sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Fofuras... Bom fim-de-semana!


Meus meninos e meninas, esta semana foi extremamente cansativa e pesada para mim. Uma correria constante, um estar aqui e ali, um ser isto e aquilo, um fazer assim e assado, um cumprir prazos, um pensar isto e o outro, um sentir e não sentir, e acima de tudo um muito pouco dormir. 

Tenham um fim-de-semana descansadinho.

Beijinhos

(Aquele cujo nome não se deve pronunciar)

Hoje de manhã assisti a esta conversa entre duas pessoas de meia-idade:

(...)
Diz a senhora:
- O meu marido...(fazendo uma expressão resignada e um sorriso triste) parecia que estava tudo tão bem... mas afinal tem aquilo... aquela doença que agora está na moda.
Responde o senhor:
- Da moda não, é até bastante antiga!
Resposta da senhora:
- Pois é. Mas já viu que há cada vez mais casos?!
(...)

Duas coisas principais a reter deste diálogo. Em pelo século XXI,  "cancro" ainda é palavra proibida, temida, e tabu. Como se pronunciando esta palavra estivéssemos de quaquer forma a atrair a doença para nós ou para os nossos. Segunda coisa... dizer que há cada vez mais casos de cancro talvez seja inconsequente (talvez tanto quanto o que vos escrevo de seguida!!). É  que pode até ser verdade, mas não conseguimos comprovar isso.

Todas as pessoas têm de morrer, ponto final. Uns de morte acidental, outros de morte natural. Novos e velhos, ricos e pobres... a todos lhes espera o mesmo fim. A mim, a ti, a ele, a nós, a vós e a eles. A todos, sem excepção. Creio que antigamente já muita gente morria com cancro. E talvez as percentagens não estivessem muito díspares das actuais. Não sabemos. Muita gente morria e não se chegava a saber do quê!

Opiniões há muitas e a minha é a de que o cancro (consiste no crescimento anormal de células que afectam o normal funcionamento dos nossos orgãos vitais, levando o organismo à falência) é uma doença  antiga e não acho que hajam cada vez mais casos. Acho apenas que os meios de diagnósticos são cada vez mais e muito mais apurados. Portanto conseguem detectar-se mais casos. Além disso, hoje em dia as pessoas estão cada vez mais bem informadas. Muitas vezes podem não ter acesso a bens esseciais mas têm acesso à informação (não há cão nem gato que não tenha um computador, um tablet ou mesmo um telefone com acesso à internet... e isto dava outra análise sociológica, mas fica para depois!!), e portanto as pessoas estão muito mais atentas a sinais e sintomas. Por vezes até, de forma hipocondríaca e exagerada, mas no geral, conseguem pesquisar sobre eventuais doenças que possam estar a afectá-los e quando se dirigem ao médico já têm uma ideia do possível dasgóstico. Portanto, ao mínimo sintoma as pessoas dirigem-se ao médico e fazem exames. Detectando, ou não, a doença.

O caso do cancro dá muito que pensar. Obviamente que o estilo de vida sedentário e/ou sobrexposto a demasiados químicos e artificialidades e demais agressores ao nosso organismo (modo de vida que caracteriza os nossos dias), aliados a excessos alimentares e excessos de medicação... com certeza contribuem para mais doenças e mais morbilidade. Mas será apenas o cancro, o resultado certo dessa equação?! Então haverão mais casos sim, devido ao estilo de vida. Talvez então estejamos a tratar mal dos nossos sagrados corpos. Talvez não estejamos a tomar as melhores decisões para vivermos bem, e assim o nosso organismo está completamente desregulado e doido... gerando células onde não fazem falta e fazendo-as crescer sem termo nem medida. Como se o nosso próprio corpo também tivesse direito a estar mal de raciocício, coisa até aqui exclusiva da nossa cabeça. Não é apenas o nosso cérebro que "pensa". Eu penso (...) que todo o nosso organismo tem pensamento. Capacidade de organização e racionalização. Capacidade de combate contra ameaças e capacidade de gerar estratégias próprias na abordagem a cada desafio.

No entanto, antigamente haviam também casos de cancro e a vida era vivida de forma muito mais natural e saudável. Será portanto que antigamente parecia haver menos casos porque havia menos diagnóstico (e também menos abordagens terapêuticas)... ou será que, alidado a um estilo de vida mais simples, o facto de não se detectarem, deixava que os organismos doentes tentassem resolver a doença por si  e alguns se conseguissem de facto curar e regenerar (eliminar as células doentes)? É o mesmo que dizer, as pessoas nem chegavam a saber que estavam doentes, e o seu próprio corpo "tratou" a doença. Será muito absurdo pensar nisto? Talvez não seja em alguns casos! Eu cada vez mais creio que não. Não defendo com isto que todas as abordagens actuais ao cancro estejam erradas, mas se pensarmos bem não é por acaso que os métodos mais inovadores de tratamento do cancro tentam regressar à origem celular, e se fazem através do sangue e das células, dotando o organismo de armas que combatam a doença de forma integrada e adequada a cada um. E não ingerir um medicamento ou expor-se a radiação que mate células sem olhar ao seu tipo e origem. O sucesso daquela abordagem dependerá do nível da doença e obviamente da exposição continuada a factores potenciadores da doença, bem como genéticos, mas acredito que, principalmente devemos proteger-nos, se tratarmos bem o nosso organismo, se o fizermos feliz (!), ele será saudável e terá a força e conhecimento necessários para combater eficazmente as agressões externas, sem ficar extenuado, sem produzir "à maluca" células e dispersar energia. E talvez nunca precisemos de tratamentos farmaceuticos e afins. E assim, idealmente, teríamos mais saúde, mais vigor e energia, a cada doença combatida tornarnos-íamos mais fortes e resilientes, e só morreríamos velhinhos, de forma serena e silenciosa, pelo facto do nosso corpo ficar naturalmente enrugado e cansado... com vontade de descansar mais prolongadamente.Tudo naturalmente.
Não sou naturalista pura mas cada vez mas acredito que a simplicidade e naturalidade das coisas é a resposta à maior parte dos problemas que actuamente nos afligem.

