domingo, 23 de dezembro de 2012

Boas Festas!


Isto de escrever no blog é, no meu caso, por "ondas". Ideias tenho sempre muitas de coisas que quero partilhar mas nem sempre tenho o tempo que acho necessário para escrever ou deixar as coisas como quero (e como gosto) e ultimamente também não ando com paciência e acabo por não escrever nada. Acho que andamos todos cansados. No meu caso, cansada de me meter em tanta coisa para fazer como se não houvesse tempo a perder e depois acabo por não ter esse mesmo tempo para todas essas coisas. Curioso e irónico não é?!... mas é assim a vida! Por isso é que para mim, e em jeito de pedidos e promessas habituais (de fim de um ano e início do próximo) espero conseguir acima de tudo mais serenidade e mais calma perante as coisas, perante as situações e perante as pessoas porque me tenho tornado um pouco intolerante ou simplesmente sem paciência e bem vistas as coisas de nada vale a pena perder energia assim. De qualquer forma não queria deixar de desejar-vos (a vós... meus queridos e pacientes leitores e amigos).... um FELISSÍSSIMO NATAL e um NOVO ANO com saúde, alegria, amor, serenidade, e sorte para todos! Sim, muuuuuita sorte porque a conjuntura não se avizinha nada fácil para a maioria dos portugueses. 
Um beijo grande a todos!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Idade dos porquês. Porque não?!

video

Achei este vídeo um mimo... acerca das perguntas que as crianças fazem. Daquelas perguntas difíceis que deixam a maioria dos pais um bocadinho atrapalhados. A certa altura da vida (e hoje em dia essa altura teima e tende a ser cada vez mais cedo) os miúdos começam a  interessar-se por outras coisas para além do noddy do pocoyo do ruca e do panda... começam a descobrir o maravilhoso mundo da anatomia humana!!! Et Voilá! Inicia-se o interrogatório sobre todas as questões subjacentes, sobrejacentes, adjacentes... e por vezes indecentes... eheheh.
Este adolescente prematuro (parece-me que ainda nem 10 anitos tem) chega a casa e questiona os pais sobre a masturbação.... Grande teatro e palavreado quando afinal não era preciso tanto esforço porque o anjinho já sabia e bem o que aquilo era... chamava-lhe era outra coisa! Ah isto dos sinónimos (neste caso da gíria ou calão)  tem muito que se lhe diga... é muito confuso haver mais do que uma palavra para descrever a mesma coisa! (Eu que o diga porque isso me está sempre a acontecer... ter de decidir a todo o momento entre várias palavras que me surgem na cabeça para dizer a mesma coisa... são momentos para compensar outros momentos em que quero dizer uma coisa e não me lembro como se diz...estranho equilíbrio este não?!... - isto foi um aparte...).


Recordo um episódio da minha infância, tinha para aí uns 6 ou 7 anos, numa festa de aniversário de um vizinho meu, em que havia crianças pequenas mas também alguns já adolescentes, andávamos na rua a correr de um lado para o outro, a brincar ao mamã dá licença, à apanhada, às corridas, ao esconde... no final da tarde fomos para dentro de casa porque já estava a ficar escuro lá fora.... e adivinhem ao que fomos brincar... sim, ao quarto escuro (!!!) (não deixa de ser irónico não é?!). Escondida no escuro como tantos outros meninos e meninas que lá estavam ouvi alguém dizer: "eles tão a subir as escadas e vêm aqui foder a gente!!". Eles o quê?! Eu nem sabia o que isso era... nunca tinha ouvido ou prestado atenção a tal palavra e no final fui até à sala onde estavam os pais e gritei "Nós não podemos brincar lá em cima! Os mais velhos estão só a assustar-nos. Eles querem FODER a gente!!".... e pronto, passado o nano-segundo de absoluto choque em que todos ficaram de boca aberta a olhar para mim, desataram-se a rir. Mas ainda ninguém me tinha explicado o que era aquilo. Escusado será dizer que cheguei a casa vinda da festa de aniversário e trazia esta bela prenda para os meus pais: O que é FODER mãe?!
Ah.... a nossa velha e inocente infância.... :D:D

domingo, 18 de novembro de 2012

(Muito) Bom som...


Um cover by Ryan River Sessions do "We are never ever getting back together" da Taylor Swift. Lindo! Na minha opnião é até melhor que o original!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Grândola, Vila Morena

Engraçado... nunca me tinha lembrado de pesquisar o porquê desta música do intemporal, inestimável e inolvidável Zeca Afonso se ter tornado no hino da liberdade contra o regime de opressão Salazarista,  no fim da ditadura, no início da democracia.... em Abril de 1974. De facto parece ter sido um pouco antes que tudo começou, em Março de 1974 num espectáculo no Coliseu dos Recreios, em que uma plateia de sete mil pessoas se uniu numa manifestação espontânea e cantou em uníssono com Zeca Afonso esta canção, num momento mágico e determinante, que deu às pessoas a esperança de que a união as libertasse da opressão em que viviam e que o povo se fizesse ouvir. Soube dessa história aqui (blog On Second Thought) e quero partilhá-la porque é mesmo muito especial.

"...O som era avassalador, uma música simples, uma letra que todos sabiam, sete mil peitos em riste…"

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Rir recomenda-se... Pensamento profundíssimo do dia.

Momento reflectivo (ou reflexivo) (!) (continuo sem perceber qual a eficiência de terem inventado mais do que uma palavra para designar a mesma coisa...enfim...gente complicada...) ou simplesmente profundo e maduro.... do dia!

" Cheguei  à conclusão que o Google é mulher.

 Ainda não terminámos a frase e já está a dar palpites!"

Hum hum... isto é verdade? Acham que sim? Será porque as mulheres são tal qual um motor de busca?  Daqueles com rápido processamento e um gigantesco armazém de dados e informação? Será porque é a elas que os homens recorrem quando precisam de saber algo? Maybe... Há tantas perspectivas (ou prismas) sobre os quais podemos ver um mesmo assunto... E assim o que começou por ser uma inocente (not) afirmação sobre a capacidade que as mulheres têm de tentar adivinhar as coisas ou talvez a sua indisfarçável falta de paciência... transformou-se numa reflexão feminista... o que no meu entender também não é bom. Bom bom é a gente ter mais do que uma palavra para dizer a mesma coisa porque isso afinal quer dizer que temos o poder de escolher, e é rirmo-nos das coisas... mesmo que essas coisas ... sejamos nós!  ;) E sermos parvos (ou palhaços) no geral... porque a parvoíce faz bem à mente, alimenta a imaginação (ou a criatividade), faz rir,  aumenta as endorfinas e induz-nos num bem-estar a custo zero... desde que não seja em demasia... obviously!

