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E ela diz


Às vezes ela pergunta-me porque é que isto tinha de acontecer.
Eu já lhe disse tantas vezes que não sei, que mais não sei o que lhe hei-de dizer.
Deixa de existir um só sentido e uma só definição para o correcto e para a verdade.
E no decorrer nos dias debatem-se a ferro e fogo a coragem e a saudade.
Sentimento tipicamente português, dizem alguns.
Mas quem sente sabe que a saudade é alheia a países ou culturas.
É uma coisa que vive no coração da gente.
É algo que torna o ausente... presente.

E ela sente.
Sente também que a sua cabeça anda numa tal confusão, que é difícil, tão difícil ouvir o seu coração.
O que mudou ou não, não interessam agora.
Porque é que isto tinha de acontecer? (Pergunta-me ela novamente.)
E eu respondo: Agora não. Não agora. Isso não é pergunta para se fazer a esta hora!

Boa noite.

Comentários

Anónimo disse…
Ela pergunta... Pergunta como quem sabe sem experimentar, como quem imagina sem sentir, como quem vê sem presenciar... Ela pergunta, porque perguntar é fácil! Mais difícil ainda é responder a uma pergunta, que de pergunta não tem nada... E de pergunta em pergunta se vai ganhando coragem, não para bater a saudade mas para responder a essa questão que a ninguém dá margem para ilusão!
Ela sente sem sentir, sente raciocínio, como se seu coração palpita-se não em seu peito... Mas na sua mente! Porque é sempre fácil pensar que sentimos... Difícil é sentir sem pensar! E de tanto pensar, lutar, sofrer... O que já era difícil, torna-se impossível!
Sentir é meio caminho para pensar... Pensar é um complemento do que sentimos!

Cada pessoa é como um planeta! Tem um núcleo, que rege tudo o resto... Depois tem diferentes camadas que vai ganhando ao longo da sua vida até se tornar o que ela é!

Boa noite...
Anónimo disse…
e eu cá a pensar que isto me serve que nem ginjas!!! puema
Ana Dionísio disse…
Algum problema "Anónimo" do dia 29 Set - 20h07m ??

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