sábado, 31 de agosto de 2013

Leituras - "Sem Fim à Vista - A Viagem"

de Raquel Ochoa. 2012.

Não conhecia esta jovem escritora portuguesa mas ainda bem que lhe dei o benefício da dúvida e trouxe este livro para casa. Não só fiquei fã como extrema e agradavelmente surpreendida. Por alguma razão comecei a ler um bocadinho desconfiada em como este seria mais um daqueles livros de autores portugueses chatos que me obrigo a ler sempre na esperança de gostar. Gostei mesmo, e muito. Acho até que é dos melhores romances sobre viagens que alguma vez li! Não apenas pela forma como a estória é apresentada, dividindo a evolução dos acontecimentos em paralelismo com as partes do corpo doentes da personagem principal. Agora que o terminei de ler acho que esta estória surgiu mesmo na altura certa para mim. Não podendo fazê-lo de outra forma, pude, através das palavras lidas, viajar até bem longe, respirar paisagens diferentes e praticamente alcancei aquilo que pretenderia alcançar com uma viagem de verdade: conhecer, aprender e crescer.


Vitor Vídampla, açoriano, é um homem cujo coração lhe pregou uma grande partida. Não, não se apaixonou perdidamente nem deitou tudo a perder. O coração dele simplesmente.... deixou de funcionar... Fruto de uma vida de sucesso empresarial mas de extrema pressão, stress, e ansiedade como responsável pelos negócios da família. De alguma forma esteve durante muitos anos a respirar mas não a viver de verdade, esteve esquecido da vida e de si próprio, e agora foi-lhe dada uma segunda oportunidade quando recebeu um novo coração, através de transplante. Ainda assim o tempo de vida que lhe estimam é pouco e sempre dependente de dezenas de comprimidos diários e pouca distância dos médicos. Mas Vitor decide, contra todas as indicações, ir viajar sozinho para o outro lado do planeta e cumprir um sonho antigo: perceber o que é "meio-mundo", e ir à Nova Zelândia assistir à final do mundial de rugby. Começa por Singapura, Malásia, Indonésia, vai até à Austrália, Nova Zelândia, percorre Hong Kong, Macau, Sri-Lanka, Japão... e termina na sua terra-natal, os Açores.  O que ele pretende com esta viagem é sentir-se mais vivo e mais perto de si próprio, esticando o tempo como se as doenças e todos os problemas clínicos que carrega ficassem mais leves e subtis se ele próprio for diferente, num sítio diferente. Um relato cativante e simultaneamente desafiante pelas inúmeras reviravoltas que a estória vai tendo ao longo do percurso. Aquilo que parece raramente é! E por vezes uma experiência pode até não ser real mas ensinar-nos algo na mesma. No final de contas é apenas isso que interessa. O que aprendemos e o que crescemos com a coisas. Sejam elas quais forem. Vitor esteve todo este tempo em coma, ou talvez não, mas esta viagem existiu e cumpriu o seu desígnio.

Há coincidências engraçadas (e boas!) que às vezes me acontecem. Por alguma razão li há pouco tempo um livro de um autor que não conhecia: Bruce Chatwin. E agora, inesperadamente, num livro que comprei por acaso e apenas por curiosidade eis que nas últimas páginas surge um excerto de um livro deste autor, como que a resumir a grande lição da estória... precisamente acerca das viagens e do que viajar pode significar na nossa vida. Incrível! Acredito em sinais e acho que este foi um!


Quanto às frases e ideias que me ficaram do livro.... preparem-se... não são poucas, são muitas (lololol private joke.... :)).  À medida que estou a ler vou dobrando as pontinhas das folhas onde esteja algum parágrafo ou ideia que eu tenha achado especial.... e neste livro...bem... terminei e apercebi-me que tinha... algumas dezenas de páginas marcadas ... :) Aqui estão (algumas) elas:

"O vento chega e modifica, não deixa a praia igual. Assim são as viagens."

"A mente é um lugar estranho."

"Sacou da câmara e disparou como os muitos turistas ali em volta, mas não apontava para nada de especial, não enquadrava nenhum motivo. Mais tarde, ao ver as fotografias, percebeu, tentava com a câmara captar uma energia que não se deixa fotografar, algo que só se sente em presença."

"Houve um vento frio que o penetrou até aos ossos quando ela passou."

"Todas as viagens têm momentos de dúvida."

"Põe o teu ego numa canoa e vais ver de que tamanho é o teu ego. Põe o teu ego no Oceano Pacífico e logo vês o que lhe acontece."

