domingo, 24 de maio de 2009

Un(satisfaction)...


O Anjo Caído - Parque do Bom Retiro - Madrid - Espanha 2009

If u want, u can have me.
Although something tells me that if you do... u will want more.
Won´t u?

É sempre assim, evoluimos assim, por querermos mais. O truque do sucesso está em saber definir o equilibrio dessa busca. Ou não?

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Para fechar os olhos e ouvir... :)

Não resisti a colocá-la aqui. Não é nova. É uma versão de Wild Horses, que está... lindíssima, lindíssima.



O que vos faz sentir? ... =)

domingo, 26 de abril de 2009

Multicolor


(em) Portugal - 2009

Na forma de qualquer coisa pode sempre encontrar-se outra coisa qualquer.

Não vos parece?

Medley


Portugal - 2009

Bute misturar letras de músicas?... why not?

Look into my eyes. You will see, what you mean to me. Search your heart , search your soul. And when you find me there, you'll search no more.
You say we've got nothing in common. No common ground to start from. And we're falling apart. You say the world has come between us. Our lives have come between us. But I know you just don't care...
And I said "What about Breakfast at Tiffany's?." She said "I think I remember the film. And as I recall, I think we both kinda liked it". And I said "Well, that's the one thing we've got!"
And... When I look into your eyes. I can see a love restrained. But darlin' when I hold you. Don't you know I feel the same?

Quais são as músicas e quem são os artistas?


And... What do YOU see if I look inside YOUR eyes?

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Perspectiva


"Free fallin'...?" - Espanha - 2009
Precisa de pára-quedas?
Se o chão for o tecto, sim.
Se alterar a perspectiva habitual, sim.
Se sentir insegurança na viagem, sim.
Se tiver medo do impacto, mais que nunca.
Se tudo estiver ao contrário, como de facto está. Sim.

Nós somos seres inteligentes, embora em muitos aspectos doentes. Porque temos diversas limitações, porque não conseguimos utilizar todo o nosso potencial, porque muitas vezes gastamos energia em actos infrutíferos ou desnecessários, porque.... não somos perfeitos e ponto final, nem tão pouco somos normais. Muito pelo contrário. Creio que o normal é utópico. Isso não existe. Foi um conceito e uma imagem qualquer que se criou para que nos referenciemos, mas que pode também desviar-nos e até fazer com que nos desconcentremos. Eu não conheço ninguém normal e ninguém completamente feliz (o que é isso de ser feliz? Como se mede a felicidade?...), primeiro porque não sei o que isso é e em tudo o que consiste, depois porque se olhar bem para cada um que se atravesse à minha frente, olho-o nos olhos, observo a sua maneira de estar e de ser, e em pelo menos alguns momentos... vejo uma data de desejos insatisfeitos, de expectativas desfeitas, de sentimentos difusos, de sentir traição, de saber que não consegue fazer ou ser tudo o que efectivamente queria, de sentir que não se conseguem controlar tantos aspectos da vida, de nalguns momentos ter de se obrigar a suportar o dia-a-dia, de não entender todas as coisas... e se o entender mais confuso se sente. Um sentir-se perdido. Mais cedo ou mais tarde todos quebramos um pouco. Todos lá vão, todos lá estão. E talvez seja isso mesmo necessário para que o resto faça sentido, para que o resto tenha valor. E isso talvez justifique também o facto de termos de viver em sociedade. Precisamos uns dos outros para nos levantarmos uns aos outros. Vejo isso, para além da normalidade que cada um dos dias aparenta ter. Vejo também que é muito mais fácil criar hábitos e raízes para que pelo menos esse chão não nos fuja dos pés. E sei que todos arranjamos os nossos próprios pára-quedas. Qual é o teu?

segunda-feira, 30 de março de 2009

Somehow i found myself lost in my own sanctuary.
How possible is this?
These walls are welcoming me back.
Among frustration, misleading situations and jaded recurrent doubts,
still i don't realize many things. I feel exhausted.
So here i am staring at you, for you to fix me again.
Finally.
You and your wings. And your peaceful understanding words.
You and your soft liberator embracing love.


