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Mensagens

(parte de um candeeiro, na Casa Batló) Barcelona - Espanha 2008 Quando quiseres voar lembra-te que as únicas asas que precisas são as tuas. Estive recentemente em Barcelona. Gostei muito. O que trago da cidade é a dimensão, a amplitude das avenidas, a rapidez dos acontecimentos, a animação de rua, o movimento contínuo de gente para cima e para baixo, os ingleses os franceses os italianos os chineses os japoneses os islâmicos, os novos e os velhos, os assim assim, os de olhar cansado e os de brilho no olhar, o antigo e o moderno numa oferta sem igual, o Bairro Gótico.... a zona do Born... a genialidade de Gaudi... a simpatia dos catalães (alguns), o andar sem parar, os acordes terapêuticos do guitarrista no MNAC a vista sobre a cidade, Let it Be, os andaimes na Sagrada Família, os grafitis nos sítios mais inesperados, as risadas com a Rita R, as conversas e os uiui, as recordações do que ainda sinto saudades, as descobertas inesperadas, o sumo doce de melancia, o não conseguir dormir, ...

Só palavras

Como a mulher no quadro de Dali estou à janela. Um mar diante dos meus olhos. Aqui me encontro, calmamente a olhar para o mundo lá fora. E sinto-me presa. Cá dentro estou presa. Numa imensa e belíssima mansão, que não deixa de ser uma prisão. Quieta não posso fazer nada, e Inquieta com essa preocupação, Aqui estou, à janela olhando o mar. Aqui estou, presa a mim e a este corpo Presa a tudo aquilo que sou. Presa a momentos e a desejos. A sonhos e a fraquejos. A divagações ilimitadas e a ridículas reflexões. Aqui estou completamente presa, a estas coisas, a este cabelo e a esta pele, a este licor de pensamentos e de alguma muito pouca resignação. Baixa as armas mulher, e acorda. A vida não foi feita para pensar. Acorda, e vê o mar lá fora. Ai esta vida de marinheiro...
Mora - Portugal 2008 Haverá luz ao fundo do túnel? Não somos nada, nem sabemos nada, mas podemos tudo. Remains... e 1 e 2 e 3 "a mistery to me. we have a greed, with which we have agreed. You think you have to want more than you need, until you have it all you won't be free. SOCIETY, you're a crazy breed, I hope you're not lonely, without me. When you want more than you have you think you need. and when you think more than you want your thoughts begin to bleed... I think I need to find a bigger place'cos when you have more than you think you need more space. SOCIETY, you're a crazy breed, I hope you're not lonely without me. There's those thinking more or less, less is more, but if less is more how you're keeping score?Means for every point you make your level drops, kinda like you're starting from the top... and you can't do that... SOCIETY, you're a crazy breed, I hope you're not lonely without me SOCIETY, crazy indeed, I hope you...
a frescura duma piscina qualquer... - Portugal 2007 No final de tarde, uma tarde de calor. Sabia bem não sabia?! Não sei... não sei não :)

perfeita imperfeição

Évora - Portugal 2008 "Essa profunda imperfeição artística estimula a nossa consciência, desperta os nossos sentidos. Se eu escutar uma interpretação absolutamente perfeita enquanto vou a conduzir, posso cair na tentação de fechar os olhos e querer morrer, ali mesmo. Mas ao escutar a Sonata em D Maior apercebo-me das limitações próprias da capacidade humana e torna-se claro para mim que, até certo ponto, a perfeição pode ser atingida através de uma série de imperfeições... Acho isso inspirador." ...diz Oshima a propósito da música de Suchbert, em "Kafka à beira-mar", de Haruki Murakami.
"A devastação do espaço vital natural, não só destrói o ambiente em que vivemos, mas elimina ainda, no próprio Homem, toda a reverência perante a beleza e a grandeza de uma criação que o ultrapassa." Konrad Lorenz (1903-1989 - Vienna - Austria) - Um dos pais da moderna Etologia, o estudo comparado do comportamento animal. Prémio Nobel da Medicina em 1973. Mina - Portugal 2007
Quero falar de Pobreza. E no entanto sinto-me pobre em palavras para exprimir aquela que considero ser a causa da maior parte dos males da (e na) nossa civilização, na nossa sociedade. Só pode ser. Que males? Violência, morte, doença, poluição, discriminação, corrupção, fim. Baixos níveis de vida levam inevitavelmente a situações extremas de pobreza e doença, que por sua vez levam a violência, abuso, e em último (mas muito fácil) grau a morte. E pobreza, fome e doença levam a níveis de vida degradantes, à perda de equilíbrio, de conscienciabilidade e de percepção de sustentabilidade. Talvez seja um cliché mas trata-se de facto de um ciclo vicioso. E não vale a pena perder tempo em estudos para identificar culpados. Agora já está. Baixos níveis de instrução, aliados a fracos recursos económicos e sociais (factores de discriminação) e fraco apoio da sociedade em geral (que por norma tapa os olhos), normalmente geram cidadãos não integrados que em jeito de revolta e luta pela sobrevivênci...