Pois é... não tarda nada e o Verão acaba! O tempo é vertiginoso, passa a grande velocidade, e então esta altura de que tanto gosto (sol, calor, cores vivas, boa disposição, mar, sorrisos!!!) sabe-me sempre a pouco. É assim a vida! Há que aproveitar muuuuito bem o que gostamos e nos faz sentir bem!
Neste pequeno livro, Hawking dá a conhecer um pouco da sua história. Onde nasceu e em que ambiente cresceu. Tudo isso influenciou o seu caminho, não obstante ter sempre sido uma pessoa muito curiosa acerca de tudo, especialmente em perceber como é que tudo (o mundo e o próprio universo) começou, de onde viemos e o que estamos cá a fazer. Paradoxalmente ele usou a ciência para responder a algumas questões filosóficas e existências que sempre colocou na vida.
Aos 21 anos é diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica, e a partir dessa data as suas capacidades físicas e motoras têm degenerado ao ponto de actualmente se encontrar tetraparaplégico. Mas a doença em nada afectou a sua mente e capacidade de raciocínio. Escreveu "Uma Breve História do Tempo", um best-seller na área da ciência para o público em geral, já adaptado ao cinema.
Ao longo dos anos Hawking tem vindo a surpreender os médicos (que por várias vezes lhe deram tempo limitado de vida) e a comunidade em geral, por não deixar que a sua condição física o limite naquilo que pretende estudar e dar a conhecer ao mundo. Uma pessoa de facto muito persistente, resiliente e inspiradora.
Algumas ideias ou frases que gostei no livro:
"No início dos anos 60, a grande questão da cosmologia era se o universo teve um começo. Muitos cientistas opunham-se naturalmente a esta ideia e, portanto, à teoria do Big Bang, pois achavam que um ponto de criação seria um lugar onde a ciência acabaria. Seria necessário recorrer à religião e à mão de Deus para determinar o modo como o universo começou."
"... o importante é que as pessoas tenham uma compreensão básica da ciência, a fim de que possam tomar decisões informadas num mundo cada vez mais científico e tecnológico..."
"Em 1990, Kip Thorne sugeriu que poderia ser possível viajar para o passado através de buracos de vermes. Pensei que valia a pena estudar se as viagens no tempo seriam permitidas pelas leis da física.
Especular sobre este assunto é complicado por várias razões. Se a imprensa divulgasse que o governo estava a financiar a investigação sobre viagens no tempo, haveriam protestos contra o desperdício de dinheiros públicos e por outro lado a investigação teria de ser secreta por razões militares. Nos círculos da Física poucos são suficientemente temerários para trabalharem num assunto que alguns consideram pouco sério e politicamente incorrecto. Por conseguinte, disfarçamos os nossos objectivos utilizando termos técnicos, como «histórias fechadas de partículas», que constituem um código para as viagens no tempo."
"A primeira descrição do tempo foi dada em 1689 por Sir Isaac Newton, que ocupava a cátedra Lucasiana em Cambridge... que eu também ocupei (embora nessa altura não houvesse uma cadeira como a minha... movida a electricidade!"
"Na teoria de Newton, o tempo era absoluto e avançava inexoravelmente. Não havia recuos, regressos ao passado. No entanto, a situação alterou-se quando Einstein formulou a sua teoria geral da relatividade, em que o espaço-tempo era curvado e distorcido pela matéria e energia do universo. O tempo continuava a avançar localmente, mas havia agora a possibilidade do espaço-tempo poder ser de tal forma deformado que nos poderíamos mover por uma via que nos levaria a um ponto anterior àquele de onde tínhamos partido."
"Ainda que alguma teoria diferente seja descoberta no futuro, não penso que as viagens no tempo sejam algum dia possíveis. Se fossem possíveis, já teríamos sido invadidos por turistas do futuro."
"A condição de ausência de fronteiras implica que o universo seja criado espontaneamente a partir do nada."
"Tenho tido uma vida preenchida e satisfatória. Penso que as pessoas com deficiência se devem concentrar em coisas que essa deficiência não as impeça de fazer e não devem lamentar aquilo que não podem fazer."
