domingo, 31 de agosto de 2014

Boa semana a todos!


Pois é... não tarda nada e o Verão acaba! O tempo é vertiginoso, passa a grande velocidade, e então esta altura de que tanto gosto (sol, calor, cores vivas, boa disposição, mar, sorrisos!!!) sabe-me sempre a pouco. É assim a vida! Há que aproveitar muuuuito bem o que gostamos e nos faz sentir bem!

Beijinhos a todos. Boa semana!

Leituras - "A Minha Breve História" - Stephen Hawking

de Stephen Hawking. 2013.


Stephen Hawking "é talvez o físico da actualidade mais conhecido". É tido como uma das mentes mais inteligentes (QI de 160, face aos usuais 90 a 110)
Neste pequeno livro, Hawking dá a conhecer um pouco da sua história. Onde nasceu e em que ambiente cresceu. Tudo isso influenciou  o seu caminho, não obstante ter sempre sido uma pessoa muito curiosa acerca de tudo, especialmente em perceber como é que tudo (o mundo e o próprio universo) começou, de onde viemos e o que estamos cá a fazer. Paradoxalmente ele usou a ciência para responder a algumas questões filosóficas e existências que sempre colocou na vida. 
Aos 21 anos é diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica, e a partir dessa data as suas capacidades físicas e motoras têm degenerado ao ponto de actualmente se encontrar tetraparaplégico. Mas a doença em nada afectou a sua mente e capacidade de raciocínio. Escreveu "Uma Breve História do Tempo", um best-seller na área da ciência para o público em geral, já adaptado ao cinema. 
Ao longo dos anos Hawking tem vindo a surpreender os médicos (que por várias vezes lhe deram tempo limitado de vida) e a comunidade em geral, por não deixar que a sua condição física o limite naquilo que pretende estudar e dar a conhecer ao mundo. Uma pessoa de facto muito persistente, resiliente e inspiradora.

Algumas ideias ou frases que gostei no livro:

"No início dos anos 60, a grande questão da cosmologia era se o universo teve um começo. Muitos cientistas opunham-se naturalmente a esta ideia e, portanto, à teoria do Big Bang, pois achavam que um ponto de criação seria um lugar onde a ciência acabaria. Seria necessário recorrer à religião e à mão de Deus para determinar o modo como o universo começou."

"... o importante é que as pessoas tenham uma compreensão básica da ciência, a fim de que possam tomar decisões informadas num mundo cada vez mais científico e tecnológico..."

"Em 1990, Kip Thorne sugeriu que poderia ser possível viajar para o passado através de buracos de vermes. Pensei que valia a pena estudar se as viagens no tempo seriam permitidas pelas leis da física.
Especular sobre este assunto é complicado por várias razões. Se a imprensa divulgasse que o governo estava a financiar a investigação sobre viagens no tempo, haveriam protestos contra o desperdício de dinheiros públicos e por outro lado a investigação teria de ser secreta por razões militares. Nos círculos da Física poucos são suficientemente temerários para trabalharem num assunto que alguns consideram pouco sério e politicamente incorrecto. Por conseguinte, disfarçamos os nossos objectivos utilizando termos técnicos, como «histórias fechadas de partículas», que constituem um código para as viagens no tempo."

"A primeira descrição do tempo foi dada em 1689 por Sir Isaac Newton, que ocupava a cátedra Lucasiana em Cambridge... que eu também ocupei (embora nessa altura não houvesse uma cadeira como a minha... movida a electricidade!"

"Na teoria de Newton, o tempo era absoluto e avançava inexoravelmente. Não havia recuos, regressos ao passado. No entanto, a situação alterou-se quando Einstein formulou a sua teoria geral da relatividade, em que o espaço-tempo era curvado e distorcido pela matéria e energia do universo. O tempo continuava a avançar localmente, mas havia agora a possibilidade do espaço-tempo poder ser de tal forma deformado que nos poderíamos mover por uma via que nos levaria a um ponto anterior àquele de onde tínhamos partido."

"Ainda que alguma teoria diferente seja descoberta no futuro, não penso que as viagens no tempo sejam algum dia possíveis. Se fossem possíveis, já teríamos sido invadidos por turistas do futuro."

"A condição de ausência de fronteiras implica que o universo seja criado espontaneamente a partir do nada."

"Tenho tido uma vida preenchida e satisfatória. Penso que as pessoas com deficiência se devem concentrar em coisas que essa deficiência não as impeça de fazer e não devem lamentar aquilo que não podem fazer."