Pensem nisso. Pode parecer estapafúrdio (!%$"&)... mas talvez o nosso organismo, a natureza e a própria vida sejam bem ou ainda mais perfeitas do que aquilo que nos conseguimos aperceber ou calcular. Podemos ter mais maquinaria e inteligência artificial mas nunca conseguiremos equipararmos ao poder do que tem de ser. Ao poder da natureza. E quanto mais a desafiar-mos mas ela nos mostrará o quão pequeninos e frágeis nós somos.


De qualquer forma, em "Roma sê romano". Temos de nos adaptar e tentar perceber a realidade em que vivemos e os meios de que dispomos. E unir opiniões e dissertações. Para quem achar interessante e útil, saiba que existe actualmente um site informativo e integrativo sobre o cancro, em Portugal, o Onco+, lançado no passado dia 4 de Outubro. "O Onco+ é um portal informativo.Tem como objetivo permitir que a população em geral e em especial os doentes oncológicos e seus familiares/cuidadores tenham acesso à maior e mais credível informação possível, com rigor científico, de forma a compreenderem e/ou conviverem melhor com o que significa o cancro.O evento “Juntos somos mais fortes” pretende informar, tirar dúvidas e encaminhar o público para um especialista, em caso de necessidade, acreditando que um cidadão informado será um cidadão melhor tratado." (in portaldasaude.pt)


domingo, 5 de outubro de 2014

Fofuras... Boa semana!

Devem ter os ouvidos em brasa depois de ouvirem todas as músicas que recomendei... ouviram todas certo?! LOL

Tenham uma excelente semana! Sejam felizes!

Beijinhos

Sabem aquela expressão... "tas a dar-me música...."... pois é de isso mesmo que se trata!

Mas neste caso... é música boa!!! ;) O que é que, melhor que a música, consegue dizer tanto sem falar?! ;)

"Ti prepara" que hoje estou destemida no que toca à quantidade de sons que tenho ouvido e quero partilhar... :)))

Tove Lo - Habits (Stay High) - Hippie Sabotage Remix


Meghan Trainor - All About That Bass

Sam Smith - I'm Not The Only One


Milky Chance - Stolen Dance

Vance Joy - 'Riptide'

The Sript - Superheroes

Maroon 5 - Animals

Maroon 5 - Maps (Explicit)

Coldplay - Midnight

Coldplay - True Love

Coldplay - Ghost Story

Especial.... e lindíssima esta próxima... :)
Coldplay - Always in my head


Boots Of Spanish Leather (Bob Dylan) - The Lumineers

E, sabendo que é daquelas passageiras, mas que agora não consigo evitar dançar quando a oiço.... Bailando!!

Enrique Iglesias - Bailando (Español) ft. Descemer Bueno, Gente De Zona

The Black Mamba & Aurea - Wonder Why

Expensive Soul - Que Saudade

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Just try to imagine...

Eddie Vedder - Imagine (John Lennon Cover)

Sei que tenho estado (ou andado!ou sei lá!) desaparecida (ou ausente!ou sei lá!)... Ando numa fase introspectiva e também sem muito tempo!! Ideias ou "cenas" para falar e partilhar não me faltam mas quando o vou fazer, não sendo da forma que gosto de o fazer, acabo por não escrever nada. Fases. Esta é só mais uma!

Mas deixo-vos o estado de espírito sereno (e simultaneamente questionador de tudo o que nos rodeia), com este cover lindíssimo de uma das mais bonitas e emblemáticas músicas de todos os tempos - Imagine, de Jonh Lennon - cantada por uma voz que adoro, a de Eddie Vedder.

Fiquem bem. :)

Beijinhos a todos.

domingo, 14 de setembro de 2014

Votos de boa semana para todos


Sempre ouvi dizer que o sal conserva.... Conservem-se portanto... felizes de preferência!! ;)

Boa semana para todos.

sábado, 13 de setembro de 2014

Coincidências... ou não.


Como são as coisas...
Muitas vezes no caminho de casa via um gatinho preto com patas brancas muito parecido ao meu querido Malandro. Muitas vezes me ligaram amigos a dizer que tinham visto um gato assim-e-assim perto da minha casa, se não seria o meu. Eu saia a correr de onde estava numa aflição de ser o meu Malandro e ver se não lhe acontecia nada até eu chegar e encontrá-lo. Felizmente em nenhuma dessas vezes era ele. Era, isso sim, um gato muito (mas muito mesmo!) parecido a ele. 

Hoje, mais uma vez no caminho de casa... Lá estava ele. Mas não como das outras vezes, não estava a passear ou a esconder-se atrás de qualquer coisa. Estava deitado no meio da estrada. Tinha sido atropelado.
Quem me havia a mim de dizer que aquele animal que eu via tantas vezes e sempre me fazia sorrir pelas semelhanças com o meu e pelos telefonemas e aflições de falso-alarme que essas semelhanças originaram... estava agora ali. E ali estava eu, com ele.
Tinha a cabeça parcialmente desfeita. Um poça enorme de sangue à sua volta. E sabem que mais? Vim a saber que já estava ali há mais de duas horas. E... estava vivo.... Imóvel... mas a respirar, a mexer o rabo e a gemer.

