terça-feira, 29 de setembro de 2015

Boa semana!


Entonces... Boa semana para todos! ;)

Beijinhos!

A memória... essa muleta, essa arma...


Estive recentemente em Sevilha (assim que possível partilho algumas fotos e opinião geral) e, entre outras coisas, visitei o Museu da Ciência. Tinha duas exposições interactivas muito giras e interessantes. Uma delas era sobre a Memória...

Já pensaram o que seríamos e como seríamos sem memória? (Muito possivelmente não seríamos grande coisa... ou simplesmente não seríamos!) E tendo-a, a forma como a utilizamos pode ser moldada por nós e pode moldar a nossa vida? E a memória corresponde à realidade ou é sempre a interpretação subjectiva da realidade agravada pela distorção do tempo?

A existência de memória é o que, entre outras coisas básicas à sobrevivência e  vivência do dia-a-dia, torna possível adquirirmos conhecimento e evoluir. Será mesmo assim? Se somos nós que comandamos a memória?

Uma pessoa sem memória é... ?

Wellcome Autumn... Be gentle, please!


O Outono já começou há uns dias mas agora é que se fez sentir. Ou pelo menos agora é que eu o comecei a sentir! Adoro o Verão e gosto mais de calor do que de frio. Mas simpatizo com esta estação. O meio-termo. As cores. O castanho e o cinza com rasgos de luminosidade e de verde-azuis. Gosto das primeiras chuvas. De como de repente toda a poeira baixa, as ruas ficam lavadas, e todas as perspectivas parecem limpas e renovadas. O respirar reencontra uma leve frescura...
Gosto de respirar fundo nas noites, não muito frias, de Outono, em silêncio, a observar o céu e a tentar predizer a chuva que aí virá... ou não!
Gosto!

Surrealidades do meu dia-a-dia #32

Adoro crianças. Identifico-me com elas (na verdade sou apenas e só uma criança também...lololol)! E são sempre momentos mágicos... e divertidos! Ora vejamos o que decorreu entre mim e uma criança (de verdade!) durante o jogo das palavras e o jogo do Pictionary:

No jogo das palavras através das letras. O meu adversário tinha duas cartas para fazer uma palavra... Como podem verificar na imagem (observando os cantos de cada carta e respectivas letras possíveis de utilizar...), ele podia facilmente fazer as palavras "AU" e "CHA"... mas pensou, pensou, pensou... e decidiu acabar as suas cartinhas com esta linda e educada palavra: 
(comecei por lhe dizer que palavras deste tipo não valiam mas lá se aceitou e ele ganhou o jogo!... LOLOLOL... fartei-me de rir!!!)



No Pictionary (ele desenhou... era eu a tentar adivinhar todas as imagens...):

1.

Eu: - É uma casa! Uma habitação? Uma casa com jardim? Um edifício? Um prédio? Uma moradia? Uma.... (disse mil e uma coisas!)
Ele: - Não! Não é nada disso! Não consegues adivinhar não é?!
Eu - (um bocado frustrada...) Não, não consigo... diz lá então o que é isso!

Ele: - É um jardim de infância!

Eu: - WHAT?!?!? Onde é que isso é um Jardim de Infância meu menino?! Nem sequer há aí crianças nem brinquedos ou coisas do género!!!!

Ele: (com uma tremenda cara de admiração) - Claro que não! Porque as crianças estão lá dentro a brincar!!!!

Dahhhhhhhhhh!

2.

Eu: - Acenar! Abraçar! Agarrar! Dar uma chapada! Bater! Fazer festinhas?!?!... e acabaram-se-me os palpites...
Ele:(...) - Segredar!

Ahhhhhhhhhhhhh!

3.


Eu: (devo confessar que logo logo isto não se me parecia com nada!!)  - Arh... Um coração? Mas e as estrelas? Uma pata com dedos e unhas grandes? Vulcões?! Universo?.... Sei lá!
Ele: - É o planeta Marte!
Eu - Desculpeeeeeee?!!!?!? Não estou a perceber...

Ele: - Então não vês... estão aqui as montanhas do planeta Marte, as estrelas à volta...
Eu: - Bem... ao menos tinhas feito o planeta redondo... era mais fácil de adivinhar digo eu... :)
Ele: - Ah pois é! Esqueci-me dessa parte!
Eu: - Hum hum pois.... :D :D

Uiiiiiiiiiiiiiiiii!

