Jonh Legend - Tonight
domingo, 19 de outubro de 2014
Modo repeat ON
É que esta música é linda, linda, linda...
Fofuras... bom final do Fim-de-Semana!
Ai mãezinha... serei só eu que acha que o fim-de-semana passa demasiado depressa?! Este está a ser bom e produtivo. Já deu para trabalhar na horta, fazer umas caminhas de inverno que já imenso tempo andava a planear para os meus gatinhos, pôr o blog de fotografia mais ou menos em dia com algumas das últimas fotos que tenho tirado, deu para planear um eventual projecto novo e muito criativo, deu também para sair e ouvir boa música, deu para conversar, para ver na televisão algumas coisas que tinha perdido, e... for last but not least... para abraçar! E que bom é abraçar e ser abraçado... :) E também deu para descansar um bocadinho, o que é óptimo!
Como é que eu sei se estou feliz? Quando sou criativa e vejo soluções naquilo que à partida pode parecer um obstáculo. Quando fecho os olhos, sinto serenidade e sorrio, só porque sim!
Beijinhos!
Tenham uma boa semana. Que vai estar com cheirinho bom a Verão! :))))))))
Time Lapse
Time Lapse é uma técnica de fotografia em que as imagens são capturadas de forma seguida e sequencial. Basicamente é colocar a câmara fotográfica a tirar fotos continuamente e depois agregar tudo e ter um vídeo. Mas não é um vídeo normal. Permite ver imagens e sequências que normalmente não conseguiríamos dado que o nosso olho e a nossa percepção não consegue acompanhar esses movimentos aparentemente imperceptíveis (como o movimento das estrelas, das nuvens, etc). Para mim esta é a melhor descrição de time lapse e por essa razão acho que faz mais sentido fazer esta técnica com momentos ou situações que decorram muito lentamente ao nosso olhar normal e depois conseguirmos ver na sequência de imagens as enormes alterações por que passou em milésimas de segundos!
Aqui estão uns time lapse que achei espetaculares:
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Cantares bonitos da minha terra e das minhas gentes
Tenho orgulho e imenso prazer em ser do Alentejo. Por várias razões. Uma delas é pela música e pelos cantares desta terra, que me enchem o coração e me fazem sentir em casa. A música popular é que mais perto nos coloca das nossas origens.
É o cante alentejano... profundo. Em todos os sentidos... profundo.
Eu ouvi um passarinho
Ao passar a ribeirinha
(esta música faz-me lembrar o meu querido tio... de quem sinto muitas saudades... de o ouvir cantar e ensinar-me as músicas que gostava)
Ó rama, ó que linda rama
Vou-me embora, vou partir
Fui-te ver, 'stavas lavando
Se fores ao Alentejo
e tantas, tantas outras....
E, já agora.... fica também esta bonita homenagem à terra, ao Alentejo...
Dulce Pontes & Os Ganhões de Castro Verde - É Tão Grande o Alentejo
terça-feira, 14 de outubro de 2014
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Fofuras... Boa Semana!
Tenham uma boa semana!
O tempo não vai estar para lá de maravilhoso... Mas aproveitem o facto de terem a possibilidade de apreciar o tempo e todas as outras coisas, e não apenas o tempo em si!
O tempo não vai estar para lá de maravilhoso... Mas aproveitem o facto de terem a possibilidade de apreciar o tempo e todas as outras coisas, e não apenas o tempo em si!
Sejam muito felizes!
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At least a smile,
Fofuras
sábado, 11 de outubro de 2014
Surrealidades do meu dia-a-dia #5
Imaginem-se a serem peões no trânsito. Peões num dia respeitador. A passar a estrada na passadeira. Quase a meio da passadeira um carro albaroa-vos, passa por vocês a alta velocidade, toca-vos na roupa e os vossos cabelos esvoaçam. O vosso corpo cai para trás.
Tive tempo, numa fracção de segundo, de olhar para o condutor enquanto me atropelava.
Ele não parou.
Olhei para o carro a ir pela estrada fora. Vi que era um Renault Clio branco e vi a matrícula. Naquele momento de ansiedade e depois de confirmar que estava tudo bem comigo e tudo não tinha passado apenas de um valente susto, repetia para mim mesma a matrícula que vi, para não me esquecer.
Nessa tarde desloquei-me à polícia.
Expliquei o sucedido. O carro não parou na passadeira que eu estava a atravessar e só não me magoou gravemente (dada a velocidade a que ele ia) porque, sem saber explicar porquê, algo me puxou para trás e eu inclinei-me ao mesmo tempo que ele passou por mim. Sabia qual tinha sido o carro, vi o condutor e tinha a matrícula.
Resposta da polícia... "não podemos fazer nada. Não temos provas de nada. Você nem ferida está! Só se tivesse lá um polícia a ver. Caso contrário é a sua palavra contra a dele."..e "visto não lhe ter acontecido nada... esqueça mas é o assunto".
Saí da polícia mais nervosa do que tinha entrado. E com vontade de chamar nomes àquela gente toda e a esta sociedade burocrática e hipócrita em que vivemos.
Custou-me esquecer este assunto.
Passados largos meses... a caminho de casa dos meus pais... vejo num bairro contíguo... um Renault Clio branco estacionado. Vejo a matrícula. -- - -- - -- Era a matrícula do carro que me atropelou.
O que faço?
Não consigo deixar passar esta coincidência.
Vou ao pé do carro. Não está lá ninguém. Reparo nuns senhores sentados ali perto. Dirijo-me a eles. Pergunto se sabem de quem é aquele carro.
Um deles levanta-se, vem para a minha frente e diz-me que sim. Que o carro é do filho dele. Perguntou se havia algum problema, num tom um bocadinho ameaçador.
Já que ali estava também não me ia acobardar agora. Respondi-lhe no mesmo tom que sim, havia um problema. O seu rico filho tinha-me atropelado no dia tal às tantas horas, na passadeira tal.
A expressão dele mudou. Quase o ouvi engolir em seco. Tirou a boina que tinha na cabeça, colocou-a ao peito em sinal de respeito e disse-me que ia chamar já o filho que estava deitado a dormir. Se ele tinha feito isso também ele, o pai, se ia zangar.
O senhor subiu as escadas do prédio, entrou em casa, e daí a pouco comecei a ouvir os dois a discutirem. O filho gritava que não queria saber de mulher nenhuma e que não vinha cá abaixo. O pai gritava-lhe... ai vais, vais!!!
E assim foi. Passado algum tempo, lá apareceu a besta em forma de puto (20 e tais anos) vaidoso e convencido.
Muito agressivo comigo.
Disse que às vezes emprestava o carro a um amigo, que de certeza que não tinha sido ele, que nem lembra do sucedido... e basicamente deu a entender que eu era uma lunática.
Falei-lhe que tinha ido à polícia naquele dia.
"ai foi? pode ir. Faça queixa, não tou preocupado."
"Não, não fiz queixa. Não fiz queixa porque eu não quis. Porque tinha testemunhas por isso ainda posso fazer. Mas fique sabendo que não esqueci nem vou esquecer a sua matrícula nem a sua cara e um dia, quando matar uma pessoa, não se esqueça que foi avisado".
O rapaz olhou para mim... muito sério... e disse-me. "eu não me lembro, acho mesmo que não fui eu... mas desculpe."
Pronto, era só isto que eu queria. Um pedido de desculpas. Porque na estrada toda a gente tem distracções e afins.
Não é bem o caso deste rapaz porque passados uns dias volto a ver o carro (!!!) na cidade, era ele a fazer ultrapassagens que nem um doido. Deve ter as hormonas lá bem no alto. Tem mesmo aquela atitude estúpida de quem se acha o maior, o mais rápido e o mais forte. Uma criança portanto. O cérebro de uma criança num corpo de homem.
