Avançar para o conteúdo principal

Surrealidades do meu dia-a-dia #18

Ir ao mercado e ver uma banca cujos produtos tinham muito bom aspecto. Aproximo-me do senhor vendedor (um velhote de boina, gordinho, muito simpático) e pergunto qual o preço dos espinafres.

- Ahhh esses são muita bons! Dôs molhos por 1,5€! O espinafre é muita bom para fazer aquilo... ai como é que se chama... o espernegado!! ehhh se eu gosto disso! - disse o senhor.

Não consegui evitar. Fartei-me de rir. Espernegado?!?! Oi?! Essa palavra a mim só me remete a pernas e a espargata e sei lá... bem, é certo que o prefixo "esp" vem de espinafre, o resto é que desbanda tudo!!! De repente imaginei o velhote numa salganhada de pernas e espinafres e espargatas! Um filme! 

Ainda lhe disse a rir - pois é sim, é muito bom para isso sim, para o esparregado (!!).

Ao que a personagem ainda me respondeu muito contente: 
- sim... eh pa se gosto disso, sempre que como espernegado até parece que durmo melhori!

Pois imagino! Com essa ginástica toda de pernas... e de palavras ou de letras... :)

E assim ficámos. Eu com os espinafres e ele com o espernegado. Agora não consigo evitar. O esparregado ganhou todo um novo sentido para mim! Já tem uma história engraçada e um nome diferente.


ihiihihihihihihihihihihihihihihihihiihihihihi


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Évora - Portugal 2007 Vai uma lengalenga? Anani Ananão. Saltas tu e eu não. Pássaro ou avião? Fico eu e tu, não.

Leituras - "Equador"

de Miguel Sousa Tavares. 2003. Acho que, até à data, este deve ter sido o livro que li (ou absorvi...) mais rapidamente. Desde a primeira página até à última página prendeu-me e dele não me consigui libertar até terminar. Por variadas, e talvez algumas até inconscientes, razões. Porque estive recentemente no país sobre o qual a história recai - São Tomé e Príncipe. Porque consegui ligar cada detalhe descritivo aos sítios concretos por onde também passei. Porque percebi e senti a história. E por tudo o resto de um conjunto de pontas soltas e aparentes coincidências que aqui se ligaram. Mais não será preciso dizer para concluir que gostei bastante. "Quando, em Dezembro de 1905, Luís Bernardo é chamado por El-Rei D.Carlos a Vila Viçosa, não imaginava o que o futuro lhe reservava. Não sabia que teria de trocar a sua vida despreocupada na sociedade cosmopolita de Lisboa por uma missão tão patriótica quanto arriscada na distante ilha de S. Tomé. Não esperava que o cargo de...