"O meu trabalho inicial mostrou que a relatividade geral clássica não se aplicava às singularidades no Bog Bang e nos buracos negros. Mais tarde, mostrei como a teoria quântica pode prever o que acontece no principio e no fim do tempo. Tem sido uma época gloriosa para viver e fazer investigação em física quântica. Fico feliz se tiver acrescentado alguma coisa ao nosso entendimento do universo".

E pronto.... ficámos com ela! Ou ela ficou connosco!

Ora aqui está, srs. e sras., a mais nova residente no meu lar doce lar. :)

Até agora está a ser tudo muito rápido... tranquilo q.b.! Ainda não passou um mês e já muitas coisas aconteceram, (atrevo-me até a dizer que progrediram mesmo!). Aquilo que se me afigurava como um processo lento e algo custoso na adopção de um novo animal tendo um outro já adulto em casa, bem como o voltar atrás no tempo e ter de novamente ensinar o novo membro e adequar toda a dinâmica da casa a este novo elemento, tem afinal (e surpreendentemente) sido mesmo muito rápido. Creio que a chave aqui é lidar o mais serenamente possível com a situação e tratar o animal novo como se o tivéssemos desde sempre e com muito amor. Aprendi que apenas em dias (dias!!!) a minha bichana nova transformou-se, como que se sintonizou na mesma frequência dos já residentes, e reage de forma muito parecida à do Malandro.
A partir do momento em que a aceitei de verdade, e em que os deixei (à nova bichana e ao Malandro) conviverem à vontade (o que implica algumas brigas e arrufos!!).... basicamente a partir do momento em que deixei de me preocupar e deixei as coisas fluírem... tudo se encaixou e tudo se resolveu de forma natural. Afinal a mudança não custa. A novidade não é difícil. O que custa é abrir-mos a nossa mente e aceitar as coisas. Quando isso acontece, o que parecia um novelo emaranhado transforma-se naquilo que sempre foi... algo simples!

A bichana está a crescer. É muito brincalhona e activa. Super curiosa! Adora meter o nariz em cada canto, cada gaveta, cada buraquinho! Outro dia fui dar com ela dentro de um móvel na WC, muito divertida a explorar o que por lá se encontrava, e a coisa que mais gosta é que passar por baixo da rede protectora e ficar a ver o jardim sem "rede" à frente dos olhos. Por ser ainda nova e algo inconsequente já por mais de uma vez a fui "salvar" de situações em que a menina se mete e depois não consegue safar-se sozinha... mas tudo isso faz parte do seu processo de crescimento e aprendizagem.

Quanto à relação entre eles (gatos)... vai indo tranquila mas devagarinho. Já passaram a parte de se estranharem a cada encontro. Agora estão mais numa de se "gramarem". Brincam (e brigam também, mas nunca nada muito violento, até agora!), e depois vai cada um para seu lado para dormirem. Gostava que um dia viessem a aconchegar-se juntinhos e a darem-se mesmo muito bem. Quem sabe. Tem corrido tudo tão rápido que acho que posso sonhar com isso. Até lá é deixá-los darem-se como quiserem e como tiver de ser. Já dizia a minha avó que... o que tem de ser tem muita força!! :))
E A Xaninha/Carminho tinha mesmo de ser!


Aqui está ela!




segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Surrealidades do meu dia-a-dia #3

Mais uma que me aconteceu na estrada, enquanto conduzia.
 
Imaginem-se a contornar uma rotunda de uma só faixa. Numa das entradas há um carro que trava a fundo porque... óbvio... queria entrar na rotunda e reparou que não podia porque já lá estava gente (eu!!). Ora, eu também me assusto um pouco, abano a cabeça (como quem diz ai ai esta gente!), e passo, seguindo calmamente o meu caminho. Nem tampouco buzinei porque é daquelas coisas que acontecem a toda  gente. Não estava portanto à espera do que se passou a seguir.

A jovem criatura (era um ser humano do sexo feminino mas de humana e racional tinha muito pouco) começa a perseguir-me, buzinando continuamente, abre os vidros do carro e é vê-la a gesticular e a aos berros chamar-me nomes, muitos alhos e bugalhos à mistura, e "encosta aí se tens coragem filha da p%$&#""... Coisa que não fiz porque ignorei-a completamente. Mas ela não satisfeita continua a perseguir-me, faz pisca, buzina novamente e entra numa zona de estacionamento... Devia estar à espera que eu fosse ter com ela!! Really?! Depois lá desaparece. Para bem longe espero eu!!
A gaja ou é parva ou está descompensada. Pensaria ela que eu ia levianamente parar o carro e ir ter com ela? Não me parece que ela quissesse conversar sobre o código da estrada... É que mesmo que ela estivesse a precisar de uns esclarecimentos sobre prioridades, o estado em que estava nem dava para conversar. E pronto... tive ali um bocadinho da tarde muito animado mas muito pouco divertido.