Que é que se há-de fazer?! Este tipo de gente não vai lá com conversa nem tampouco com gritos, só aprende de uma forma... a bater com a própria cabeça nalgum lado. Desejo-lhe portanto sorte. Não na batida (que espero que ele dê!!) mas que não fique muito magoado e aprenda qualquer coisinha,
(sim... eu sei... quase que parece mal colocar aqui um elefante a ouvir um sermão do também inteligente senhor dom rinoceronte... visto tanto estes como aqueles serem seres extremamente inteligentes, coisa de que o tal rapaz não se abona nada. Perdoem portanto todos os elefantes e rinocerontes deste mundo!)
Surrealidades do meu dia-a-dia #4
Como já deu para perceber, de repente e na vulgaridade do meu dia-a-dia surgem acontecimentos e/ou encontros que começam de forma completamente inofensiva e por coisas mínimas e quando dou por isso transformam-se em autênticos filmes. Uns de curta, outros de longa (íssima!!) metragem. Só que não se trata de ficção. São coisas que me acontecem mesmo!! :S
Frequentemente me vejo dentro de histórias mirambulescas, rebuscadas até (!), com enigmas, com acontecimentos e reacções inusitadas, caricatas. Até à data não têm terminado mal... ficando apenas histórias para contar... mas lá que me deixam completamente enrolada e atordoada... lá isso deixam!
Se tiverem a sentir algum marasmo nas vossas vidas aproximem-se de mim! Mais dia menos dia acontece-nos uma aventura digna de tela de cinema!!
Ora bem, a surrealidade efectivamente acontecida (lol) que vos vou contar agora podia ter como título: "Estar no sítio errado, à hora errada, com a atitude certa e muitos mal-entendidos." Mas não... acho que se chama mesmo só "Ana Di presente"... pronto... isso só por si já implica que todo o desenvolvimento do acontecimento seja algo inesperado e enredante.
Ficou a história... e uma noite muito mal dormida!
Dia de semana. Dez para as quatro da manhã. Toca o meu telemóvel. Acordo sobressaltada e vejo que me está a ligar uma amiga, antiga vizinha, que vive noutra cidade, a cerca de 200 km daqui. Começo por pensar que deve ser engano ou algum bug do telefone mas atendo...
- Tou?!
- Sim, Ana... é a L..... podias-me dar o telefone de casa dos teus pais?!
(what?!!? atão mas esta rapariga liga-me a esta hora para me pedir o número dos meus pais!?!?!? deve estar choné!! Ou passa-se alguma coisa com os meus pais que eu não sei?!!? - foi exactamente isto que eu pensei naquele momento...)
- Sim posso L. , mas para que é que queres o número dos meus pais a esta hora?
- Ai Ana... preciso muito de falar com o teu pai. Para ver se ele pode ir ter com a minha mãe, que está à porta de casa e não tem chaves.
- O quê? Atão mas o que é que a tua mãe ta a fazer a esta hora à porta de casa, sozinha e sem chaves?
- Ela veio do serviço às 20h e quando chegou a casa apercebeu-se que não tinha as chaves. Ainda voltou ao serviço para ver se as tinha deixado por lá ou perdido no caminho mas não as encontrou. E para além disso... (fez um silêncio pesado...), ela não sabe do meu pai. Ainda não apareceu em casa e não sabe onde é que ele está. Isto nunca tinha acontecido. O mais tarde que o meu alguma vez chegou a casa foi à meia-noite!
- Ora bem... então olha lá... antes de ligares para os meus pais, não vale a pena estar a acordá-los, eu vou ter com a tua mãe e vamos ver do teu pai. Pode ser?
- Não Ana... não vás. É melhor ir o teu pai...
- Mas porquê? Estão com receio de alguma coisa em concreto?
- Não... mas entretanto a minha mãe ficou sem bateria, não consigo falar com ela, não sei bem o que é que se está a passar, e acho que me vou pôr a caminho.
- Não L. , não vale a pena vires. São 2 horas de caminho e isso não vai resolver a situação do teu pai estar desaparecido. Se encontrarmos o teu pai resolvemos também o problema da falta de chaves e a tua mãe entra em casa.
Lá me vesti. (Calças de ginástica, um casaquinho polar e a blusa do pijama por baixo!!lololol) Meia ramelosa meti-me no carro e abalei.
Quando lá cheguei, lá estava a mãe da L., veio ter comigo assim que ouviu um carro a chegar (pensava que era o marido...). Explicou-me que tinha estado sentada à porta de casa desde as 20h30. Sempre a achar que o marido ia chegar a qualquer momento. E quando passou da meia-noite e ele não chegou... teve medo e vergonha de chamar os vizinhos. Então ficou ali. E para ajudar à festa, a luz do prédio fundiu-se nessa noite e portanto a senhora esteve grande parte do tempo às escuras.
Pergunto-lhe onde acha que o marido pode estar. Com quem falou ele hoje. Até que horas soube dele e onde estava. Disse-me que não sabia nada desde a hora de almoço. Ela saiu para o trabalho e ele ia falar com um conhecido (ela não sabia do quê), mas esse conhecido era um senhor já velhote que às vezes o acompanha na horta. Não sabe bem o nome dele, apenas o apelido (R.), e acha que ele vive para os lados do cemitério.
Partimos então as duas à procura do desaparecido. Na minha opinião, ele, ou estava na galhofada com amigos e deixou passar a hora, ou bêbado e caído nalgum lado, ou então podia ter acontecido algo pior uma vez que ele não dava sinal de vida já há muito tempo. O senhor não só não usa telemóvel como o único número que sabe de cor é o número do telefone fixo da casa deles. Mais nada.
E isso já dava alguma pista porque a senhora, enquanto esteve sentada à porta de casa, diz que o telefone em casa tocava sem parar por volta das 3 da manhã. Quem seria? Seria o marido a avisar de qualquer coisa?
Comecei a ficar arrepiada. Fomos à polícia, hospital. Nada. Fomos a todos os sítios onde ele costuma ir com os amigos. Percorremos tudo mais do que uma vez. Nada.
Propus-lhe irmos à tal horta que o marido explora, podia ele ter ido para lá durante a tarde, estar sozinho como sempre e ter-se sentido mal. Ela aceitou, mas aqui sim fui acordar os meus pais porque a horta do senhor fica num sítio isolado e não me parecia boa ideia irmos sozinhas para lá àquela hora da noite.
Escusado será dizer que os meus pais acordaram assarapantados... A minha mãe pensava que era um ladrão a entrar-lhe em casa! O meu pai lá se vestiu à pressa e abalámos.
Antes de irmos à horta passámos mais uma vez nos locais que o senhor costuma frequentar. Et voilá! Encontrámos o carro dele. Bem estacionado. Bem fechado. Tudo muito normal. Estava estacionado perto do cemitério. Que é perto da casa do tal amigo (que não sabíamos onde morava, mas também é perto de um café, que àquela hora já estava fechado).
Percorremos as redondezas a pé e de carro. À procura dele... pois podia estar caído por ali. Nada. Niente.
Eram já quase 6 da manhã e o ponto de situação era: muitas voltas à cidade, apenas encontrado o carro, não tínhamos pista de onde teria ido nem com quem. Muito menos de onde estava.
Fomos para a casa dos meus pais.
Decidimos que talvez fosse melhor chamar os bombeiros para pelo menos ela conseguir entrar em casa. Quanto ao marido não sabíamos o que fazer nem que pensar... Mas podia ser que o telefone de casa deles voltasse a tocar e isso desse alguma pista!!