Não sei quem é que é capaz de atropelar ou ver um animal neste estado e... passar como se nada fosse, não fazer nada e simplesmente abalar dali a correr antes que alguém veja. Não obstante de não ser uma pessoa, é um ser vivo, de sangue quente até, e que sente, e que naquele momento está num imenso sofrimento. Eu quis matá-lo para ajudá-lo a partir mas não fui capaz.

Contactei uma pessoa que sei gostar muito de animais. Mas não um gostar de apenas sorrir e fazer festinhas. Este rapaz foi ao local, levou coisas da casa dele, e pegou no gato ensanguentado. Levámo-lo então para a clínica veterinária onde foi eutanasiado. A médica veterinária estava pasmada em como é que aquele animal ainda estava vivo estando naquele estado deplorável. Metia dó.... :(

Quem me diria a mim que seria eu que ia levar o quasi-gémeo do meu Malandro para o seu descanso final. 

Cheguei a casa e chorei.
Pelas imagens chocantes que vi, pelo que senti, pelo medo de alguma vez acontecer isto a algum dos meus gatos e não haver ninguém que os ajude, e também por ter percebido in loco a frieza e o desapego das pessoas para com uma situação destas. De um animal estar a definhar, a implorar por ajuda, e passarem por ele, ou nem se aproximarem e não fazerem nada. 
Ele já descansou.  A minha cabeça é que não... pensando nisto tudo... 

Boa noite.
Descansem.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Não gosto nada... Adoro! :)

U2 (In A Little While)

In a little while
Surely you'll be mine
In a little while I'll be there

In a little while
This hurt will hurt no more
I'll be home, love

When the night takes a deep breath
And the daylight has no end
If I crawl, if I come crawling home
Will you be there

In a little while
I won't be blown by every breeze
Friday night running
To Sunday on my knees

That girl, that girl
She's mine
And I've known her since

Since she was a little girl
With Spanish eyes
Oh, when I saw her
In a pram they pushed her by

My, how you've grown
Well it's been
It's been a little while

Slow down my bleeding heart
A man dreams one day to fly
A man takes a rocketship into the skies
He lives on star that's dying in the night
And follows in the trail
The scatter of light

Turn it on
Turn it on
You turn me on

Slow down my bleeding heart
Slowly, slowly love
Slow down my bleeding heart
Slowly, slowly love
Slow down my beating heart
Slowly, slowly love

Belíssima música e letra. Não acham?!

Musiquita muuuito boooooa!!

:)  excusam de agradecer... só precisam fechar esses olhinhos e aproveitar!! (como eu faço!) :D

Lilly Wood & The Prick and Robin Schulz - Prayer In C (Robin Schulz Remix) (Official)

Sam Smith - Stay With Me (Live) ft. Mary J. Blige


Sia - Chandelier 

Lorde - Pure Heroine 

MAGIC! - Rude

American Authors - Best Day Of My Life

Ella Henderson - Ghost

(adoro esta última miúda já desde a primeira audição que fez para no The X Factor em 2012 que é esta:)


é arrepiante ou não?!?! :))) muito muito boa!

Enjoy!

terça-feira, 9 de setembro de 2014

District 9


Muitas vezes as coisas não são mesmo o que parecem. District 9 parecia ser um filmezinho, tive quase a desistir de vê-lo logo nos primeiros 10 minutos e eis que bang!... acabei por gostar muito. Imaginem que milhões de alienígenas vinham parar à Terra e não conseguiam voltar para o seu planeta. Imaginem que esses alienígenas eram muito diferentes dos humanos no aspecto exterior e nos seus modos de vida, mas que no essencial eram iguais... tinham famílias,  viviam em sociedade, tinham as mesmas necessidades básicas e afectivas, e tinham sentimento. Aí tudo muda de figura. Se o nosso primeiro instinto é exterminar qualquer espécie estranha que represente uma ameaça para nós, o facto deles em muito se assemelharem a nós deixa-nos hesitantes. Porque é como se o estivéssemos a fazer a nós próprios e mais facilmente nos colocamos na sua pele.

Imaginem também que esses alienígenas viviam à margem... em favelas. Com toda a violência, corrupção, pobreza e caos que isso implica. E que os humanos começassem a perceber que tinham de controlar a situação. Para além de todas as experiências que achavam que deviam fazer a esta espécie estranha.

Aqui os alienígenas podiam simplesmente ser trocados por outros quaisquer que vivam à margem da nossa sociedade. O modo de actuação não foi diferente, nem de um lado, nem de outro.

Um filme interessante sobre as diferenças, o que é que realmente constitui uma ameaça para nós, quem são uns para controlar outros, as experiências de Biotecnologia, o poder governamental e os interesses pessoais e frios dos poderosos.

E afinal a esperança dos rejeitados - os alienígenas - foi um humano.

Além disso, a música do filme é fantástica: :)

What if... Sometimes...


Doing it means quitting it...?!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Fofuras... Bom fim-de-semana!!


Yey!! Cá está ele! Time to enjoy!! Em casa, na praia, no campo, a fazer x ou y, sozinhos ou acompanhados... não interessa! Divirtam-se e aproveitem a bênção que é a vida!

Tenham um excelente fim-de-semana!

Beijinhos a todos!! 

O Poder da Música...

Tão simples e maravilhoso quanto isto:


Mood for this afternoon ;))

Walk on the Wild Side - Lou Reed 


Tears for Fears - Shout (live)

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Para rir um bocado... :D

Anedotas de Escritórios

DE EMPREGADO PARA EMPREGADO:
- Soubeste que faleceu o chefe?
- Sim, mas queria saber quem faleceu com ele.
- Por que é que tu perguntas?
- Não leste o anúncio posto pela empresa?
Dizia: "...e com ele foi-se um grande trabalhador...!