Pergunto-me... se eu tenho parado o carro o que é que aquela "australopitheca" me ia dizer ou fazer?! Além disso eu ia dentro da rotunda... continuo sem perceber qual a dúvida e todo aquele aparato! Ele há coisas... Gastou pneu? Assustou-se? Problema dela. Já me aconteceu o mesmo e não fiz a figura de ursa que ela fez... apenas segui o meu caminho.


 Acho que as pessoas andam malucas. Endoudecidas. Enlouquecidas. Enraivericas. E essas são sempre as mais perigosas. Porque ajem sem raciocinar, por instinto primário e com ferocidade. Não há cá palavras nem falinhas mansas. Essa gente é da pior estirpe e há que evitá-los. Porque qualquer confronto nunca será justo nem equilibrado. Um doido não tem nada a perder e por isso agride, ataca (e expõe-se) facilmente. E eu não quero saber de intimidades com essa gente!! Safa!! :P

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A ver se...



A ver se não nos esquecemos disto!! Muito importante! Diria mesmo essencial!! :)

Bom final de semana... yeeeee.... e bom fim-de-semana!! yaaaaaa!

Melhor atitude!


Às vezes (sempre!) a melhor atitude perante os acontecimentos é simplesmente deixá-los... acontecer. Não intervir, não forçar, apenas observar. Sem querer começamos a ver as coisas de forma mais simples e clara. Quando as coisas se tornam muito confusas, complicadas ou difíceis o melhor é mesmo respirar fundo e deixar que o tempo nos mostre as respostas. 

domingo, 17 de agosto de 2014

Fofuras... Em processo de adopção :)


Há umas semanas atrás fui contactada por uma pessoa de família que me perguntava se não queria ficar com a gatinha que eles tinham encontrado e que agora está com cerca de 5 meses. Ela é mansinha, extremamente bonita, não dá muito trabalho mas a família estava com um grande problema. Vão trabalhar para Timor-Leste e não a podem levar, nem têm com quem a deixar. E por gostarem muito dela andavam numa aflição de lhe encontrar um lar. Vai daí... perguntaram-me a mim, ao que eu prontamente, embora com pena, respondi que não. Que não porque o meu gato é adulto, tem o seu território, e a probabilidade da "coisa" correr bem é remota. Comecei logo a antever toda aquela ansiedade que vivi no inicio quando fiquei com o malandro. É que, não obstante de serem muito fofinhos e queridos, são animais, com instinto selvagem, e educá-los e adequarmo-nos a eles e eles a nós não é fácil. Depois disso acontecer percebemos que passam a fazer parte da família e vivem no nosso coração. Mas até aí não vou negar que foi difícil para mim. Talvez porque na altura apenas fiquei com ele por não ter conseguido tê-lo deixado na estrada onde nos cruzámos. Porque na verdade, tinha (e tenho ainda!) medo de gatos e nunca me tinha sequer imaginado a viver com um. Bem... fiquei com o Malandro e hoje adoro-o. Faz parte da minha vida e não concebo um só dia chegar a casa e não o ver. É o meu Malandro!

Voltando à história dos meus primos que me pediram para ficar com a gatinha deles. Respondi que não. E... cá está ela em minha casa. Sim. Não leram mal. Respondi-lhe que não. Mas... que poderíamos tentar juntá-los só para ver como se davam. E, contra todas as expectativas e preparativos nesse sentido, a primeira vez que os juntámos... olharam fixamente um para o outro, arrufaram-se, assanharam-se e miaram durante umas longas 3 horas. Mas não entraram em conflito directo. O que para nós foi algo completamente inédito. Eles cheiraram-se, deram umas patadinhas um no outro, uma ou outra mordidela... mas passado algum tempo brincaram, perseguiram-se um ao outro, e quando demos por isso já comiam das tigelas um do outro e usavam a mesma caixa de areia. Ficámos atónitos... :D

No entanto, e embora as coisas tenham estado a correr de forma mais ou menos pacífica, por vezes há momentos muito tensos, em que rosnam e se mordem  um ao outro. Penso que ainda não estão no mesmo "comprimento de onda" mas creio (e desejo) que cheguem lá daqui a algum tempo.