A senhora... já a pensar o pior... lembrou-se de ligar para um familiar. Essa pessoa confirmou que o marido ia ter com o senhor R. almoçar. Será que tinha sido um almoço assim tão prolongado?!
Perguntou-lhe então o número de telefone do R. Não sabia. Ora bolas... então e o nome? Ahhhh... chama-se J.L. R.....
Pesquisei na lista e encontrámos um coincidente. Olhámos para o relógio e vimos que não eram ainda horas de ligar a ninguém mas... estavámos desesperados.
Tentámos uma vez. Ninguém atendeu.
Tentámos uma segunda vez... atendeu o senhor R. Tinha sim estado com o marido da senhora e... (preparem-se....) tinha-o ido levar a casa às 19h... e tinha-o deixado sentado no sofá!!!! O QUÊ!?!?!? Então mas o marido da senhora estava em casa? E porque não atendia o telefone que tocava sem parar ou abria a porta?!!?
Sim... isso mesmo... alguma coisa grave se passava.
Ou tinha sido uma bebedeira tão grande que ele teve algum colapso (e nesse caso tínhamos de chamar urgentemente os bombeiros e o INEM) ou tinha saído de casa à procura da mulher.
O meu pai bateu com toda força na porta e gritávamos pelo nome dele. Nada.
A senhora, aflita e chorosa, pegou no telefone e começou a digitar o 112...
Eis quando... a porta de casa se abriu.
O senhor estava em casa.
Abriu a porta e desapareceu para o quarto. Nem a cara mostrou.
Sim... a conclusão da história e de toda aquela ansiedade foi:
- parte boa: o senhor estava vivo, (semi-)consciente e em casa!
- parte muito má: o senhor apanhou uma tal e descomunal bebedeira que o tiveram de trazer a pé para casa, deve ter "apagado", ficado inconsciente e passadas 12h ainda nem tinha dado por falta da mulher em casa... que o procurava pela cidade que nem uma doida e desesperada. E para além dela, eu, o meu pai, a minha mãe, e mais um familiar, todos arrolados naquela história.
Naquele momento... entrou-se-me uma raiva... pela falta de responsabilidade em beber numa idade daquelas (são pessoas de 60 e tais anos), pela falta de zelo para com a própria mulher... que, embrutecida, irrompi pela porta semi-aberta da casa e fui à procura dele. Queria falar com ele, chamar-lhe tudo e se possível dar-lhe um soco naquela cara de sonso! Não o fiz, porque os meus pais me agarraram e me chamaram à razão. E por atenção a eles... voltei para trás. Mas disse à senhora que ia falar com o marido quando o apanhasse na rua. O que ele fez simplesmente não se faz! Eu estava piurça!! Só de pensar que por causa daquele estúpido estava a perder uma noite de sono, ia trabalhar daí a horas, andei sob um stress desgraçado e ainda por cima gastei combustível à procura de Sua Exa.!!!
Agora que olho para trás percebo que se tivesse feito o que queria naquele momento, ia arrepender-me mais tarde. Porque o mais grave aqui foi a desconsideração que ele teve para com a esposa, e isso é um problema que só o casal pode e tem de resolver. Não me devia meter nisso. (Já diz o ditado... entre marido e mulher... não se mete a colher...)
A senhora, em lágrimas, e visivelmente triste, desiludida e cansada, despediu-se de nós e agradeceu. Vi-a fechar a porta de casa muito suavemente, devagarinho e com cuidado. Percebi que ao longo das últimas horas ela estava desesperada por voltar a casa e agora que lá estava parecia não se sentir lá bem... Percebi o porquê e naquele momento senti imensa pena dela...
Encontrámos o marido, mas quem se perdeu foi ela.
Não chegámos a saber quem ligou para a casa deles durante a madrugada... uma coisa é certa: o marido não tinha sido...!!!!
Oh Yeah...
Ficou a história... e uma noite muito mal dormida!
Dia de semana. Dez para as quatro da manhã. Toca o meu telemóvel. Acordo sobressaltada e vejo que me está a ligar uma amiga, antiga vizinha, que vive noutra cidade, a cerca de 200 km daqui. Começo por pensar que deve ser engano ou algum bug do telefone mas atendo...
- Tou?!
- Sim, Ana... é a L..... podias-me dar o telefone de casa dos teus pais?!
(what?!!? atão mas esta rapariga liga-me a esta hora para me pedir o número dos meus pais!?!?!? deve estar choné!! Ou passa-se alguma coisa com os meus pais que eu não sei?!!? - foi exactamente isto que eu pensei naquele momento...)
- Sim posso L. , mas para que é que queres o número dos meus pais a esta hora?
- Ai Ana... preciso muito de falar com o teu pai. Para ver se ele pode ir ter com a minha mãe, que está à porta de casa e não tem chaves.
- O quê? Atão mas o que é que a tua mãe ta a fazer a esta hora à porta de casa, sozinha e sem chaves?
- Ela veio do serviço às 20h e quando chegou a casa apercebeu-se que não tinha as chaves. Ainda voltou ao serviço para ver se as tinha deixado por lá ou perdido no caminho mas não as encontrou. E para além disso... (fez um silêncio pesado...), ela não sabe do meu pai. Ainda não apareceu em casa e não sabe onde é que ele está. Isto nunca tinha acontecido. O mais tarde que o meu alguma vez chegou a casa foi à meia-noite!
- Ora bem... então olha lá... antes de ligares para os meus pais, não vale a pena estar a acordá-los, eu vou ter com a tua mãe e vamos ver do teu pai. Pode ser?
- Não Ana... não vás. É melhor ir o teu pai...
- Mas porquê? Estão com receio de alguma coisa em concreto?
- Não... mas entretanto a minha mãe ficou sem bateria, não consigo falar com ela, não sei bem o que é que se está a passar, e acho que me vou pôr a caminho.
- Não L. , não vale a pena vires. São 2 horas de caminho e isso não vai resolver a situação do teu pai estar desaparecido. Se encontrarmos o teu pai resolvemos também o problema da falta de chaves e a tua mãe entra em casa.
Lá me vesti. (Calças de ginástica, um casaquinho polar e a blusa do pijama por baixo!!lololol) Meia ramelosa meti-me no carro e abalei.
Quando lá cheguei, lá estava a mãe da L., veio ter comigo assim que ouviu um carro a chegar (pensava que era o marido...). Explicou-me que tinha estado sentada à porta de casa desde as 20h30. Sempre a achar que o marido ia chegar a qualquer momento. E quando passou da meia-noite e ele não chegou... teve medo e vergonha de chamar os vizinhos. Então ficou ali. E para ajudar à festa, a luz do prédio fundiu-se nessa noite e portanto a senhora esteve grande parte do tempo às escuras.
Pergunto-lhe onde acha que o marido pode estar. Com quem falou ele hoje. Até que horas soube dele e onde estava. Disse-me que não sabia nada desde a hora de almoço. Ela saiu para o trabalho e ele ia falar com um conhecido (ela não sabia do quê), mas esse conhecido era um senhor já velhote que às vezes o acompanha na horta. Não sabe bem o nome dele, apenas o apelido (R.), e acha que ele vive para os lados do cemitério.
Partimos então as duas à procura do desaparecido. Na minha opinião, ele, ou estava na galhofada com amigos e deixou passar a hora, ou bêbado e caído nalgum lado, ou então podia ter acontecido algo pior uma vez que ele não dava sinal de vida já há muito tempo. O senhor não só não usa telemóvel como o único número que sabe de cor é o número do telefone fixo da casa deles. Mais nada.