E pronto, esta foi uma pequena amostra do tipo de desafios a que sou sujeita e que obviamente me fazem perder o jogo!

A dissertar sobre o Tempo, a sua passagem e respectivas marcas...

Estava aqui a pensar que o Tempo, para além de soberano, melhor tratamento da dor ou angústia e melhor aliado da sabedoria... é também um grande artista! Que subtil, e diariamente, nos usa, a nós e a cada coisa existente, como tela em branco na qual vai desenhando. Ruga a ruga, traço a traço... aquilo que, no final, corresponde, não a nós nem a cada coisa, mas tão somente à sua passagem!
As rugas não são nossas. São do Tempo. Os riscos e as manchas na parede não são daquela casa. São do Tempo também...

Nós não existimos senão apenas para representar várias vertentes em simultâneo. São elas a Vida, o Amor, o Tempo, e a Morte.

"As rugas do Tempo na parede"

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Adoro...

Sam Feldt - Show Me Love (ft. Kimberly Anne)

E a letra... já bem antiga... é... especial. :)

terça-feira, 22 de setembro de 2015

We should not think too much, but...


Podemos incluir-nos a nós próprios?!

;)

Thinking about it...

Leituras - "Vagabundos de Nós"

de Daniel Sampaio. 2003.


A imagem da Pietà na capa do livro não é por acaso (eu já vi a escultura da Pietà ao vivo e realmente é especial... senti uma carga energética muito forte...). A história é acerca de uma mãe a proteger o seu filho... Uma mãe super-protectora, que deposita no seu filho primogénito as maiores expectativas. Esta mãe é, simultaneamente (e encadeadamente), uma mulher que vive extremamente insatisfeita. Tem um casamento no qual não se sente feliz, frustrada pela falta de amor e paixão conjugal, e encanto na sua vida. É portanto muito mais mãe do que mulher... Acontece que a sua grande pérola... não deixa de ser uma pérola... mas não é como aquela mãe e o resto da família idealizaram. Esse filho, em que a mãe deposita todos os seus pensamentos e amor, é homossexual. E também ele vive em conflito constante consigo próprio. Lutando entre os seus instintos e aquilo que a família e a sociedade em geral lhe exigem que seja. Até que... a verdade não consegue ocultar-se para sempre (como sempre...) e esse facto origina toda uma sucessão de relatos e vivências de ambos os lados. Da mãe, que tanto quer compreender e aceitar e proteger o filho como não consegue compreender e lidar com a sua própria frustração, e do filho, que vive sob angústia crónica, alterando entre ideias sobre suicídio e perdido nos prazeres do que os seus instintos lhe indicam para seguir e fazer.
Ele morre.
No livro, tem-se a perspectiva da mãe e do filho, em separado, sobre os mesmos factos. Há culpas, violência passiva e activa, há ciúmes, possessão, tristeza, frustração, mas também há amor, companheirismo, e um pouco de esperança. De aceitação e da humildade nesse acto libertador.
Acima de tudo, obriga-nos a reflectir sobre o quão bom e quão mau o ser humano pode ser. Faz-nos também reflectir sobre excesso de amor e de zelo, que não são saudáveis quando surgem na sequência de um redireccionamento de amor frustrado noutros sentidos.

Frases ou palavras que registei deste livro:

"... estarias ao pé de mim pela última vez, poderia beijar-te e dizer adeus, não consegui na altura entender que jamais me vou separar de ti mesmo para além da tua morte..."

"Sentia uma espécie de buraco dentro de mim. Sabes que mais tarde encontrei muitas vezes esse vazio. Foste a única pessoa que sempre o notou. Agradeço-te nunca me teres deixado completamente só."

"Acho que esse é o problema dos pais. Preocupam-se, queimam as pestanas a ler livros de psicologia e não percebem o que está à frente dos olhos."

"... nunca se ama em demasia. O que nos deixa perdidos é a falta de amor."

"... respondi aquilo que sei enfurecer os médicos e os políticos, «se tivesse aqui um filho não dizia isso»..."

"Era, sobretudo, uma pessoa inesperada."

"... o papá disse um dia que um homossexual de sucesso era uma coisa perigosa, porque podia fazer com que outros resolvessem imitá-lo."

"Um pai é alguém que nos guia. Um adulto que nos orienta quando nos sentimos perdidos. Uma pessoa (não vais gostar muito disto) que nos ajuda a sair do colo da mãe."