(em) Salamanca - Espanha 2009

domingo, 15 de março de 2009

Escravos na catedral

Entrei na catedral.
Gigantesca e fria.
Contraditória na distância a que nos coloca de algo que defende estar tão próximo de nós.


Entrei na catedral e eles já lá estavam.
A sua presença permanecia naquele lugar.
Numa contínua repetição de um acontecimento.
Dei três passos e fechei os olhos.
Deixei-me ficar assim por momentos.
E fiquei a senti-los e a ouvi-los chegar.
Vinham de roupa rasgada, pés descalços e raiva no olhar.
Os mais novos sorriam sem perceber o que se estava a passar.
Não sabiam que chegavam para não mais voltar.
E olhei para eles embora não os pudesse ver.
Olhei para as suas caras que na multidão não tinham rosto.
Eram muitos e vieram ainda mais.
Chegavam sem parar.
E ao mesmo tempo ouvi o casco de cavalos.
Ouvi alguém dando uma ordem numa língua que não entendi.
O acontecimento não fora ali mas noutro lugar.
Ali estava apenas a porta e a presença do que à raiva algo mais tarde veio dar lugar.
Não abri os olhos porque só assim os poderia ver.
A cada passo no chão de pedra, História.
E iam ficando. Presos a uma ordem e a um olhar.
E o acontecimento repete-se com outras caras, e outras ordens noutros lugares.

Senti escravidão.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O que é o Carnaval?


Portugal 2009

Engraçado. Este miúdo começou muito tímido no início.
Muito sério como se isto de posar para as fotografias, mesmo no Carnaval, tivesse sempre que ser uma coisa muito séria. Mascarado de Zorro. Mas e então... a máscara que não lhe assentava no nariz e lhe tapava a vista! E ainda para mais tinha uma espada que insistia em prender-se no cinto das calças... :P :)
Não sei como é que foi mas depois e numa fracção de segundos ganhou um à-vontade... tirou a máscara da cara e... ui! Ele posou, deu-me indicações, era de perto e depois de longe, e queria ver e queria tirar mais.... e, já não me largava!! :) Gostei mesmo de fotografá-lo!
Uma coisa que notei agora que vi todas as fotos. A partir do momento em que ele começou a sorrir, as fotos ganharam outra luz... e não foi nem do sol nem do flash... ;)
Para quem ainda não ouviu, se puderem oiçam... Only By the Night - Kings of Leon. Descobri este álbum recentemente e acho que é muito bom. Exige talvez o estar-se num determinado mood, que descobrirão qual é logo no primeiro acorde.
Fica aqui um excerto da letra de Reverly:
"What a night for a dance
You know I'm a dancing machine
With the fire in my bones
And the sweet taste of kerosene
I get lost in the night
So high don't wanna come down
To face the loss Of the good thing that I have found
In the dark of the night I can hear you callin' my name
With the hardest of hearts I still feel full of pain
So I drink and I smoke And I ask If you're ever around
Even though it was me Who drove us right in the ground
See the time we shared It was precious to me
But all the while I was dreamin' of revelry..."

Amigo


Portugal 2008 (Foto tirada pelo Zé J.)

Não dá mesmo vontade de apertá-lo? :)
Este cão era de um amigo meu, Zé. O Boris. Digo era porque ele já não o tem. Actualmente o animal está ao cuidado de outras pessoas e segundo últimas notícias "anda metido" :P em operações de resgate e salvamento.
E eu tive que pedir esta foto ao Zé e pedi-lhe também permissão para a colocar aqui. Porque queria partilhar isso convosco. Eu simplesmente adoro esta foto dele, acho-o lindíssimo, não me canso de olhar para aquele olhar meigo, e de sentir que mesmo não falando consegue tocar-nos e transmitir-nos tanta coisa.
Estes animais são mesmo especiais... :)