E isso já dava alguma pista porque a senhora, enquanto esteve sentada à porta de casa, diz que o telefone em casa tocava sem parar por volta das 3 da manhã. Quem seria? Seria o marido a avisar de qualquer coisa?
Comecei a ficar arrepiada. Fomos à polícia, hospital. Nada. Fomos a todos os sítios onde ele costuma ir com os amigos. Percorremos tudo mais do que uma vez. Nada.
Propus-lhe irmos à tal horta que o marido explora, podia ele ter ido para lá durante a tarde, estar sozinho como sempre e ter-se sentido mal. Ela aceitou, mas aqui sim fui acordar os meus pais porque a horta do senhor fica num sítio isolado e não me parecia boa ideia irmos sozinhas para lá àquela hora da noite.
Escusado será dizer que os meus pais acordaram assarapantados... A minha mãe pensava que era um ladrão a entrar-lhe em casa! O meu pai lá se vestiu à pressa e abalámos.
Antes de irmos à horta passámos mais uma vez nos locais que o senhor costuma frequentar. Et voilá! Encontrámos o carro dele. Bem estacionado. Bem fechado. Tudo muito normal. Estava estacionado perto do cemitério. Que é perto da casa do tal amigo (que não sabíamos onde morava, mas também é perto de um café, que àquela hora já estava fechado).
Percorremos as redondezas a pé e de carro. À procura dele... pois podia estar caído por ali. Nada. Niente.
Eram já quase 6 da manhã e o ponto de situação era: muitas voltas à cidade, apenas encontrado o carro, não tínhamos pista de onde teria ido nem com quem. Muito menos de onde estava.
Fomos para a casa dos meus pais.
Decidimos que talvez fosse melhor chamar os bombeiros para pelo menos ela conseguir entrar em casa. Quanto ao marido não sabíamos o que fazer nem que pensar... Mas podia ser que o telefone de casa deles voltasse a tocar e isso desse alguma pista!!
A senhora... já a pensar o pior... lembrou-se de ligar para um familiar. Essa pessoa confirmou que o marido ia ter com o senhor R. almoçar. Será que tinha sido um almoço assim tão prolongado?!
Perguntou-lhe então o número de telefone do R. Não sabia. Ora bolas... então e o nome? Ahhhh... chama-se J.L. R.....
Pesquisei na lista e encontrámos um coincidente. Olhámos para o relógio e vimos que não eram ainda horas de ligar a ninguém mas... estavámos desesperados.
Tentámos uma vez. Ninguém atendeu.
Tentámos uma segunda vez... atendeu o senhor R. Tinha sim estado com o marido da senhora e... (preparem-se....) tinha-o ido levar a casa às 19h... e tinha-o deixado sentado no sofá!!!! O QUÊ!?!?!? Então mas o marido da senhora estava em casa? E porque não atendia o telefone que tocava sem parar ou abria a porta?!!?
Sim... isso mesmo... alguma coisa grave se passava.
Ou tinha sido uma bebedeira tão grande que ele teve algum colapso (e nesse caso tínhamos de chamar urgentemente os bombeiros e o INEM) ou tinha saído de casa à procura da mulher.
O meu pai bateu com toda força na porta e gritávamos pelo nome dele. Nada.
A senhora, aflita e chorosa, pegou no telefone e começou a digitar o 112...
Eis quando... a porta de casa se abriu.
O senhor estava em casa.
Abriu a porta e desapareceu para o quarto. Nem a cara mostrou.
Sim... a conclusão da história e de toda aquela ansiedade foi:
- parte boa: o senhor estava vivo, (semi-)consciente e em casa!
- parte muito má: o senhor apanhou uma tal e descomunal bebedeira que o tiveram de trazer a pé para casa, deve ter "apagado", ficado inconsciente e passadas 12h ainda nem tinha dado por falta da mulher em casa... que o procurava pela cidade que nem uma doida e desesperada. E para além dela, eu, o meu pai, a minha mãe, e mais um familiar, todos arrolados naquela história.
Naquele momento... entrou-se-me uma raiva... pela falta de responsabilidade em beber numa idade daquelas (são pessoas de 60 e tais anos), pela falta de zelo para com a própria mulher... que, embrutecida, irrompi pela porta semi-aberta da casa e fui à procura dele. Queria falar com ele, chamar-lhe tudo e se possível dar-lhe um soco naquela cara de sonso! Não o fiz, porque os meus pais me agarraram e me chamaram à razão. E por atenção a eles... voltei para trás. Mas disse à senhora que ia falar com o marido quando o apanhasse na rua. O que ele fez simplesmente não se faz! Eu estava piurça!! Só de pensar que por causa daquele estúpido estava a perder uma noite de sono, ia trabalhar daí a horas, andei sob um stress desgraçado e ainda por cima gastei combustível à procura de Sua Exa.!!!
Agora que olho para trás percebo que se tivesse feito o que queria naquele momento, ia arrepender-me mais tarde. Porque o mais grave aqui foi a desconsideração que ele teve para com a esposa, e isso é um problema que só o casal pode e tem de resolver. Não me devia meter nisso. (Já diz o ditado... entre marido e mulher... não se mete a colher...)
A senhora, em lágrimas, e visivelmente triste, desiludida e cansada, despediu-se de nós e agradeceu. Vi-a fechar a porta de casa muito suavemente, devagarinho e com cuidado. Percebi que ao longo das últimas horas ela estava desesperada por voltar a casa e agora que lá estava parecia não se sentir lá bem... Percebi o porquê e naquele momento senti imensa pena dela...
Encontrámos o marido, mas quem se perdeu foi ela.
Não chegámos a saber quem ligou para a casa deles durante a madrugada... uma coisa é certa: o marido não tinha sido...!!!!
Oh Yeah...
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Fofuras... Bom fim-de-semana!
Meus meninos e meninas, esta semana foi extremamente cansativa e pesada para mim. Uma correria constante, um estar aqui e ali, um ser isto e aquilo, um fazer assim e assado, um cumprir prazos, um pensar isto e o outro, um sentir e não sentir, e acima de tudo um muito pouco dormir.
Tenham um fim-de-semana descansadinho.
Beijinhos
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At least a smile,
Fofuras
(Aquele cujo nome não se deve pronunciar)
Hoje de manhã assisti a esta conversa entre duas pessoas de meia-idade:
(...)
Diz a senhora:
- O meu marido...(fazendo uma expressão resignada e um sorriso triste) parecia que estava tudo tão bem... mas afinal tem aquilo... aquela doença que agora está na moda.
Responde o senhor:
- Da moda não, é até bastante antiga!
Resposta da senhora:
- Pois é. Mas já viu que há cada vez mais casos?!
(...)
Duas coisas principais a reter deste diálogo. Em pelo século XXI, "cancro" ainda é palavra proibida, temida, e tabu. Como se pronunciando esta palavra estivéssemos de quaquer forma a atrair a doença para nós ou para os nossos. Segunda coisa... dizer que há cada vez mais casos de cancro talvez seja inconsequente (talvez tanto quanto o que vos escrevo de seguida!!). É que pode até ser verdade, mas não conseguimos comprovar isso.
Todas as pessoas têm de morrer, ponto final. Uns de morte acidental, outros de morte natural. Novos e velhos, ricos e pobres... a todos lhes espera o mesmo fim. A mim, a ti, a ele, a nós, a vós e a eles. A todos, sem excepção. Creio que antigamente já muita gente morria com cancro. E talvez as percentagens não estivessem muito díspares das actuais. Não sabemos. Muita gente morria e não se chegava a saber do quê!