Mas e... o Google tem sexo (ou género) ou não?!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Momentos de Mudança SIC - Viver com o VIH


No passado dia 22 de Outubro passou na SIC, no âmbito da série documental Momentos de Mudança, uma reportagem sobre uma rapariga (Alexandra Delgado) que relata na primeira pessoa como é ser portadora do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) desde que nasceu até agora com 19 anos. Essa rapariga é alentejana, de Selmes, e penso que ninguém ficou indiferente a este relato de coragem, em que a Alexandra fala da descriminação e preconceito que ela e os pais têm sofrido, das dúvidas quanto ao futuro mas simultaneamente é uma mensagem de esperança porque não obstante todas as dificuldades ela tenta ser uma jovem completamente normal. A sua maneira de ser e a força que demonstra são uma inspiração.
Na reportagem, a Alexandra disse que ambos os pais estão desempregados. Recebem cerca de 300 euros mensais e portanto vivem de forma… a tentar sobreviver, não costumam comer peixe porque é muito caro, não bebem sumos porque isso é um luxo, e as refeições são à base de frango e dos produtos que conseguem produzir em casa.
Já houve quem se tivesse oferecido para pagar as vacinas e os óculos que a Alexandra disse que precisava mas não tinha dinheiro para pagar. De qualquer forma ela continuará a ter muitas despesas até porque acabou de ingressar no ensino superior (livros, alimentação, transportes, etc.) e penso que todos gostaríamos de ajudá-la a ter uma vida mais normal.

Por isso para quem quiser ajudar a Alexandra e os seus pais já foram disponibilizados os seus NIB. Aqui estão eles:

NIB CONTA ALEXANDRA DELGADO: 0018 0003 3177 3666 02082
(Alexandra Delgado)
NIB CONTA PAIS ALEXANDRA NIB: 0018 0000 4075 5083 00138 
(António Delgado – Santander TOTTA)

domingo, 21 de outubro de 2012

She's a Momma, Not a Movie Star

E vai mais um... Livros de banda desenhada que despacho de forma supersónica... porque ADORO!!

Agora foi a vez do "Ela é uma Mamã, Não é uma Estrela de Cinema" (de Pat Brady, 1996), que trata de coisas e situações do dia-a-dia de uma família, de um casal, neste caso com uma criança. Fala das discussões habituais que surgem entre as pessoas que vivem juntas, fala de como o amor e o romantismo podem surgir nos momentos mais inesperados e qual bote salva-vidas desafogar uma relação da rotina, fala dos atritos entre as crianças, do puxa empurra e do "isto é meu!", fala das maravilhosas e por vezes difíceis perguntas que as crianças fazem aos adultos....e no final de contas são elas, as crianças que dão as melhores respostas. Aqui a criança não tem apenas a ver com a idade. Isto porque cada adulto não é mais do que uma criança que cresceu. E eu amo essa ideia. Olhar para as pessoas e ver a criança que há nelas porque essa é a percepção mais verdadeira que teremos delas.

Aqui ficam alguns deliciosos recuerdos desses momentos:







quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Pronto... ta bem!


Há muita gente para quem dizer que vê a casa dos segredos ou o big brother ou a quinta não sei das quantas  até parece mal e é uma vergonha mas sinceramente não vejo qual o mal disso quando afinal de contas cerca de 3/4 dos programas que as TV nacionais actualmente passam não são nem melhores nem piores. Antes não via mas agora estou a seguir esta casa dos segredos. O formato e o jogo em si são muito interessantes, e acho até que testam limites emocionais, físicos e psicológicos do ser humano. É giro ver como é que as pessoas reagem numa condição anormal daquelas, fechados 24h sobre 24h numa casa com as mesmas pessoas, algumas conhecidas outras não. Aquilo é uma espécie de gaiola com ratinhos que se utilizam para procedimentos experimentais, só que estes ratinhos são conscientemente voluntários e é tudo legal e até à vista ético também. Óbvio que são pessoas escolhidas para aquilo e não sabemos até que ponto são exactamente o que transmitem mas as capas não duram sempre e é em pequenos gestos e detalhes que o verdadeiro íntimo se revela. Lá na casa e cá fora também, na vida real. 
Gosto de ver, gosto de saber quem fez o quê, porquê, quem é que já anda com quem, e gosto de tentar adivinhar quem vai sair...e sim também me farto de rir com as parvoíces deles. E gosto imenso dos jogos que têm de fazer, de algumas missões, e daquelas reuniões em que falam sobre si e dos outros para os outros e onde discutem abertamente os assuntos que os incomodam. Promove a comunicação e isso é bom.
Não tenho preferidos. Vou-os vendo e analisando. Umas semanas gosto mais de uns, outras de outros, conforme as suas atitudes e o que vão revelando. 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Rir recomenda-se... mais e mais e mais!

Ora aqui vai uma linda história sobre tubarões (pois... realmente tubarões e linda história não têm muito a ver mas avante...), uma profunda reflexão sobre relações entre pais e filhos, sobre os ensinamentos que se transmitem entre gerações... e sobre... culinária "tubaranesca"! Recebi isto por e-mail e praticamente escaqueirei-me (que  bonita palavra não é? Do verbo escaqueirar: quebrar, fazer em cacos ou fanicos...) a rir. Espero que aconteça o mesmo convosco.

TUBARÃO GOURMET
Dois enormes tubarões brancos observavam os sobreviventes de um naufrágio de um barco que transportava políticos.

- Segue-me filho, disse o tubarão pai para o filho.
E nadaram até aos náufragos.
- Primeiro vamos nadar à volta deles apenas com a ponta das nossas barbatanas a aparecer fora da água.

E assim fizeram.
- Muito bem meu filho! Agora vamos nadar em redor deles algumas vezes com as nossas barbatanas todas de fora.

E assim fizeram.
- Agora podemos comê-los a todos!

E assim fizeram. Quando finalmente se saciaram, o filho perguntou:
- Pai, por que é que nós não os comemos logo de início? Por que é que ficámos a nadar em redor deles várias vezes?

O sábio e experiente pai respondeu então:

- Porque ficam muito mais saborosos sem merda lá dentro...



E pronto eu ri-me à mesma mais uma vez... Só me continuo é a perguntar por que raio tinham de ser náufragos políticos?? Dada a moral da história não precisam ser políticos nem coisa mais nenhuma, apenas seres humanos. De qualquer  forma, e dada a actual situação de CRISE política (!!!), vamos desculpar o sujeito que acrescentou esse ponto a este conto. ;) :D

domingo, 23 de setembro de 2012

Aí está ele!

Sim, já chegou o Outono. E não, não tem nada que enganar! Afinal de contas chove a potes lá fora...

Adoro o Verão, sol, calor mas o Outono tem-me sempre algo de especial. Talvez porque nele nasci. Fico sempre a apreciar de sorriso meio escondido e triste (porque tenho pena de deixar de ver o sol todos os dias) as primeiras chuvas, a forma como tudo parece acalmar, um baixar de toda a poeira, um novo ar, a água a correr pelas ruas como que a lavar a época que passou, um "já cheguei" contente porque sabe a falta que faz.

Bem-vindo!

