terça-feira, 17 de abril de 2012

Parvoíces!

Ver as coisas como elas são ou realmente acontecem é algo impossível porque a quantidade de factores que influenciam a forma como cada um filtra a informação que recebe é extraordinariamente enorme e simultaneamente única de indivíduo para indivíduo.
Assim, é quase um milagre dentro da probabilidade que póssamos atribuir à própria coincidência que indivíduos diferentes consigam aperceber e sentir uma dada informação de maneira tão semelhante que produza exactamente o mesmo tipo de reacção e os mesmos pensamentos e raciocínios.

O que é afinal de contas um pensamento? Será mesmo preciso fazer contas para responder a uma coisa destas?
O que é um raciocínio? Este talvez seja uma associação de pensamentos lógicos. Ou não.... lógicos. Quem é que define o que é lógico ou não?

Ora bolas.... hoje tenho pensamentos demasiado inquietantes acerca de questões que (e por isso mesmo são inquietantes), muito provavelmente, não me levarão a lado nenhum. Um contra-senso, eu sei, e também sei que menos com menos dá mais... então talvez elas me levem a qualquer lado. Um sítio qualquer onde não sinta esta necessidade parva de fazer este tipo de questões. E aí encontrarei finalmente paz.
Assim se corta todo o mal pela raíz: se algo te inquieta não tentes perceber porquê (porque é muito provável que nunca o venhas a entender), tenta isso sim jogá-lo fora. Mais cedo ou mais tarde, entenderás... não o significado daquela inquietação mas simplesmente que não vale a pena inqueitarmo-nos.

Rendo-me!