Opiniões há muitas e a minha é a de que o cancro (consiste no crescimento anormal de células que afectam o
normal funcionamento dos nossos orgãos vitais, levando o organismo à
falência) é uma doença antiga e não acho que hajam cada vez mais casos. Acho apenas que os meios de diagnósticos são cada vez mais e muito mais apurados. Portanto conseguem detectar-se mais casos. Além disso, hoje em dia as pessoas estão cada vez mais bem informadas. Muitas vezes podem não ter acesso a bens esseciais mas têm acesso à informação (não há cão nem gato que não tenha um computador, um tablet ou mesmo um telefone com acesso à internet... e isto dava outra análise sociológica, mas fica para depois!!), e portanto as pessoas estão muito mais atentas a sinais e sintomas. Por vezes até, de forma hipocondríaca e exagerada, mas no geral, conseguem pesquisar sobre eventuais doenças que possam estar a afectá-los e quando se dirigem ao médico já têm uma ideia do possível dasgóstico. Portanto, ao mínimo sintoma as pessoas dirigem-se ao médico e fazem exames. Detectando, ou não, a doença.
O caso do cancro dá muito que pensar. Obviamente que o estilo de vida sedentário e/ou sobrexposto a demasiados químicos e artificialidades e demais agressores ao nosso organismo (modo de vida que caracteriza os nossos dias), aliados a excessos alimentares e excessos de medicação... com certeza contribuem para mais doenças e mais morbilidade. Mas será apenas o cancro, o resultado certo dessa equação?! Então haverão mais casos sim, devido ao estilo de vida. Talvez então estejamos a tratar mal dos nossos sagrados corpos. Talvez não estejamos a tomar as melhores decisões para vivermos bem, e assim o nosso organismo está completamente desregulado e doido... gerando células onde não fazem falta e fazendo-as crescer sem termo nem medida. Como se o nosso próprio corpo também tivesse direito a estar mal de raciocício, coisa até aqui exclusiva da nossa cabeça. Não é apenas o nosso cérebro que "pensa". Eu penso (...) que todo o nosso organismo tem pensamento. Capacidade de organização e racionalização. Capacidade de combate contra ameaças e capacidade de gerar estratégias próprias na abordagem a cada desafio.
No entanto, antigamente haviam também casos de cancro e a vida era vivida de forma muito mais natural e saudável. Será portanto que antigamente parecia haver menos casos porque havia menos diagnóstico (e também menos abordagens terapêuticas)... ou será que, alidado a um estilo de vida mais simples, o facto de não se detectarem, deixava que os organismos doentes tentassem resolver a doença por si e alguns se conseguissem de facto curar e regenerar (eliminar as células doentes)? É o mesmo que dizer, as pessoas nem chegavam a saber que estavam doentes, e o seu próprio corpo "tratou" a doença. Será muito absurdo pensar nisto? Talvez não seja em alguns casos! Eu cada vez mais creio que não. Não defendo com isto que todas as abordagens actuais ao cancro estejam erradas, mas se pensarmos bem não é por acaso que os métodos mais inovadores de tratamento do cancro tentam regressar à origem celular, e se fazem através do sangue e das células, dotando o organismo de armas que combatam a doença de forma integrada e adequada a cada um. E não ingerir um medicamento ou expor-se a radiação que mate células sem olhar ao seu tipo e origem. O sucesso daquela abordagem dependerá do nível da doença e obviamente da exposição continuada a factores potenciadores da doença, bem como genéticos, mas acredito que, principalmente devemos proteger-nos, se tratarmos bem o nosso organismo, se o fizermos feliz (!), ele será saudável e terá a força e conhecimento necessários para combater eficazmente as agressões externas, sem ficar extenuado, sem produzir "à maluca" células e dispersar energia. E talvez nunca precisemos de tratamentos farmaceuticos e afins. E assim, idealmente, teríamos mais saúde, mais vigor e energia, a cada doença combatida tornarnos-íamos mais fortes e resilientes, e só morreríamos velhinhos, de forma serena e silenciosa, pelo facto do nosso corpo ficar naturalmente enrugado e cansado... com vontade de descansar mais prolongadamente.Tudo naturalmente.
Não sou naturalista pura mas cada vez mas acredito que a simplicidade e naturalidade das coisas é a resposta à maior parte dos problemas que actuamente nos afligem.
Não sou naturalista pura mas cada vez mas acredito que a simplicidade e naturalidade das coisas é a resposta à maior parte dos problemas que actuamente nos afligem.
Pensem nisso. Pode parecer estapafúrdio (!%$"&)... mas talvez o nosso organismo, a natureza e a própria vida sejam bem ou ainda mais perfeitas do que aquilo que nos conseguimos aperceber ou calcular. Podemos ter mais maquinaria e inteligência artificial mas nunca conseguiremos equipararmos ao poder do que tem de ser. Ao poder da natureza. E quanto mais a desafiar-mos mas ela nos mostrará o quão pequeninos e frágeis nós somos.
De qualquer forma, em "Roma sê romano". Temos de nos adaptar e tentar perceber a realidade em que vivemos e os meios de que dispomos. E unir opiniões e dissertações. Para quem achar interessante e útil, saiba que existe actualmente um site informativo e integrativo sobre o cancro, em Portugal, o Onco+, lançado no passado dia 4 de Outubro. "O Onco+ é um portal informativo.Tem como objetivo permitir que a população em geral e em especial os doentes oncológicos e seus familiares/cuidadores tenham acesso à maior e mais credível informação possível, com rigor científico, de forma a compreenderem e/ou conviverem melhor com o que significa o cancro.O evento “Juntos somos mais fortes” pretende informar, tirar dúvidas e encaminhar o público para um especialista, em caso de necessidade, acreditando que um cidadão informado será um cidadão melhor tratado." (in portaldasaude.pt)
De qualquer forma, em "Roma sê romano". Temos de nos adaptar e tentar perceber a realidade em que vivemos e os meios de que dispomos. E unir opiniões e dissertações. Para quem achar interessante e útil, saiba que existe actualmente um site informativo e integrativo sobre o cancro, em Portugal, o Onco+, lançado no passado dia 4 de Outubro. "O Onco+ é um portal informativo.Tem como objetivo permitir que a população em geral e em especial os doentes oncológicos e seus familiares/cuidadores tenham acesso à maior e mais credível informação possível, com rigor científico, de forma a compreenderem e/ou conviverem melhor com o que significa o cancro.O evento “Juntos somos mais fortes” pretende informar, tirar dúvidas e encaminhar o público para um especialista, em caso de necessidade, acreditando que um cidadão informado será um cidadão melhor tratado." (in portaldasaude.pt)
domingo, 5 de outubro de 2014
Fofuras... Boa semana!
Devem ter os ouvidos em brasa depois de ouvirem todas as músicas que recomendei... ouviram todas certo?! LOL
Tenham uma excelente semana! Sejam felizes!
Beijinhos
Tenham uma excelente semana! Sejam felizes!
Beijinhos
Sabem aquela expressão... "tas a dar-me música...."... pois é de isso mesmo que se trata!
Mas neste caso... é música boa!!! ;) O que é que, melhor que a música, consegue dizer tanto sem falar?! ;)
"Ti prepara" que hoje estou destemida no que toca à quantidade de sons que tenho ouvido e quero partilhar... :)))
"Ti prepara" que hoje estou destemida no que toca à quantidade de sons que tenho ouvido e quero partilhar... :)))
Tove Lo - Habits (Stay High) - Hippie Sabotage Remix
Meghan Trainor - All About That Bass
Sam Smith - I'm Not The Only One
Milky Chance - Stolen Dance
Vance Joy - 'Riptide'
The Sript - Superheroes
Maroon 5 - Animals
Maroon 5 - Maps (Explicit)
Coldplay - Midnight
Coldplay - True Love
Coldplay - Ghost Story
Especial.... e lindíssima esta próxima... :)
Coldplay - Always in my head
Boots Of Spanish Leather (Bob Dylan) - The Lumineers
E, sabendo que é daquelas passageiras, mas que agora não consigo evitar dançar quando a oiço.... Bailando!!
