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A memória... essa muleta, essa arma...


Estive recentemente em Sevilha (assim que possível partilho algumas fotos e opinião geral) e, entre outras coisas, visitei o Museu da Ciência. Tinha duas exposições interactivas muito giras e interessantes. Uma delas era sobre a Memória...

Já pensaram o que seríamos e como seríamos sem memória? (Muito possivelmente não seríamos grande coisa... ou simplesmente não seríamos!) E tendo-a, a forma como a utilizamos pode ser moldada por nós e pode moldar a nossa vida? E a memória corresponde à realidade ou é sempre a interpretação subjectiva da realidade agravada pela distorção do tempo?

A existência de memória é o que, entre outras coisas básicas à sobrevivência e  vivência do dia-a-dia, torna possível adquirirmos conhecimento e evoluir. Será mesmo assim? Se somos nós que comandamos a memória?

Uma pessoa sem memória é... ?

Comentários

José Luís disse…
Na minha opinião as memórias (boas ou más) definem e constroem aquilo que é o nosso ser, elas são a nossa história, a nossa aprendizagem, os ficheiros que registam todos os momentos, sons, cheiros, imagens e sentimentos ao longo da nossa vida. Quando as memórias desaparecem a pessoa perde a sua identidade, deixa de ser quem era e transforma-se num vazio.É dramatico ver o acontece por exemplo nos casos de pessoas com Alzheimer em que as suas memórias começam a desaparecer gradualmente num processo continuo que atinge primeiro as memórias recentes e por fim as suas memórias mais antigas.

Beijosss Ana
Ana Dionísio disse…
Penso exactamente assum também. Acho até que muito pior do que morrer é esquecer. Esquecer-mo-nos de quem somos, o que fazemos aqui, da nossa história, de quem nos rodeia... isso é mil vezes pior do que simplesmente morrer. Alzheimer é um bom exemplo de morrer, continuando a viver.

beijinhos Zé! Obrigada pelos teus comentários! ;)

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