segunda-feira, 28 de março de 2016

Leituras - "Equador"

de Miguel Sousa Tavares. 2003.


Acho que, até à data, este deve ter sido o livro que li (ou absorvi...) mais rapidamente. Desde a primeira página até à última página prendeu-me e dele não me consigui libertar até terminar. Por variadas, e talvez algumas até inconscientes, razões. Porque estive recentemente no país sobre o qual a história recai - São Tomé e Príncipe. Porque consegui ligar cada detalhe descritivo aos sítios concretos por onde também passei. Porque percebi e senti a história. E por tudo o resto de um conjunto de pontas soltas e aparentes coincidências que aqui se ligaram. Mais não será preciso dizer para concluir que gostei bastante.

"Quando, em Dezembro de 1905, Luís Bernardo é chamado por El-Rei D.Carlos a Vila Viçosa, não imaginava o que o futuro lhe reservava. Não sabia que teria de trocar a sua vida despreocupada na sociedade cosmopolita de Lisboa por uma missão tão patriótica quanto arriscada na distante ilha de S. Tomé. Não esperava que o cargo de governador e a defesa da dignidade dos trabalhadores das roças o lançassem numa rede de conflitos de interesses com a metrópole. E não contava que a descoberta do amor lhe viesse a mudar a vida." (sinopse daqui)


(algumas das muitas...) Frases do livro que registei com particular interesse:

 "...na leitura sonolenta do Mundo, o seu jornal de todos os dias..."
 
"Era um homem livre: sem casamento, sem partido, sem dívidas nem créditos, sem fortuna nem apertos, sem o gosto da futilidade nem a tentação do desmedido."

"- Nunca mais a vejo?
- A mim? Não sei. Quem sabe? Os que não morrem encontram-se, não é verdade?
«Desisto», pensou ele para consigo. «Esta mulher é um bloco de gelo. Esta conversa é absurda, esta empreitada é uma loucura e só pode acabar no ridículo».

- Não, não basta estar vivo. Depende de como se está vivo. Não se encontra só o que se encontra, mas também o que se procura. Nós não somos folhas levadas pelo vento, não somos animais à deriva. Somos seres humanos, com uma vontade própria."

"Em circunstâncias normais, poderia passar-se mais de um ano sem se encontrarem, por acidente: não se encontra o que não se procura."

..."sem demonstrar pretender cobrar qualquer vassalagem intelectual, que não a do respeito natural que a sua pessoa parecia impor à roda"...

..."não estou convencido de que a redução da dimensão dos problemas acrescente a grandeza das nações"

..."a solução dos problemas da nação não passava pela forma constitucional do regime: com Monarquia ou com República, o povo continuaria ignorante e miserável, as eleições seriam sempre resolvidas pelos caciques de província, que tinham a faculdade de poder fazer eleger a maioria dos deputados das Cortes, o aparelho de Estado continuaria a ser provido pelos conhecimentos pessoais ou fidelidades políticas e jamais pelo mérito individual, e o país - com inúteis condes e marqueses ou com inflamados demagogos republicanos - continuaria infalivelmente preso de ideias retrógradas e de forças conservadoras para quem a modernidade era o mesmo que o próprio Diabo. O que não havia em Portugal era uma tradição de cidadania, um desejo de liberdade, um gosto de pensar e agir pela própria cabeça: o desgraçado do trabalhador do campo dizia e fazia o que o patrão lhe mandava, este repetia o que o cacique local lhe transmitia e este, por sua vez, prestava contas e vassalagem aos próceres do partido em Lisboa. Podia mexer-se no cume da pirâmide, que tudo o resto, até à base, permaneceria inamovível. A doença era bem mais profunda do que maleita a que um simples golpe de Estado constitucional pudesse atalhar."

"Sentia-se a planar, meio ausente."

