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Mensagens

Calvin & Hobbes

As tiras de Calvin & Hobbes, do cartoonista Bill Watterson, são só assim deliciosas... São as aventuras de um miúdo de 6 anos, impulsivo, imaginativo, muito curioso, mau-feitio mas de bom coração e do seu peluche de estimação, que para o Calvin é um tigre muito grande, comilão, preguiçoso e brincalhão e companheiro de todas as peripécias. Na escola as coisas não correm lá muito bem...e em casa com os pais ou a baby-sitter nem sempre o Calvin consegue mostrar o seu lado bom...mas nas suas brincadeiras e raciocícinios é um miúdo adorável. Eu gosto imenso e tenho montes de livros deles. Estas tiras que coloco aqui para agora partilhar convosco são do "Progresso Científico Uma Treta!" (ou " Scientific Progress Goes Boink ") publicado pela 1.ª vez em 1989. Deliciem-se... :)  oops.... isto às vezes também me acontece a mim!! :S Those days...  Ai as questões filosóficas... podem ser... mesmo muito pouco práticas....  ahn ahn...  the be...

Ashes and Snow

Há poucas coisas que me despertam assim a atenção. Sou muito curiosa (mas também selectiva) acerca do que me rodeia, quero ver e tentar perceber as coisas, sonho com viagens em redor do mundo só para  experimentar a forma como se desenrola a vida em países e culturas diferentes, gosto de observar pessoas e outros animais e adoro ler sobre tudo (e sobretudo!) e mais alguma coisa, mas normalmente sou eu que, consciente e racionalmente, defino as coisas a que dedico o meu tempo. Mas neste caso (e obviamente que não deixo de ser eu a definir porque algo na minha mente está apto a sentir-se atraído por determinadas coisas!!) foi o “objecto” que me chamou a si. Se isto não é o que chamam de atracção então não sei o que isso seja. Mesmo... E esta é uma daquelas em que nos sentimos a ser sugados para um outro plano existencial, numa saborosa e avassaladora obsessão, daquelas que não conseguimos desviar o olhar, não conseguimos disfarçar, não conseguimos largar. É bom seguir estes cha...

Parvoíces!

Ver as coisas como elas são ou realmente acontecem é algo impossível porque a quantidade de factores que influenciam a forma como cada um filtra a informação que recebe é extraordinariamente enorme e simultaneamente única de indivíduo para indivíduo. Assim, é quase um milagre dentro da probabilidade que póssamos atribuir à própria coincidência que indivíduos diferentes consigam aperceber e sentir uma dada informação de maneira tão semelhante que produza exactamente o mesmo tipo de reacção e os mesmos pensamentos e raciocínios. O que é afinal de contas um pensamento? Será mesmo preciso fazer contas para responder a uma coisa destas? O que é um raciocínio? Este talvez seja uma associação de pensamentos lógicos. Ou não.... lógicos. Quem é que define o que é lógico ou não? Ora bolas.... hoje tenho pensamentos demasiado inquietantes acerca de questões que (e por isso mesmo são inquietantes), muito provavelmente, não me levarão a lado nenhum. Um contra-senso, eu sei, e também sei ...

Leituras - "Os Poemas Possíveis"

de José Saramago. 1985. Foi uma demanda que só terminou quando consegui encontrar este livro. Percorri lojas, feiras, perguntei aqui e ali... e um dia sem procurar encontrei-o à venda na internet. Assinalei a data: 01/09/2010, e na primeira página fiz questão de escrever "Finalmente...". Este livro teve entrada directa para a minha cabeceira. E lá permaneceu até há uns dias atrás. Não o quis ler de repente, até porque ler poemas não é o mesmo do que ler romances, artigos, e outros géneros. A poesia exige que nos encontremos em determinado estado de concentração e espírito. Caso contrário não conseguiremos ver as belas imagens ou as verdadeiras mensagens que as palavras podem ter. Se forem lidas só porque sim, não passarão de apenas... palavras. Podem rimar ou não, para quem lhes quer atribuir um sentido e encontrar um significado isso é algo meramente acessório. Vendo bem o tempo que decorreu desde que o comprei até agora que lhe folhei todas as páginas, senti os s...

Bola de cristal ou oráculo ou mãezinha ou psicólogo.... whatever!

Fonte: (desconhecido o autor!)... (não é: desconhecido, o autor!! - ele até pode ser conhecido, eu que não o conheço!!!!!!!) :D:D  Engraçados estes tempos modernos. Já dei comigo algumas vezes a desejar, e quase a acreditar que o futuro trará algo assim, que precisemos de encontrar algo ou fazer alguma pergunta existencial.... vamos a um motor de busca, fazemos a pergunta et voilá ! Surge quase instantaneamente a resposta! Era tudo mais simples não?! Simples, fácil.... Facilitismo puro, e à bruta, sem dúvida! Mas pensando melhor deixariam de existir certas coisas de que até gosto. O contentamento quando se encontra algo que pensávamos haver perdido e quando deixamos de procurar simplesmente nos aparece à frente, o prazer de descobrirmos algo por nós próprios, o facto de não sabermos a resposta a todas as nossas questões indica que talvez existam muitas questões que colocamos sem qualquer necessidade (e portanto não têm necessariamente uma resposta), e por outro lad...

Leituras - "Olhos nos Olhos"

de Júlio Machado Vaz. 2003. O autor deste livro é um conhecido psiquiatra português, com especial talento na abordagem à área da sexologia.  O livro consta de 6 histórias fictício-reais  (acabei de inventar este palavrão de absoluto contra-senso!) ou verídico-reais (acabei de inventar este palavrão de absoluto pleonasmo!!)...isto porque não obstante a probabilidade dos nomes das suas personagens serem falsos e um ou outro pormenor ter sido alterado, são relatos de coisas da vida, coisas banais, coisas que acontecem entre as pessoas, coisas que são... reais! A história que mais gostei chama-se "Fim-de-semana em Barcelona": uma mulher independente, desconfiada, fechada e pouco dada a intimidades resolve fugir da sua rotina diária de aparente mulher bem-sucedida (mas infeliz porque vive presa em si mesma) e vai passear para a cidade catalã. Conhece por verdadeiro mero acaso (embora ela sempre desconfie que não...) um jovem catalão que se oferece par...

O Horizonte na viagem do saber.

A profundidade do olhar. Até quão (pro)fundo conseguimos ver e apercebermo-nos das coisas? Onde fica o horizonte? Diz-se que o Horizonte é aquela linha invisível a partir da qual deixamos de conseguir exergar as coisas com nitidez. Há até quem o defina como o resultado da intersecção entre a terra e o céu. O horizonte é por isso mesmo, e por si só (!), conceito de algo muito distante, o sempre além das nossas capacidades... o "mais longe". Foi ao contemplar um magnífico horizonte na planície, daqueles em que o azul do céu parece fundir-se perfeitamente no verde e amarelo dos campos, que me assaltou a questão: Qual é então a profundidade do olhar? Do nosso limitado olhar? Qual o limite das nossas limitadas capacidades? Não apenas do olhar para as coisas, mas sim de vê-las e percebê-las.  Cada pessoa é única e tem o seu próprio horizonte. Cada um é o resultado do seu código genético, da sua educação, do meio em que vive e das experiências por que passou, e assim o limite de v...