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A dissertar sobre o Tempo, a sua passagem e respectivas marcas...

Estava aqui a pensar que o Tempo, para além de soberano, melhor tratamento da dor ou angústia e melhor aliado da sabedoria... é também um grande artista! Que subtil, e diariamente, nos usa, a nós e a cada coisa existente, como tela em branco na qual vai desenhando. Ruga a ruga, traço a traço... aquilo que, no final, corresponde, não a nós nem a cada coisa, mas tão somente à sua passagem!
As rugas não são nossas. São do Tempo. Os riscos e as manchas na parede não são daquela casa. São do Tempo também...

Nós não existimos senão apenas para representar várias vertentes em simultâneo. São elas a Vida, o Amor, o Tempo, e a Morte.

"As rugas do Tempo na parede"

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