PS: Às vezes acho que devo ter alma de índia ou pessoa muito ligada à terra e à natureza, ou quem sabe agricultora dos tempos modernos!! Devo ter participado em imensos rituais de dança da chuva porque sinto -a como uma recompensa, e interiormente agradeço aos céus. E fico feliz como a terra que a recebe. Pois é. E já agora conto um segredo do qual muitas vezes me ri, e continuo a rir, mas cá dentro percebo e sei porque faz sentido para mim: naqueles testes psicotécninos que nos fazem na escola para nos ajudarem a escolher áreas de estudo e profissões o meu principal resultado foi "guarda florestal ou outra actividade ligada à terra e à natureza". Até tinha uma certa vergonha de mostrar isto aos meus colegas. Eles tinham vocação (segundo o mesmo teste) para professores, advogados, et cetera, e eu não. Mas a função de proteger a terra e a Terra, seja através de que profissão for, não é menos nobre nem menos importante, é vital porque nela e dela vivemos. Hoje percebo isso. Não segui aquele caminho específico mas entendo o resultado daquele teste.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Bombeiros

Sempre dei importância à figura e ao papel dos bombeiros na sociedade, porque associo a sua actividade (ou a sua profissão se preferirem) como estando e sendo realmente a mais próxima das pessoas (comparando-os com os corpos de segurança e a assistência médica), porque em caso de aflição, perigo, doença, acidente são realmente estas pessoas que primeiro contactam com o doente/vítima. Muitas vezes não lhes damos valor porque, no meu entender eles não têm, ao longo dos tempos, monopolizado a sua actividade, ou seja, não tem havido intenção de aproveitamento da infelicidade alheia e com maior ou menor demora na chegada estão sempre presentes no local. Isso faz com que quase não lhes prestemos atenção... porque estão sempre lá. Infelizmente é assim que funcionam as coisas na realidade.

Ultimamente tem-se ouvido mais a sua voz devido aos cortes anunciados, e aplicados, na área da Saúde, ao nível dos transportes através dos quais os bombeiros trazem as pessoas para as instituições de saúde para serem consultadas, fazerem exames, etc. Esses transportes têm vindo a custar muito dinheiro ao Estado e portanto a orientação é a redução drástica nesta despesa. Não creio que seja a melhor solução porque, em última mas mais importante análise, é o doente (esse ser desgraçado para quem o serviço de saúde público devia estar unicamente direccionado) que fica a perder. Pessoas idosas e/ou comprovadamente sem recursos ou que não saibam como utilizar os transportes públicos deixam de poder comparecer às consultas, deixam de fazer análises e exames, deixam de ter acesso aos cuidados de saúde, ou seja perdem direito ao seu direito constitucional à saúde enquanto cidadãos portugueses. Enfim....em nome da crise muitos são os direitos que vamos perdendo e pior, vamos deixando que nos façam perdê-los abdicando deles.

O texto já vai longo quando apenas queria fazer uma referência aos Bombeiros. No mesmo noticiário anunciaram a morte de uma jovem bombeira de 25 anos, e mostraram as imagens de um outro fogo que estava a deflagrar na zona de Coimbra. Quando ouvi aquelas palavras e depois vi estas imagens a única coisa que consegui sentir foi uma enorme gratidão para com estas pessoas, que recebem mal, não têm o devido mérito na sociedade, e afinal de contas são os que dão a sua vida para salvar os outros ou para salvar as coisas dos outros. São humildes heróis... Não acho que qualquer pessoa consiga fazer isso. Não é qualquer um que perante um monstro aterrorizador de chamas (como vi nestas imagens) coloca a sua vida em risco e o encara e combate não sendo a sua família ou casa que estejam em perigo. Há que ter um coração e um espírito muito especial para isso. Bem-hajam.

Imagens noticiadas do incêndio de Coimbra - Set./12

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Provérbio africano


Foto: (tirada da net... não me recordo de onde)

"Se queres ir rápido vai sozinho. Se queres ir longe vai em grupo."

Li numa revista e gostei muito destas palavras. Porque me fazem relembrar que a solidão que muitas vezes procuro levar-me-á rapidamente a um lugar de que me vou rapidamente também fartar por não conseguir partilhá-lo com os outros. A solidão em si não tem qualquer sentido.

Rir recomenda-se... momento mauzinho do dia!

Foto: (tirada daqui)

Acabei de ver um homem cuja cara e aparência no geral não abonam muito a favor da beleza, bem...era mesmo feio, pronto (e gostos não se discutem!!)... e trazia vestida uma t-shirt a dizer em letras garrafais "DRINK UNTIL YOU WANT ME".... Pois amigo no teu caso deve ser mesmo preciso uma medida drástica dessas... mas olha, apeteceu-me dizer-lhe, tens sentido de humor e isso tem muito mais valor e interesse quiçá até do que a beleza à primeira vista!
Este foi um pequeno e relativo exemplo em como a atitude das pessoas perante as suas aparentes dificuldades pode efectivamente transformá-las e reverter esses problemas em soluções.

PS: Alguém sabe que animal tão fofinho (?!?) é este (o da foto)?

domingo, 16 de setembro de 2012

Exemplo da Islândia

Isto foi o que aconteceu na Islândia quando o povo se apercebeu que estava a pagar uma dívida que não era sua! Foi completamente abafado pela comunicação social a nível mundial porque mostra a força da união de um povo, que pensa a sério sobre a sua situação, contra os interesses económicos e financeiros que são no final de contas estas "crises" e "dívidas externas". Eu nunca concordei com recorrer a dívida ou crédito. Apenas em último caso. A até hoje aguardo que me expliquem euro a euro esta "nossa" dívida externa. Foi para comprar o quê? Este tipo de decisões que envolvam milhões de euros não podem ser tomadas de ânimo leve. O povo deve sempre ser consultado porque o dinheiro e os recursos aplicados são o povo, são do povo. Um estado tem de ser gerido como se de uma casa de família se tratasse. Deve incentivar a produção dos bens que necessita (e recorrer o mínimo possível a crédito), deve promover a educação, deve promover a saúde e os comportamentos saudáveis, deve promover o uso eficiente dos recursos (financeiros, ambientais, etc), deve ser racional na gestão financeira (gastar apenas o que é preciso e apostar na qualidade mesmo que à partida isso pareça ser mais "caro"), deve ensinar a saber viver (ter uma mansão, um lcd não sei das quantas na sala, ter um carrão à porta de casa... não são necessariamente condições suficientes de felicidade...), e deve acima de tudo promover a honestidade e integridade nas pessoas entre si (em casa, no trabalho, na rua) e para consigo próprias. Vejam o exemplo da Islândia. Gostava que acontecesse algo semelhante por aqui.
Nunca fui de me expressar nestes assuntos porque de alguma forma confiava que quem estava a tomar decisões tinha capacidade para isso. Mas vejo que não. Vejo uma injustiça tremenda e um assalto de fato e gravata ao País. Não posso ficar calada perante isso.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Cão Cão, Queijo Queijo