DE CHEFE PARA EMPREGADO
- Este é o quarto dia que você chega tarde esta semana.
Que conclusão tira disso?
- Que hoje é quinta-feira...

DE EMPRESÁRIO PARA EMPRESÁRIO:
- Como consegues que os teus empregados cheguem pontuais ao trabalho?
- Simples, tenho 30 empregados, mas só 20 estacionamentos....

EMPREGADO:
Enquanto o meu chefe finge que me paga um bom salário, eu finjo que trabalho muito.

DO CHEFE PARA A SECRETÁRIA:
- Quem te disse que podes passar o dia a dar voltas sem trabalhar, só porque tivemos uma relação?
- O meu advogado...

DO CHEFE DO PESSOAL AO ASPIRANTE:
- Aqui procuramos um empregado que não negue nenhum tipo de trabalho duro e que nunca fique doente.
- OK, vou ajuda-lo a procurar um !

CHEFE:
- António, já sei que o seu salário não é suficiente para se casar, mas algum dia ainda me vai agradecer.

DO EMPREGADO PARA O CHEFE:
- Chefe, posso sair duas horas antes?
A minha mulher quer que eu a acompanhe a fazer compras.
- De nenhuma maneira !
- Obrigado chefe, eu sabia que podia contar consigo !

UMA VEZ NUMA INSPECÇÃO
Dois inspectores fiscais chegam a uma casa e perguntam:
- O seu nome?
- Adão.
- A sua esposa?
- Eva.
- Incrível !
Por acaso a serpente também vive aqui ?
- Sim, um momento.
Sogra, estão à sua procura !

:D:D:D:D:D:D:D:D:D:D..... :D:D:D:D:D:D:D

Músicas e letras inspiradoras!

John Legend - Ordinary People (Live on Letterman)

John Legend - You & I (Nobody In The World)( LIVE from Citi ThankYou)

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Quanto ao vestido de noiva da Angelina Jolie... Jolie-Pitt wedding time!!

Só tenho a dizer que adorei! Simplicidade e simbolismo são as palavras que melhor o descrevem. Um vestido muito despretensioso e um véu repleto de desenhos feitos pelos filhos do casal. Achei uma ideia lindíssima, especial e carregada de significado. :)



Um dos melhores (e mais directos) textos que li sobre ter animais!

Dei por acaso com estas palavras que se seguem. E à medida que as ia lendo... só pensava... "é mesmo isto"... não encontraria melhor definição sobre o que é passar a ter um animal de estimação. E tê-lo e estimá-lo de verdade! Pode não ser completamente fácil mas o amor que se recebe e a companhia que eles nos fazem em todos (TODOS!) os momentos não são mensuráveis... E depois, quanto à questão do abandono, tenho exactamente a mesma opinião!!


"No dia que decides ter um cão, a tua vida, como a conheces, acabou. Independentemente do tamanho do pêlo, ele irá espalhar-se, espetar-se, agarrar-se à tua roupa, aos sofás, aos tapetes. A chegada a casa nunca mais será a mesma, pois entrarás em casa dobrada, para evitar que o cão fuja, enquanto te preparas psicologicamente para os dois minutos (parecem vinte, mas são só dois) de pura histeria em que um animal de quarenta quilos (que devia ter só trinta e dois) salta à tua volta, para cima de ti, ladra, chora e faz outros sons imperceptíveis. Cena que se repete se pegares na trela. Ainda que seja para mudá-la de sítio. Nunca mais poderás comer frango assado sem teres uma cabeça a entrar-te pelo braço (nem poderás comer maçã sem assistir a uma cena de diva). Às vezes não vais poder ir de fim-de-semana porque não tens dogsitter nem hotel. E terás de pensar melhor, se quiseres mesmo um jardim daqueles bonitos e arranjados. Terás de comprar ração que custa os olhos da cara. E gastar dinheiro (bastante) no veterinário. E mandar colocar uma cancela nas escadas que vão para o quarto. 
Também pode não ser assim. Podes ter um cão só no exterior da casa, dar-lhe restos, e educá-lo militarmente para que não te ladre, não te salte, nem te pedinche comida. Podes ter um amigo ou um vizinho que te tome conta do cão nas férias ou no fim-de-semana. A tua vida pode mudar menos. Mas muda. Tudo o que se "perde" por ter um cão não pesa um alfinete, comparado com o que se ganha. Mas não é das vantagens de se ter um cão que eu quero falar hoje. É das desvantagens. Puras e duras. A somar ao que escrevi acima, ainda há móveis e sapatos roídos, fugas por causa de trovoada ou foguetes, portas raspadas e corridas para o veterinário porque o cão comeu algo que não devia. Os cães vomitam sempre no tapete. Sempre. E nem sempre fazem xixi e cocó onde deviam. Ter um cão não é para todos. Não se é melhor pessoa por se ter um cão. É-se, certamente, melhor pessoa por se pensar que um cão é tudo isto antes de se comprar/ adoptar um. Porque é uma decisão para a vida. Ninguém é má pessoa por não gostar de cães, por não ter cães, por não salvar cães. Mas é-o por abandonar um."

E é isto!! É mesmo isto! Ganda texto!

... and so words can actually help us change our perspective on life...

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A Justiça protege-nos ou ameaça-nos?

Ou por outras palavras... A Justiça serve as pessoas ou as pessoas é que servem a Justiça?

