sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Feliz Ano Novo 2017!


Sei que me repito mas realmente o tempo passa a correr... não concordam?! Já estamos no final do ano!! Acho que a Terra deve ter encontrado uma trajectória mais curta para rondar o sol e portanto está a demorar menos tempo a fazê-lo e os anos estão a ficar mais curtinhos. (Esta é a minha teoria... a par de uma outra que defende que nós vivemos atafulhados de cada vez mais dados e informação e coisas para fazer e saber e ser, de tal forma que precisaríamos que os dias passassem a ter mais de 24h para conseguirmos fazer tudo a que nos propomos... ou que somos levados a pensar que temos de fazer. Raia um pouco a esquizofrenia e a paranóia... enfim.)

Outro dia falava-me uma amiga que se aproxima o final do ano e portanto todos entramos numa fase de balanços sobre o ano que está a findar e ao mesmo tempo estabelecemos objectivos para o ano vindouro. Eu respondi que não é bem assim. Pelo menos comigo não. Eu faço balanços/reflicto sobre as coisas com regularidade. Gosto de reviver algumas, analisar outras. Porque ao fim ao cabo de que interessa passarmos pelas coisas se não pensarmos sobre elas, sobre o que nos fizeram sentir e sobre o que nos ensinaram? Resposta: de nada! E também porque sou uma sonhadora que leva a vida a reviver momentos de que gostei e a imaginar outros tantos que planeio viver. :)

Este ano ensinou-me sobre "o que tem de ser, tem muita força", sobre destino, sobre como não vale a pena planear nada porque tudo pode mudar de um dia para o outro, sobre coincidências e sinais, sobre como o equilíbrio da vida exige que não haja felicidade sem tristeza, não haja ganho sem perda, e o contrário de tudo isso também. Que tudo tem um reflexo. E tudo se alinha, mais cedo ou mais tarde. Todas as coisas acontecem com um propósito e uma razão. E no meio disso tudo... acho que a(s) única(s) coisa(s) que podemos e devemos fazer é sermos fortes, resilientes, dedicados, coesos, honestos, sinceros, abertos, alegres, humildes, positivos, amigos, generosos, e cultivarmos o bem, porque isso há-de assegurar que sigamos pelo melhor caminho possível com genuinidade e sentido de verdade. Com a suavidade e a beleza de uma pluma.

Encontrei uma pluma branca! Sinal de luz. :)

Feliz Ano Novo 2017! Sejam felizes! Saúde! :)

Beijinhos

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Reflexões aleatórias de mim para comigo própria... #2

1 - Como é que um ser com uma presença tão silenciosa pode fazer tanta companhia? Ou, como é que um ser tão silencioso pode ter tanta presença?
(pensei isto recentemente ao olhar para a minha gata, que me segue para todo o lado em casa e que não perde uma oportunidade de aninhar-se em mim) A resposta é: o amor não tem necessariamente de exprimir-se por sons e palavras. Bastam o ser e o estar.

2 - Queremos mais o que não podemos ter ou simplesmente só queremos por não conseguirmos/podermos ter?

3 - Dividir e partilhar são coisas diferentes. Esta última tem um retorno infinitamente maior.

4 - Soube ontem da tua existência. Hoje debato-me entre as nuvens de dúvida e receio e a luz da alegria e da esperança, no amanhã.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Boa semana!

O Natal

Estamos a dias do Natal. O que significa esta quadra? Para mim significa estar com a família, a azáfama das preparações de comidas e decorações para a consoada, a alegria dos miúdos e graúdos a abrir os presentes, as filhoses da minha mãe, o bacalhau que sou sempre eu a fazer, o lume aceso, os gorros de pai-natal na cabeça, o alguém "mascarar-se" de pai natal e os miúdos quase sempre descobrirem ou pelo menos desconfiarem e dizerem que o pai natal parece alguém conhecido (hummmmm!!), e é simplesmente estarmos ali todos juntos, a conversar, a partilhar aquele momento. Isso para mim é que é o Natal. Podiam chamar-lhe outra coisa qualquer. Não o associo a religião (na verdade a forma como comemoramos o Natal já não é puramente religiosa nem meramente espiritual. Já tem muitas outras influências e variações... por vezes um pouco ou talvez demasiado consumistas e vazias de sentido para o meu gosto...), e portanto associo-o simplesmente a um momento. Que no meu caso e da minha família é feliz e de união.
Mas nunca me esqueço que se é privilegiado por se ter uma família, por se terem amigos, amor, saúde, ter o que comer e onde viver... Eu sei muito bem o que é que tem valor na vida e não me esqueço que há muitas pessoas, muitas crianças e muitos adultos, que não têm a mesma coisa. Pelas mais variadas razões. Não sou hipócrita. Não vou dizer aqui que vou ajudar todas essas pessoas e que vou ter um papel activo na luta pelo seu bem-estar. Até porque não consigo fazer isso de forma individual e sem um projecto concreto (e concretizável!!) Eu, como tantos outros, muitas vezes só podemos contribuir com pequenos gestos e iniciativas de curto-prazo (a solução seria ensinar a pescar e não apenas a dar o peixe...). No resto do tempo estamos de mãos atadas, a observar passivamente e a desejar que não me/nos aconteça o mesmo. Porque na verdade ninguém está livre disso. A eles... desejo o melhor Natal possível e que no seu sapatinho tenham o mais importante: saúde, serenidade e uma pitada de alegria sonhadora que ajude a ver a vida com uma perspectiva mais positiva.