Título original: No Collar, No Service
De Paul Gilligan - A Pooch Café Collection, 2006.
Não conhecia esta BD, comprei o livro numa feira porque adoro tiras e normalmente farto-me de rir com elas. Segredo: tenho sempre um livrinho destes na mesinha de cabeceira... my moment zen antes de adormecer (a rir, de preferência!!). Adorei o Poncho (cão/personagem principal) e para quem tem animais em casa ainda acha mais graça porque realmente muita coisa do comportamento dos nossos animais de estimação é apresentada neste livro de uma forma engraçada, e no fim de contas.... real.  :)

Resumo:
«Cão, cão, queijo, queijo» é a mais recente BD da colecção Café Cão criada por Paul Gilligan e editada em Portugal pela Gradiva. Nela se conta a história da vida de um cão, Poncho, que vive com os seus donos, Chazz e Carmen. E como qualquer vida, ela tem uma rotina muito bem definida. Poncho mostra-nos que os cães não têm apenas uma “vida de cão” assente na ligação homem-cão embora seja esse o nosso preconceito. Talvez por isso o Café Cão, um vulgaríssimo café para cães, seja o local predilecto para Poncho e os seus amigos de espécie desabafarem sobre os problemas e as incompreensões resultantes da vida entre humanos. Nele, além de assistirmos a uma catarse canina ao balcão devidamente acompanhada por uma boa cerveja, temos ainda o prazer de assistir a uma conspiração canina de catapultagem de todos os gatos para o sol. Para quem diz que aos cães só lhes falta é falar, este é um bom livro para se espantarem. É que se eles falassem, podia muito bem ser assim como Paul Gilligan nos conta. Porque, afinal, nem tudo é cão, cão, queijo, queijo.
(Na Gazeta Animal de Outubro de 2006)»
 in http://tertulia-cafe.blogspot.pt/2006_10_01_archive.html

Tiras que adorei:

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Leituras - "A volta ao mundo em Oitenta Dias"

de Júlio Verne. 1872.

Mais uma história que adorei ler. Gosto de ler Júlio Verne porque os seus livros estão muito bem escritos, gosto das ideias, das personagens e de tudo o que nos ensinam.

A personagem principal é Phileas Fogg e creio que também o seu criado (o francês Passepartout) é igualmente importante na história. Fogg é um inglês fleumático, meticuloso, culto, cheio de regras e rotinas, rico mas.... solitário. Faz uma aposta com os seus companheiros de whist em como é possível dar a volta ao mundo em apenas 80 dias. Nesse mesmo dia (2 de Outubro) começa a aventura, no sentido Este (e isto é algo muito importante como se verificará mais tarde na chegada, a 21 de Dezembro às 8h45m da noite) a caminho de Paris. Após muitas peripécias e uma perseguição serrada por parte do detective Fix (que acha que Fogg é um ladrão que havia assaltado o Banco de Inglaterra), ele consegue ganhar a aposta ainda que inicialmente lhe pareça que a perdeu por um dia. E embora a aposta tivesse por base muitas mil libras Fogg acaba por concluir que ganhou bastante mais do que isso (até porque os gastos que teve na viagem não são compensados pelo prémio): toda a experiência da viagem, a devoção e adoração cega do seu criado e o amor de uma jovem indiana parse (Mrs. Aouda) com quem acaba por casar.

 Ideias e frases que me ficaram desta história:

"O imprevisto não existe" e "Um mínimo chega para tudo."- diz Phileas Fogg quando um dos parceiros de jogo lhe diz que é muito arriscado, os 80 dias são calculados para o mínimo de tempo! 

"os fiéis hindus são inimigos encarniçados do budismo, são sectários ferventes da religião bramânica, que se encarna em três pessoas: Vinexu, a divindade solar; Xiva, a personificação divina das forças da natureza; e Brama, o senhor supremo dos padres e dos legisladores"...banhavam-se nas águas sagradas do Ganges.

"Duas horas bastariam para visitar esta cidade absolutamente americana, e como tal edificada pelo modelo de todas as cidades da União, espécie de vastos tabuleiros de xadrez, de linhas compridas e monótonas, todas cheias de «lúgubre tristeza dos àngulos rectos», segundo a expressão de Victor Hugo. O fundador da cidade dos santos não podia subtrair-se à necessidade de simetria que caracteriza os anglo-saxónicos. Neste país tão singular, onde os homens não estão decerto à altura das instituições, tudo é quadrado, as cidades, as casas e as tolices."... Será?!

"descoroçoado" - pensava que era só a minha avó que usava esta expressão/atributo e que eu sempre achei uma palavra caricata!! Significa desanimado, destroçado.... :P

"Sem o suspeitar, Phileas Fogg ganhara um dia no seu itinerário - e isto pela simples razão de que fizera a viagem à volta do mundo caminhando para o oriente, dia que, pelo contrário teria perdido se houvesse caminhado em sentido inverso, isto é, para o ocidente. Com efeito, marchando para o oriente...caminhava para o Sol, e, por conseguinte, os dias diminuíam para ele na razão de quatro minutos por cada grau que ele percorrera naquela direcção. Ora, na circunferência terrestre contam-se trezentos e sessenta graus, e estes, multiplicados por quatro minutos, dão exactamente vinte e quatro horas, isto é, o dia inconscientemente ganho. Por outras palavras, enquanto Phileas Fogg, caminhando para o oriente, vira o Sol passar oitenta vezes no meridiano, os seus colegas, que tinham ficado em Londres, só o viram passar setenta e nove vezes."

"Phileas Fogg ganhara, portanto, a aposta. Efectuara em oitenta dias a viagem em volta do mundo! Utilizara nela todos os meios de transporte, paquetes, railways, carruagens, iates, navios mercantes, trenós e um elefante. O excêntrico cavalheiro desenvolvera nesta empresa os seus maravilhosos dotes de sangue-frio e de exactidão. Mas afinal, o que tinha ganho nesta deslocação? O que alcançara com a viagem? Nada, hão-de dizer. Nada, era verdade, a não ser uma sedutora mulher que - por muito inverosímil que isto pareça - o tornou o mais feliz dos homens!"

"Em rigor, não se faria por menos ainda a volta ao mundo?"

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Vantagens relativas

"A vantagem de ter péssima memória é divertirmo-nos muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez."
Friedrich Nietzsche (1844-1900)

Será? Não sei se o filósofo tinha razão. Digo eu que por norma até sou um bocadinho esquecida, distraída... ou fundamentalmente exploradora (auto-proclamada) oficial do "mundo da lua"... e portanto isso de alegremente experimentar coisas afinal já vividas até me soa bem. Só tenho uma coisinha a apontar a esse raciocínio: se para as coisas boas é diversão na certa então para as coisas menos boas o facto de senti-las como se fosse a primeira vez que delas soubéssemos... não é mau.... é MUITO MAU! Feitas as contas acho que não se pode ser nem muito optimista nem muito pessimista. Conclusão: fiquei na mesma. Isto das vantagens é como com as verdades, não há absolutas!

sábado, 25 de agosto de 2012

Coisa caricata

O meu gato tem estado a brincar com o rato... do COMPUTADOR!!!