É óbvio que a lei, criada ela própria por pessoas, existe acima de tudo para proporcionar às pessoas (àquelas e às demais) uma sensação de segurança e de... justiça! Nós, pessoas (!!), precisamos disso para viver, e assim vivendo num estado organizado e desenvolvido, precisamos também que existam organismos e meios capazes de regular a actividade da comunidade e de cada pessoa em particular, no sentido de assegurar que todos possamos viver "bem" e em relativa paz uns com os outros. Este viver "bem" significa sentir segurança, ter acesso a cuidados de saúde, ter acesso à educação, ser protegido de ameaças ou agressões de qualquer género, ter as mesmas oportunidades que os nossos semelhantes e sermos respeitados. O que é que a lei exige em troca? Se queremos "gozar" dessa sensação de segurança que a Justiça e as leis nos oferecem, temos "apenas" de respeitar e cumprir essas mesmas leis. Nada muito complicado, à partida. Temos apenas de respeitar os outros e a nós próprios, fazer-mos o bem e contribuir-mos, cada um à sua maneira, para uma sociedade melhor. Onde as pessoas sintam harmonia e felicidade. Esse devia ser o principal objectivo.

Como todas as coisas criadas pelo Homem, a Justiça e as leis também têm falhas. Umas por lacuna, outras por desadequação ou má interpretação e consequente má aplicação...

Já há anos coloquei esta mesma questão no caso daquela menina portuguesa - a Safira - cujos pais decidiram ir contra os médicos do IPO e contra a própria Segurança Social e, qual foragidos, levaram a sua filha para fora do país para fazer outro tipo de tratamentos que não a quimioterapia. Foram considerados negligentes por não estarem a zelar pela vida e bem-estar da sua própria filha e, à revelia da Justiça (qual Justiça?!) fugiram, lutaram e conseguiram que a filha tivesse acesso ao tratamento que eles consideraram o mais adequado. Este episódio levantou uma onda de prostesto e simultaneamente de solidariedade em Portugal. Uma coisa é certa... levantou a importantíssima questão sobre o tratamento de menores em Portugal. Até onde vai o direito dos pais (como tutores e representantes do menor) se contraposto com o direito à vida e à saúde do próprio menor.
Há casos e casos. E estes pais sofreram duplamente, de forma desnecessária. Sofreram portanto não apenas pela doença da sua filha, a ameaça de perdê-la e vê-la morrer, mas ainda por terem de lutar contra toda uma maré de médicos, assistentes sociais e a própria lei... que não lhes permitia fazer aquilo que o seu instinto natural lhes dizia ser o melhor para a sua filha.Repito... para a SUA filha.
A Safira recuperou quase milagrosamente e isso veio reforçar o debate sobre os direitos dos pais e progenitores face àquilo que actualmente é considerado como "normal" ou aceitável na nossa sociedade. Aqueles pais não tinham culpa que em Portugal ainda só se recorra à quimioterapia no tratamento (não é bem tratar... é mais matar...mas isso é outra conversa...) contra o cancro. Aqueles pais foram discriminados e julgados pela sua própria comunidade por saberem e quererem mais e diferente. Qual Galileu Galilei... julgado por ter defendido que a terra girava em torno do sol... numa altura (século XVII) em que os dogmas religiosos e a teoria do geocentrismo eram tidos como a verdade absoluta. Afinal ele tinha razão.
Ainda assim, no caso da Safira, também não condeno os médicos. Considero que não procederam mal. Fizeram o seu papel, mediante as técnicas e tratamentos disponíveis no país

Agora outra vez se coloca a mesma questão. Um casal britânico "raptou" o seu próprio filho de um hospital britânico e tencionavam chegar à Républica Checa, mas foram apanhados em Espanha (pelas autoridades espanholas avisadas pela Interpol). Este casal não concorda com o tratamento que está a ser aplicado ao menino e querem procurar outras alternativas. O filho, Ashya King, de 5 anos, tem um tumor cerebral.




Como saber o que é de facto o melhor para uma criança neste tipo de casos? E como respeitar o direito dos pais e não ameaçar os direitos fundamentais da própria criança? 

Isto dá-me muito que pensar. E preocupa-me que a Justiça não proteja estes pais e estas crianças. Que não só não os proteja como ainda se lhes afigure como a principal ameaça!!
Espero/Ambiciono que a Justiça encontre futuramente forma de identificar, com o mínimo erro possível, os casos em que os pais estejam de facto a fazer pelo bem da criança. E acontecendo o que acontecer, sejam protegidos e tenham a vida facilitada (ou pelo menos que não lhes seja complicada!) no sentido de tentarem dar ao seu filho aquilo que consideram melhor. Afinal de contas... o filho é deles...

domingo, 31 de agosto de 2014

Boa semana a todos!


Pois é... não tarda nada e o Verão acaba! O tempo é vertiginoso, passa a grande velocidade, e então esta altura de que tanto gosto (sol, calor, cores vivas, boa disposição, mar, sorrisos!!!) sabe-me sempre a pouco. É assim a vida! Há que aproveitar muuuuito bem o que gostamos e nos faz sentir bem!

Beijinhos a todos. Boa semana!

Leituras - "A Minha Breve História" - Stephen Hawking

de Stephen Hawking. 2013.