"O meu trabalho inicial mostrou que a relatividade geral clássica não se aplicava às singularidades no Bog Bang e nos buracos negros. Mais tarde, mostrei como a teoria quântica pode prever o que acontece no principio e no fim do tempo. Tem sido uma época gloriosa para viver e fazer investigação em física quântica. Fico feliz se tiver acrescentado alguma coisa ao nosso entendimento do universo".
Ora aqui está, srs. e sras., a mais nova residente no meu lar doce lar. :)
Até agora está a ser tudo muito rápido... tranquilo q.b.! Ainda não passou um mês e já muitas coisas aconteceram, (atrevo-me até a dizer que progrediram mesmo!). Aquilo que se me afigurava como um processo lento e algo custoso na adopção de um novo animal tendo um outro já adulto em casa, bem como o voltar atrás no tempo e ter de novamente ensinar o novo membro e adequar toda a dinâmica da casa a este novo elemento, tem afinal (e surpreendentemente) sido mesmo muito rápido. Creio que a chave aqui é lidar o mais serenamente possível com a situação e tratar o animal novo como se o tivéssemos desde sempre e com muito amor. Aprendi que apenas em dias (dias!!!) a minha bichana nova transformou-se, como que se sintonizou na mesma frequência dos já residentes, e reage de forma muito parecida à do Malandro.
A partir do momento em que a aceitei de verdade, e em que os deixei (à nova bichana e ao Malandro) conviverem à vontade (o que implica algumas brigas e arrufos!!).... basicamente a partir do momento em que deixei de me preocupar e deixei as coisas fluírem... tudo se encaixou e tudo se resolveu de forma natural. Afinal a mudança não custa. A novidade não é difícil. O que custa é abrir-mos a nossa mente e aceitar as coisas. Quando isso acontece, o que parecia um novelo emaranhado transforma-se naquilo que sempre foi... algo simples!
A bichana está a crescer. É muito brincalhona e activa. Super curiosa! Adora meter o nariz em cada canto, cada gaveta, cada buraquinho! Outro dia fui dar com ela dentro de um móvel na WC, muito divertida a explorar o que por lá se encontrava, e a coisa que mais gosta é que passar por baixo da rede protectora e ficar a ver o jardim sem "rede" à frente dos olhos. Por ser ainda nova e algo inconsequente já por mais de uma vez a fui "salvar" de situações em que a menina se mete e depois não consegue safar-se sozinha... mas tudo isso faz parte do seu processo de crescimento e aprendizagem.
Quanto à relação entre eles (gatos)... vai indo tranquila mas devagarinho. Já passaram a parte de se estranharem a cada encontro. Agora estão mais numa de se "gramarem". Brincam (e brigam também, mas nunca nada muito violento, até agora!), e depois vai cada um para seu lado para dormirem. Gostava que um dia viessem a aconchegar-se juntinhos e a darem-se mesmo muito bem. Quem sabe. Tem corrido tudo tão rápido que acho que posso sonhar com isso. Até lá é deixá-los darem-se como quiserem e como tiver de ser. Já dizia a minha avó que... o que tem de ser tem muita força!! :))
Mais uma que me aconteceu na estrada, enquanto conduzia.
Imaginem-se a contornar uma rotunda de uma só faixa. Numa das entradas há um carro que trava a fundo porque... óbvio... queria entrar na rotunda e reparou que não podia porque já lá estava gente (eu!!). Ora, eu também me assusto um pouco, abano a cabeça (como quem diz ai ai esta gente!), e passo, seguindo calmamente o meu caminho. Nem tampouco buzinei porque é daquelas coisas que acontecem a toda gente. Não estava portanto à espera do que se passou a seguir.
A jovem criatura (era um ser humano do sexo feminino mas de humana e racional tinha muito pouco) começa a perseguir-me, buzinando continuamente, abre os vidros do carro e é vê-la a gesticular e a aos berros chamar-me nomes, muitos alhos e bugalhos à mistura, e "encosta aí se tens coragem filha da p%$&#""... Coisa que não fiz porque ignorei-a completamente. Mas ela não satisfeita continua a perseguir-me, faz pisca, buzina novamente e entra numa zona de estacionamento... Devia estar à espera que eu fosse ter com ela!! Really?! Depois lá desaparece. Para bem longe espero eu!!