Pronto.... podem descansar.  Já me passou... :D
No more jokes! ... I Promisse!

Esta miúda canta que se desunha!!


Não... não a rapariga não faz manicura agressiva enquanto canta... não arranca as unhas nem nada parecido... apenas tem um vozeirão que faz arrepiar o mais insensível ser vivo à face da Terra. Adoro ver este vídeo da 1.ª audição dela no programa X Factor americano e de todas as vezes arrepio-me, com o facto de ela não saber se iam gostar dela, chegar lá, com os seus 18 aninhos, humilde, simples, começar a cantar, avançar na música, levantar o tom e simplesmente impressionar toda a gente. Eu fiquei fã dela logo nesta fase, passasse à frente ou não. Entretanto, já fiquei a saber que ela até acabou por vencer o programa da 1.ª edição nos EUA e ganhou 5 milhões de dólares. A propósito.... chama-se Melanie Amaro.
Well done girl! 

O Escafandro e a Borboleta

"O Escafandro e a Borboleta" (Le Scaphandre et le Papillon) começou por ser um livro autobiográfico de um autor francês (Jean-Dominique Bauby) publicado em 1997, e 10 anos mais tarde acabou por vir a ser adaptado ao cinema por Julian Schnabel.
Ontem quando estava a fazer zaping (coisa muitíssimo rara na minha pessoa porque vejo muito pouca tv e quase sempre os mesmos 5 ou 6 canais... farto-me logo) estava mesmo a começar este filme. Por acaso já tinha o visto há uns 4 anos atrás e na altura, mesmo não gostando muito de filmes franceses e de achar este em particular um filme muito parado, houve qualquer coisa nesta história que me emocionou e marcou. Não cheguei a falar disso quando o vi por isso faço-o agora. Despertou em mim sentimentos um pouco antagónicos. O não gostar muito, por um lado, e o adorar, pelo outro. Já referi o que não gostei no filme. Passemos então aos pontos positivos: tem uma mensagem muito profunda acerca da vida e da morte. Profunda e quem sabe até polémica... mas importante porque nos faz reflectir acerca das coisas... O facto de estarmos vivos nem sempre significa que estejamos efectivamente a viver. E em alguns casos a morte pode ser o acontecimento mais feliz na vida de uma pessoa. Passo a explicar porquê, neste caso muito concreto.

A história:

Jean-Dominique Bauby, 43 anos, é um editor de uma revista de moda. Tem um ritmo de vida alucinante, mil  afazeres,  tem uma vida social muito activa e é daquelas pessoas que nunca param. Mas inesperadamente sofre um derrame cerebral e entra em coma. Vinte dias depois acorda. 
Bauby foi vítima do síndrome do encarceramento, acorda paralisado, sendo que a única parte do corpo que consegue mexer é o seu olho esquerdo.
Numa luta constante entre a raiva por estar assim e simultaneamente não se dar por vencido, aprendeu a comunicar piscando letras do alfabeto, formando palavras....e mais tarde o livro em que autobiograficamente descreve a sua situação, o que sente e como sente. Começa a aperceber-se de que o corpo e a mente vivem de diferentes maneiras, e uma coisa era certa: a doença não paralisou nem a sua imaginação nem a sua memória. O corpo está preso como que num pesado e incómodo escafandro, mas a mente e os pensamentos são libertos e leves como uma borboleta.
O choque do seu anterior ritmo de vida com o marasmo em que se vê mergulhado fazem-no dizer muitas vezes (com o piscar do olho) que a única coisa que quer é.... morrer.


Curiosamente não é uma história que nos faça chorar. Não é um filme lamechas nem um drama de cabeceira. A mensagem e a lição de vida, que o autor quis partilhar connosco, são tão claras e reais que não há espaço para floreados e lágrimas ocasionais... há isso sim (e bem mais interessante) uma nova perpecção sobre a fragilidade da vida, as potencialidades da mente, a resignação humana e por outro lado, levanta questões muito interessantes nas áreas da Bioética e do Direito. E, inevitavelmente, faz-nos pensar acerca da eutanásia, do direito à vida, da propriedade da vida e da dignidade humana.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Fortaleza de Juromenha

Juromenha é uma pequena terrinha portuguesa pertencente ao concelho do Alandroal, distrito de Évora. Tem cerca de 30 km2 de área e um punhado de habitantes. Representou ao longo dos tempos um importante papel de sentinela do Guadiana contra ataques espanhóis. Hoje, a fortaleza, embora esteja identificada como local de interesse turístico, está em ruínas, degradada, não se vê por lá vivalma, está aparentemente abandonada, e acho até que pode ser perigoso andar-se por lá sozinho. Eu vinha de Elvas e como já lá tinha estado uma vez e adorei a paisagem sob o Alqueva, resolvi parar por ali para vê-la outra vez e tirar umas fotos.
Há uma lenda sobre o nome desta terra. Conta-se que um certo conde tinha uma irmã muito bela chamada Menha, a qual passou a desejar possuir. Ela negou teimosamente aceitar ter relações com ele porque isso seria incesto. Ele, irritado e zangado, mandou prendê-la nesta localidade. De tempos a tempos o conde enviava criados para saber se ela já teria mudado de ideias. Mas ela manteve firme a sua posição e sempre dizia: "Jura Menha que não". E assim a terra passou a chamar-se Juromenha. 

Ficam aqui as imagens que registei da fortaleza e da paisagem em redor.









Ele anda por aí.... O Talento!

Anda por aí um blogger com muito jeito para a fotografia e para a partilha do que sabe acerca desta arte. Não obstante o facto de eu o conhecer, gostar muito dele, e acompanhar o seu percurso, venho agora partilhar convosco o seu trabalho porque adoro o que faz e acho que tem muita qualidade e talento! Cada nova foto é uma agradável surpresa, pela excelente composição da imagem e pela sensibilidade que ele demonstra ter. Sim, porque tirar fotos é tão simples quanto carregar no botão da máquina e fazer "clic", mas se não se tiver sensibilidade essas fotos muito provavelmente não se revelam nada de especial, não provocam emoção, não despertam sentidos... serão apenas imagens, estáticas e paradas que não se podem considerar "arte". Arte para mim é tudo aquilo que, resultante da aplicação do conhecimento, talento e inspiração, nos desperta emoções e nos faz viajar sem sairmos do mesmo lugar.

Fica aqui a dica para quem quiser visitar:  http://tirarumafoto.blogspot.pt/ 


Algumas das fotos que mais gosto: 






segunda-feira, 16 de julho de 2012

E ela diz


Às vezes ela pergunta-me porque é que isto tinha de acontecer.
Eu já lhe disse tantas vezes que não sei, que mais não sei o que lhe hei-de dizer.
Deixa de existir um só sentido e uma só definição para o correcto e para a verdade.
E no decorrer nos dias debatem-se a ferro e fogo a coragem e a saudade.
Sentimento tipicamente português, dizem alguns.
Mas quem sente sabe que a saudade é alheia a países ou culturas.
É uma coisa que vive no coração da gente.
É algo que torna o ausente... presente.