Beijinhos a todos!

Criativismo fonético, semântico-lexical ou... Surrealidades do meu dia-a-dia #28 (actualização)

São inúmeras as vezes que oiço palavras ou expressões distorcidas. Ou raciocínios mirabolantes! E se algumas vezes me consigo conter, outras há em que me desato a rir na hora. E de todas as vezes tento registar essas palavras ou expressões ou raciocínios para a eternidade ou.... pronto vá eu confesso... para me voltar a rir à grande depois quando os releio! :)

Atenção que o facto de reparar nisto no discurso dos outros não faz de mim nenhuma sábia utilizadora da língua portuguesa e afins, que se acha no direito de corrigir os outros! Eu própria também digo coisas destas! E portanto não é com arrogância que noto nestas coisas e as transcrevo para aqui, mas sim com um enorme espírito de partilha, esperando que desse lado provoque um sorriso, uma gargalhada... o mesmo que a mim! :)

Vou passar a actualizar este post sempre que surja uma nova e criativa expressão, bem como o contexto em que foi dita. Por isso, se houver interesse aí desse lado faz favor de irem dando aqui uma espreitadela. :)

1 - Diz uma rapariga acerca da amiga da amiga (todos sabemos o que isto quer dizer right?!?!?)... "ela anda muito triste. Acho até que o que ela tem mesmo é um grande desgostamento!"
(Acho que ela queria dizer... Esgotamento...mas inventou ali uma mistura entre depressão, desgosto e esgotamento!)

2 - "isto é inadmissível! É claro que me sinto desfraldado!"
(Excuse me sir... acho que queria dizer... Defraudado... porque caso contrário vamos entrar em pornografias a tirar a roupa e tal hummmm... LOL)

3 - "Ah mas é para devolver? Isso dos devolutivos é noutro sítio!"
(Talvez fosse Devoluções não?! Who knows!! Ou então é dos prédios.... devolutos:D)
(Agora a sério... devolutivo existe mas é raro alguém perceber/saber (eu não sabia!!) portanto acho que foi mesmo por engano! Gotcha!)

4 - "O professor diz que não posso ficar com a Mariana ao pé de mim na sala de aula. Ela está sempre a descontrair-me! Fico muito descontraído!"
(ahhhhh..... não era mau sinal a miúda fazer isso, podia haver ali uma certa química LOLOL... mas acho que aqui era mesmo... Distraído!)

5 - Na praia... "Claro que a Bolacha Americana é mais cara do que a Bola de Berlim! Tem que se ir buscar à América! É muito mais longe!"
(.... ahhhhh.... okey.... a pessoa que disse isso não estava a brincar.... :P)

6 - "pode-se aquecer a comida no maricondas"
(LOLOLOLOL.... microondas...)

7 - "Tens o cabelo tão mas tão grande que.... chega ao tecto!" 
(desenganem-se os estúpidos terráquios que achavam que o cabelo crescia para baixo! Crescer é sempre para cima! Ou isso ou é mesmo falta da força da gravidade! Ou então é afro-style! eheheheh)

8 - "Dá cá a máquina que eu vou retiro a fotografia".
(Está bem... fotografia envolve retrato, e... retrato envolve tirar a foto em si. Mas daí a fazer um retiro (espiritual quicá!?!lol) e/ou retirar a dita cuja através da máquina.... é obra!!! E não diz respeito à Fotografia!)

9 - É muito teimoso, tem uma personagem muito forte! (aqui queria dizer-se "personalidade" parece-me!!!)

10 - Estava tão doente que tomou tibietes! (a pessoa desenvolveu... diabetes!!!)