Da minha parte só me resta observar e fazer pela boa saúde de cada um e dos dois em comum. Ele está educado e estou até orgulhosa dele. Não tem mau íntimo, abstém-se de usufruir das coisas dele, e fica apenas a observá-la de longe. Ele simplesmente permite que ela ande pela casa, brinque com as coisas dele, coma da comida dele, só ainda não quer é muitas aproximações e aí fica zangado e enraivecido. 
Ela é uma doida que se farta de correr a toda a velocidade dentro de casa, quer é brincar e morder tudo o que encontra (especialmente o rabo do Malandro!!!). Agora a minha parte da tarefa é educá-la a viver connosco. E acreditem... não está a ser fácil. Ela é.... gata! Muito decidida, teimosa, altiva e não aceita cá repreensões, palmadinhas ou chamadas de atenção. E não hesita em espernear e morder se se sentir contrariada. Portanto há aqui muito trabalhinho a fazer com esta pequenina.

Não vou ainda mostrar fotos pois como referi considero que ainda estou em processo de adopção e não sei como vão correr as coisas e se fico mesmo com ela ou não. Mas posso adiantar que ela é lindíssima, parece ser de (traçada) raça azul russo ou korat e tem raríssimos olhos cor de âmbar. É bonita. :)

Assim que possível mostro a bichana. :)) 

Wish me luck!!

E a versão original de uma das minhas músicas e letras preferidas e mais interpretadas de todos os tempos é:

Bonnie Raitt - I Can't Make You Love Me

Para mim, há versões interpretadas desta música como as de Bon Iver e Adele (as que mais gosto) que claramente superam a original. Nem sempre copiar ou recriar é mau. Por vezes pode até resultar em algo melhor!E assim, não se é necessariamente melhor ou mais completo por se ser o primeiro ou o original. A impressão, personalidade e sentimento verdadeiro que cada um der à obra já existente tornam-na em algo novo e inesperadamente único.

Letra lindíssima.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Fofuras... take a walk on the peace side


E pronto. As férias praticamente já se foram! :(

Dizem que a lavanda/alfazema tem efeitos suavizantes e calmantes. Imaginem só como é que não se deve ficar após um passeio por estes campos carregadinhos deste arbusto... 

Bom feriado e bom fim-de-semana. Muita paz. :)

Beijinhos

The Woodsman

The Woodsman. 2004.


Um homem que luta contra o desejo que sente por jovens raparigas. Um homem profundamente perturbado e simultaneamente consciente da sua situação (haverá pior sentença que essa?!??! Julgo que não...).
Ele não só sabe que não é "normal", como também sabe o que é ser "normal" ou pelo menos aquilo que ele gostaria de ser.
Pode parecer banal dizer isto mas se pensarmos bem, há um enorme desafio nas nossas vidas: percebermos o que é isso de ser normal, aceite na comunidade e na sociedade, e decidir se queremos "pactuar" com essa normalidade ou não.

Achei este filme profundo e tocante. A forma como está descrita a história leva-me a questionar a existência real de uma patologia psíquica associada a actos criminosos, como sejam a pedofilia, violações e demais crimes sexuais. E é difícil aceitar isso, porque os actos em si são... repugnantes, inaceitáveis e indesculpáveis.

Mas, perceber que, de entre todos (ou serão todos?!) os arguidos nesses casos de crime sexual, podem existir pessoas que estão doentes e estão a tentar lutar contra essa tendência que sentem naturalmente, leva-nos talvez a encontrar justificação para os casos de inimputabilidade. De qualquer forma, o acto/crime em si não deixa de ser condenável. 
Como identificar correctamente esses casos e qual a forma mais justa de abordá-los... deverá ser um dos maiores desafios nos tribunais, e para a sociedade em geral.
Outra mensagem do filme é a de que só podemos resolver os nossos medos se deixarmos de fugir deles e os encararmos de forma directa e sincera.

O lenhador - woodsman -  é aquele que na história do capuchinho vermelho consegue tirar, com um machado, a menina da barriga do lobo, sem que esta tenha um só arranhão. Na vida real conseguirão existir lenhadores? E se um desses lenhadores, for no seu íntimo um lobo, e esteja portanto, no momento da luta com o lobo que comeu o capuchinho vermelho, a lutar simultaneamente contra este e contra si próprio?!