A gaja ou é parva ou está descompensada. Pensaria ela que eu ia levianamente parar o carro e ir ter com ela? Não me parece que ela quissesse conversar sobre o código da estrada... É que mesmo que ela estivesse a precisar de uns esclarecimentos sobre prioridades, o estado em que estava nem dava para conversar. E pronto... tive ali um bocadinho da tarde muito animado mas muito pouco divertido.
Pergunto-me... se eu tenho parado o carro o que é que aquela "australopitheca" me ia dizer ou fazer?! Além disso eu ia dentro da rotunda... continuo sem perceber qual a
dúvida e todo aquele aparato! Ele há coisas... Gastou pneu? Assustou-se? Problema dela. Já me aconteceu o mesmo
e não fiz a figura de ursa que ela fez... apenas segui o meu caminho.
Acho que as pessoas andam malucas. Endoudecidas. Enlouquecidas. Enraivericas. E essas são sempre as mais perigosas. Porque ajem sem raciocinar, por instinto primário e com ferocidade. Não há cá palavras nem falinhas mansas. Essa gente é da pior estirpe e há que evitá-los. Porque qualquer confronto nunca será justo nem equilibrado. Um doido não tem nada a perder e por isso agride, ataca (e expõe-se) facilmente. E eu não quero saber de intimidades com essa gente!! Safa!! :P
Às vezes (sempre!) a melhor atitude perante os acontecimentos é simplesmente deixá-los... acontecer. Não intervir, não forçar, apenas observar. Sem querer começamos a ver as coisas de forma mais simples e clara. Quando as coisas se tornam muito confusas, complicadas ou difíceis o melhor é mesmo respirar fundo e deixar que o tempo nos mostre as respostas.
Há umas semanas atrás fui contactada por uma pessoa de família que me perguntava se não queria ficar com a gatinha que eles tinham encontrado e que agora está com cerca de 5 meses. Ela é mansinha, extremamente bonita, não dá muito trabalho mas a família estava com um grande problema. Vão trabalhar para Timor-Leste e não a podem levar, nem têm com quem a deixar. E por gostarem muito dela andavam numa aflição de lhe encontrar um lar. Vai daí... perguntaram-me a mim, ao que eu prontamente, embora com pena, respondi que não. Que não porque o meu gato é adulto, tem o seu território, e a probabilidade da "coisa" correr bem é remota. Comecei logo a antever toda aquela ansiedade que vivi no inicio quando fiquei com o malandro. É que, não obstante de serem muito fofinhos e queridos, são animais, com instinto selvagem, e educá-los e adequarmo-nos a eles e eles a nós não é fácil. Depois disso acontecer percebemos que passam a fazer parte da família e vivem no nosso coração. Mas até aí não vou negar que foi difícil para mim. Talvez porque na altura apenas fiquei com ele por não ter conseguido tê-lo deixado na estrada onde nos cruzámos. Porque na verdade, tinha (e tenho ainda!) medo de gatos e nunca me tinha sequer imaginado a viver com um. Bem... fiquei com o Malandro e hoje adoro-o. Faz parte da minha vida e não concebo um só dia chegar a casa e não o ver. É o meu Malandro!
Voltando à história dos meus primos que me pediram para ficar com a gatinha deles. Respondi que não. E... cá está ela em minha casa. Sim. Não leram mal. Respondi-lhe que não. Mas... que poderíamos tentar juntá-los só para ver como se davam. E, contra todas as expectativas e preparativos nesse sentido, a primeira vez que os juntámos... olharam fixamente um para o outro, arrufaram-se, assanharam-se e miaram durante umas longas 3 horas. Mas não entraram em conflito directo. O que para nós foi algo completamente inédito. Eles cheiraram-se, deram umas patadinhas um no outro, uma ou outra mordidela... mas passado algum tempo brincaram, perseguiram-se um ao outro, e quando demos por isso já comiam das tigelas um do outro e usavam a mesma caixa de areia. Ficámos atónitos... :D
No entanto, e embora as coisas tenham estado a correr de forma mais ou menos pacífica, por vezes há momentos muito tensos, em que rosnam e se mordem um ao outro. Penso que ainda não estão no mesmo "comprimento de onda" mas creio (e desejo) que cheguem lá daqui a algum tempo.