Artigo 37.º CRP



(Mina) Portugal - 2009
Quantas árvores não existem sem tronco nem raízes,
que mesmo se movendo permanecem no mesmo sítio de sempre,
o sítio onde nasceram e onde sabem que vão morrer.
Disse e repito: árvores.
Mas nós não somos plantas.
E à medida que o calendário burocraticamente define os limites do tempo, muitos assistem a tudo e sentem ou parecem não poder fazer nada.
Apenas assistem. Persistem. E não reagem.
Espero que não sejamos comparados a árvores nesse aspecto.
Que utilizemos a nossa mobilidade e capacidade de agir para pelo menos questionar certos e recentes tristes episódios em que alguns dizem a outros para se comportarem como árvores.
Que não falem nem se mexam.
Do que estou a falar?
Não sou partidária nem política, nem politóloga, nem socióloga... nem nada dessas coisas, mas vejo e oiço sobre o assunto. E tenho a minha opinião, como cidadã. E não me caiu muito bem ouvir falar em proibições de sátira em altura de Carnaval, em polícias que apreendem livros com a fotografia da nudez de uma mulher, em cenas infelizmente reiteradas de diz que não disse mas que afinal se fez, no culto do silêncio e da repressão se alguém estiver a ver o que alguém estiver a fazer mal, e se deixarmos isto passar em branco sem levantar cabelo, vamos começar a ver as árvores lá ao longe. Porque elas pelo menos permanecem no mesmo sitio e nós assim só recuamos!

Pray for me. Talk to me. Hear me. You.

Portugal - 2009
I hope he prays well for us.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

My boy

There he is, all dressed in black.
Skinny body, pale skin in wandering brown eyes.
Beautiful smile.
Walking straight to something we will never know exactly where to. Nor when to.
Sometimes singing. They both do it, and sometimes is the same song at the same time.
Talking to eachother as one is the other.
Such a connection. And such a shiver.
Pulling and pushing eachother as their story keeps being written.
And when they meet his brown eyes sparkle.
When they meet her body runs straight to him.
Here she is, no clothing.
Skinny body, very pale skin in say no color 'cause he knows her eyes.
As they talk as they sing as they touch as they kiss.
As they face eachother they figure.
There is no way out.

Ao som de


Badajoz - Espanha 2009

"... and i will try... to fix you."

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Dançamos

Enquanto dançamos,
não existe mais nada.
Nada mais existe,
senão o nosso dançar.
E se me olhas.
Não me olhes.
Porque mais ninguém nos vê.
E não me prende mais nada.
Nada mais me prende,
que a pausa no silêncio parado desse olhar.
Paramos, e olhamos.
De mãos dadas,
parados estamos.
E enquanto dançamos,
nada mais existe.
Não existe mais nada.
Dançamos assim, um no outro, e um para o outro.
Ao ritmo da melodia do nosso olhar.

Vazios Humanos


Évora - Portugal 2009

Sabem o que é um vazio humano?
E no outro sentido, no humano?

Despovoado.
Despido.
Desprotegido.
Desprendido.
Sem nada.

Um vazio.
Sem ti.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Flecha

(em) Portugal - 2009

Por todas e algumas razões, por nenhumas e algumas recentes confusões.
Aos que usam, e abusam, de máscaras, e que se escondem em si mesmos.
Aos que buscam sem saber o quê.

Aos falam sem saber o que dizem. Nem porquê.
Aos que perdidos se atropelam e sem querer deixam-na cair...
Assim mesmo ou mesmo assim.
Por todas e mais algumas razões, não se esqueçam que a máscara não se vê.
Não se vê pouco.

E nunca, nunca dura sempre.

domingo, 18 de janeiro de 2009


Évora - Portugal 2009 - Autoria: Rita R ;Efeitos adicionais: Ana Di

Caminhavámos calmamente por ali, e olhámos para o céu.
Arrepiante. Sugestivo.
Quantas estórias não podíamos inventar daqui? Daquelas que é suposto meter medo. Daquelas com personagens vestidas de negro que cumprem profecias, se movem invisíveis, no silêncio, e em silêncio atacam. De olhar frio e mente rápida, armadas e de asas encobertas, desejos insatisfeitos e sós. Sempre sós.
Extasiante. Encantador. O Céu.
Negro e Belo.
I see....

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

So What?


(Mina) - Portugal 2007

What if the sea isn't that close anyway?

Does it matter to you?

Isn't it something else close enough to replace it?

Think about it. Who's the one deciding the lacks in your life?

If you have friends and if you have time, you don't feel such things.