"Costumava dizer que, na vida, ou se faz alguma coisa de verdadeiramente importante ou é melhor não fazer nada. Viver ao sabor da corrente, como ele fazia, saboreando as coisas boas e agradáveis e evitando com destreza os alçapões, as prisões, os compromissos. Odiava a fé e os fanatismos, na religião como na política, na vida social como no trabalho. Nada lhe parecera ainda verdadeiramente importante para o incomodar seriamente, para trocar o conforto dos seus dias pelo desconforto de uma ambição. Muitos intelectuais do seu tempo pensavam como ele mas pareciam sofrer esse vazio de causas e de ambições como um mal: ele via-o como um privilégio."

..."o cheiro abafante a clorofila que vinha de terra"...

"Sentia uma indolência absoluta, um desejo de se deixar ir na corrente, de ser comandado, em vez de comandar."

..."sentiu o golpe no peito e desviou o olhar, caçador caçado"...

..."corpo de deusa grega, pintado de negro"...

"Luís Bernardo aspirou o perfume ainda nocturno e suave a baunilha e o perfume nascente da «rosa louca», essa flor inconstante do Equador, que de manhã é branca, a meio do dia é cor-de-rosa e ao fim do dia é vermelha, da cor do Sol afogando-se no mar."

..."quando assistira ao Nabuco, de Verdi. Era o «Va, pensiere», o cântico dos escravos hebreus.

..."passar-lhe a mão pela pele de cetim negro e dizer-lhe ao ouvido, como quem manda mas também como quem pretende, «queres ser a minha lavadeira?», conforme o costume estabelecido nas ilhas entre os homens brancos e as gazelas negras"...

"geria os vícios com luxo e as necessidades com elegância"

..."a beleza esmaga a realeza"...

"Declaro que, com efeito, haverá sempre infelizes, mas que é possível deixar de haver miseráveis". - Victor Hugo

"...escutava o som das águas correntes do Bramaputhra, essas águas sagradas que, nos seus devaneios metafísicos, acreditava também que protegiam o seu casamento e a eternidade de instantes pacíficos e mágicos como aquele.."

..."um olhar suave, de olhos de um verde-azulado, que olhavam a direito nos olhos dos seus interlocutores, como se neles coubesse toda a inocência ou toda a audácia do mundo"...

"Quando se finge não perceber, não adianta tentar explicar"

 "A seus olhos, via, de repente, um homem de sociedade, que se tinha tornado num solitário; um homem tolerante e que adorava a controvérsia, que se tinha tornado estranhamente intransigente; um homem tão desprendido e mesmo fútil em tantas coisas, que agora quase se dava ares messiânicos, como se o mundo inteiro tivesse os olhos postos na sua obscura tarefa, ali, nos confins do mar, naquele arremedo de terra e de civilização. Estaria tomado pela importância que atribuía à sua própria missão, sob pena de se sentir ali totalmente inútil, desperdiçando um precioso tempo que poderia gastar algures, a viver? Estaria transtornado pela solidão, pelo silêncio das noites e noites consecutivas a falar e a ouvir-se falar sozinho? Estaria perdido, teria perdido o sentido da proporção das coisas?"

"As ilhas são lugares de solidão e nunca isso é tão nítido como quando partem os que apenas vieram de passagem e ficam no cais, a despedir-se, os que vão permanecer. Na hora da despedida, é quase sempre mais triste ficar do que partir e, numa ilha, isso marca uma diferença fundamental, como se houvesse duas espécies de seres humanos: os que vivem na ilha e os que chegam e partem."

"As mulheres dos amigos podem fazer o que quiserem, os amigos dos maridos, não."

«De mal com os homens por amor d'El-Rei, de mal com El-Rei por amor dos homens.»

"Combatividade"

..."o deixar o quarto onde jogara cartas com o destino"...

..."com uma calma e uma lucidez próprias de quem tinha acabado de entender a diferença entre o essencial e o acessório"...

