Segunda-feira, 13 de Junho de 2011

Mistérios de Lisboa


Já terminei de ver o filme que é realmente uma longa (muito longa mesmo!) metragem (4h26m), com base no "trágico e intemporal" romance de Camilo Castelo Branco (1854). Gostei, acho que vale a pena pela estória intrincada e principalmente por conseguirmos ter percepção de como eram as coisas naquele tempo, para os ditos nobres. As conversas, os interesses, os saraus, os duelos, as relações, as roupas e a própria maneira das coisas acontecerem.

Frase que me ficou do filme quase a terminar:
"Descobre-se depressa que não é difícil desaparecer aos olhos dos outros, mas os nossos próprios olhos seguem-nos por todo o lado".

Dá que pensar. Podemos fugir dos outros mas nunca de nós próprios e às vezes nós representamos para nós mesmos os nossos maiores perseguidores e os nossos maiores medos. Há enfim que aceitar isso e enfrentá-lo.

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