Da minha parte só me resta observar e fazer pela boa saúde de cada um e dos dois em comum. Ele está educado e estou até orgulhosa dele. Não tem mau íntimo, abstém-se de usufruir das coisas dele, e fica apenas a observá-la de longe. Ele simplesmente permite que ela ande pela casa, brinque com as coisas dele, coma da comida dele, só ainda não quer é muitas aproximações e aí fica zangado e enraivecido.
Ela é uma doida que se farta de correr a toda a velocidade dentro de casa, quer é brincar e morder tudo o que encontra (especialmente o rabo do Malandro!!!). Agora a minha parte da tarefa é educá-la a viver connosco. E acreditem... não está a ser fácil. Ela é.... gata! Muito decidida, teimosa, altiva e não aceita cá repreensões, palmadinhas ou chamadas de atenção. E não hesita em espernear e morder se se sentir contrariada. Portanto há aqui muito trabalhinho a fazer com esta pequenina.
Não vou ainda mostrar fotos pois como referi considero que ainda estou em processo de adopção e não sei como vão correr as coisas e se fico mesmo com ela ou não. Mas posso adiantar que ela é lindíssima, parece ser de (traçada) raça azul russo ou korat e tem raríssimos olhos cor de âmbar. É bonita. :)
Para mim, há versões interpretadas desta música como as de Bon Iver e Adele (as que mais gosto) que claramente superam a original. Nem sempre copiar ou recriar é mau. Por vezes pode até resultar em algo melhor!E assim, não se é necessariamente melhor ou mais completo por se ser o primeiro ou o original. A impressão, personalidade e sentimento verdadeiro que cada um der à obra já existente tornam-na em algo novo e inesperadamente único.
Dizem que a lavanda/alfazema tem efeitos suavizantes e calmantes. Imaginem só como é que não se deve ficar após um passeio por estes campos carregadinhos deste arbusto...
Um homem que luta contra o desejo que sente por jovens raparigas. Um homem profundamente perturbado e simultaneamente consciente da sua situação (haverá pior sentença que essa?!??! Julgo que não...).
Ele não só sabe que não é "normal", como também sabe o que é ser "normal" ou pelo menos aquilo que ele gostaria de ser.
Pode parecer banal dizer isto mas se pensarmos bem, há um enorme desafio nas nossas vidas: percebermos o que é isso de ser normal, aceite na comunidade e na sociedade, e decidir se queremos "pactuar" com essa normalidade ou não.
Achei este filme profundo e tocante. A forma como está descrita a história leva-me a questionar a existência real de uma patologia psíquica associada a actos criminosos, como sejam a pedofilia, violações e demais crimes sexuais. E é difícil aceitar isso, porque os actos em si são... repugnantes, inaceitáveis e indesculpáveis.
Mas, perceber que, de entre todos (ou serão todos?!) os arguidos nesses casos de crime sexual, podem existir pessoas que estão doentes e estão a tentar lutar contra essa tendência que sentem naturalmente, leva-nos talvez a encontrar justificação para os casos de inimputabilidade. De qualquer forma, o acto/crime em si não deixa de ser condenável.
Como identificar correctamente esses casos e qual a forma mais justa de abordá-los... deverá ser um dos maiores desafios nos tribunais, e para a sociedade em geral.
Outra mensagem do filme é a de que só podemos resolver os nossos medos se deixarmos de fugir deles e os encararmos de forma directa e sincera.
O lenhador - woodsman - é aquele que na história do capuchinho vermelho consegue tirar, com um machado, a menina da barriga do lobo, sem que esta tenha um só arranhão. Na vida real conseguirão existir lenhadores? E se um desses lenhadores, for no seu íntimo um lobo, e esteja portanto, no momento da luta com o lobo que comeu o capuchinho vermelho, a lutar simultaneamente contra este e contra si próprio?!