"Vou confessar-te uma coisa: a violência do pai foi tão grande que o meu único consolo foi ter feito nascer em mim um ódio forte, capaz de neutralizar o medo com que fiquei. Quando estava no chão ec o pai me pontapeava, a raiva enchia o meu peito, sentia que poderia aguentar tudo o que ele quisesse descarregar sobre mim."

"... escondida nas linhas da redacção sobre o pai... está a violência do seu silêncio... E sempre a minha cobardia"

"... é mais fácil ser homossexual no meio artístico?"

"É na morte que tudo termina e recomeça."

"As pessoas não precisam exigir respeito, Merecem-no."

"Pergunto-me agora em que instante a tua vida deixou de existir dentro de mim, em que momento o medo voltou e me perdi de novo."

"... andava a fingir para fugir ao meu problema..."

"Às vezes corria ao encontro dessas sombras, na confusão do silêncio à tua volta tentava reencontrar-te."

"... Carl Whitaker e a sua «síndrome de David e Golias», em que a mulher, de modo inconsciente, alimenta no filho o ódio pelo pai, como modo de se vingar de uma relação de permanente insatisfação conjugal. O pequeno David cresce, um dia vencerá Golias e ficará para sempre com a sua mãe."

"A psiquiatria tradicional perturbava a minha atenção... «The hindrance of theory in clinical work»..."

"... o terror de ser quem sou e a vontade de me aceitar confundem-se, sinto-me enlouquecer."

"Viver é violento."

"... ali ficaria para sempre... unidos pela memória do que construímos. Vagabundos da nossa condição."

sábado, 19 de setembro de 2015

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Surrealidades do meu dia-a-dia #31

A almoçar num restaurante. Um casal na mesa ao lado pede costeletas de borrego grelhadas. O empregado de mesa traz a comida, passa por lá uns momentos após para perguntar se estava tudo do agrado dos clientes (ao que eles respondem que sim. Que a comida estava óptima!). Terminam a refeição. O empregado vem levantar a mesa, recolhe um, depois o outro prato. Sorri. E mesmo antes de ir embora, vira-se novamente para a mesa e solta a seguinte e comovente dissertação para os clientes:

- Ai estavam boas as costeletinhas, estavam? Olhem ainda a semana passada fui à quinta de um amigo meu e ele tem lá muitas ovelhas e carneirinhos. E que fofinhos! É vê-los a brincar, e vêm ter com a gente, são tão especiais! Dá vontade de abraçá-los! As ovelhas são espertas, ainda que muita gente não ache isso. E havia um cordeirinho que gostei ainda mais, parecia um cão, o meu amigo chamava-o pelo nome e ele vinha! Uma maravilha! E o que vão desejar para a sobremesa?!

?!?!?!?!?!??!?!?!?!?!?!?!!?!?!?!?!?!??!?!?!?!?!!?!?!?!?!?!?!?!......?!!?!?!?!?!?!?!?!!?!?!?!?!??!?!?!?!?!??!?!?!?!?!?!?!?

Ahhhhhhh.... e pronto. Okidoki. O empregado ali esteve a falar sobre o quão especiais são os borregos... precisamente ao casal que acabou de comer umas belas costeletas de... borrego. Ora não me parece que após o referido repasto as pessoas quisessem de facto recordar o quão fofinhos são os cordeirinhos, e quão especiais são os borregos em geral. Chamem-lhe fugir ao sentimento de culpa, chamem-lhe incongruências omnívoras... por norma não acho que as pessoas se gostem de lembrar que se teve de matar para que elas pudessem comer. Hipocrisia e véu mental? Sim!!!!!! Mas é assim!

Querem-me portanto parecer muitas de muitas coisas: 

o casal ficou com uma grande azia depois daquela refeição pela qual teve, ainda por cima, de pagar e sorrir no final para não dar parte fraca...; 

o empregado deve receber uma comissão qualquer com a quantidade de pastilhas para a azia que é vendida na farmácia da zona;

o empregado deve ser vegetariano e simultaneamente deve ter muito pouco amor à profissão, ou então é simplesmente... parvo; 

o dono do restaurante nem deve sonhar que o seu querido e simpático empregado que tanta gente cativa para entrar no restaurante, gosta também de ter conversas pouco apropriadas (ao negócio, entenda-se) com os clientes após estes tomarem a refeição.... assegurando que nunca mais lá voltam!!!!