Enrique Iglesias - Bailando (Español) ft. Descemer Bueno, Gente De Zona
The Black Mamba & Aurea - Wonder Why
Expensive Soul - Que Saudade
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Just try to imagine...
Eddie Vedder - Imagine (John Lennon Cover)
Sei que tenho estado (ou andado!ou sei lá!) desaparecida (ou ausente!ou sei lá!)... Ando numa fase introspectiva e também sem muito tempo!! Ideias ou "cenas" para falar e partilhar não me faltam mas quando o vou fazer, não sendo da forma que gosto de o fazer, acabo por não escrever nada. Fases. Esta é só mais uma!
Mas deixo-vos o estado de espírito sereno (e simultaneamente questionador de tudo o que nos rodeia), com este cover lindíssimo de uma das mais bonitas e emblemáticas músicas de todos os tempos - Imagine, de Jonh Lennon - cantada por uma voz que adoro, a de Eddie Vedder.
Fiquem bem. :)
Beijinhos a todos.
domingo, 14 de setembro de 2014
Votos de boa semana para todos
Sempre ouvi dizer que o sal conserva.... Conservem-se portanto... felizes de preferência!! ;)
Boa semana para todos.
sábado, 13 de setembro de 2014
Coincidências... ou não.
Como são as coisas...
Muitas vezes no caminho de casa via um gatinho preto com patas brancas muito parecido ao meu querido Malandro. Muitas vezes me ligaram amigos a dizer que tinham visto um gato assim-e-assim perto da minha casa, se não seria o meu. Eu saia a correr de onde estava numa aflição de ser o meu Malandro e ver se não lhe acontecia nada até eu chegar e encontrá-lo. Felizmente em nenhuma dessas vezes era ele. Era, isso sim, um gato muito (mas muito mesmo!) parecido a ele.
Hoje, mais uma vez no caminho de casa... Lá estava ele. Mas não como das outras vezes, não estava a passear ou a esconder-se atrás de qualquer coisa. Estava deitado no meio da estrada. Tinha sido atropelado.
Quem me havia a mim de dizer que aquele animal que eu via tantas vezes e sempre me fazia sorrir pelas semelhanças com o meu e pelos telefonemas e aflições de falso-alarme que essas semelhanças originaram... estava agora ali. E ali estava eu, com ele.
Tinha a cabeça parcialmente desfeita. Um poça enorme de sangue à sua volta. E sabem que mais? Vim a saber que já estava ali há mais de duas horas. E... estava vivo.... Imóvel... mas a respirar, a mexer o rabo e a gemer.
Não sei quem é que é capaz de atropelar ou ver um animal neste estado e... passar como se nada fosse, não fazer nada e simplesmente abalar dali a correr antes que alguém veja. Não obstante de não ser uma pessoa, é um ser vivo, de sangue quente até, e que sente, e que naquele momento está num imenso sofrimento. Eu quis matá-lo para ajudá-lo a partir mas não fui capaz.
Contactei uma pessoa que sei gostar muito de animais. Mas não um gostar de apenas sorrir e fazer festinhas. Este rapaz foi ao local, levou coisas da casa dele, e pegou no gato ensanguentado. Levámo-lo então para a clínica veterinária onde foi eutanasiado. A médica veterinária estava pasmada em como é que aquele animal ainda estava vivo estando naquele estado deplorável. Metia dó.... :(
Quem me diria a mim que seria eu que ia levar o quasi-gémeo do meu Malandro para o seu descanso final.
Cheguei a casa e chorei.
Pelas imagens chocantes que vi, pelo que senti, pelo medo de alguma vez acontecer isto a algum dos meus gatos e não haver ninguém que os ajude, e também por ter percebido in loco a frieza e o desapego das pessoas para com uma situação destas. De um animal estar a definhar, a implorar por ajuda, e passarem por ele, ou nem se aproximarem e não fazerem nada.
Ele já descansou. A minha cabeça é que não... pensando nisto tudo...
Boa noite.
Descansem.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Não gosto nada... Adoro! :)
U2 (In A Little While)
In a little while
Surely you'll be mine
In a little while I'll be there
In a little while
This hurt will hurt no more
I'll be home, love
When the night takes a deep breath
And the daylight has no end
If I crawl, if I come crawling home
Will you be there
In a little while
I won't be blown by every breeze
Friday night running
To Sunday on my knees
That girl, that girl
She's mine
And I've known her since
Since she was a little girl
With Spanish eyes
Oh, when I saw her
In a pram they pushed her by
My, how you've grown
Well it's been
It's been a little while
Slow down my bleeding heart
A man dreams one day to fly
A man takes a rocketship into the skies
He lives on star that's dying in the night
And follows in the trail
The scatter of light
Turn it on
Turn it on
You turn me on
Slow down my bleeding heart
Slowly, slowly love
Slow down my bleeding heart
Slowly, slowly love
Slow down my beating heart
Slowly, slowly love
Belíssima música e letra. Não acham?!
Musiquita muuuito boooooa!!
:) excusam de agradecer... só precisam fechar esses olhinhos e aproveitar!! (como eu faço!) :D
American Authors - Best Day Of My Life
Lilly Wood & The Prick and Robin Schulz - Prayer In C (Robin Schulz Remix) (Official)
Sam Smith - Stay With Me (Live) ft. Mary J. Blige
Sia - Chandelier
Lorde - Pure Heroine
MAGIC! - Rude
Ella Henderson - Ghost
(adoro esta última miúda já desde a primeira audição que fez para no The X Factor em 2012 que é esta:)
é arrepiante ou não?!?! :))) muito muito boa!
Enjoy!
terça-feira, 9 de setembro de 2014
District 9
Muitas vezes as coisas não são mesmo o que parecem. District 9 parecia ser um filmezinho, tive quase a desistir de vê-lo logo nos primeiros 10 minutos e eis que bang!... acabei por gostar muito. Imaginem que milhões de alienígenas vinham parar à Terra e não conseguiam voltar para o seu planeta. Imaginem que esses alienígenas eram muito diferentes dos humanos no aspecto exterior e nos seus modos de vida, mas que no essencial eram iguais... tinham famílias, viviam em sociedade, tinham as mesmas necessidades básicas e afectivas, e tinham sentimento. Aí tudo muda de figura. Se o nosso primeiro instinto é exterminar qualquer espécie estranha que represente uma ameaça para nós, o facto deles em muito se assemelharem a nós deixa-nos hesitantes. Porque é como se o estivéssemos a fazer a nós próprios e mais facilmente nos colocamos na sua pele.
Imaginem também que esses alienígenas viviam à margem... em favelas. Com toda a violência, corrupção, pobreza e caos que isso implica. E que os humanos começassem a perceber que tinham de controlar a situação. Para além de todas as experiências que achavam que deviam fazer a esta espécie estranha.
Aqui os alienígenas podiam simplesmente ser trocados por outros quaisquer que vivam à margem da nossa sociedade. O modo de actuação não foi diferente, nem de um lado, nem de outro.
Um filme interessante sobre as diferenças, o que é que realmente constitui uma ameaça para nós, quem são uns para controlar outros, as experiências de Biotecnologia, o poder governamental e os interesses pessoais e frios dos poderosos.
E afinal a esperança dos rejeitados - os alienígenas - foi um humano.