E ela sente.
Sente também que a sua cabeça anda numa tal confusão, que é difícil, tão difícil ouvir o seu coração.
O que mudou ou não, não interessam agora.
Porque é que isto tinha de acontecer? (Pergunta-me ela novamente.)
E eu respondo: Agora não. Não agora. Isso não é pergunta para se fazer a esta hora!

Boa noite.

terça-feira, 3 de julho de 2012

As Aparências

"Hoje acordei e senti-me sozinho
Um barco sem vela
um corpo sem linho.
Amanheci e vesti-me de preto
Um gesto cansado
O olhar no deserto.

Quando todos vão dormir
É + fácil desistir,
Quando a noite está a chegar
É difícil não chorar.

Eu não quero ser
A luz que já não sou,
Não quero ser primeiro
Sou o tempo que acabou.
Eu não quero ser
As lágrimas que vês,
Não quero ser primeiro
Sou um barco nas marés.

Adormeci
Sem te ter a meu lado,
Um corpo sem alma
Guitarra sem fado.
Um sonho na noite
E olhei-me ao espelho.
Umas mãos de criança
Num rosto de velho."

(É Difícil, de Pedro Abrunhosa)


Nem tudo o que parece é, assim como nem tudo o que é parece .
Sempre esta música. Sempre estas palavras. Esta música representa muito bem o que sinto e penso nos momentos de angústia, tristeza e inevitável solidão que tenho de vez em quando. Como acho que toda a gente tem também às vezes, por vezes, de vez em quando.... Um desejar cansado para que chegue a noite e finalmente jogar o pano ao chão e descansar a cabeça ou pensar sem pressas nem desatinos nas coisas como elas realmente são, ou em como eu gostaria que elas realmente fossem. Não o posso fazer durante o dia porque as pessoas que me rodeiam e que gostam de mim não merecem em ocasião alguma que lhes mostre uma ferida que eu saiba que elas não podem tratar ou que, qual doença infecciosa, as contagiasse.
Chegue então a noite.... que antecede mais um dia.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Rir recomenda-se... sempre. E pensar também!


Oh my oh my.... anda uma pessoa a tentar dar o seu melhor, a tentar ser honesta e trabalhadora, e no final de contas apenas confirmar que sim... a política (vulgo os que por lá andam em seu nome e não do País...) estraga as coisas.... e o pior é que entre essas coisas estamos nós: sociedade, comunidade, indivíduos,  cidadãos, pessoas, homens, mulheres e crianças que não conseguem dar de mamar a tanto cão esfomeado, ganancioso, mentiroso e ainda por cima preguiçoso. Ora bolas... tanta austeridade e o défice cresceu!! Porque será?! Porque a economia está a ser assassinada! O consumo também, e portanto não produzimos nem gastamos... logo precisamos cada vez mais de uma "mãozinha" (ou várias!!!) do exterior. Logo também vivemos (o País) dependentes de créditos que nunca vão ter um fim porque não estão a ser criadas condições para sairmos desta situação por nós próprios mas apenas para pagar os empréstimos e respectivos juros (de morte). Crédito pago com crédito nunca é solução. Provisória talvez, mas não é solução real. Porque é que se avançou com tanto investimento que não era vital no País? Quem decidiu isso? Que empresas de estudos foram pagas para dar pareceres positivos? Quem lucrou com isso? O Estado precisa e já há muitos anos de ser inspeccionado e meus amigos... eu defendo que altos cargos políticos e dirigentes no Estado têm de responder com património próprio e com pena de prisão efectiva quando as suas decisões se revelam erradas (colocam em risco o bem-estar nacional) e quando é comprovada a sua corrupção. Quem está a decidir estrategicamente tem de ser e sentir-se responsabilizado, caso contrário, podem errar, fazer "31 por 1 linha" (!!) que nem sequer vão perder tempo a pensar nisso. E esta cultura de responsabilidade e honestidade tem de ser implementada deste o topo até à base, gradualmente. A começar no mais alto cargo da nação e a acabar no funcionário camarário que varre a rua ou abre buracos no cemitério (não querendo ofender o seu trabalho pois eles são tão essenciais como quaisquer outros e noutra categoria profissional). Acordem por favor que isto está a afundar e não me quero afogar.

Palavras sobre o silêncio e o afastamento


Bem...hoje estou numa de ladroagem... Aqui vão estas simples palavras que tanto dizem:

"...no toda distancia es ausencia...

...ni todo silencio es olvido..."

É verdade sim senhor. Sábias palavras.

Um bonito poema

Não conheço a autora mas dei de caras com este poema (espreitando aqui: http://laurindaalves.blogs.sapo.pt/) e nele prendi o olhar e a atenção. Li e reli. Em silêncio e em voz alta. E gostei mesmo muito. Aqui vai:

"Às vezes somos o que somos

Às vezes somos quem fomos
Mas às vezes tantas vezes
Fomos
Aquilo que nunca somos
Somos e fomos por um dia
E às vezes por fantasia
Se perturba tanto, ser ...
Querendo ser o que somos
E aquilo que nunca fomos
Fomos tudo
Somos nada
Fomos aquilo que somos
E às vezes e quantas vezes
Tantas vezes a dizer
Nunca sabemos quem fomos
E nunca soubemos ser."

in Poemas com Sabor a Sol a Sal e A-mar, Isabel R. Monteiro, Edições Esgotadas

Quem somos, o que fomos, quem seremos?
Quem somos (ou fomos) para nós e quem parecemos aos olhos dos outros, porque reagimos de determinada maneira perante determinada situação. Para onde caminhamos sendo (nós) assim? Porque mudamos? Como e para quê?!?!
Será possível os outros conhecerem-nos melhor do que nós a nós próprios? Eu já acreditei que sim, isso é possível. É possível quando estamos demasiado concentrados em vermo-nos e não em entendermo-nos. E quando simplesmente não nos estamos a importar com isso, ou não fazemos mesmo por não querer saber (passiva e activamente, entenda-se). E também porque diz-se, e bem, que quem vê de fora (de uma dada situação) vê melhor, mais limpo. Como peças do puzzle questionamo-nos interiormente. Quem sabe para que fazemos tal coisa. Quem sabe... quem sou eu e o que faço aqui? Diz-me tu "eu"!

Somos então feitos do quê?