"Às vezes, quando se é amigo, é melhor fingir que não se vê aquilo que não deve ser visto, por mais que isso nos custe. Em nome da amizade ou em nome de outras coisas mais difíceis de explicar. Mas cabe aos outros entender que estamos apenas a fingir que não vemos."

"Ali, onde todos os instintos eram vorazes, onde o desejo crescia como as simples plantas que se transformavam em árvores de um dia para o outro, onde os negros se passeavam quase tão nus como os animais, onde o calor, a lassidão e a lonjura, diluíam aos poucos o que noutro lugar estaria seguro por regra e convenções acatadas sem esforço? Ali, onde cada mulher acabava por se tornar apetecível para um homem só, e onde a simples presença e a figura de Ann se tornava uma tortura aos olhos de qualquer homem? Sim, claro, entre o desejo e a consumação vai uma distância - que é moral, antes de ser convencional."

"O ciúme é irracional: alimenta-se do seu próprio sofrimento e é como se só conseguisse saciar-se e acalmar-se quando tudo o que de pior imaginou se torna real e nítido e visível. O ciúme é uma dúvida doentia que cresce como um cancro e a que só a certeza de já não haver lugar para dúvidas pode trazer, pelo menos, o bálsamo de pôr fim a essa angústia, a esse enxovalho de viver permanentemente à procura dos sinais da traição. Quanto mais chocante for a evidência, quanto mais real for o real da traição, mais o ciúme se sente recompensado, redimido, quase digno de respeito."

"Mulher bonita demais anuncia desgraça em terra"

..."o destino de certos homens é o de nunca amarem quem deviam amar"...

 "A 8 de Fevereiro de 1908, o Rei D. Carlos e o Príncipe Real D. Luís Filipe, tendo acabado de regressar de Vila Viçosa, percorriam o Terreiro do Paço num landau aberto, quando foram emboscados e mortos a tiro por dois assassinos identificados - parte de uma conspiração mais vasta, a qual, por razões de conveniência política, nunca foi trazida à luz."

"Enfim, uma carta de um homem que morreu depois de a escrever, para outro que morreu antes de a ler."

terça-feira, 15 de março de 2016

Viajar no tempo através da música

Ultimamente tenho-me tentado lembrar de um grupo musical que vi em Barcelona há uns 8 anos atrás. Lembro-me perfeitamente da sensação de ir percorrendo as ruas e ouvir aquele som a chamar-me à distância. A encantar-me à distância. E bastou que eu seguisse o seu rumo de som para encontrá-lo mais adiante. Fiquei ali parada, física e temporalmente, cerca de 1 hora, naquilo que pareceu um instante. 
Hoje, sem saber porquê, apareceu um nome na minha cabeça. Barakustica. Não conseguia encontrar nada com esse nome... Estava com algumas interferências afinal... Bastou aprofundar a pesquisa e ir atrás do facto dessa palavra ter-me assim de repente aparecido à frente.
São eles. É ela. Aquela música que me encantou e volta a fazê-lo agora.

Adoro este som. Não apenas pelo som em si mas porque me faz viajar no tempo, neste caso faz-me recuar e recordar-me vividamente daquele momento em que ia a caminhar sem destino pelas ruas de Barcelona. E isso faz-me sorrir!

Senhoras e senhores... os Barnakustica...

 Barnakustica: "Entribu"

Barnakustica Trío "Tiempo"

sábado, 12 de março de 2016

Bom fim-de-semana


Todas as coisas acontecem, ou por outro lado... deixam de acontecer, por uma razão. Assim se costuma dizer, com quem nos passa a mão pelo cabelo num gesto de acalmar e sossegar. Mas mesmo assim, há quem queira continuar na luta, no desassossego e queira, não apenas aceitar o que acontece e o que não acontece mas acima de tudo perceber a tal razão. Que razão e a que lógica pertence que nos impõe acontecimentos de forma ditatorial como se nós não passássemos de meras peças num jogo de xadrez?!
Xeque-mate... ao Rei, ao ditador. Ao que muito sabe, nos usa e pouco nos diz.