Além disso, a música do filme é fantástica: :)
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Fofuras... Bom fim-de-semana!!
Yey!! Cá está ele! Time to enjoy!! Em casa, na praia, no campo, a fazer x ou y, sozinhos ou acompanhados... não interessa! Divirtam-se e aproveitem a bênção que é a vida!
Tenham um excelente fim-de-semana!
Beijinhos a todos!!
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Fofuras
O Poder da Música...
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Mood for this afternoon ;))
Walk on the Wild Side - Lou Reed
Tears for Fears - Shout (live)
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Para rir um bocado... :D
Anedotas de Escritórios
DE EMPREGADO PARA EMPREGADO:
- Soubeste que faleceu o chefe?
- Sim, mas queria saber quem faleceu com ele.
- Por que é que tu perguntas?
- Não leste o anúncio posto pela empresa?
Dizia: "...e com ele foi-se um grande trabalhador...!
DE CHEFE PARA EMPREGADO
- Este é o quarto dia que você chega tarde esta semana.
Que conclusão tira disso?
- Que hoje é quinta-feira...
DE EMPRESÁRIO PARA EMPRESÁRIO:
- Como consegues que os teus empregados cheguem pontuais ao trabalho?
- Simples, tenho 30 empregados, mas só 20 estacionamentos....
EMPREGADO:
Enquanto o meu chefe finge que me paga um bom salário, eu finjo que trabalho muito.
DO CHEFE PARA A SECRETÁRIA:
- Quem te disse que podes passar o dia a dar voltas sem trabalhar, só porque tivemos uma relação?
- O meu advogado...
DO CHEFE DO PESSOAL AO ASPIRANTE:
- Aqui procuramos um empregado que não negue nenhum tipo de trabalho duro e que nunca fique doente.
- OK, vou ajuda-lo a procurar um !
CHEFE:
- António, já sei que o seu salário não é suficiente para se casar, mas algum dia ainda me vai agradecer.
DO EMPREGADO PARA O CHEFE:
- Chefe, posso sair duas horas antes?
A minha mulher quer que eu a acompanhe a fazer compras.
- De nenhuma maneira !
- Obrigado chefe, eu sabia que podia contar consigo !
UMA VEZ NUMA INSPECÇÃO
Dois inspectores fiscais chegam a uma casa e perguntam:
- O seu nome?
- Adão.
- A sua esposa?
- Eva.
- Incrível !
Por acaso a serpente também vive aqui ?
- Sim, um momento.
Sogra, estão à sua procura !
:D:D:D:D:D:D:D:D:D:D..... :D:D:D:D:D:D:D
DE EMPREGADO PARA EMPREGADO:
- Soubeste que faleceu o chefe?
- Sim, mas queria saber quem faleceu com ele.
- Por que é que tu perguntas?
- Não leste o anúncio posto pela empresa?
Dizia: "...e com ele foi-se um grande trabalhador...!
DE CHEFE PARA EMPREGADO
- Este é o quarto dia que você chega tarde esta semana.
Que conclusão tira disso?
- Que hoje é quinta-feira...
DE EMPRESÁRIO PARA EMPRESÁRIO:
- Como consegues que os teus empregados cheguem pontuais ao trabalho?
- Simples, tenho 30 empregados, mas só 20 estacionamentos....
EMPREGADO:
Enquanto o meu chefe finge que me paga um bom salário, eu finjo que trabalho muito.
DO CHEFE PARA A SECRETÁRIA:
- Quem te disse que podes passar o dia a dar voltas sem trabalhar, só porque tivemos uma relação?
- O meu advogado...
DO CHEFE DO PESSOAL AO ASPIRANTE:
- Aqui procuramos um empregado que não negue nenhum tipo de trabalho duro e que nunca fique doente.
- OK, vou ajuda-lo a procurar um !
CHEFE:
- António, já sei que o seu salário não é suficiente para se casar, mas algum dia ainda me vai agradecer.
DO EMPREGADO PARA O CHEFE:
- Chefe, posso sair duas horas antes?
A minha mulher quer que eu a acompanhe a fazer compras.
- De nenhuma maneira !
- Obrigado chefe, eu sabia que podia contar consigo !
UMA VEZ NUMA INSPECÇÃO
Dois inspectores fiscais chegam a uma casa e perguntam:
- O seu nome?
- Adão.
- A sua esposa?
- Eva.
- Incrível !
Por acaso a serpente também vive aqui ?
- Sim, um momento.
Sogra, estão à sua procura !
:D:D:D:D:D:D:D:D:D:D..... :D:D:D:D:D:D:D
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Devaneios
Músicas e letras inspiradoras!
John Legend - Ordinary People (Live on Letterman)
John Legend - You & I (Nobody In The World)( LIVE from Citi ThankYou)
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Quanto ao vestido de noiva da Angelina Jolie... Jolie-Pitt wedding time!!
Só tenho a dizer que adorei! Simplicidade e simbolismo são as palavras que melhor o descrevem. Um vestido muito despretensioso e um véu repleto de desenhos feitos pelos filhos do casal. Achei uma ideia lindíssima, especial e carregada de significado. :)
Um dos melhores (e mais directos) textos que li sobre ter animais!
Dei por acaso com estas palavras que se seguem. E à medida que as ia lendo... só pensava... "é mesmo isto"... não encontraria melhor definição sobre o que é passar a ter um animal de estimação. E tê-lo e estimá-lo de verdade! Pode não ser completamente fácil mas o amor que se recebe e a companhia que eles nos fazem em todos (TODOS!) os momentos não são mensuráveis... E depois, quanto à questão do abandono, tenho exactamente a mesma opinião!!
"No dia que decides ter um cão, a tua vida, como a conheces, acabou. Independentemente do tamanho do pêlo, ele irá espalhar-se, espetar-se, agarrar-se à tua roupa, aos sofás, aos tapetes. A chegada a casa nunca mais será a mesma, pois entrarás em casa dobrada, para evitar que o cão fuja, enquanto te preparas psicologicamente para os dois minutos (parecem vinte, mas são só dois) de pura histeria em que um animal de quarenta quilos (que devia ter só trinta e dois) salta à tua volta, para cima de ti, ladra, chora e faz outros sons imperceptíveis. Cena que se repete se pegares na trela. Ainda que seja para mudá-la de sítio. Nunca mais poderás comer frango assado sem teres uma cabeça a entrar-te pelo braço (nem poderás comer maçã sem assistir a uma cena de diva). Às vezes não vais poder ir de fim-de-semana porque não tens dogsitter nem hotel. E terás de pensar melhor, se quiseres mesmo um jardim daqueles bonitos e arranjados. Terás de comprar ração que custa os olhos da cara. E gastar dinheiro (bastante) no veterinário. E mandar colocar uma cancela nas escadas que vão para o quarto.
Também pode não ser assim. Podes ter um cão só no exterior da casa, dar-lhe restos, e educá-lo militarmente para que não te ladre, não te salte, nem te pedinche comida. Podes ter um amigo ou um vizinho que te tome conta do cão nas férias ou no fim-de-semana. A tua vida pode mudar menos. Mas muda. Tudo o que se "perde" por ter um cão não pesa um alfinete, comparado com o que se ganha. Mas não é das vantagens de se ter um cão que eu quero falar hoje. É das desvantagens. Puras e duras. A somar ao que escrevi acima, ainda há móveis e sapatos roídos, fugas por causa de trovoada ou foguetes, portas raspadas e corridas para o veterinário porque o cão comeu algo que não devia. Os cães vomitam sempre no tapete. Sempre. E nem sempre fazem xixi e cocó onde deviam. Ter um cão não é para todos. Não se é melhor pessoa por se ter um cão. É-se, certamente, melhor pessoa por se pensar que um cão é tudo isto antes de se comprar/ adoptar um. Porque é uma decisão para a vida. Ninguém é má pessoa por não gostar de cães, por não ter cães, por não salvar cães. Mas é-o por abandonar um."
