sexta-feira, 24 de março de 2017

Ilha da Madeira







Estive recentemente na Madeira. Foi uma visita muito rápida mas deu para passear e ver paisagens lindíssimas. Já lá tinha estado há cerca de 7 anos. Não me recordava de algumas coisas mas tive a mesma sensação que na altura senti. Que é um destino com muita oferta (coisas para fazer), um clima agradável, boa comida, pessoas simpáticas e paisagens de cortar a respiração. Vale muito a pena!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Algures numa parede pelas ruas da cidade de Évora


O que é Arte Urbana/ Street Art? Talvez tenha começado naquilo a que hoje (!!) chamamos de arte rupestre, passando depois pelo muralismo (nos anos 20 e 30), depois ao writing e grafitismo dos anos 70, tendo sempre como alicerce uma certa rebeldia e contra cultura.

Há quem se ache no direito (numa clara atitude abusiva, e portanto desrespeitadora dos direitos dos outros!) de utilizar as paredes públicas (que são de todos e não são de ninguém especificamente) ou privadas (mas não as suas!) para fazer gatafunhos e rabiscos ou escreverem mensagens (muitas vezes com erros ortográficos crassos!) que não interessam nem ao menino Jesus! 

Isto de aperceber determinada beleza ou propósito concreto e justificável num qualquer escrito ou desenho que usualmente vemos nas paredes da cidade é algo subjectivo. Aquilo que para mim pode ser a maior atrocidade contra um bem público e devia ser considerado e punido como crime, para outros pode significar a evolução da sociedade, uma expressão artística de um novo pensamento, o anti-regime e a contra cultura, e ter beleza. O contrário também é possível.
Eu gosto de graffiti. Mas que seja bem feito, pensado, de preferência legal, e que venha valorizar o sítio onde for feito. Aprecio imensos artistas cujo trabalho está nas ruas. Acho-os geniais.
Mas não gosto de ver paredes pixadas/pichadas, com mensagens sem nexo ou individuais, com desenhos mal feitos e mal criados, isso para mim é vandalismo puro e abuso de direito de expressão, na maioria não passam de protestos vazios e desrespeito pelo património. De qualquer forma é muito difícil controlar este tipo de actos. A menos que vivêssemos em locais permanentemente vigiados (e portanto onde teríamos de ceder grande parte do nosso direito à privacidade) é que se conseguiria controlar esses pseudo-artistas-que-não-têm-mais-nada-que-fazer. O eterno dilema. Se queremos mais controlo geral abdicamos de controlo individual. E nessa luta de forças vão tomando expressão a delinquência e outras "coisas" afins...

No sítio onde trabalho foi plantado este pessegueiro há cerca de 3 anos. Este ano começou finalmente a rebentar e a oferecer-nos à vista estas belíssimas e encantadoras flores, estando portanto na fase de quiescência, o que significa que daqui a uns meses há grande probabilidade de termos magníficos pêssegos! Hummmmm nhami! Adoro! E adoro ficar deslumbrada a ver a sua evolução dia a dia. A natureza das coisas e a forma como a vida se desenvolve e cresce continuam a ser os mais belos mistérios. E eu quero, preciso e respiro apreciar tudo isso.