"Eu continuo a exercer o meu direito à abstracção."

"Nada como uma boa desgraça longínqua para encontrar os aspectos positivos da mais próxima."

"Não me interessa de onde vens. Interessa-me para onde vais."

"Nunca imaginamos o que está por detrás dos olhos de uma pessoa."

"Frequentemente, desde o acidente, demorava muito a escolher as palavras, e quando as encontrava já não fazia sentido dizê-las. Por isso, passava por seco ou meditabundo, mas só tentava ser sincero e fazer questão de que os seus actos fossem honestos em plenitude."

"... algo fora do normal, left field, como é costume dizer-se em inglês."

"... li isso algures, as pessoas que declaram que gostam do que fazem, com água canalizada, electricidade, emprego  e que conseguem poupar algum dinheiro ao fim do mês correspondem a sete por cento da população do mundo... custa-me a crer... mas de qualquer modo há estatísticas para tudo, não é?"

"Em todas as grandes viagens chega um momento de ruptura, em que o passado passa a ser o passado e o futuro um mar de promessas. É neste ponto que o viajante sente, de modo abrupto e precipitado, que não voltará a ser o mesmo. Partem-se pratos num chão de mármore que ninguém ouve, ninguém compreende. É subtil. Uma aragem. "

"As histórias só acontecem a quem as vai poder contar. (Paul Auster)"

"De vez em quando um desafio é necessário para nos testarmos, cria uma sinergia para as habilidades da mente e alma."

"... o seu corpo era uno outra vez, forte, compacto e automático como são todos os corpos com saúde..."

"és um chato, pesado, sempre atento aos pormenores menos relevantes da vida... ao worst case scenario."
"as pessoas não mudam. Não sem ser numa circunstância: a da sobrevivência."

"Estive drogado com a minha vida."

"Viajar é sobreviver à sorte e ao azar."

"Um homem descobriu isso em mil novecentos e pouco. Parece que beber água do mar diluída em água doce cura quase tudo. Mas depois vieram os antibióticos e essas tretas todas. Enterrou-se a descoberta de René Quinton."

"O dia mais importante de uma relação não é o dia em que conhecemos a cara-metade, mas o dia em que essa pessoa passa a existir dentro de nós."

"Já reaparaste como star e scar são palavras tão parecidas?"

"Ser sozinho tem essa vantagem - não há nada a perder."

"Hoje sou a pessoa mais calma do mundo. Hoje sim, por todas as inúmeras vezes que ao longo da vida já perdera a cabeça. O desgaste vem da consciência de que se perdeu a razão, é um dos mais debilitantes estados, porque os nervos impedem a aparição de quaisquer argumentos. Como se os houvesse. No fundo, todos os que são muito competentes têm dificuldade em aceitar erros crassos e comportamentos preguiçosos."

"As montanhas foram a maior criação de Deus, não foi a mulher, muito menos o homem. No dia em que as criou estava inspirado. Deus pôs todo o seu esforço nas montanhas e depois o Homem foi só para criar alguém que as pudesse apreciar. Deus só criou os homens para contemplarem as montanhas. E o mar? O mar é outra história. O mar serve para separar e ligar. O mar é veículo. As montanhas são imóveis, intransponíveis. Um monumento. Tal como o mar, são inclementes, mas o mar limpa o homem, as montanhas levantam-no."

"É esse o código secreto da evolução humana. Pensarmos que alguém sabe mais de nós do que cada um de si mesmo. E esperar que a chave venha do céu e não de cada célula que se carrega dentro do corpo, dia após dia, das zonas virgens do cérebro."

"É fácil esquecermo-nos de quem não gostamos. Ou... é tão fácil lembrarmo-nos de quem gostamos."

"No Sri-Lanka sente-se uma magia de rejuvenescimento, tanta selva, tanto mar, tantas montanhas - gente simples, honrada e acolhedora - O visitante sente que não há outra forma de viver senão de modo puro e desprendido, como se todas as outras fórmulas, a da metrópole ou a do subúrbio, fossem meros desequilíbrios civilizacionais."

“Olho-o orgulhosa, com os olhos periclitantes. – Quando a maré subir e subitamente te encontrares encurralado entre as rochas e o mar, no momento em que pensas que não vai haver saída, nunca desistas, é exactamente nesse ponto que a maré vai mudar e começar a descer.”

“A morte, tal como a escrita, dá-nos a noção de que só devemos fazer o que nos apetece, ou antes, que só devemos fazer aquelas coisas que nos permitem chegar a um estado em que só fazemos o que nos apetece.”
“Acredito que viajar, desde os Descobrimentos até hoje, continua a ser um dos maiores previlégios da existência.”