Já têm algo planeado para o fds de 28 a 30 de Agosto? Se têm façam favor de desmarcar pois a paragem é obrigatória na minha querida Mina de São Domingos (concelho de Mértola) para assistirem e usufruirem da 2.ª edição do Festival Ilha dos Sons!
Fui o ano passado à estreia deste festival de verão e fiquei fã. Não apenas pela localidade onde se realiza como pela excelente organização e oferta no certame. Fui com uns amigos e estávamos naquela... deixa ver o que isto dá... e viémos surpreendidos. Adorámos! Divertimo-nos muito, fartámo-nos de "abanar o capacete" e ainda hoje falamos e rimos desses momentos. (ver aqui post que escrevi na altura)
Um bocadinho de História:
Para quem não sabe, a Mina foi criada de raíz pelo seu interesse económico (extracção mineira) e a localidade foi fruto do investimento de uma empresa inglesa, que criou a aldeia e para onde se deslocaram os respectivos trabalhadores e responsáveis da empresa. A Mina foi sempre imagem de desenvolvimento e vanguarda. Foi a primeira aldeia do país a ter luz electrica. E ainda hoje se fala que a Mina era tida como "à frente no seu tempo". De uma terra que nasceu do nada, tinha torneios de futebol e cricket, cinema, bailes e festas regulares, e ainda hoje se diz que "até se viam mulheres a fumar!", o que naquele tempo era, como devem concordar, ...inédito!
Hoje a Mina vê degradada a sua vertente de extracção de minério e consequente indústria, mas por outro lado, está muito desenvolvida e apelativa a nível turístico. A praia fluvial (tem bandeira azul!) da Tapada Grande chama imensa gente para lá, tem um hotel e uma pensão, tem cinema ao ar livre e desportos radicais, tem sítios para se comer muito bem (há quem venha de propósito para isso!), tem muuuita malta jovem no Verão, tem no ar um clima de relaxamento e bem-estar... e agora, já deste o ano passado, tem também um festival de verão!
Portanto pessoal... de 28 a 30 Agosto - Mina de São Domingos - para curtirem à brava os concertos do Festival Ilha dos Sons e aproveitar este sítio mágico que a Mina é. Vão, não se não arrepender!
Nada como uma boa sacudidela para aliviar as coisas. Que é como quem diz... quem dança seus males espanta! Portanto tratem de dançar muito!
Bom fim-de-semana!
Beijinhos a todos!
Meus queridos e queridas. Lembram-se de vos ter contado que ia a Paris, de França!! LOL Pois bem. Já fui e já vim. Foram dias de muito passeio, muita novidade, de contemplação. Gosto de ir a museus e a sítios já catalogados como "de interesse" mas o que eu mais gosto mesmo quando viajo é simplesmente caminhar pelas ruas, sem destino certo, a sentir a energia do sítio, a observar as pessoas no seu quotidiano, e absorver a cidade em si. Como se vive, e como se sente por lá.
Senti as pessoas cansadas. A cidade é suja e cansativa. Não são extremamente simpáticos. E é tudo caríssimo. Mas essa foi apenas a pequena parte má. Sim, porque todas as coisas têm uma parte boa, outra má! A parte boa foi mesmo muito boa. Visitei muitos sítios. Caminhei kms!! Ri e conversei muito. Também fotografei bastante. E apreciei novas paisagens e paragens!
Partilho convosco as minhas perspectivas da cidade e arredores. ;)
Se há coisa importante nas nossas vidas, no nosso crescimento pessoal, é brincar!! É a brincar que em crianças exploramos o mundo, que nos divertimos, que fazemos amigos, que caímos e por vezes nos magoamos, mas acima de tudo é a brincar que aprendemos a crescer!
Aqui estão reunidas fotos lindíssimas de crianças a brincar e a divertirem-se pelo mundo fora. Brinca-se com o que se tem à mão. Sozinho ou acompanhado. Mas sempre a sorrir!