Oki. Doki. Okidoki!

sábado, 12 de setembro de 2015

Fernanda Naman - Gosto!

Fernanda Naman é uma fotógrafa e artista plástica brasileira cujo trabalho e sentido estético admiro imenso. Entre o simples e o complexo, o muito grande e o muito pequeno, o nítido e o desfocado/difuso intencional, as formas geométricas vs disformidades, a super cor e a ausência de cor. Encontro-lhe (na minha humana e subjectiva insignificância...) uma elevada noção de transcendência e de ver as coisas um pouco mais além, muitas vezes através do abstracto... ou seja ela consegue dar a conhecer diferentes perspectivas de ver e olhar as coisas. Muito bom trabalho artístico. Gosto desta perspectiva! ;)

Site Oficial: http://www.fernandanaman.com.br/

Portfolio: http://www.fernandanaman.com.br/#!portfolio/c1n0f

Alguns exemplos:






sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Bom fim-de-semana


Não queiram ser felizes não... ! :D Mais ninguém o vai ser por vocês! ;)

Beijinhos e votos de um excelente fim-de-semana!

Who knows right?! :P


Oh pa... até gosto!!

Nunca liguei muito a este miúdo, talvez por achar que ele se dava demasiado a ares de "convencidão" e de um momento para o outro passou só a fazer parvoíces... (coisa que pode estar relacionada com a tenra idade em que ingressou no mundo louco da industria do entretenimento e por outro lado transitou para a adolescência no meio desse caos) ... mas esta nova música que ele agora lançou caiu-me no goto... gostei. E até já acho alguma piada ao rapaz (please dont ruin it boy 'cause i fucking hate to deal with severe disappointment!!!!) :)

Justin Bieber - What Do You Mean?

sábado, 5 de setembro de 2015

A ouvir...

Macklemore & Ryan Lewis - Growing Up (Sloane's Song) feat. Ed Sheeran

ÁTOA - Distância

Lost Frequencies feat. Janieck Devy - Reality

Adam Lambert - "Ghost Town"

Kygo - Firestone ft. Conrad Sewell

Lost Frequencies - Are You With Me

Ed Sheeran - Photograph

What about you?


Devemos-nos perguntar isto todos os dias não concordam?! E todos os dias, no final de cada dia, devemos deitar a cabeça na almofada com a resposta honesta dentro de nós próprios. Se é verdade que tudo pode mudar de um dia para o outro e portanto a verdade de hoje pode ser a mentira de amanhã (e vive-versa), também é verdade que muitas vezes o medo da resposta a esta inofensiva pergunta leva muita gente a evitá-la. Se não puder ser todos os dias, então que o façamos com uma regularidade saudável, tendo sempre presente que a vida é curta e só temos um bilhete de viagem... e mais vale fazermos o que nos fizer sentir bem e sermos fiéis a nós próprios do que desperdiçar dias da nossa vida a ter medo, a conformar, a deixar passar e a perder-mo-nos por aí.

Bom fim-de-semana!

Beijinhos

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

A pensar c'os meus botões...