“Livro Anatomia da Errância, de Bruce Chatwin. No dia em que chegares a casa abre-o na página marcada, 133, e lê o segundo parágrafo.”

“...O grande segredo é viajar.” 

“Nos meios esotéricos, diz-se que o planeta, tal como o corpo humano, tem os seus chakras, sendo os Himalaias o local onde mais se concentram, a seguir os Andes e, no terceiro e surpreendente lugar, os Açores, esse ponto nevrálgico da Terra que tantos acreditam ser o fim de um mundo que existiu e existe afundado, e o ínicio deste que agora emergiu. Ser de lá, ir lá, voltar lá, provoca interessantes efeitos.”

"A viagem inacabada."

conclusão.... quero muito ir aos Açores :))))~

aqui fica também o blog da autora, para ir seguindo as suas palavras ;)

Boa viagem! 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

TV - Shark Tank

Não sei se alguma vez viram este programa de tv. Eu ADORO! Actualmente está a passar na Sic Radical mas é um programa que já existe desde 2009 na tv americana.
Basicamente é aquilo que o próprio nome diz (e que está muito bem escolhido por ter a ver com o mundo dos negócios)... é realmente um tanque de tubarões... de investidores com mente afiada e olho clínico para o negócio.
Há pessoas comuns que têm ideias (umas melhores e mais geniais que outras), não têm capital para fazê-las crescer e vão apresentá-las a um grupo de investidores (de reconhecido sucesso) que investe (passo o pleonasmo) e aplica o seu dinheiro por sua conta e risco. Entenda-se que capital não é apenas dinheiro na mão para produzir e levar avante uma ideia de mercado. Por vezes, bem mais importante é o know-how, a experiência que aqueles investidores têm, bem como os contactos e relações comerciais que são muito mais valiosas do que qualquer maço gigante de notas. A mim o que me cativa ver é o tipo de ideias que as pessoas têm, como é que surgiram, e ver o tipo de perguntas e argumentos entre as partes. É mesmo muito muito interessante. Vejam! ;)



E... adoro o Mark Cuban (ao centro) e o Robert Herjavec (em baixo, à esquerda)! Gosto de todos mas o Mark é o porreiro, sempre o mais emotivo, bem-humorado e até sensível, não deixando de ser um excelente investidor e homem de negócios. É essa surpreendente combinação que me faz gostar mesmo de o ver. E o Robert é um orgulhoso descendente de imigrantes que foram atrás do sonho americano e passaram por muitas dificuldades, razão pela qual ele dá muito valor ao facto de não se ter nada mas querer trabalhar e ter sucesso, de começar do 0. Além disso é muito pragmático e decidido. Gosto! Estas duas "personagens" reais mostram algo muito importante: o sucesso implica acima de tudo trabalho árduo, vontade de aço, resiliência, foco e também uma boa dose de coragem, gosto pela aventura e amar de coração o que se e como se faz! E sorte e saúde! (como aliás em tudo o resto na vida!)

sábado, 24 de agosto de 2013

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Close your eyes... and dream.

Era aqui que me apetecia estar agora. A caminhar por este passadiço de madeira, a caminho do mar. Era nas escadas ali ao fundo que me apetecia sentar. A apreciar a paisagem e apenas sentir a maresia. E ficar ali um bocadinho. Se possível com a mesma serenidade e felicidade do 1.º dia do ano...

The Blind Side


The Blind Side (Um Sonho Possível) é um filme estreado em 2009. Tinha-o gravado e hoje saiu à cena para ser visto (sim porque isto de estar doente e em casa tem dado pelo menos para equilibrar o saldo muito negativo com que eu andava no que toca a ver filmes!). Fartei-me de chorar, especialmente pelo facto de saber que todo aquele relato é uma história verídica.

Um rapaz, Michael Oher, era mais uma das muitas crianças negras nascidas nos guetos, que conviveu desde cedo com a violência, drogas, álcool, falta de carinho e amor, falta de educação e especialmente falta de perspectivas e de um futuro. Era um rapaz à margem da sociedade, à margem dos outros. Traumatizado, catalogado de burro, gordo e hopeless. No entanto, era educado, meigo, tímido e humilde. Ninguém dava nada por ele excepto uma pessoa. Uma mulher que viu nele aquilo que ele realmente era.
Teve então a sorte de ser ajudado por um casal com dois filhos que não o conseguiu deixar na rua ao frio e o levou para casa. Começou por dormir no sofá, depois passaram a comer à mesa todos juntos, mais tarde compraram-lhe roupas e um dia simplesmente deram-lhe um quarto. Passou a fazer parte da família. Apostaram nele. Trataram-no com carinho, deram-lhe um lar, ajudaram-no nos estudos e impulsionaram-no a jogar futebol americano. Sim, porque ele era (e é)  um gigante e de certeza que ia conseguir ser bem-sucedido e ganhar confiança. Assim aconteceu.
Hoje em dia esse mesmo rapaz é um conceituado e premiado jogador na liga americana de futebol.