Eu relembro com saudade os meus tempos de criança e de brincadeira o dia inteiro. A vida para mim, naquela altura, era a minha casa e a minha família, os amigos da rua com quem brincávamos dias inteiros, o andar de bicicleta por todo o lado, os desenhos animados, e pouco mais. E era tão bom!!! :)
Algumas das fotos que encontram no site que mencionei em cima: (foi difícil escolher só algumas para colocar aqui porque são todas excepcionais!!)
Acabou de passar na tv um filme que adoro. Crazy, Stupid Love. :) Adorei relembrar o final deste filme...
The Middle East é a banda cuja música passa no final, depois do final da festa de graduação do Robbie e depois dele "comunicar" à babysitter por quem está apaixonado que não vai desistir. Que continua a acreditar no amor verdadeiro, em almas gémeas e que... mesmo esperando que ele próprio cresça... não vai desistir de conquistá-la. Ela sorri. :)
A música é simplesmente linda.
(um bocadinho ao estilo de Bon Iver ou The Lumineers, que eu adoro! ;))
Eu adoro ler. Sempre gostei. Sempre fui super curiosa acerca de tudo e cedo percebi que a ler se aprende muita coisa. Não sou elitista naquilo que escolho para ler, mas sim circunstancial. Deixo que os livros, os artigos, as revistas, os folhetos (!!!), os factos, as teorias e as estórias venham ter comigo e entrem na minha vida de forma às vezes surpreendente mas sempre de forma natural. Quanto ao género literário estou sempre "open-minded". Sim, porque cada novo livro, uma nova viagem, novos pensamentos e perspectivas acerca do mundo e das pessoas. Uma riqueza escondida por entre palavras e papel.
Em modo... preparar para nova viagem!
Beijinhos.
Boas leituras, boas viagens. Bom resto de fim-de-semana e boa semana!
Ora vejam-me bem este espécime que apanhei da minha horta.... É caso para dizer que as minhas cenouras andam a ficar muito "saídas da casca" não?! :D :D :D hummmm
" são um género de árvore com oito espécies, seis nativas da ilha de Madagáscar, uma do continente africano e Médio Oriente e uma da Austrália. A espécie encontrada em África, Adansonia digitata, existe também em Madagáscar. O baobá é a árvore nacional de Madagáscar e o emblema nacional do Senegal."
Sempre me senti intrigada pela comunidade Amish. Se por um lado admiro a vida simples e natural que têm, por outro incomoda-me o extremismo religioso, o não aceitar a mudança e a evolução e a imposição de um regime inflexível e ultrapassado aos membros do grupo. Esta é apenas a minha opinião. Haverão os que, pertencendo a este grupo religioso, se sentem felizes e protegidos, e haverão também os que ousam questionar... ofendendo os anciãos, mas nunca desrespeitando aqueles que são os princípios básicos cristãos. Neste último caso incluem-se Miriam e Dave Lapp. Um jovem casal que ousa questionar... e nos faz a nós reflectir sobre religião, modos de viva, censura, felicidade, família...
"Miriam e Dave Lapp são um jovem casal encantador, com filhos adoráveis. Dave trabalha na sua própria empresa de construção. Eles também são membros da comunidade Amish da "Velha Ordem", na Pensilvânia, que proíbe toda a tecnologia. Ao permitirem as filmagens, arriscaram a ira dos anciãos da igreja e a possibilidade de serem excomungados. Tendo delineado o seu estilo de vida tradicional para a câmara, Miriam convence vários amigos para serem filmados em ambiente descontraído e feliz e que se tornasse claro que a família Lapp e outros mais jovens Amish, acreditam que, tendo sido rebatizados têm uma abordagem mais aberta do evangélico, eles sentem a necessidade de uma mudança na comunidade. O filme termina com a família a consolidar o seu sonho de possuir sua própria quinta." (in RTP2)
Vi há pouco tempo um filme já antigo (sim porque dada a rapidez com que tudo se faz e corre hoje em dia, 2011 parece ser antepassado!) - Moneyball. Não percebo nada de basebol, muito menos os meandros da liga de basebol americana, mas o filme tem uma mensagem forte e bonita. Quando se quer e acredita de verdade, quando se arrisca sem se perder o sorriso, as coisas às vezes correm até melhor do que as nossas melhores expectativas. "Basta" arriscar, não temer a mudança e... trabalhar!