11 - (Acerca de igrejas...) É uma questão de região e pronto! (.... era religião..., mas pensando bem também pode ser de região! hummmm)

12 - Não te posso contar os meus desejos porque depois eles não se concisam!
(ora bolas... não queremos cá desejos consisos/ pequeninos e pior... que não se realizem!!! LOL)

13 - Já está a comida a loirar no forno! (ao que eu corrijo... é Alourar!!!, e ele responde:) Sim pois é! Aloira-se no forno e louram-se os cabelos. Ou aloiram-se os cabelos e aloura-se a comida?!
(eh pa.... confesso que também já não sei!!!!)

14 - Não gosto de casas com muitas escadas. A minha casa é plena. (hummm... espero que sim, que seja plena e amor e afins.... mas parece-me que a sujeita queria dizer "plana"!)

15 - Antes eram as amas, agora chamam-lhe bebésitas! (lololololololol.... são babysitters!!!)

16 - Tia ajuda-me aqui a dar um salto daqueles maiúsculos!! (Sim a titi ajuda mas olha que isso dos maiúsculos é mais para as letras ok?!!) :D

17 - Com a idade os ossos vão ficando desclassificados. (... des-cal-ci-fi-ca-dos uma vez que vão é perdendo cálcio, e não propriamente perdendo... classificação!!!)

18 - Tem de tomar essa medicação para ver se se estabelece a infecção. (ora bem... é bom que a medicação estabilize e se possível trate a infecção, nunca o contrário. :D)

19 - Esta é da filhota do amigo Zé Luís... "Pai faz lá aí um buraquinho com o furaquim!!"... ihiihih ta demais!

20 - Esses das motas. Chamam-se motoqueiros ou motários! (oooops!!! é motards!! Com todo o respeito... não se tratou de uma ofensa mas apenas de um deslize de linguagem....)"

21A dívida já está soldada. (amigos... não precisamos de levar a dívida para a oficina a soldar, nem precisamos estar cá com militarisses de soldados e afins... As dívidas saldam-se e pronto! :D)

22 - Houve um acidente. O carro ficou todo amarrotado! (uuhhhhh... seria amachucado? ou amolgado???)

23 - "Estás aí toda concentrada, muito atenciosa" - Sim, estava concentrada, mas não estava a dar beijinhos ao que estava a fazer!! Estava só... com atenção!

24 - Fulano foi preso. Diz que fez um fruto! (erhhh... seria um furto?! É só uma questão de r's...) 

25 - (Estou a sair do mar e tenho o corpo cheio de algas...) Diz alguém: Ehhhhh!! Vens toda algaliada! (LOL... LOL... LOOOOOOOL. Algas está bem... agora algálias... é MUUUITO diferente!!)

26 - Aquelas pessoas que acompanham doentes chamam-se.... Ocupantes! Sim porque estão ali só a ocupar espaço!... Mas se calhar são acompanhantes não acham?!

27 - "Tens um ar assim altivo, imperial... pareces uma meretriz!" (Oi?! Deve haver aí algum engano... Queria dizer imperatriz?... É que meretriz... bem... vão pesquisar no dicionário... são coisas mesmo muuuuito diferentes!)

28 - "Estive a pintar a minha casa. Estou muito satisfeito. É uma tinta indolor." Ainda bem! Acho que o senhor queria dizer inodor(a) mas assim como assim... ainda bem que não ficou com dores de pintar a casa toda! É que, parecendo que não, pode dar-se o caso de... coiso... e depois... e tal... ah esqueçam! LOL

to be continued...

(post iniciado a 15/07/2015)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O olhar e a visão


Afastando tudo o que nos turve o olhar, vemos. A verdade esclarece. O entendimento. Mas por vezes perturba o olhar. Assim como quando olhamos directamente para a luz. Ela está lá. Envolve-nos. É total. Nós fazemos parte dela. Mas é de tal forma forte que nos consegue, por vezes, ofuscar o olhar. Embora nunca a visão. Porque, passado esse primeiro instante de atordoamento, começamos a vislumbrar e depois a ver com clareza.
Acredito na verdade. Na genuinidade das coisas. Acredito que o tempo e a verdade caminham de mãos dadas. E portanto, mais cedo ou mais tarde, ela, a verdade, virá sempre ao cimo.

Leituras - "Maddie - A Verdade da Mentira"

de Gonçalo Amaral. 2008.