Talvez o que somos não seja mesmo o que fomos.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Don Juan DeMarco

Johnny Depp como Don Juan

O filme já tem uns aninhos mas eu só o vi agora. E foi porque há pouco tempo ouvi uma música já antiga do Bryan Adams (have you ever really loved a woman) que fez a banda sonora do filme e é uma música de que sempre gostei. Não apenas por realmente ter algo de especial, uma sonoridade e letra muitos bonitas, mas, e curiosamente, faz-me rir porque me faz recordar de uma coisa caricata... :)... numa bela tarde de há uns anos atrás uma mulher que costumava fazer venda ambulante e passava todos os dias na rua onde eu vivia, estava, naquele dia, encostada à sua carrinha, cantarolando a música (esta!) que estava a tocar no rádio, alheia do mundo com um sorriso nos lábios daqueles que não conseguem esconder que a pessoa deve estar completamente in love... pois bem, até aqui nada de anormal correcto?! Não fosse o caso desta mulher ser, até àquele preciso momento e todos os santíssimos dias até essa data reveladora, uma mulher rude, brusca, respondona e até um pouco máscula!! Até aí a imagem que eu tinha dela era de uma mulher algo «machota», daquelas que gostam de mandar (vulgo "mandona"!!!), que parecem não ter sentimentos e são pouco dadas a demonstrações de afecto!! Ora uma pessoa acostuma-se a ver assim uma mulher guerreira e de repente encontrá-la encostada quase a deixar-se cair de tão apaixonada a murmurar uma canção com um sorriso parvo nos lábios.... é caso para rir ou não?!? Pois foi o que eu fiz. E isto ficou só entre mim e ela, penso eu. Não estava lá mais ninguém e ninguém chegou nesses entretantos. Eu pedi o que queria, ela entregou-me, eu paguei e agradeci. Quando já  estava de abalada, quase a virar-lhe costas ela sorriu para mim e disse-me: "eu não percebo nada do que ele diz, mas gosto muito desta música.....aiiiiiii!!!". Pois, eu já tinha percebido... e achei aquilo lindo... 

Quanto ao filme (produzido por Francis Ford Coppola) gostei! Conta a história de um rapaz (Jonnhy Depp) que usa uma máscara negra e certo dia tenta suicidar-se. Um psiquiatra (Marlon Brando) consegue fazê-lo mudar de ideias e tenta ajudá-lo, sem nunca esperar que a história (real ou ilusória) de vida daquele rapaz mudasse a sua própria vida (conjugal entenda-se!!). O rapaz, sedutor e romântico incurável, afirma ser Don Juan DeMarco e conta ao psiquiatra a sua história. Perdeu o seu grande amor e está deprimido. Acha que, mesmo conseguindo ter todas as mulheres do mundo, a vida deixa de fazer sentido sem aquela que realmente lhe importa e a quem realmente ama. Uma lição de vida sobre o amor romântico, poético e passional.

Rir recomenda-se... muito.

Esta é.... deliciosa!! rsrsrsrsrrssr :D:D

Rir recomenda-se...

Quando se virem aflitos, mesmo muito aflitos, já sabem. :D

Observar, conhecer, fotografar e partilhar

Encontrei por acaso o blog http://oalfaiatelisboeta.blogspot.pt/. Adorei o conceito. Andar por aí (na nossa cidade, no nosso país, e noutras cidades de outros países do mundo!! Yeah!), observar as pessoas na rua, descobrir e expor através da fotografia o mundo de cada um. E dar isso a conhecer aos outros. Quem é fotografado? Seja por aquilo que trazem vestido, o seu estilo e as cores que mostram, a história que parecem trazer, seja a sua expressão, a forma do seu corpo e os seus movimentos.... são todos aqueles que por qualquer razão nos captem a atenção... Que interessante poder olhar assim para os outros e tentar captar o melhor de cada um deles através da beleza da arte da fotografia. Gostei tanto da ideia que senti vontade de começar a fazer algo semelhante. Adapta-se perfeitamente  ao que gosto de fazer quando ando por aí... a apreciar e a tentar perceber, através daquilo que a sua presença nos transmite, o mundo de cada um. E fazer isso com simplicidade, paixão e tolerância é a cereja no topo do bolo! Nesse rol detectam-se tendências, avaliam-se expressões, constroem-se histórias, puxamos pela imaginação, fazem-se comparações, e mais importante: alargamos a nossa perspectiva!
Nesta sequência encontrei também o http://www.thesartorialist.com/, que parece ter sido afinal o ponto de partida daquele que eu encontrei em primeiro lugar.

Fica aqui a deixa! Deixem-se fotografar.... e conhecer.

domingo, 27 de maio de 2012

Anne Frank huis

(do Livro - A Story for today - Anne Frank - Anne Frank House)

Não foi há muito tempo que, em visita a Amesterdão, fiquei a conhecer a casa/museu de Anne Frank (huis = casa). Foi naquela mesma casa, naquelas estreitas divisões que Anne Frank e a sua família e amigos estiveram escondidos, à espera que a Guerra terminasse ou que alguém subitamente fizesse luz na cabeça e no coração daqueles que perseguiam e matavam judeus.... apenas porque eram judeus.

A história da II Grande Guerra e a forma como começou sempre me inquietaram o espírito. Continua a assustar-me porque revelam a fragilidade e crueldade humanas e suas inseguranças, que de um momento para o outro pode voltar a fazer coisa semelhante, basta que um povo se sinta peremptoriamente ameaçado. Não entendia (e parte de mim continua a não entender mesmo após ter conhecimento dos factos históricos e conjunturais que culminaram no Holocausto e no genocídio de milhões e milhões de pessoas) como é possível alguém como Hitler ser eleito democraticamente, ser aceite e venerado, ninguém o conseguir deter a implementar uma política fanática anti-semita e facilmente conseguir incutir um ódio nos alemães e raça ariana relativamente aos judeus (ou todos os que étnica, cultural e religiosamente fossem diferentes!) capaz de os fazer perseguir e assassinar famílias inteiras e não sentir um pingo de remorso. Muito pelo contrário, eles faziam-no com o maior orgulho porque de alguma forma sentiam que estavam a salvaguardar o que é seu,  num acto de patriotismo cego e completamente radical.

Na casa museu sente-se algo. Eu senti. É claro que foi arranjada de forma a que possa ser visitada, e a disposição das coisas não é necessariamente igual ao que era quando servia de abrigo à família Frank, e entretanto também já por lá passaram milhares de pessoas. O que nos toca é deixar-mo-nos sentir, através dos relatos ditos e escritos, o que sentia alguém (e Anne Frank é apenas um veículo que nos permite imaginar como se sentiria qualquer criança e respectiva família judaica naquela altura na Europa) que de um momento para o outro passa a ser um alvo a abater, perde o direito à vida (que é um direito universal), perde o direito a ter uma vida normal, a poder trabalhar, estudar, conviver, passear... a sonhar... Como é que isso é possível? Foi. E é. Ou é, e foi...

A meu ver Anne Frank era uma criança/jovem adorável. Inteligente, espontânea, genuína, madura, sonhadora e sensível. É isto que percebo dela através da sua escrita, dos seus raciocínios e da sua imagem. E é através das suas palavras e da sua expressividade que continua a espalhar-se no mundo a mensagem mais importante que nos deve ficar da História do Holocausto: todas as pessoas têm o dever de se respeitarem entre si. A violência é o caminho da destruição e por aí não chegaremos mais longe do que a um vazio redutor e dizimador da própria Humanidade, de nós mesmos.

