normal com uns desenhos tipo banda desenhada, em que um homem conversa consigo próprio. As falas nos balões têm estas duas frases que aqui apresento, e que desde essa altura me fazem pensar no que será supostamente aquilo a que chamamos loucura versus razoabilidade ou normalidade. Estarão os conceitos trocados? Será o louco são e o são demente? Será o génio só fruto de loucura ou tem uma percepção acima do normal? Serão as pessoas ditas normais as que vivem no "tudo ao contrário" e sem certo sentido, sem um rumo certo, mas com regras e bóias de salvação? Talvez esta discussão não interesse nem sirva para muito pois cada um será aquilo que quiser. Já diz o provérbio que "de médico e de louco todos temos um pouco", e penso que não precisamos necessariamente de catalogar este e aquele para nos identificarmos e sabermos com o podemos contar.
Há um suposto "sem abrigo", a quem deram uma alcunha igual ao nome de um conhecido filósofo grego, que costumo ver muitas vezes e com quem até já falei. É uma figura que não passa despercebida a ninguém. Magro, alto, cabelos e barbas enormes e brancas. A estória dele, que qualquer dia se transformará em lenda, é que ele era um homem igual a tantos outros, que estudou, casou, trabalhou, até um dia...um dia em que a mulher o deixou e ele deixou também de acreditar no sentido que a sua vida supostamente tinha. Licenciado em Filosofia, com casa própria, começou a viver na rua por vontade própria também...e desde há anos entre outras coisas passa os dias a vaguear pelas ruas conversando com aquilo a que ele chama de entidades superiores, recebendo informações sobre o futuro e arquitectando com os anjos os desígnios de cada um. Mas há uma coisa diferente nesta pessoa. O olhar dele, que de louco não tem nada. E não sei até que ponto o será. Quem encarar a forma como ele vive de forma diferente, como algúem que não vagueia mas que passeia, alguém que não passa fome nem frio mas que sobrevive e faz aquilo que quer, alguém que inventa e teatraliza que é louco para poder viver como vive e saber que "louco é quem diz...eu não, eu sou feliz" (expressão na música "Balada do Louco" de Rita Lee e que se pode ouvir no link abaixo) talvez se pergunte se não será tanto ou mais sanu que outro sanu qualquer...
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