Recentes notícias - I:  Uma adolescente inglesa com supostas semelhanças físicas com Maddie - pele branca, cabelo loiro e olhos claros -  foi vista a deambular pelas ruas de Roma, em Itália. Mais tarde confirmou-se o falso alarme, tratando-se de outra pessoa; II: A Scotland Yard recebeu recentemente um financiamento extra para continuar com as investigações do caso Maddie - fizeram-me voltar a pensar no assunto. Toda ou quase toda a gente se lembra deste caso e terá uma opinião (ou bitaite...) sobre ele. 
Lembrei-me  que nunca tinha lido o livro escrito pelo - entretanto afastado - coordenador operacional de investigação do caso - na altura Gonçalo Amaral. Não gosto de opinar sem conhecimento de causa e por isso decidi ler e inteirar-me sobre a sua versão dos factos. Tendo sempre presente que, tratando-se de um caso complexo como é este, há tantas outras versões igualmente legítimas ou supostamente credíveis...

Madeleine Beth Mccann, 3 de Maio de 2007, Aldeia da Luz, Lagos. Uma menina estrangeira de 4 anos desaparecida em território português, não se tendo, até à data, obtido quaisquer conclusões claras e específicas de um caso que, por essa razão, permanece um mistério. 

Um caso que, como esteve sempre e desde o início sob o olhar permanente da comunicação social e consequente escrutínio público, trouxe à tona a forma como uma investigação criminal é levada a cabo pela Polícia Judiciária portuguesa e os meios de que dispõe, por outro lado a forma como actua a polícia inglesa sob orientação do governo britânico, as relações diplomáticas entre dois países que partilham entre si História (períodos de  tensão e períodos de amizade) em comum, fazendo os dois parte (na altura!) da União Europeia, as relações comerciais actuais, o impacto sobre umas das nossas mais importantes áreas económicas - o Turismo- e acima de tudo o quão difícil continua a ser saber a verdade sobre o que realmente aconteceu e onde, e como, está a menina.

A verdade.
Coisa tão simples, permanente e íntegra, e no entanto, tão difícil de encontrar como deveria ser de esconder.

Este livro constitui a argumentação de Gonçalo Amaral. Fiquei com a percepção de que algumas coisas correram menos bem na investigação. Não apenas pelos meios de que se dispunham na altura (em termos equipas técnicas, equipamento tecnológico, burocracias do processo, cumprimento da lei e devidas limitações de acção, entre outros), mas porque o mediatismo e a pressão em redor do caso, o melindre para não ferir as relações entre os dois países, de certa forma atrapalharam o inquérito e instrução do processo e perturbaram o raciocínio (que se pretende nestas situações ser frio, rápido, imparcial e claro) dos investigadores. No livro, a tese que tem mais força é a de que a menina morreu no apartamento 5A do Ocean Club e houve ocultação de cadáver. Os pais foram constituídos arguidos. Mas não se conseguiu dar como provado e a verdade é que não se encontrou o corpo.

Uma coisa é certa. Existia uma menina que desapareceu e que até hoje não foi encontrada, nem morta nem viva.

Nunca compreendi muito bem todo o mediatismo que este caso teve, e continua a ter. Não que não concorde com ele. Acho que tudo o que sirva para tentar encontrar esta e outras pessoas desaparecidas nunca é em vão e tem todo o sentido. Mas não consigo encadear por A + B a forma rápida e exponencial como este caso em concreto sensibilizou milhões de pessoas, canalizou milhares de euros na procura da Maddie, e teve intervenção directa de altas patentes dos estados português e britânico. Foi pela imagem da Maddie, o seu ar angelical, belo e puro? Mas não o são assim todas as crianças? Foi porque se tratava de uma menina que desapareceu em território estrangeiro? Foi... porquê?! 

Qual é, afinal, a seriedade disto tudo e onde está a verdade? Onde está Maddie... afinal?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Sensing a sense

After all these years
Something slightly spreads into my ears
That it will continue.
This unstoppable task. The persue.

The reason and simultaneously the path.
To have this constant, latent and maddening idea.
That it must always has to be a sense. The Sense.
I keep searching for it. For it and the sense of it, too!
And so i sense that this is just an infinite journey.
Sometimes i feel getting along with it.
Sometimes i feel getting away from it.
Some other times i just feel getting in the middle of it!
As i go through and further, as i setback
I realise what it seems to be educating me...
Teaching me. Coaching me. Clearing my sight.
That, in fact, everything has its own purpose.
But we do not need to understand it right away.
The beauty in it is exactly its demand and not the destination itself.

And so i reiterate... Life has a strange and funny sense of humor.
Destiny, they say.
Tons of...

Conceição/Concepção


Amanhã é feriado! Dia da Imaculada Conceição (Virgem Maria, Mãe de Deus... livre de todos os pecados). É também rainha e padroeira de Portugal e de todos os povos de língua portuguesa.

Sem nódoa. Sem mancha...

Bom feriado!