Stephen Hawking "é talvez o físico da actualidade mais conhecido". É tido como uma das mentes mais inteligentes (QI de 160, face aos usuais 90 a 110)
Neste pequeno livro, Hawking dá a conhecer um pouco da sua história. Onde nasceu e em que ambiente cresceu. Tudo isso influenciou  o seu caminho, não obstante ter sempre sido uma pessoa muito curiosa acerca de tudo, especialmente em perceber como é que tudo (o mundo e o próprio universo) começou, de onde viemos e o que estamos cá a fazer. Paradoxalmente ele usou a ciência para responder a algumas questões filosóficas e existências que sempre colocou na vida. 
Aos 21 anos é diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica, e a partir dessa data as suas capacidades físicas e motoras têm degenerado ao ponto de actualmente se encontrar tetraparaplégico. Mas a doença em nada afectou a sua mente e capacidade de raciocínio. Escreveu "Uma Breve História do Tempo", um best-seller na área da ciência para o público em geral, já adaptado ao cinema. 
Ao longo dos anos Hawking tem vindo a surpreender os médicos (que por várias vezes lhe deram tempo limitado de vida) e a comunidade em geral, por não deixar que a sua condição física o limite naquilo que pretende estudar e dar a conhecer ao mundo. Uma pessoa de facto muito persistente, resiliente e inspiradora.

Algumas ideias ou frases que gostei no livro:

"No início dos anos 60, a grande questão da cosmologia era se o universo teve um começo. Muitos cientistas opunham-se naturalmente a esta ideia e, portanto, à teoria do Big Bang, pois achavam que um ponto de criação seria um lugar onde a ciência acabaria. Seria necessário recorrer à religião e à mão de Deus para determinar o modo como o universo começou."

"... o importante é que as pessoas tenham uma compreensão básica da ciência, a fim de que possam tomar decisões informadas num mundo cada vez mais científico e tecnológico..."

"Em 1990, Kip Thorne sugeriu que poderia ser possível viajar para o passado através de buracos de vermes. Pensei que valia a pena estudar se as viagens no tempo seriam permitidas pelas leis da física.
Especular sobre este assunto é complicado por várias razões. Se a imprensa divulgasse que o governo estava a financiar a investigação sobre viagens no tempo, haveriam protestos contra o desperdício de dinheiros públicos e por outro lado a investigação teria de ser secreta por razões militares. Nos círculos da Física poucos são suficientemente temerários para trabalharem num assunto que alguns consideram pouco sério e politicamente incorrecto. Por conseguinte, disfarçamos os nossos objectivos utilizando termos técnicos, como «histórias fechadas de partículas», que constituem um código para as viagens no tempo."

"A primeira descrição do tempo foi dada em 1689 por Sir Isaac Newton, que ocupava a cátedra Lucasiana em Cambridge... que eu também ocupei (embora nessa altura não houvesse uma cadeira como a minha... movida a electricidade!"

"Na teoria de Newton, o tempo era absoluto e avançava inexoravelmente. Não havia recuos, regressos ao passado. No entanto, a situação alterou-se quando Einstein formulou a sua teoria geral da relatividade, em que o espaço-tempo era curvado e distorcido pela matéria e energia do universo. O tempo continuava a avançar localmente, mas havia agora a possibilidade do espaço-tempo poder ser de tal forma deformado que nos poderíamos mover por uma via que nos levaria a um ponto anterior àquele de onde tínhamos partido."

"Ainda que alguma teoria diferente seja descoberta no futuro, não penso que as viagens no tempo sejam algum dia possíveis. Se fossem possíveis, já teríamos sido invadidos por turistas do futuro."

"A condição de ausência de fronteiras implica que o universo seja criado espontaneamente a partir do nada."

"Tenho tido uma vida preenchida e satisfatória. Penso que as pessoas com deficiência se devem concentrar em coisas que essa deficiência não as impeça de fazer e não devem lamentar aquilo que não podem fazer."

"O meu trabalho inicial mostrou que a relatividade geral clássica não se aplicava às singularidades no Bog Bang e nos buracos negros. Mais tarde, mostrei como a teoria quântica pode prever o que acontece no principio e no fim do tempo. Tem sido uma época gloriosa para viver e fazer investigação em física quântica. Fico feliz se tiver acrescentado alguma coisa ao nosso entendimento do universo".

E pronto.... ficámos com ela! Ou ela ficou connosco!

Ora aqui está, srs. e sras., a mais nova residente no meu lar doce lar. :)

Até agora está a ser tudo muito rápido... tranquilo q.b.! Ainda não passou um mês e já muitas coisas aconteceram, (atrevo-me até a dizer que progrediram mesmo!). Aquilo que se me afigurava como um processo lento e algo custoso na adopção de um novo animal tendo um outro já adulto em casa, bem como o voltar atrás no tempo e ter de novamente ensinar o novo membro e adequar toda a dinâmica da casa a este novo elemento, tem afinal (e surpreendentemente) sido mesmo muito rápido. Creio que a chave aqui é lidar o mais serenamente possível com a situação e tratar o animal novo como se o tivéssemos desde sempre e com muito amor. Aprendi que apenas em dias (dias!!!) a minha bichana nova transformou-se, como que se sintonizou na mesma frequência dos já residentes, e reage de forma muito parecida à do Malandro.
A partir do momento em que a aceitei de verdade, e em que os deixei (à nova bichana e ao Malandro) conviverem à vontade (o que implica algumas brigas e arrufos!!).... basicamente a partir do momento em que deixei de me preocupar e deixei as coisas fluírem... tudo se encaixou e tudo se resolveu de forma natural. Afinal a mudança não custa. A novidade não é difícil. O que custa é abrir-mos a nossa mente e aceitar as coisas. Quando isso acontece, o que parecia um novelo emaranhado transforma-se naquilo que sempre foi... algo simples!