You rule.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Nu


(a nu) - Portugal 2009
O corpo humano é uma autêntica obra de arte. Merece ser observado, cuidado, adorado, tocado... e... por mim fotografado! :) Eu gosto de fotos de nus. Mas de uma nudez não completamente explícita, se isso for possível. Gosto que a imagem permita acima de tudo subentender o que se quiser, sem limitar à partida o grau de fantasia. Quem tem coragem para se expor à objectiva?
Volunteers?

sábado, 3 de janeiro de 2009

Ti didi!


(na mão do Ti Didi) - Portugal 2009

Ti didi,

aqui está como prometido. O irrequieto e fotogénico do teu amigo numa perspectiva muito macro, sei lá... :D

Já agora... não queria relembrar esse episódio traumático, mas tem que ser... para salvar este sacrificaste... lembras, não lembras? aquele outro que se "escondeu" mesmo debaixo do teu sapato... :S Cruaaaack!! ai, já está! Deixa lá, essas coisas acontecem, mas valeu a intenção...

E... o cêntimo é meu! (e o chapéu também!!) (e a tal nota... ainda tenho dúvidas...) :D

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Desejos e Anseios

Desejo?.... não, isso pressupõe ausência e distância. Espero?... não, isso também não. Pressupõe perder-se muito de um tempo que talvez não tenhamos, a fazer o quê? A esperar. E Votos de?... Também não era bem isso. Isto não é nenhuma votação... Olhem,

tenham mas é um Feliz Ano Novo!

Deixem-se realizar pelos vossos sonhos.

E tenham muita, muita saúde.
:)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008


(na pista de gelo artificial, em Beja) - Portugal 2008

Um Feliz Natal para todos. ;)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Type of questions


(por aí...) Portugal 2008

He was nervous. He asked her. Will you marry me?
You must be out of your beautiful f#!."# damn mind, she said.
What?! He could not believe it... She had shot him down. Poor guy.
Well, can't you see we already are?... :) she completes her sentence.
As she brought him back. Lucky guy.

Pois é. Às vezes as coisas não são bem o que parecem. E nem sempre têm o primeiro significado que lhes atribuímos. Muitas vezes correspondem exactamente ao contrário. Basta esperar só mais um pouquinho ;)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008


Nos Outros - Um segredo (pela Mitra, Évora) - Portugal 2008
Segreda-me uma coisa ao ouvido, que eu não digo nada.
Fala-me aquilo que eu já sei. Daquilo que vi.
Fala que eu escuto, fala que eu não digo nada.
Não sou cego, nem sou surdo.
Sou é mudo.

Os Outros (pela Mitra, em Évora) - Portugal 2008

"Muitas vezes os seres são claros e translúcidos por serem primários e à medida que vão evoluindo é que se vão tornando opacos. Pensemos. Talvez seja isto: à medida que mais evoluindo vamos é que vão sendo precisos olhos mais penetrantes para se poder distinguir a qualidade de um ser. Então não será só à luz do sol que se deverá considerar a limpidez ou a translucidez do corpo de um ser mas à luz de outros princípios luminosos. (...) Aqui a razão precisava de ter evoluído paralelamente aos olhos, ora os nossos olhos vão de encontro aos seres como de encontro a um muro." Ana Hatherly, in 'O Mestre'
E aqui a sombra não é de um se não o próprio.

Rosa azul


Experiências (não genéticas!) sobre uma rosa Rosa - Portugal 2008

"A rosa azul simboliza mistério." Fui então investigar o mistério de como são produzidas! Existem desde 2004 e nasceram graças à engenharia genética (de uma parceria entre uma empresa japonesa e outra australiana). Um trabalho desenvolvido desde 1990. E ainda não se pode dizer que existam em grande quantidade no mercado.
"A rosa azul simboliza a conquista do impossível." Quase tudo é possível. Até criar artificialmente uma coisa que consiga despertar em nós sensações bem reais.
"A lenda diz que qualquer rosa se tornará azul dependendo de quem a segura e a intensidade do amor a quem a oferece. Simboliza por isso o amor eterno, verdadeiro e único." Aquele que alguns defendem não existir.
"A rosa azul simboliza espiritualidade." Enfim, simbolizará tudo aquilo que se queira e que cada um é livre de sentir.
Eu gosto de rosas. Gosto de flores no geral.
Para mim, a rosa azul representa uma raridade quase a raiar o impossível.
Quase.