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Um exemplo em forma de inspiração e despertar através da reflexão

Oliver Sacks morreu este ano com 82 anos. Foi um neurologista que em parte veio desmistificar e transformar a perspectiva geral sobre os doentes mentais. Principalmente sobre as pessoas, seres humanos como todos os outros, por detrás da doença mental.

"Em 50 anos de carreira, Oliver Sacks alertou para as necessidades dos pacientes com distúrbios mentais, chamando a atenção para a sua resiliência e humanidade. "Ele não ama em abstracto, mas admira e aprende com cada indivíduo, mesmo se estiver devastado pela doença", constatou a escritora Hilary Mantel, em 2013, no The Guardian. Esta preocupação era notória nos seus "contos clínicos", textos baseados em casos reais. Entre 1970 e 2015, publicou 13 livros e vendeu mais de um milhão de cópias só nos EUA.

Conhecido como "poeta laureado da Medicina", estudou o autismo, a epilepsia e a síndrome de Tourette (caracterizada por múltiplos tiques). E descobriu que a música ajuda na recuperação deste tipo de patologias. 

Despertares, de 1973, sobre um grupo de doentes catatónicos que acordou graças a um medicamento administrado por ele, é um dos seus livros mais populares. A história foi adaptada ao cinema em 1990, com interpretações de Robert De Niro e Robin Williams. Outro dos seus casos célebres, relatado em O Homem que Confundiu a Mulher com um Chapéu, centrava-se num professor de música que interpretava composições, mas confundia a mulher com um chapéu (tinha prosopagnosia, incapacidade de distinguir rostos). (...)", (por Ana Catarina André, Revista Sábado)

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