E é isto!! É mesmo isto! Ganda texto!
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
A Justiça protege-nos ou ameaça-nos?
Ou por outras palavras... A Justiça serve as pessoas ou as pessoas é que servem a Justiça?
É óbvio que a lei, criada ela própria por pessoas, existe acima de tudo para proporcionar às pessoas (àquelas e às demais) uma sensação de segurança e de... justiça! Nós, pessoas (!!), precisamos disso para viver, e assim vivendo num estado organizado e desenvolvido, precisamos também que existam organismos e meios capazes de regular a actividade da comunidade e de cada pessoa em particular, no sentido de assegurar que todos possamos viver "bem" e em relativa paz uns com os outros. Este viver "bem" significa sentir segurança, ter acesso a cuidados de saúde, ter acesso à educação, ser protegido de ameaças ou agressões de qualquer género, ter as mesmas oportunidades que os nossos semelhantes e sermos respeitados. O que é que a lei exige em troca? Se queremos "gozar" dessa sensação de segurança que a Justiça e as leis nos oferecem, temos "apenas" de respeitar e cumprir essas mesmas leis. Nada muito complicado, à partida. Temos apenas de respeitar os outros e a nós próprios, fazer-mos o bem e contribuir-mos, cada um à sua maneira, para uma sociedade melhor. Onde as pessoas sintam harmonia e felicidade. Esse devia ser o principal objectivo.
Como todas as coisas criadas pelo Homem, a Justiça e as leis também têm falhas. Umas por lacuna, outras por desadequação ou má interpretação e consequente má aplicação...
Já há anos coloquei esta mesma questão no caso daquela menina portuguesa - a Safira - cujos pais decidiram ir contra os médicos do IPO e contra a própria Segurança Social e, qual foragidos, levaram a sua filha para fora do país para fazer outro tipo de tratamentos que não a quimioterapia. Foram considerados negligentes por não estarem a zelar pela vida e bem-estar da sua própria filha e, à revelia da Justiça (qual Justiça?!) fugiram, lutaram e conseguiram que a filha tivesse acesso ao tratamento que eles consideraram o mais adequado. Este episódio levantou uma onda de prostesto e simultaneamente de solidariedade em Portugal. Uma coisa é certa... levantou a importantíssima questão sobre o tratamento de menores em Portugal. Até onde vai o direito dos pais (como tutores e representantes do menor) se contraposto com o direito à vida e à saúde do próprio menor.
Há casos e casos. E estes pais sofreram duplamente, de forma desnecessária. Sofreram portanto não apenas pela doença da sua filha, a ameaça de perdê-la e vê-la morrer, mas ainda por terem de lutar contra toda uma maré de médicos, assistentes sociais e a própria lei... que não lhes permitia fazer aquilo que o seu instinto natural lhes dizia ser o melhor para a sua filha.Repito... para a SUA filha.
A Safira recuperou quase milagrosamente e isso veio reforçar o debate sobre os direitos dos pais e progenitores face àquilo que actualmente é considerado como "normal" ou aceitável na nossa sociedade. Aqueles pais não tinham culpa que em Portugal ainda só se recorra à quimioterapia no tratamento (não é bem tratar... é mais matar...mas isso é outra conversa...) contra o cancro. Aqueles pais foram discriminados e julgados pela sua própria comunidade por saberem e quererem mais e diferente. Qual Galileu Galilei... julgado por ter defendido que a terra girava em torno do sol... numa altura (século XVII) em que os dogmas religiosos e a teoria do geocentrismo eram tidos como a verdade absoluta. Afinal ele tinha razão.
Ainda assim, no caso da Safira, também não condeno os médicos. Considero que não procederam mal. Fizeram o seu papel, mediante as técnicas e tratamentos disponíveis no país.
Agora outra vez se coloca a mesma questão. Um casal britânico "raptou" o seu próprio filho de um hospital britânico e tencionavam chegar à Républica Checa, mas foram apanhados em Espanha (pelas autoridades espanholas avisadas pela Interpol). Este casal não concorda com o tratamento que está a ser aplicado ao menino e querem procurar outras alternativas. O filho, Ashya King, de 5 anos, tem um tumor cerebral.
Como saber o que é de facto o melhor para uma criança neste tipo de casos? E como respeitar o direito dos pais e não ameaçar os direitos fundamentais da própria criança?
Isto dá-me muito que pensar. E preocupa-me que a Justiça não proteja estes pais e estas crianças. Que não só não os proteja como ainda se lhes afigure como a principal ameaça!!
Espero/Ambiciono que a Justiça encontre futuramente forma de identificar, com o mínimo erro possível, os casos em que os pais estejam de facto a fazer pelo bem da criança. E acontecendo o que acontecer, sejam protegidos e tenham a vida facilitada (ou pelo menos que não lhes seja complicada!) no sentido de tentarem dar ao seu filho aquilo que consideram melhor. Afinal de contas... o filho é deles...
Há casos e casos. E estes pais sofreram duplamente, de forma desnecessária. Sofreram portanto não apenas pela doença da sua filha, a ameaça de perdê-la e vê-la morrer, mas ainda por terem de lutar contra toda uma maré de médicos, assistentes sociais e a própria lei... que não lhes permitia fazer aquilo que o seu instinto natural lhes dizia ser o melhor para a sua filha.Repito... para a SUA filha.
A Safira recuperou quase milagrosamente e isso veio reforçar o debate sobre os direitos dos pais e progenitores face àquilo que actualmente é considerado como "normal" ou aceitável na nossa sociedade. Aqueles pais não tinham culpa que em Portugal ainda só se recorra à quimioterapia no tratamento (não é bem tratar... é mais matar...mas isso é outra conversa...) contra o cancro. Aqueles pais foram discriminados e julgados pela sua própria comunidade por saberem e quererem mais e diferente. Qual Galileu Galilei... julgado por ter defendido que a terra girava em torno do sol... numa altura (século XVII) em que os dogmas religiosos e a teoria do geocentrismo eram tidos como a verdade absoluta. Afinal ele tinha razão.
Ainda assim, no caso da Safira, também não condeno os médicos. Considero que não procederam mal. Fizeram o seu papel, mediante as técnicas e tratamentos disponíveis no país.
Agora outra vez se coloca a mesma questão. Um casal britânico "raptou" o seu próprio filho de um hospital britânico e tencionavam chegar à Républica Checa, mas foram apanhados em Espanha (pelas autoridades espanholas avisadas pela Interpol). Este casal não concorda com o tratamento que está a ser aplicado ao menino e querem procurar outras alternativas. O filho, Ashya King, de 5 anos, tem um tumor cerebral.
Como saber o que é de facto o melhor para uma criança neste tipo de casos? E como respeitar o direito dos pais e não ameaçar os direitos fundamentais da própria criança?
Isto dá-me muito que pensar. E preocupa-me que a Justiça não proteja estes pais e estas crianças. Que não só não os proteja como ainda se lhes afigure como a principal ameaça!!
Espero/Ambiciono que a Justiça encontre futuramente forma de identificar, com o mínimo erro possível, os casos em que os pais estejam de facto a fazer pelo bem da criança. E acontecendo o que acontecer, sejam protegidos e tenham a vida facilitada (ou pelo menos que não lhes seja complicada!) no sentido de tentarem dar ao seu filho aquilo que consideram melhor. Afinal de contas... o filho é deles...
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