Bom fim-de-semana!

A ouvir... Wet

Wet - You're the Best


Wet - Deadwater


Wet - It's All in Vain


           Wet - Weak

Martha Medeiros - "Morre lentamente"

Este poema é muitas vezes, e erradamente, atribuído a Pablo Neruda. Mas na verdade o poema é de uma escritora e jornalista brasileira - Martha Medeiros.

São palavras lindíssimas num texto muito verdadeiro...

"Morre lentamente"

"Morre lentamente 
quem se transforma em escravo do hábito, 
repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. 
Morre lentamente 
quem faz da televisão o seu guru. 
Morre lentamente 
quem evita uma paixão, 
quem prefere o negro sobre o branco 
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, 
justamente as que resgatam o brilho dos olhos, 
sorrisos dos bocejos, 
corações aos tropeços e sentimentos. 
Morre lentamente 
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, 
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, 
quem não se permite pelo menos uma vez na vida, 
fugir dos conselhos sensatos. 
Morre lentamente 
quem não viaja, 
quem não lê, 
quem não ouve música, 
quem não encontra graça em si mesmo. 
Morre lentamente 
quem destrói o seu amor-próprio, 
quem não se deixa ajudar. 
Morre lentamente, 
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte 
ou da chuva incessante. 
Morre lentamente, 
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, 
não pergunta sobre um assunto que desconhece 
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe. 

Evitemos a morte em doses suaves, 
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior 
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos 
um estágio esplêndido de felicidade. "

Martha Medeiros

sexta-feira, 11 de março de 2016

Leituras - "A vida secreta dos intestinos"

de Giulia Enders. 2014. 

Giulia Enders é uma jovem médica e cientista alemã que se dedica à área da Gastroenterologia. E este livro tem sido um best-seller porque aborda de uma forma clara, simples, divertida e simultaneamente rigorosa o funcionamento do intestino (com tudo o que a isso diz respeito...) e o quão ele influencia de forma directa a nossa qualidade de vida. É de facto muito interessante para quem gosta de perceber como se processam as coisas dentro do nosso organismo. O que acontece depois de comermos e o que acontece para termos fome! Como é que os nutrientes são extraídos e absorvidos e o tóxico é filtrado e o supérfluo é deitado fora. De facto, a alimentação tem um efeito directo no nosso sistema imunitário e sistema nervoso (para além obviamente do sistema digestivo...). Cada ser humano é único, é um universo, um macrocosmos constituído por vários microcosmos que funcionam em uníssono e em sinergia de forma a assegurar não apenas a nossa sobrevivência e perpetuação da espécie, bem como o constante aperfeiçoamento do seu funcionamento e adaptação ao ambiente, como ainda nos é dada a possibilidade de podermos sentir e pensar. Somos máquinas perfeitas. O nosso corpo é uma obra de arte e de engenharia pura! E sim, é divertido tentar perceber como funcionam os nossos microcosmos... os nossos vários sistemas, orgãos, valências e em como tudo isso se harmoniza de forma perfeita. Se isso não acontece, há doença (ausência de saúde) e tem sempre uma explicação!


"“Com prudência, começa-se a questionar a posição absolutamente dominante do cérebro”, escreve. “Não só os nervos do intestino existem em quantidade inimaginável como também são incrivelmente diferentes por comparação com o resto do corpo. […] A rede nervosa do intestino é, por conseguinte, também conhecida por cérebro intestinal. […]. Nenhum organismo jamais criaria tamanha rede de neurónios apenas para emitir um simples flato. Tem que haver algo mais por detrás disso.”"

Frases do livro que registei com particular interesse:

..."sendo o intestino um orgão absolutamente excepcional. Representa dois terços do nosso sistema imunitário, absorve a energia de um papo-seco ou de um tofu e produz mais de vinte hormonas próprias."