Esta música que aqui vos coloquei entra no filme, cantada pela filha adolescente da personagem principal. Gostei tanto que tenho andado a cantarolar o que me lembrava da letra. Vi esta versão e gostei. ;)
Passa a ser possível, a partir de hoje, em Portugal, que os médicos tenham acesso rápido (online) ao testamento vital de cada cidadão. Este último, enquanto utente do Serviço Nacional de Saúde (SNS), tem apenas de redigir o seu documento (há formatos pro-forma) e entregá-lo num dos balcões RENTEV.
O testamento vital " também designado como directiva antecipada de vontade, tem como objectivo deixar expressa a vontade em relação aos cuidados de saúde que se quer, ou não, receber em fim de vida, caso se esteja impossibilitado de o expressar de forma autónoma".
Não sei se a maioria das pessoas/utentes do SNS está a par do que isto representa, nem tampouco se essas mesmas pessoas veriam algum interesse neste "novo" direito, de deixarem escrito o que permitem ou não que se lhes faça ou administre clinicamente ou nomear um procurador para esse efeito, mas isso dependerá de campanhas de informação e sensibilização eficazes. A mim parece-me um indicador de evolução/ respeito pela vontade do doente e nesse sentido só consigo dizer que me agrada a ideia!
Realmente é mesmo assim... a vida é curta demais para nos acharmos no direito de nos sentirmos tristes ou infelizes com coisas que, se pensarmos bem, não são tão importantes assim. Tenhamos a sabedoria para discernir o que é e o que não é importante.
O que é que é normal? O que é que é ser-se convencional? Uma arma de defesa? Uma táctica de sobrevivência? Uma regra a cumprir para pertencer a uma comunidade? E vale a pena pertencer a essa comunidade?
Quer queiramos quer não, esse ser-se "normal" está-nos demasiado incutido na nossa mente e na forma como aprendemos a estruturar o nosso pensamento. Mesmo que o nosso coração grite que é melhor não ser-se normal, a nossa cabeça joga uma pedra para cima do coração, magoa-o, e sussurra-lhe apenas que é ela quem o comanda.
Então mas afinal... anatomica e biologicamente discutindo.... é o coração que, responsável por bombear o sangue e irrigar o cérebro para que este possa funcionar, comanda a cabeça, ou é a cabeça que, por comandar todos os órgãos, inclusive o coração, lhe ordena que trabalhe ou não, sendo superior a ele?
A fé move montanhas. É uma expressão que comummente ouvimos mas nem sempre temos ideia concreta daquilo que pode na realidade representar. Na capa do livro refere-se "Uma História de Amor Incondicional" e em suma é disso mesmo que trata. Talvez passe pela cabeça de alguns dos que vivem confortavelmente num mundo dito desenvolvido, em que, por vezes de forma garantida (e a que portanto nem damos o devido valor) temos acesso a todo o tipo de bens e cuidados especializados, deixar tudo isso para trás e partir para a escuridão. Escuridão alegórica de países em que se morre de fome, em que as pessoas pouco mais conseguem ter do que a roupa (trapos) que trazem no corpo e um pedacinho de chão para dormir. Países em que a doença se propaga como um perfume no ar e onde a morte e a miséria são a regra. Se compararmos aquilo a que chamamos de pobreza nos nossos países desenvolvidos e o dia-a-dia nos países subdesenvolvidos muito provavelmente ganharemos uma nova visão sobre o que consideramos como limiar de pobreza. Os "nossos" muito pobres são extremamente ricos quando comparados com os pobres (que são a população em geral) de outras paragens menos afortunadas...
