sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Leituras - "Viagem ao Centro da Terra"

de Júlio Verne. 1864.

Este livro surpreendeu-me, pela positiva. Primeiro porque me veio parar às mãos um pouco por acaso (vi-o numa banca, achei barato e comprei... sem muito interesse), mal sabia eu que iria adorar lê-lo!  E depois voltou a surpreender-me quando vi o ano em que foi publicado pela primeira vez.... porque a linguagem utilizada no livro é tão actual que custa a crer que tenha sido escrito há quase 150 anos...
Quanto ao que trata e retrata acho que se pode afirmar que é ficção-científica. Científico é sem dúvida (tem imensas descrições e explicações de fenómenos físicos), se é ficção ou não é que chegamos a um ponto em que nos perguntamos se aquilo que estamos a ler será ou não um relato de uma aventura que de facto  aconteceu...
 Pelo que apurei a posteriori  a estória não é verídica mas bem podia ser tal não é o grau de descrição, e exactidão dos acontecimentos, dos dados geográficos e históricos a que recorre.
Gostei muito desta aventura que envolve o cientista Otto Lidenbrock, o seu sobrinho Axel e o fiel Hans nas profundezas da terra, onde descobrem um sub-mundo e assim esta ida ao interior da terra é um regressar às origens e às primeiras eras da vida no planeta.
Recomendo!

PS: Quantas línguas e dialectos existem no mundo? É só ler... e descobrir! E já agora qual é a diferença entre lingua e dialecto?

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Aos Bloguistas!

Eu roubei ao Luís (em http://egosciente.wordpress.com/) que roubou à tal de Mónica... que.... vai se lá saber agora onde é que foi buscar isto!! 
Resumindo: Ladrão que rouba ladrão tem cem (ou sem?!) anos de perdão!!!

Aos bloggers aqui vai uma piadinha. A brincar, a brincar...:

Leituras - "A insustentável leveza do ser"

de Milan Kundera. 1983.

Gostei imenso deste livro. Porque tem história (período da invasão russa na Checoslováquia), tem romance (acontecimentos e ligações entre homens e mulheres, que são amantes, marido e mulher, mãe e filha, filho e pai.... o peso da família naquilo que somos....), e nas entrelinhas tem bastantes reflexões sobre as coisas que se fazem, que se pensam...na vida.

Frases ou ideias que me ficaram deste livro:
Despidos de medos, vaidades, preconceitos e afins nada mais somos do que uma coisa incorpórea e intangível: a nossa essência.

"...as perguntas verdadeiramente importantes são as que uma criança pode formular - e apenas essas. Só as perguntas mais ingénuas são realmente importantes. São as interrogações para as quais não há resposta. Uma pergunta para a qual não há resposta é um obstáculo para lá do qual não se pode passar. Ou, por outras palavras: são precisamente as perguntas para as quais não há resposta que marcam os limites das possibilidades humanas e traçam as fronteiras da nossa existência."

"Todos nós temos necessidade de ser olhados. Podíamos ser divididos em quatro categorias consoante o tipo de olhar sob o qual desejamos viver." Há aquele que procura o olhar anónimo, do público, sem qual se sente vazio e perdido. Há aquele cuja sobrevivência implica o "olhar de uma multidão de olhos familiares", diz-se que serão mais felizes que os primeiros, porque é mais fácil conseguir o olhar e companhia dos que nos estão ou são mais próximos. A terceira categoria inclui os que precisam de "estar sempre sob o olhar do ser amado", o que por si é uma condição perigosa face à escuridão que enfrentam caso os olhos do ser amado se fechem. E por último há aqueles que "vivem sob os olhares imaginários de seres ausentes". São os sonhadores, que delineiam toda a sua vida com base nas expectativas que pensam que outros têm sobre si.

"Será sempre impossível determinar com um mínimo de segurança em que medida é que as nossas relações com outrem resultam dos nossos sentimentos, do nosso amor, do nosso desamor, da nossa benevolência ou do nosso ódio, e em que medida é que estão condicionadas pelas relações de forças existentes entre os indivíduos. A verdadeira bondade do homem só pode manifestar-se em toda a sua pureza e em toda a sua liberdade com aqueles que não representam força nenhuma. O verdadeiro teste moral da Humaninade são as relações com quem se encontra à sua mercê: isto é, com os animais" Este raciocínio é apresentado eqnauanto a personagem Tereza acaricia a cabeça de Karenine, o seu cão.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Aqui está ele! O gato Malandro

Este é o gato Malandro!! O tal que eu ia atropelando e sem pensar nas consequências meti dentro do carro. Bem... não só do carro... pois esta fofa, e por vezes arisca!, criatura acabou por entrar na minha casa, na minha rotina, na minha vida, e também na vida das pessoas que me são próximas. Se primeiro estranhei agora acho que "entranhei" porque já acho piada a tudo quanto este malandreco se lembra de fazer. Às vezes ralho com ele porque tem de ser, mas já lhe tenho tanto amor que nunca consigo ficar muito tempo sem lhe fazer uma festa  ;) :)
Isto de ter um animal de estimação tem muito que se lhe diga... Porque não obstante a alegria que trazem ao nosso dia-a-dia, dar-lhes aquilo que eles merecem - em termos de condições de vida e o tempo que lhes devemos dedicar - implica que pensemos a fundo se temos ou não possibilidade de concretizar essa decisão. Porque a partir do momento em que o animal entra na nossa casa e decidimos cuidar dele, então não podem haver limites ao tempo, à dedicação, e à paciência que o seu bem-estar exige. E não se devem esquecer também as despesas... porque se antigamente se davam aos animais os restos da nossa comida e veterinários ou vacinas nem vê-los, hoje em dia não é bem assim e somos quase levados a crer que se não lhes comprarmos a melhor ração, etc, não os estamos a tratar bem. Tem de haver ponderação nestes aspectos para tomar a melhor decisão. E a melhor decisão penso que é ficar com o animal tendo a certeza ou pelo menos a vontade verdadeira de lhe proporcionar o melhor possível em todos os aspectos, principalmente no amor que lhes damos.