"A precaução científica é muitas vezes melhor do que uma afirmação precipitada. Mas o medo também pode fazer perder oportunidades importantes. O mundo da ciência reconheceu entretanto que pessoas com determinados problemas digestivos têm frequentemente perturbações nervosas nos intestinos."

"Aquilo que classificamos de intolerância alimentar pode talvez ser apenas a reacção de um corpo absolutamente normal, que no espaço de uma geração se vê obrigado a converter-se a uma alimentação que não teve nos milhares de anos anteriores."

"Todas as pessoas que sofrem de estados de ansiedade ou depressão devem ter presente que também uns intestinos em sofrimento podem desencadear sentimentos negativos... Não podemos procurar o culpado apenas na nossa cabeça ou em episódios da nossa vida, porque, na verdade, somos muito mais do que isso."

"A biologia arruma as coisas em termos de dois grandes compartimentos: seres vivos e seres não vivos.... Depois a segmentação continua. Todos os seres vivos estão divididos em três ramos: eucariotas, archaea e bactérias. Temos representantes destes três no nosso intestino."

"Tal como o mundo em que vivemos, também o mundo dos nossos micróbios tem coisas boas e más. As coisas más têm de um modo geral um ponto em comum, é que buscam sempre e só o melhor. Só que só buscam o melhor para elas."

"A situação não parece à primeira vista muito dramática quando olhamos para os números: cerca de um por cento dos portadores da Helicobacter acabam por sofrer de cancro no estômago. Mas se recordarmos que metade da população mundial tem esta bactéria, então o um por cento é um número bastante elevado."

"O olfacto é um dos sentidos mais essenciais. Ao contrário do gosto, da audição ou da visão, as sensações olfactivas alcançam a consciência sem qualquer tipo de controlo. É também curioso que consigamos sonhar com todo o tipo de sensações, menos as olfactivas. Os sonhos nunca têm cheiro."

"Pro bios significa "pela vida". Os probióticos são bactérias vivas que nós comemos e nos podem fazer saudáveis. Pre bios é qualquer coisa como "antes da vida". Os prebióticos são nutrientes que alcançam o instestino, onde alimentam bactérias boas, para que estas crescam melhor do que as más. Anti bios significa "contra a vida". Os antibióticos matam bactérias, podendo assim salvar-nos quando apanhamos bactérias más."

"Antigamente a higiene passava por eliminar o mau-cheiro ou a sujidade visível, só que com o tempo essa noção foi-se tornando cada vez mais abstracta. Hoje, chegámos ao ponto de comprar desinfectantes para limpar coisas que nem sequer conseguimos ver." 

"Quanto mais elevdos são os padrões de higiene de um país, maior o número de alergias e doenças autoimunes aí existentes."

"Higiene não significa eliminar tudo o que seja bacteriano. A higiene é antes um equilíbrio saudável entre bactérias boas em quantidade suficiente e poucas bactérias más. Isso signfica uma protecção inteligente contra o verdadeiro perigo e uma propagação criteriosa do que é bom."

"Os antibióticos matam com muita eficácia os perigosos agentes patogénicos. E respectivas famílias. E também os amigos e os conhecidos. E os amigos dos amigos e os conhecidos dos conhecidos. Isso faz dos antibióticos as melhores armas contra as bactérias perigosas e as mais perigosas armas contra as melhores bactérias. E quem é que produz a maior parte dos antibióticos? As bactérias! Os antibióticos são armas com as quais bactérias e fungos hostis se combatem uns aos outros."

"... muitas vezes as constipações aparecem por causa de vírus, não de bactérias. Os antibióticos têm três modos de funcionamento: trucidar, envenenar e esterilizar bactérias. Para os vírus estes medicamentos pura e simplesmente não são os adequados."

"... teste de procalcitonina em caso de infecção de origem indeterminada. este rteste mostra se a constipação é da responsabilidade de viros ou bacterias."

"À capacidade de uma pessoa se restabelecer após experiências intensas dá-se o nome de resiliência..."

"Lema "cook it, peal it, or leave it"".