Factos históricos e contextuais que considero mais relevantes:

1914-1918 - O pai de Anne Frank e o seu tio Robert lutaram na I Grande Guerra, no lado alemão. A avó foi enfermeira voluntária num hospitar militar alemão. (Não deixa de ser irónico saber que uma familia que lutou por um país pôde vir a ser perseguida e morta por esse mesmo país...). A Guerra termina com a derrota da Alemanha. Pelo Tratado de Versalhes a Alemanha é obrigada a pagar pesadas indemnizações aos outros países. Milhões de pessoas ficam desempregadas. Vive-se num ambiente de crise, pobreza e medo. Muitos alemães sentem-se amargurados e querem vingança.;
1929 - 12 de Junho - Nasce Anne Frank, na Alemanha. Família de judeus liberais; Vive-se uma severa crise económica na Alemanha;
1932 - Por causa da crise e das dificuldades em que vivem, muitos alemães sentem-se atraídos pelas ideias extremistas dos partidos radicais. O NSDAP - partido nacional-socialista dos trabalhadores alemães, é o partido de Hitler e promete a solução para todos os problemas dos alemães. Os seus cartazes diziam: "Hitler - a nossa última esperança!". Neste ano o NSDAP torna-se o maior partido político no parlamento, com 37% dos votos nas eleições.;
1933 - 30 de Janeiro - Adolf Hitler torna-se Chanceler da Alemanha. Começam a ser aprovadas as primeiras leis anti-semitas. O pai de Anne Frank, Otto Frank, teme o pior, decide deixar a Alemanha e emigra com a família para Amesterdão, nos Países Baixos (Holanda).
A 23 de Março o Parlamento aprova que Hitler governe sem necessidade dos representantes da população. Está então implementada a ditadura, a perseguição aos judeus (e saque ao seu ouro e reservas) e demais opositores políticos.;
1934 - 1935 - Recuperação económica da Alemanha. O desemprego decresce. Retornam o "sossego e a ordem". A prosperidade aumenta. Constroem-se auto-estradas, edifícios do Estado e obras públicas. Assiste-se à criação de uma indústria de armamento e um grande exército. Há, pelas razões apresentadas, um grande entusiasmo por Hitler e pelo seu partido. Hitler tem como objectivos principais: a criação de um povo alemão superior (a "Raça Ariana Pura") e a criação de um Grande Império Alemão. Para isso é preciso conquistar novos territórios e judeus, ciganos, homossexuais, Testemunhas de Jeová e deficientes são vistos como ameaças à Raça Pura. Os judeus tentam fugir para outros países mas são cada vez mais os que fecham as fronteiras. Durante os anos que se seguem intensifica-se a perseguição, a humilhação, e discriminação a todos os não-arianos ou contra-regime;
1939 - Setembro - Começa a II Guerra Mundial. A 23 de Agosto a Alemanha assina um Pacto de Não-Agressão com a União Soviética. A 1 de Setembro invade a Polónia.;
1940 - 10 de Maio - O exército alemão invade também a Holanda, Bélgica, e França (embora os nazis vejam estes povos como "irmãos").;
1941 - completa-se o registo e isolamento dos judeus, na Alemanha e nas áreas ocupadas. A intenção é matar os 11 milhões de judeus europeus.;
1942 - começam as deportações para os campos de concentração e extermínio, a maioria situados na Polónia. A 6 de Julho a família Frank entra na clandestinidade. Passam a viver no Anexo Secreto, sito no prédio da empresa de Frank e sócios, em Amesterdão. Deixam de ter contacto com o mundo exterior. Permanecem no esconderijo cerca de 2 anos. Os colaboradores de maior confiança levam-lhes comida, roupa e livros. Vive-se sob grande tensão, ansiedade e medo.;
1944 - 1 de Agosto - Anne Frank escreve pela última vez no seu diário. A 4 de Agosto a família é capturada e deportada. Até hoje não se sabe quem os denunciou... Vão para o campo de Westerbork e a 3 de Setembro partem com destino a Auschwitz. Em Outubro Anne e a irmã Margot são levadas para Bergen-Belsen.;
1945 - Março - Margot (irmã de Anne) e Anne, doentes de tifo, morrem, com poucos dias de diferença uma da outra. A mãe delas (Edith Frank) entretanto tinha já morrido em Janeiro mas elas nunca souberam pois estavam separadas. O pai sobrevive. No final de 1945 é libertado pelos russos, em Auschwitz. Ele não sabe se a família ainda está viva ou não. Mais tarde fica a saber que tanto a mulher como as filhas estão mortas. 
Termina a II GG, com a vitória dos aliados. Mais uma vez a Alemanha perde a guerra.;

1947 - Junho - o "Diário de Anne Frank" é publicado pela primeira vez. (Actualmente está traduzido em 55 idiomas, e mais de 20 milhões de exemplares foram vendidos);
1948 - é aprovada a Declaração Universal dos Direitos Humanos;
(...)
1960 - o Anexo Secreto é aberto ao público. Tem como missão a sensibilização acerca da discriminação, preconceito e violação dos direitos humanos.
(...)
1986 - ficou cientificamente comprovado que o diário é verdadeiro. Isto para os que afirmam que o Holocausto nunca existiu...

"A uma lei anti-semita seguia-se outra, e a nossa liberdade foi seriamente restringida. Os judeus são obrigados a usar uma estrela-de-David na roupa; os judeus são obrigados a entregar as suas bicicletas; os judeus não podem andar nos eléctricos; os judeus não podem andar de automóvel, mesmo em particulares; os judeus só podem fazer compras entre as 3 e as 5 horas da tarde; os judeus só podem ir a barbeiros judeus; os judeus não podem sair à rua entre as 8 horas da noite e as 6 horas da manhã..."

"A melhor coisa é poder escrever o que penso e sinto, caso contrário, iria sufocar-me completamente."

"Ontem, ao espreitar pela cortina, vi dois judeus. É uma sensação estranha, quase como se eu os traísse e estivesse aqui para espionar a sua infelicidade."
(Anne Frank)

sábado, 26 de maio de 2012

Calvin & Hobbes

As tiras de Calvin & Hobbes, do cartoonista Bill Watterson, são só assim deliciosas... São as aventuras de um miúdo de 6 anos, impulsivo, imaginativo, muito curioso, mau-feitio mas de bom coração e do seu peluche de estimação, que para o Calvin é um tigre muito grande, comilão, preguiçoso e brincalhão e companheiro de todas as peripécias. Na escola as coisas não correm lá muito bem...e em casa com os pais ou a baby-sitter nem sempre o Calvin consegue mostrar o seu lado bom...mas nas suas brincadeiras e raciocícinios é um miúdo adorável. Eu gosto imenso e tenho montes de livros deles. Estas tiras que coloco aqui para agora partilhar convosco são do "Progresso Científico Uma Treta!" (ou "Scientific Progress Goes Boink") publicado pela 1.ª vez em 1989. Deliciem-se... :)

 oops.... isto às vezes também me acontece a mim!! :S Those days...

 Ai as questões filosóficas... podem ser... mesmo muito pouco práticas....
 ahn ahn...
 the best!!!
Isto de tomar decisões tem mesmo muito que se lhe diga.... que o diga o Hobbes...