A bichana está a crescer. É muito brincalhona e activa. Super curiosa! Adora meter o nariz em cada canto, cada gaveta, cada buraquinho! Outro dia fui dar com ela dentro de um móvel na WC, muito divertida a explorar o que por lá se encontrava, e a coisa que mais gosta é que passar por baixo da rede protectora e ficar a ver o jardim sem "rede" à frente dos olhos. Por ser ainda nova e algo inconsequente já por mais de uma vez a fui "salvar" de situações em que a menina se mete e depois não consegue safar-se sozinha... mas tudo isso faz parte do seu processo de crescimento e aprendizagem.

Quanto à relação entre eles (gatos)... vai indo tranquila mas devagarinho. Já passaram a parte de se estranharem a cada encontro. Agora estão mais numa de se "gramarem". Brincam (e brigam também, mas nunca nada muito violento, até agora!), e depois vai cada um para seu lado para dormirem. Gostava que um dia viessem a aconchegar-se juntinhos e a darem-se mesmo muito bem. Quem sabe. Tem corrido tudo tão rápido que acho que posso sonhar com isso. Até lá é deixá-los darem-se como quiserem e como tiver de ser. Já dizia a minha avó que... o que tem de ser tem muita força!! :))
E A Xaninha/Carminho tinha mesmo de ser!


Aqui está ela!




segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Surrealidades do meu dia-a-dia #3

Mais uma que me aconteceu na estrada, enquanto conduzia.
 
Imaginem-se a contornar uma rotunda de uma só faixa. Numa das entradas há um carro que trava a fundo porque... óbvio... queria entrar na rotunda e reparou que não podia porque já lá estava gente (eu!!). Ora, eu também me assusto um pouco, abano a cabeça (como quem diz ai ai esta gente!), e passo, seguindo calmamente o meu caminho. Nem tampouco buzinei porque é daquelas coisas que acontecem a toda  gente. Não estava portanto à espera do que se passou a seguir.

A jovem criatura (era um ser humano do sexo feminino mas de humana e racional tinha muito pouco) começa a perseguir-me, buzinando continuamente, abre os vidros do carro e é vê-la a gesticular e a aos berros chamar-me nomes, muitos alhos e bugalhos à mistura, e "encosta aí se tens coragem filha da p%$&#""... Coisa que não fiz porque ignorei-a completamente. Mas ela não satisfeita continua a perseguir-me, faz pisca, buzina novamente e entra numa zona de estacionamento... Devia estar à espera que eu fosse ter com ela!! Really?! Depois lá desaparece. Para bem longe espero eu!!
A gaja ou é parva ou está descompensada. Pensaria ela que eu ia levianamente parar o carro e ir ter com ela? Não me parece que ela quissesse conversar sobre o código da estrada... É que mesmo que ela estivesse a precisar de uns esclarecimentos sobre prioridades, o estado em que estava nem dava para conversar. E pronto... tive ali um bocadinho da tarde muito animado mas muito pouco divertido.

Pergunto-me... se eu tenho parado o carro o que é que aquela "australopitheca" me ia dizer ou fazer?! Além disso eu ia dentro da rotunda... continuo sem perceber qual a dúvida e todo aquele aparato! Ele há coisas... Gastou pneu? Assustou-se? Problema dela. Já me aconteceu o mesmo e não fiz a figura de ursa que ela fez... apenas segui o meu caminho.


 Acho que as pessoas andam malucas. Endoudecidas. Enlouquecidas. Enraivericas. E essas são sempre as mais perigosas. Porque ajem sem raciocinar, por instinto primário e com ferocidade. Não há cá palavras nem falinhas mansas. Essa gente é da pior estirpe e há que evitá-los. Porque qualquer confronto nunca será justo nem equilibrado. Um doido não tem nada a perder e por isso agride, ataca (e expõe-se) facilmente. E eu não quero saber de intimidades com essa gente!! Safa!! :P

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A ver se...



A ver se não nos esquecemos disto!! Muito importante! Diria mesmo essencial!! :)

Bom final de semana... yeeeee.... e bom fim-de-semana!! yaaaaaa!

Melhor atitude!


Às vezes (sempre!) a melhor atitude perante os acontecimentos é simplesmente deixá-los... acontecer. Não intervir, não forçar, apenas observar. Sem querer começamos a ver as coisas de forma mais simples e clara. Quando as coisas se tornam muito confusas, complicadas ou difíceis o melhor é mesmo respirar fundo e deixar que o tempo nos mostre as respostas. 

domingo, 17 de agosto de 2014

Fofuras... Em processo de adopção :)


Há umas semanas atrás fui contactada por uma pessoa de família que me perguntava se não queria ficar com a gatinha que eles tinham encontrado e que agora está com cerca de 5 meses. Ela é mansinha, extremamente bonita, não dá muito trabalho mas a família estava com um grande problema. Vão trabalhar para Timor-Leste e não a podem levar, nem têm com quem a deixar. E por gostarem muito dela andavam numa aflição de lhe encontrar um lar. Vai daí... perguntaram-me a mim, ao que eu prontamente, embora com pena, respondi que não. Que não porque o meu gato é adulto, tem o seu território, e a probabilidade da "coisa" correr bem é remota. Comecei logo a antever toda aquela ansiedade que vivi no inicio quando fiquei com o malandro. É que, não obstante de serem muito fofinhos e queridos, são animais, com instinto selvagem, e educá-los e adequarmo-nos a eles e eles a nós não é fácil. Depois disso acontecer percebemos que passam a fazer parte da família e vivem no nosso coração. Mas até aí não vou negar que foi difícil para mim. Talvez porque na altura apenas fiquei com ele por não ter conseguido tê-lo deixado na estrada onde nos cruzámos. Porque na verdade, tinha (e tenho ainda!) medo de gatos e nunca me tinha sequer imaginado a viver com um. Bem... fiquei com o Malandro e hoje adoro-o. Faz parte da minha vida e não concebo um só dia chegar a casa e não o ver. É o meu Malandro!