Este livro conta, na primeira pessoa, uma história verdadeira, real e que existe! Katie Davis, com apenas 18 anos e uma profunda fé no exemplo de Jesus e o amor ao próximo, deixou a vida confortável que tinha nos EUA, os pais e os amigos, o namorado, o seu quarto e as suas roupas, um futuro promissor e a entrada na universidade, para ir para o Uganda. Começou por trabalhar num orfanato e quando deu por isso já tinha lá a sua própria casa, 14 filhas adoptadas, 400 outras crianças que dela dependem para sustento diário, uma organização chamada Amazima (criada em 2008) que recolhe fundos e proporciona educação, alimentação e cuidados de saúde a milhares de pessoas.... e um coração mais rico, mais feliz. Mais pobre de bens e facilidades, mas mais rico de amor e espiritualidade. A par de momentos de medo, insegurança, desespero e agonia (que acredito não devem ser poucos para alguém habituado a ter tudo e a viver de forma segura), esta jovem mulher acredita profunda e até apaixonadamente (talvez tenhamos mesmo de nos deixar enebriar pela paixão para fazer coisas inacreditáveis!!) em Jesus, num Senhor que a guia, que a ilumina e a ensina dia após dia, lição após lição. É o testemunho estóico e corajoso de alguém que ousou dar o passo em frente sem ter a mínima noção de como seria o caminho a percorrer. Nesse aspecto não tenho dúvidas de que se trata de amor incondicional e inconfundível.
Não sei porque comprei este livro nem porque me chamou a atenção de entre tantos outros que o envolviam. Talvez porque no meu interior tenho um pouco desse sonho, de fazer o mesmo que ela fez. Largar tudo, esvaziar as malas e ir em busca daquilo que, cá dentro, sei ser o mais importante. Muitos dias, rodeada das minhas coisas e dos meus pequenos luxos e das minhas rotinas, me questiono qual o sentido de tudo isto. E para mim é claro que tudo isto não significa nada, é vazio. Pode trazer-nos alguma satisfação e prazer imediatos mas não nos traz o mais importante: alegria intrínseca, dever cumprido, sabedoria e serenidade. E isso é o que procuro. Sei que ando um pouco desviada e embrenhada naqueles que aparentam ser os objectivos mais correctos na sociedade em que vivemos mas sei que um dia não vou suportar isto muito mais e vou seguir o meu caminho. Faz parte desse caminho conhecer-mos e sentirmos exactamente aquilo que não queremos ter na vida. Espero ver e agarrar sem medos quando chegar esse momento. Assim como Katie fez. Poderá não passar por ir para outro país nem cumprir à risca esse mesmo exemplo, mas por fazer algo que provoque mudança e rumo ao bem onde for e por quem for chamada para fazê-lo.
Este livro consiste não apenas no relato de Katie, mas também numa reflexão sobre a Bíblia, os ensinamentos cristãos e a religião.
A Katie tem um blog - http://katiedavis.amazima.org/ - onde relata periodiocamente as suas histórias e aventuras. Onde se pode ficar a conhecer um pouco melhor a Amazima, o seu trabalho e fazer donativos.
Bem-haja! ;)
Frases ou ideias que registei:
..."tempo africano que, em regra geral, está várias horas atrasado em relação ao tempo real"...
.."há uma lição em tudo, grande ou pequena"...
..."para que pudesse ter um pequeníssimo vislumbre do que o Seu coração deve sentir ao ver a Igreja desviar-se para a religião e afastar-se das coisas que são tão importantes para Ele, como os pobres e os indesejados do mundo"...
..."em Colossenses 3:23 diz-se "Tudo o que fizeres, fá-lo de boa vontade. Sabendo que receberás uma herança do Senhor como recompensa."... "Mateus 19:21, Marcos 10:21 e Lucas 18:22 "Vai, e vende tudo o que tens, dá-o aos pobres, e terás um tesouro"...
..."nem sempre sei para onde vai esta vida. Não consigo ver o fim da estrada, mas aqui fica a melhor parte: coragem não é saber o caminho, é dar o primeiro passo. É Pedro a sair do barco e pisar a água com a fé absoluta de que Jesus não o deixará afogar-se."...
..."estou entusiasmada e aterrorizada, há quem lhe chame loucura, eu chamo-lhe fé..."
..."Temos de conhecer o desgosto para podermos apreciar plenamente a alegria."... "foi preciso o assassínio para que houvesse redenção"...