Uma história muito bonita e tocante, ainda que sobre a pobreza e exclusão social, sobre os efeitos da falta de educação e oportunidades das crianças desfavorecidas, também um pouco sobre o racismo, mas acima de tudo sobre a generosidade e solidariedade humanas. Ajudar está ao alcance de todos mas poucos dão esse passo. O risco é sempre muito elevado ainda que a recompensa seja imensurável...


E a Sandra Bullock tem um papel fantástico. Fiquei agora a saber que ganhou o prémio de melhor actriz neste filme.

Ide...ide ver porque vale muito a pena!!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Leituras - "Desamor"

de O Arrumadinho. 2013

"Desamor" resulta de um pedido que o autor do blog O Arrumadinho fez aos seus leitores. Pediu-lhes que partilhassem com ele as suas estórias de desamor (porque toda ou quase toda a gente tem uma, ou várias!). Acredito que para essas pessoas foi um alívio, qual catarse, poderem fazê-lo de forma completa e aberta e para alguém que realmente lhes iria prestar atenção, de forma imparcial. São estórias de amores não correspondidos, proibidos, impedidos, em degradação, e mortos pela força da realidade e das circunstâncias. São estórias, relatos de mulheres, umas mais novas que outras, umas estudantes outras empregadas, com e sem filhos, casadas ou não, em que algo correu mal nas suas relações amorosas. Achei interessante haver um livro assim. É quase arriscado fazê-lo porque as pessoas gostam de finais felizes, ainda que apenas em ficção. Talvez porque isso as faz sonhar e ter esperança. Mas de qualquer forma não deixa de ser muito interessante ler "Desamor". É quase como se estivéssemos a falar e a ouvir os nossos melhores amigos. A ouvir as suas estórias, o que se passou e como se sentiram numa ou outra relação. A maior parte das estórias é muito comum, de certeza que já ouviram e conhecem uma ou outra pessoa que passou pelo mesmo. O interessante aqui é que nos é permitido ouvir/ler a pessoa que sofreu e conta tudo sem filtros, sem medos porque todas as estórias são anónimas e portanto estas mulheres puderam escrever abertamente o que pensam e sentem, sem ter medo que o que pensem ou sintam seja pouco convencional ou tabu. 
Mesmo se não soubéssemos o ano de publicação deste livro perceberíamos que é muito actual. Porque na maior parte das estórias o peso que a internet, as redes sociais e a tecnologia em si têm no desenrolar dos acontecimentos é muito grande. Hoje vive-se muito (virtualmente claro) através de computadores e das redes sociais. As pessoas quase que confundem quem realmente são e quem gostam mostrar ser (ou gostariam de ser) através do que colocam nas suas páginas para que os outros vejam e comentem. Como se no final do dia a sua felicidade dependesse da quantidade de "gostos" que conseguiram ter nas suas fotos e nas suas palavras. É, no final de contas, uma actividade vazia porque por mais caracteres que tenhamos em frente dos olhos acerca das "nossas" coisas, não temos efectivamente nada nas mãos. Nada a que nos possamos agarrar, abraçar, sentir. De certeza que há pessoas com milhares de amigos no facebook ou milhares de seguidores no twitter e afins mas muito possivelmente estão sempre sozinhas. Mas enfim, são estes os tempos actuais e não vale a pena tapar os olhos.
Nestas estórias há uma coisa em comum: finais infelizes. É excusado estar a ler uma das estórias e quase desejar que aquela relação desse certo e corresse tudo bem (isto chegou a acontecer-me!), porque neste livro é garantido que todas elas correram mal, ou simplesmente não correram! Mas não se fica com uma sensação triste depois de lê-las. Fica-se isso sim com maior compreensão sobre estes assuntos. Tal como acontece quando alguém partilha este tipo de confidências connosco. Fica-se mais tolerante por se entender  melhor certas situações e reacções e faz-nos sentir que não é o fim do mundo estas coisas acontecerem (são até bastante comuns...), há muitas outras pessoas que passaram ou estão a passar pelo mesmo. E o que interessa acima de tudo é que, algures no decorrer desses acontecimentos, tenhamos aprendido e crescido.
Acho que no fundo estas estórias nos fazem sentir mais próximos uns dos outros porque afinal toda a gente tem desaires ao longo da vida.
Recomendo!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Festival Ilha dos Sons - Mina São Domingos

Ora atã ma nã é verdadi ca Mina vai a teri um festivali mêmo festivali com artistas a cantarem e tudo?! 