Na minha singela e devaneante opinião, o efectivo desafio nas ciências que estudam e abordam o corpo e organismo humano, e por conseguinte a vida humana, tentando explicar e controlar biologicamente os seus estados de saúde e doença (ou falta de saúde) não deveria focar-se tanto no desenvolvimento de meios de tratamento ou atenuação de estados de doença. Isso é irrelevante ainda que seja apenas aquilo que actualmente conseguimo-nos propor a fazer. Num futuro longínquo e mais evoluído, a abordagem à saúde vai passar a ser totalmente preventiva. (E num futuro ainda mais longínquo que esse... não vamos precisar de prevenção porque... a vida como a conhecemos vai deixar de existir... yup...). Na fase de prevenção, todos os estados de doença são identificados a priori. Até aí, temos de conseguir identificar o momento exacto em que a doença (e em todos os tipos de doença) nasce no nosso organismo e temos de conseguir identificar também cada um dos factores específicos que a causou, de forma inequívoca e significativa. Basicamente estamos a tentar obter conhecimento lendo o livro da vida do fim para o príncipio! O que não deixa de ser engraçado! A doença nasce ao mesmo tempo que a saúde morre, disso não há dúvida. Num ponto exacto do tempo e do espaço. Para cada verso o seu reverso. A ocorrência de doença é existência de equilíbrio natural. É a forma que a vida encontrou de aperfeiçoar-se. Precipitanto a sua continuação ou a sua extinção.
Como é sabido, começamos a morrer no dia em que nascemos. As nossas células vão oxidando dia após dia precisamente pela acção dos elementos de que necessitamos para sobreviver (irónico não é?!) , tanto na fase de crescimento, como na fase adulta/madura, como na fase decadente. A única diferença entre estes principais momentos de existência de vida é o que ainda não conseguimos explicar. Os níveis de energia vital são a única diferença. Uns, como eu, chamam-lhe energia (mas de onde vem essa energia?!), outros chamam-lhe simplesmente vida ou saúde (!), outros alegam ser um milagre (porquê?), ou ainda uma dádiva (mas de quem?). Cada aparente explicação que tentamos alegar só parece estar a aumentar o número de perguntas... já repararam nisso? O desafio é identificar a origem concreta da vida e por conseguinte se descobrirá a explicação para cada estado: biológico, físico, psicológico, emocional, mental e espiritual.  E quem sabe... se descobrirá o próprio sentido da vida!... Tudo se encadeia de forma perfeita. E quem sabe a explicação vai ser afinal uma coisa tão simples que vamos perceber que sempre a soubémos! Mas estávamos tão focados na sua procura que negligenciámos isso!
Num futuro distante vamos então (e talvez) voltar ao passado. Porque todas as coisas se harmonizam, mais cedo ou mais tarde. Vamos constactar que toda a parafernália em torno da doença e das curas e dos tratamentos é inútil (a Medicina de hoje em dia ainda é arcaica, sim... e muito!) e muita coisa poderia (ou deveria) ter sido evitada logo à partida.Vamo-nos aperceber que a natureza é sábia. E nós não devíamos tentar alterá-la consecutivamente. Podemos tentar compreendê-la mas nunca devíamos tentar interferir no seu curso natural. Que é o que temos estado a fazer há milhões de anos... E essa invasão provocou (e continua a provocar) acontecimentos, estados de doença e degeneração em catadupa, com butterfly-effect, atravessando gerações e territórios. O momento exacto em que a doença ocorre corresponde à chave do enigma que todas as ciências procuram. Desde a Biologia, Genética, Medicina até à própria Matemática, Física e Cosmologia. Porque esse momento, em termos conceptuais, é igual ao momento em que a própria vida se gera, de forma quase instantânea. Num piscar de olhos... ;) De forma tão subtil quanto pujante e imperativa.
Portanto... quem é que aqui... pisca os olhos?! Blink blink...



E... para quem possivelmente não percebeu niente do escrito acima... são coisas minhas! Dont worry about it!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Viciadona nisto...

Comecei a ver por mera casualidade. E logo aí percebi que se tratava de uma série um bocado antagónica. (Gostei, portanto...) Pesada e simultaneamente muito leve, normal e banal. Pesada no enredo, na realidade crua e dura que representa mas nunca deixando de ter alguma comicidade e boa energia. Tem romance, nostalgia, comédia, sexo, drogas, adições, tabus, violência, vida normal do dia-a-dia, educação, trabalho, e demais desafios e peripécias que podem acontecer a qualquer um... desavergonhado...! A mensagem principal, a meu ver, é... a vida é dura mas vive-se um dia de cada vez e se possível com um sorriso na cara e... se possível também a fazer um enorme pirete (yeahhhh!!!) para todos os obstáculos que vão surgindo!

A minha personagem preferida não é principal, e não sei explicar porquê mas é o que mais gosto. É o Ian Gallagher (US version). É o terceiro mais velho dos filhos nesta família disfuncional. Tem uma personalidade intricada, com várias facetas em simultâneo mas sem ser dissimulado ou falso, muito pelo contrário, é um miúdo muito sincero. "He’s smart and he’s tough and he's brave and he’s really caring and responsible—and I think that’s not always shown in one character". É um adolescente, é gay, muito disciplinado, educado, tanto forte como sensível. Gosto imenso desta personagem. Transmite normalidade num ambiente e situações caóticas, e uma forma diferente de lidar no que respeita ao tabu da homossexualidade, em que ele, sendo jovem e impetuoso, consegue abordar de forma muito natural e madura. Consegue ser positivo e sereno perante o abismo. E... talvez essa dualidade constante expliquem o facto de parecer ser doente bipolar.