Voltando à história dos meus primos que me pediram para ficar com a gatinha deles. Respondi que não. E... cá está ela em minha casa. Sim. Não leram mal. Respondi-lhe que não. Mas... que poderíamos tentar juntá-los só para ver como se davam. E, contra todas as expectativas e preparativos nesse sentido, a primeira vez que os juntámos... olharam fixamente um para o outro, arrufaram-se, assanharam-se e miaram durante umas longas 3 horas. Mas não entraram em conflito directo. O que para nós foi algo completamente inédito. Eles cheiraram-se, deram umas patadinhas um no outro, uma ou outra mordidela... mas passado algum tempo brincaram, perseguiram-se um ao outro, e quando demos por isso já comiam das tigelas um do outro e usavam a mesma caixa de areia. Ficámos atónitos... :D

No entanto, e embora as coisas tenham estado a correr de forma mais ou menos pacífica, por vezes há momentos muito tensos, em que rosnam e se mordem  um ao outro. Penso que ainda não estão no mesmo "comprimento de onda" mas creio (e desejo) que cheguem lá daqui a algum tempo.

Da minha parte só me resta observar e fazer pela boa saúde de cada um e dos dois em comum. Ele está educado e estou até orgulhosa dele. Não tem mau íntimo, abstém-se de usufruir das coisas dele, e fica apenas a observá-la de longe. Ele simplesmente permite que ela ande pela casa, brinque com as coisas dele, coma da comida dele, só ainda não quer é muitas aproximações e aí fica zangado e enraivecido. 
Ela é uma doida que se farta de correr a toda a velocidade dentro de casa, quer é brincar e morder tudo o que encontra (especialmente o rabo do Malandro!!!). Agora a minha parte da tarefa é educá-la a viver connosco. E acreditem... não está a ser fácil. Ela é.... gata! Muito decidida, teimosa, altiva e não aceita cá repreensões, palmadinhas ou chamadas de atenção. E não hesita em espernear e morder se se sentir contrariada. Portanto há aqui muito trabalhinho a fazer com esta pequenina.

Não vou ainda mostrar fotos pois como referi considero que ainda estou em processo de adopção e não sei como vão correr as coisas e se fico mesmo com ela ou não. Mas posso adiantar que ela é lindíssima, parece ser de (traçada) raça azul russo ou korat e tem raríssimos olhos cor de âmbar. É bonita. :)

Assim que possível mostro a bichana. :)) 

Wish me luck!!

E a versão original de uma das minhas músicas e letras preferidas e mais interpretadas de todos os tempos é:

Bonnie Raitt - I Can't Make You Love Me

Para mim, há versões interpretadas desta música como as de Bon Iver e Adele (as que mais gosto) que claramente superam a original. Nem sempre copiar ou recriar é mau. Por vezes pode até resultar em algo melhor!E assim, não se é necessariamente melhor ou mais completo por se ser o primeiro ou o original. A impressão, personalidade e sentimento verdadeiro que cada um der à obra já existente tornam-na em algo novo e inesperadamente único.

Letra lindíssima.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Fofuras... take a walk on the peace side


E pronto. As férias praticamente já se foram! :(

Dizem que a lavanda/alfazema tem efeitos suavizantes e calmantes. Imaginem só como é que não se deve ficar após um passeio por estes campos carregadinhos deste arbusto... 

Bom feriado e bom fim-de-semana. Muita paz. :)

Beijinhos

The Woodsman

The Woodsman. 2004.


Um homem que luta contra o desejo que sente por jovens raparigas. Um homem profundamente perturbado e simultaneamente consciente da sua situação (haverá pior sentença que essa?!??! Julgo que não...).
Ele não só sabe que não é "normal", como também sabe o que é ser "normal" ou pelo menos aquilo que ele gostaria de ser.
Pode parecer banal dizer isto mas se pensarmos bem, há um enorme desafio nas nossas vidas: percebermos o que é isso de ser normal, aceite na comunidade e na sociedade, e decidir se queremos "pactuar" com essa normalidade ou não.

Achei este filme profundo e tocante. A forma como está descrita a história leva-me a questionar a existência real de uma patologia psíquica associada a actos criminosos, como sejam a pedofilia, violações e demais crimes sexuais. E é difícil aceitar isso, porque os actos em si são... repugnantes, inaceitáveis e indesculpáveis.

Mas, perceber que, de entre todos (ou serão todos?!) os arguidos nesses casos de crime sexual, podem existir pessoas que estão doentes e estão a tentar lutar contra essa tendência que sentem naturalmente, leva-nos talvez a encontrar justificação para os casos de inimputabilidade. De qualquer forma, o acto/crime em si não deixa de ser condenável. 
Como identificar correctamente esses casos e qual a forma mais justa de abordá-los... deverá ser um dos maiores desafios nos tribunais, e para a sociedade em geral.
Outra mensagem do filme é a de que só podemos resolver os nossos medos se deixarmos de fugir deles e os encararmos de forma directa e sincera.

O lenhador - woodsman -  é aquele que na história do capuchinho vermelho consegue tirar, com um machado, a menina da barriga do lobo, sem que esta tenha um só arranhão. Na vida real conseguirão existir lenhadores? E se um desses lenhadores, for no seu íntimo um lobo, e esteja portanto, no momento da luta com o lobo que comeu o capuchinho vermelho, a lutar simultaneamente contra este e contra si próprio?!