Ah pois é!! A terrinha dos meus antepassados maternos onde passei muitos e felizes natais e verões -  Mina de São Domingos - vai receber a 1.ª edição de um festival de música. Um festival de verão à séria!! Com bandas e artistas da moda, com um recinto próprio, com campismo e tudo! Entendo a escolha do local. A Mina é uma terra já há muito apreciada por quase toda a gente. Um pequeno oásis no deserto turístico do Alentejo. Para mim sempre foi um sítio especial. Que me lembra a minha querida avó Ana, de lenço na cabeça, generosa e afectuosa. Na Mina há sempre coisas para apreciar e descobrir. A Tapada Grande é um sítio mágico. Hoje em dia é praia fluvial e chama muita gente à Mina, especialmente no verão. Mas o que eu mais gosto é dos entardeceres na Mina. As cores do céu, a tapada e suas águas calmas como um espelho a reflectir os laranjas e rosas do final de uma tarde de verão. E a noite... como é tudo mais ancestral, há menos candeeiros e luzes acesas. E por isso o céu lá é mais estrelado. Foi lá que vi o maior número de estrelas a cair.

As pessoas da terra não falam do festival com muita alegria porque têm medo do que isso possa trazer. Não se sabe que tipo de pessoas vão e o que vão fazer por aquelas bandas, par além de assistirem ao festival. E é aceitável que as pessoas tenham esse medo. Mas esperemos que não hajam incidentes, que corra tudo bem e que especialmente as pessoas se divirtam! Os da terra e os que para lá vão!! ;)
Eu acho bem estas iniciativas e esta aposta na Mina!

Aqui fica o programa das festas (vulgo Cartaz!).

site: http://www.ilhadossons.com/


Encontrei este site com tudo sobre festivais de verão. Fica também aqui a dica. Achei muito fixe e completo. http://www.festivaisverao.com/


Actualização: Fui! E gostei muito! Muito bem organizado, nada de confusões, muita oferta em termos de barraquinhas dentro do recinto, o som esteve excelente e muita gente. Ah e o concerto do Richie Campbell foi muito acima da expectativa.... That's how we roll!! Sempre a dançar, a pular e a cantar. Espero que para o ano haja mais!!! :)))

You asked for it baby!!!

Pois é. Cuidado. Cuidado com o que desejam porque... pode tornar-se realidade! Muito cuidadinho quando se queixarem de alguma coisa (seja ela qual for) na vossa vida. Eu já há que tempos que me andava a queixar que nunca tinha tempo para nada, que gostava de passar mais tempo em casa, a gozar a minha casinha, na minha, a ler, a dormir, a ver filmes, enfim....basicamente para descansar afastando-me um bocadinho da rotina e das correrias do dia-a-dia. Mas, agora sei, dizia isso da boca para fora porque na verdade o que eu gosto mesmo é de passear, sair, ver coisas, sentir vida. Descansar e alhearmo-nos das coisas de vez em quando é bom, mas sinceramente não me faz feliz. Pois agora que iniciei as minhas tão desejadas férias cá estou, fechada em casa, doente e de cama. Com tempo de sobra para fazer aquelas coisas todas que anseio tanto para fazer... mas sem saúde e energia para isso.... É nestes momentos que fica bem claro que sem saúde não somos nada, não podemos fazer nem querer fazer nada.
Anseio agora por melhores dias, por poder sair de casa e respirar ar fresco, passear na rua, ver pessoas e coisas, sentir o sol e a brisa na pele... Já cheguei à conclusão que eu não fui feita para estar muito tempo em casa fechada. Depois de recarregar baterias isso é algo que me frusta imenso. Como se sentisse que urge viver e aproveitar a vida e o mundo!!
Até lá... é tossir bastante, ter calafrios, espirrar constantemente, arrastar-me pela casa, tomar os medicamentos e beber muita águinha e chá quentinho (o que em pleno Agosto e as actuais temperaturas tem sido.....transpirante....:D:D)!!! aaaaaaaatchim!